domingo, 10 de abril de 2016

Darwinistas, Intelligent Design: Guerra de Cosmovisões



Ben Stein, o entrevistador
 Deparei com um documentário muito interessante, produzido pela “Premise – Media Corporation”, e mentorado por Ben Stain. O filme, chamado “Expelled – No Intelligence Allowed”, remete ao conflito entre cosmovisões nos bastidores da ciência. O     filme começa com cenas do muro de Berlim Oriental em construção, no pós 2ª Guerra Mundial, para ilustrar a violação à liberdade praticada pelo establishment cientifico, nos EUA. O Darwinismo afirma que a vida é resultado de um processo natural, a partir da matéria. Os cientistas adeptos do Inteligent Design, por outro lado, afirmam que existe um “desenhador inteligente” guiando a matéria para dar forma e vida à realidade, tal a complexidade da célula e da existência.
Nesta reportagem destacamos depoimentos do documentário – todos gravados em vídeo e editados no filme - fundamental para a compreensão do choque de ideologias, em nosso tempo e, em especial, no Brasil atual, cuja crise ética e politica abre portas para reflexões mais profundas (José J Azevedo).


O MURO E A LIBERDADE

O filosofo Richard Dawkins define esse conflito como “uma escaramuça numa guerra mais ampla”. Afirma: “Eles nunca vão aceitar que temos uma explicação melhor, apenas incomodam e fazem-nos perder tempo com uma variedade de assuntos que vão desde a economia, os direitos civis, até como não arruinar a vida com dez passos simples” .

Charles Darwin: Inspiração para Hitler e cientistas do nazismo!
Toda a trama do filme é dirigida por Ben Stein, líder de um movimento que luta pela liberdade na ciência. Ele entrevistou cientistas proeminentes de ambos os lados do “muro”, nos EUA e na Europa. Ele afirma: “A liberdade é a essência da América. Estamos a falar da liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade sem medo, liberdade de religião. Martin Luther King disse, “a América é essencialmente um sonho”. E disse que é um sonho de liberdade e igualdade. A América simplesmente não seria a América sem liberdade. Em cada ponto de mudança da nossa história, a decisão sempre foi a respeito da liberdade. A liberdade é o que faz esta nação grande. Ela permitiu-nos criar, explorar, ultrapassar todos os obstáculos que enfrentamos enquanto nação. Agora, imaginem que estas liberdades nos sejam retiradas Onde estaríamos? O que teríamos perdido? Bem, infelizmente, já não é preciso imaginar. Está a acontecer! Estamos perdendo nossa liberdade num dos setores mais importantes da sociedade... a ciência! Eu sempre assumi que os cientistas eram livres para levantar qualquer questão, perseguir qualquer linha de raciocínio sem medo de represálias. Mas, recentemente, fiquei alarmado ao descobrir que este não é o caso”.
Tudo começou quando Ben Stein conheceu o Biólogo evolucionista Richard Sternberg, em Washington, d.C. A sua vida estava praticamente arruinada desde que ele se desviou da “linha do partido”, enquanto editor de uma publicação científica, afiliada ao prestigiado Museu Smithsonian de História Natural”.
Ben Stein: “Ele atreveu-se a publicar um artigo do Dr. Stephen C. Meyer [PhD in History and philosophy of science – Cambridge University]- um dos mais proeminentes ativistas do movimento do “Design Intelligent”. O artigo fez nascer uma tempestade de controvérsias, apenas porque sugeriu que o “Design Intelligent” pode ser capaz de explicar como a vida começou. Como resultado, o Dr. Sternberg foi forçado a demitir-se por colocar sob suspeita o Darwinismo”.
Dr. Richard Von Sternberg: “A simples menção do “Design Intelligent”, feita no final do artigo, foi um objetivo demasiado ambicioso para muitos e fez o copo transbordar, porque eu estava a dar ao assunto do “Design Intelligent” um aval de credibilidade”.

EXPELINDO MAL COMPORTADOS

Depois que a Dra. Caroline Crocker simplesmente mencionar “Design Intelligent” em aula de Biologia Celular, na Universidade George Mason, a sua promissora carreira acadêmica teve fim abrupto.  Dra. Caroline conta: “O meu supervisor conduziu-me para o seu escritório. Ele disse: “Eu vou ter que discipliná-la por ensinar Criacionismo”. Eu respondi: Eu me referi ao “Design Intelligent” num conjunto de slides, mas eu não ensinei sobre o criacionismo. No final do semestre eu perdi o meu emprego”.
Desde então a Dra. Caroline nunca mais consegui emprego. Seu perfil no Google mostrava sua “rebeldia”. 

Dr. Michael Egnor
Dra. Caroline Crocker
Não apenas os biólogos a experimentar a rejeição. Quando o neurocirurgião Michael Egnor escreveu um ensaio para os seus estudantes, afirmando que os médicos não precisam estudar evolução para poderem exercer a medicina, os Darwinistas rapidamente agiram na tentativa de exterminar esta nova ameaça:
Dr. Michael Egnor: “... Eu apercebi-me de que quando de certa forma vim a público com minhas dúvidas acerca da consistência das teorias de Darwin, eu encontraria críticas e oposição. O que me espantou, porém, foi a maldade e o baixo nível dos ataques”. Foi demitido!
Outro cientista, rejeitado por colocar dúvidas sobre a teoria de Darwin, o Professor Robert  Marks, disse: “O que está a acontecer neste momento na América, por causa deste Gulag científico, é de fato terrível”.
Dr. Robert Marks II: “Para que se possa conseguir bolsas é preciso fazer marketing pessoal. Assim publicam-se sites e identificamo-nos como “laboratório” e “grupos” e outras coisas assim, de modo a termos visibilidade. E ao longo de toda a minha experiência em academia eu nunca tive que ir a nenhum superior e pedir permissão para o que quer que fosse para publicar um destes laboratórios”.
Ben Stein: “O Dr. Guilhermo Gonzalez [PhD em Astronomia da Universidade de Washington; Professor Assistente de Astronomia em Iowa State University ] deu por si no meio de uma polêmica com a Universidade de Iowa após publicar seu livro onde defende que “o universo é desenhado de forma inteligente”. Apesar de ser uma estrela na sua área de atuação que já levou à descoberta de vários planetas. O seu concurso para titular foi negado, pondo em xeque sua carreira acadêmica”.
Dr. Guilhermo Gonzalez: “Eu não tenho a menor dúvida de que seria titular caso eu não tivesse feito qualquer trabalho na área do “Design Intelligent”.
Vários cientistas estiveram dispostos a “dar a cara”. Outros, com medo perder o seu emprego, preferiram o anonimato. Eis alguns testemunhos:
Homem # 2 – “Podemos usar uma perspectiva do “Design Intelligent” para conduzir a investigação. Mas não estamos autorizados a falar em público sobre isso”.
Homem # 3 – “Entende-se por isso que há um forte incentivo para as pessoas se manterem dentro das linhas das maiorias”.
Homem # 4 – “Vê-se logo: O que ele anda a fazer? O que é que ele pensa? Será que é um deles? Esse tipo de coisas”.
Homem # 5 – “Se eu escrever “Design Intelligent” eles ouvem “criacionismo”. Eles ouvem “direita religiosa”, eles ouvem “teocracia”.
Dr. Daniel Dennet
 Mas os adeptos da teoria de Darwin têm seu chumbo:               
Dr. P.Z.Myers: “O Design Inteligente” é uma trapaça,  serve de desculpa para levar o criacionismo para dentro da sala de aula. Com o “Design Intelligent” nas escolas, hoje, amanhã poderemos pensar em orações nas escolas!
Dr. Daniel Dennet [Tufts University]: “Não passa de propaganda... As pessoas que estão a promover o ID, elas são todas verniz, mas nenhuma substância. Esse “Discovery Institute” é uma oficina de propaganda”.
Dr. Michael Ruse: “É também muito estupido, realmente. Toda a gente sabe como é que é a educação cientifica na América é assustadora. Do que menos precisamos nesta altura é ter o “Design Intelligent” em nossas salas de aula”.
Dr. Will Provide: “Consegue imaginar algo tão aborrecido? O enfado associado ao ID é de tal forma grande... É tão aborrecido que eu jamais consigo pensar acerca disso. É absolutamente aborrecido”.
Dr. P.Z. Myers [Professor University de Minessota]: “É uma instituição pensada para atrair dinheiro de investidores religiosos e convertê-lo  numa versão desinfetada e algo secular do relato da criação, de modo a que este possa entrar nas escolas”.
Bruce Chapman - Discovere Institute
Nosso guia, nesse conflito, viaja até a cidade onde fica a sede do Discovery Institute – baluarte do ID.
Ben Stain: “Vocês causaram um tempo de conflitos, apesar de terem um escritório tão pequeno. Eu estava a pensar que fosse algo semelhante ao Pentágono”...
Bruce Chapman [Diretor do Discovery]:  Nós somos como o menino que gritou: O Rei está nu. Ele também não tinha uma grande organização”.
Ben Stein: “Quando fazem campanha de arrecadação de fundos, o seu pessoal não anuncia, “agora nós vamos fazer com que todos os cientistas sejam expulsos das salas de aula e vamos voltar a colocar Cristo nas salas de aula?”
Bruce Chapman: “Que eu saiba Cristo nunca esteve numa sala de aula de ciências. O nosso argumento não é religioso, isto é algo que as pessoas... nós temos colegas que são judeus ou agnósticos, ou muitas outras coisas. Alguns são cientistas muçulmanos. Temos pessoas das mais diversas origens que concordam que a teoria de Darwin está falida. Então, porque trazer a religião para a discussão? A religião não precisa disso. Isso é apenas um engodo. Bem, as pessoas que não têm argumentos válidos ficam reduzidas a atirar areia nos olhos”.
Ben Stein: “Se o Discovery Institute pudesse fazer a sua vontade sobre esse assunto, qual é que seria?”.
Bruce Chapman: “Bem, neste como em outros assuntos, gostaríamos que as pessoas pudessem ter um diálogo franco e, mesmo, um debate em que a melhor evidência científica, seja apresentada as pessoas”.
Ben Stein: “Certamente ninguém põe em causa que haja debate”...
Bruce Chapman:  Oh, sim, há quem ponha!”.
Ben Stein: “Eles põem?”.
Bruce Chapman:  “Eles dizem que o debate está encerrado, que a questão está resolvida!”.

Dr. William Albert Dembski


Dr. Paul Nelson [Phd Philosophy of Chicago]: “É uma coisa curiosa que questões que não são devidamente respondidas, não desaparecem. Esta questão está carregada de conotações políticas. Mas em conversa pessoal, num encontro cientifico, depois da 3ª ou 4ª cerveja, a minha experiência tem sido que muitos biólogos evolucionistas concedem quesim, esta teoria tem muitos problemas”.
Ben Stein: “Então está a querer dizer-me que, de fato, existe um debate entre cientistas sobre se a evolução ocorreu ou não?”.
 Dr. Paul Nelson: Bem, “evolução” é uma palavra curiosa, depende de como cada um a define. Se significa apenas mudança ao longo do tempo, mesmo um fundamentalista empedernido sabe que a terra sofreu mudanças ao longo do tempo. Se definirmos evolução com precisão, ou seja, significando uma ascendência comum para toda a vida na terra, para um único ancestral via mutações aleatórias e seleção natural, essa é a definição nos livros para o neodarwinismo. Biólogos de primeira linha  têm muitas questões”.
Ben Stein: “Mas a teoria moderna do ID não passa de criacionismo passado no micro-ondas”.
Dr. Paul Nelson
Dr. Paul Nelson: “Eu não penso que esse seja o caso. O criacionismo devidamente entendido começa com a Bíblia e afirma, “como é que posso conciliar a Bíblia com os dados científicos?” O ID não faz isso. O ID é um estudo de padrões na natureza que são melhor explicados como resultado de inteligência”.
Ben Stein: “Então o ID (Intelligent Design)  acredita que Deus é o desenhador”.
Dr. Paul Nelson: “Não necessariamente. O ID significa o mínimo compromisso cientifico para a possibilidade de detectar uma causa inteligente”[na origem e evolução da vida].
Dr. William Albert Dembski:A evolução é, numa perspectiva do ID, perfeitamente aceitável, no sentido de que “como é que o Desenho foi implementado”? A questão é: Há de fato um desenho real e estes são realmente os mecanismos como a seleção natural, que servem para explicar adequadamente tudo o que se observa na Biologia? O nosso argumento é que não, não se explica”.
Ben Stein: “Mas Darwin produziu tanta evidencia com suas viagens e estudos nas Galápagos que a evolução explica tudo!”.
Dr.William Albert Dembski – “Se olhar para a história da ciência muitas vezes as pessoas têm uma boa ideia, e então decidem utiliza-la. E dizem: Vamos aplicar isto a tudo”. Então Darwin pega na ideia de seleção natural  e diz: “Vou explicar toda a vida com ela”.  Os físicos usavam a física Newtoniana – Newton era a física – Mas depois tivemos que considerar a relatividade geral de Einstein. Não é que Newton não chegue. E penso da mesma forma a respeito de Darwin. Ele teve algum discernimento válido, só que não é o retrato completo”.
Ben Stein: [em seu carro, viajando]: - “Ok, o Darwinismo pode não ser o retrato completo. Mas o que leva essas pessoas a pensar que têm as peças que faltam? Coloquei estas questões ao Dr. Stephen Meyer, autor do artigo que levou à demissão ao Dr. Sternberg”.
Ben Stein: “Newton está sepultado no cantinho dos gênios, na Abadia de Westminster, certo”? 
Dr. Stephen C. Meyer – “Sim, está correto. Darwin também está sepultado na Abadia de Westminster".
Ben Stein: “Certo, Darwin também está lá, mesmo à beira um do outro.  E você está aqui em Redmond, num pequeno edifício, sem qualquer letreiro, certo? [risos] Parece ser um tipo bastante inteligente. Como se atreve a desafiar alguém que está sepultado no cantinho dos gênios, ao lado de Newton, na Abadia de Westminster?”.
Dr. Stephen C. Meyer – “Sim, parece um grande atrevimento. Mas é o que é suposto os cientistas fazerem. Quando eu estava em Cambridge, um dos meus supervisores com frequência nos alertava para estar alerta às palmas com uma mão - que era uma forma de dizer se há um argumento de um lado terá de haver um argumento no outro lado também. O que eu descobri estudando a estrutura do argumento na “Origem das Espécies” é que para cada argumento baseado na evidência para cada uma das duas proposições-chave de Darwin, existe outro argumento também com evidência que o contrapõe”.
Ben Stein: “Sim, mas... existe o debate!? São apenas você e um bando de outras pessoas num pequeno escritório, digamos, de um dos lados, e temos as faculdades todas, as grandes Universidades do outro lado que falam uniformes, com alta voz e autoridade”.
Dr. Stephen C. Meyer:  Sim, é verdade. Bem, de qualquer forma o debate não vai ser decidido pelos números. Vai ser decidido pelas evidências e argumentação”.
Ben Stein: “Enquanto eu ainda andava pela terra do Bill Gates, o Dr. Meyer recomendou-me um encontro com o biólogo molecular Jonathan Wells” [PhD. In Molecular and Cell Biology from the University of; PhD. In Religious Studies from Yale University].
Ben Stein: “O que é que está em jogo, para si, pessoalmente?”.
Dr. Jonathan Wells: “Antes de tudo eu amo a Ciência. Eu penso que a forma como o Darwinismo corrompe a evidencia, distorce a evidência, é mau para a ciência”.
Ben Stein: “Bem, outros cientistas vão dizer-lhe para ficar calado se ama a ciência, certo? Porque é uma espécie de terrorista contra a ciência”.


Dr. Jonathan Wells:Estou a perturbar o arranjinho. Eu penso que merece ser perturbado, neste caso. Porque a evidência está sendo distorcida para sustentar uma teoria com a qual não se conforma”.
Ben Stein, em Paris:  “Talvez uma mudança de cenário me dará uma nova perspectiva”.
Ben Stein:  É o Dr. David Berlinski, presumo  [PhD. In philosophy from Princeton University, Post-doctoral in mathematics, molecular biology at Columbia – Critico da Evolução e autor de numerosos  artigos ].
Dr. David Berlinski – “Ben Stein, é um grande prazer conhece-lo – Como vai?”
Ben Stein:  De onde você veio? Por onde você passou ou estudou?”
Dr. David Berlinski:Eu estive em Princeton, depois tive uma cadeira em Stanford. Depois deixei Stanford e fui para Rutgers. Sai de Rutgers e lecionei no City College de Nova Yorque. Deixei o City College,  e também em San José”.
Dr. David Berlinski :“Deixe-me dizer-lhe isto antes que me pergunte se a teoria de Darwin é correta ou não. Tem que levantar uma pergunta preliminar: “É suficientemente clara para que possa ser correta?”. Essa é uma questão bem diferente. Uma das minhas doutrinas mais prevalentes acerca de Darwin é, caramba, que grande confusão. É como olhar para um quarto cheio de fumo [fumaça]. Nada na teoria é definido com clareza, ou cuidadosamente delineado. Falta-lhe todo o rigor que se espera de matemática física, e à matemática física  uma descida gradual no nível de inteligibilidade até que chegamos à Biologia Evolucionária. O fato é que nem sequer sabemos o que é uma espécie!”
Ben Stein: “Por isso essa teoria é só fumaça, mas fumaça elegante. Tem uma certa elegância”.
Dr. David Berlinski – “Mas aí penso que Einstein fez o comentário apropriado: Ele preferia deixar a elegância para o seu alfaiate”.
Ben Stein:  “Um quarto cheio de fumaça? Isto não é certamente o que eu tenho ouvido de proeminentes darwinistas como Richard Dawkins. Ele está tão confiante que a evolução é um fato e que, como tal, Deus não existe, que devotou toda a sua vida a espalhar o evangelho da evolução”.
Richard Dawkins: “ Eu sou um ateu em relação ao Deus judaico-cristão porque não existe a menor evidência em favor desse Deus judaico-cristão que a evidencia pró-evolução é tão completamente absolutamente avassaladora que ninguém que a analise a pode colocar em dúvida. Isso se for lúcido e não estúpido. Por isso a única possibilidade restante é que são ignorantes e a maioria das pessoas que não acredita na evolução é de fato ignorante”.
Ben Stein: “Mas as pessoas com quem falei não eram ignorantes. Eram cientistas altamente credenciados. Então pensei que algo mais se passava nesta polemica”.
Ben Stein:  “Então pensa que toda a teoria da evolução é falsa ou apenas algumas partes dela?”
Dr. Paul Nelson: “Bem, novamente, “evolução” é uma palavra traiçoeira. Eu diria que mudanças menores ocorrem dentro de uma espécie. Mas Darwin não escreveu um livro chamado, “como espécies existentes mudam com o tempo”. Ele escreveu um livro chamado “A Origem das espécies”. Ele propôs-se mostrar como este mesmo processo conduz a novas espécies de fato, a todas as espécies. E as evidências para tão grande afirmação são, em minha opinião, quase completamente inexistentes. Como é que Darwin... ou o Darwinismo. diz que a vida começou? Bem, ele não fazia a menor ideia. E, de fato, ninguém sabe. Portanto o Darwinismo em sentido estrito começa após a origem da vida e lida apenas com coisas vivas”.
Ben Stein: “Como é que pode haver uma teoria sobre a vida sem uma teoria de como a vida começou?”
Dr. Paul Nelson: “Claro, que uma história alargada da evolução inclui, de fato, a origem da vida. A teoria de Darwin não pode existir até que tenhamos a primeira célula. Será que alguém tem uma teoria de como a vida começou?

Dr. David Berlinski

CRISTAIS E ALIENÍGENAS: 
CIÊNCIA OU FICÇÃO CIENTÍFICA?

Ben Stein: “Como é que chegamos de um mundo inorgânico até ao mundo da célula?”.
Michael Ruse: “Bem, uma teoria popular é que pode ter começado às costas de cristais. As moléculas acumulam-se nos cristais em formação, e assim vai conduzindo a cada vez mais complexas. Mas claro que a boa coisa acerca dos cristais é que de vez em quando temos erros – mutações. E é isto que abre caminho para a seleção natural”.
 
Dr. Michael Ruse: a vida desde as costas de cristais
Ben Stein: “Mas... mas a que ponto é que uma coisa que não está viva passou a ser uma coisa já com vida. Como é que isso aconteceu?”
Dr. Michael Ruse:Bem, isso é apenas... eu acabo de lhe explicar. Eu não vejo qualquer razão porque não se vá de algo simples para algo mais complexo e ainda mais complexo”...
Ben Stein: “Eu também não, mas eu não entendo como é que se chega de lama até uma célula viva. Essa é a minha pergunta”.
Dr. Michael Ruse:Sim, bem, eu acabei de explicar. Vou tentar mais uma vez. Pensa que isso terá ocorrido nas costas dos cristais. Sim, nas costas dos cristais, pelo menos uma hipótese, sim”.
Ben Stein: “Então é essa a teoria e pensa que é mais plausível e menos rebuscada que o “Design Intelligent”?
Dr.Michael Ruse:  “Eu penso que é”
Dr. Walter Bladley [autor de “The Mysteries of Life Origin”]:Tem sido especulado que provavelmente teriam que existir um mínimo de 250 proteínas para possibilitar uma vida minimamente funcional. Humm, se isto é realmente verdade, então penso que é praticamente inconcebível que a vida possa acontecer num simples processo, passo a passo”.
Ben Stein: Ok, então a mais simples forma de vida precisa de pelo menos 250 proteínas para funcionar. O que é que isso tem de extraordinário?
Dr. Douglas Axe [Molecular Biologist]: “Estamos a falar de algo que é esmagadoramente improvável, aproximadamente uma vez num milhão de milhões, milhões, milhões, milhões”.
Dr. Gerard Schroeder [ Nuclear Physicist - Hebrew University]: “Que toda a vida, escolha um milhão, um bilhão. Um bilhão de bilhões... o numero é essencialmente zero. Alguém tem que mostrar à natureza como escolher o que funciona”.
Quando confrontado com o problema insolúvel da origem da vida o Prêmio Nobel Francis Crick propôs a teoria de que a vida teria sido semeada na terra - o que quer dizer basicamente que foram os aliens que o fizeram.
Ben Stein: “Cristais? Aliens?  Eu pensei que estávamos a falar de Ciência, não de ficção científica”. 

Dr. Douglas Axe
Dr. Stephen C. Meyer
Dr. Stephen C. Meyer:  Não sabemos o que fez surgir a vida. Será que surgiu por um processo não predeterminado ou será que surgiu por alguma espécie de direção inteligente ou desenho? E as regras da ciência? Estão a ser aplicadas para excluir uma das duas respostas possíveis a essa importante questão, básica e primordial. Assim, as regras da ciência estão a ser explicadas para excluir uma das duas respostas possíveis a essa importante questão, básica e primordial”.
Ben Stein: “Darwin escreveu “A Origem das Espécies” em 1859. Publicou em 1859. Ele tinha a ideia de que a célula era algo muito simples, certo?”
Dr. David Berlinski: “Sim, toda a gente tinha”.
Ben Stein: “Ok, se ele pensava que a célula era um Buick,  o que é a célula agora se compararmos em termos de complexidade?”
Dr. William Dembski: “Uma galáxia”!
Ben Stein: “Se Darwin pensava que a célula era uma palhoça, o que é que sabemos agora que a célula é?”.
Dr. William Dembski:  Mais complicada que um Saturno V” (nave espacial)
Ben Stein: “Então o que é que se passa numa célula tanto quanto já sabemos?”
Dr. Paul Nelson:  Um mundo que Darwin nunca imaginou!”
Ben Stein: “Eu preciso de alguém que me dê uma explicação do que é esse mundo. Então fomos ter com o biólogo Douglas Axe”.
Dr. Douglas Axe: “Pense na célula como sendo uma nano-fábrica, uma fábrica numa escala muito pequena. [mostra uma projeção ilustrativa] Aqui temos a famosa dupla hélice do DNA. Pode ver estas duas tranças helicoidais que estão entrelaçadas e à volta uma da outra no exterior da molécula. É este material que  armazena toda a nossa informação genética. Nas formas de vida mais elevadas, isso é equivalente a qualquer coisa como um gigabyte de informação armazenado nas moléculas que formam os cromossomos individuais, tudo empacotado dentro do núcleo, que é uma pequena fração do tamanho total da célula. Então, o que faz o DNA? Bem, a informação no DNA acaba por fornecer a informação para sequenciar os aminoácidos e fazer as proteínas. Temos informação numa forma monodimensional que possibilita a formação de algo a três dimensões”.
Ben Stein: “Finalmente começo a perceber minimamente a complexidade de uma célula, que vai muito além da evolução de Darwin com apenas alguma dessa tecnologia celular que promove a adaptação, replicação, controle de qualidade e reparação? E se esses novos mecanismos tem fortes pressupostos de desenho ou projeto?” 
Dr. David Berlinski: “Bem, eu digo assim seja! A célula realmente não se parece com nada conhecido no mundo físico. Isto tem que ser reconhecido com firmeza. Isso não é algo do qual se possa dizer: “Ora bem, é apenas um pouco mais do que já existia, e já existia”...Aquilo que encontramos é que há informação que está na célula e que não pode ser explicada em termos de causas materiais não direcionadas. Por isso tem que existir uma outra fonte de informação”.
Dr. John Lennox [ Oxford University]: “Assim, uma das questões fundamentais para a moderna biologia é: de onde é que veio esta informação?” 


Dr. Marciej Giertych, geneticista de população
Dr. Marciej Giertych [Population Geneticist - European Union]: “Darwin assumiu que o aumento de informação veio da seleção natural. Mas a seleção natural reduz a informação genética e sabemos isto a partir de todos os estudos de manipulação genética conhecidos”.
Ben Stein: “Bem, de onde é que vem toda a nova informação genética?”
Dr. Marciej Giertych: “Esta é a grande é a grande questão. Por isso quando encontramos informação na molécula de DNA a explicação mais plausível é que ela, também, teve uma origem inteligente”.
Dr. Douglas Axe: “São necessários princípios de engenharia para entender estes sistemas, ok?  Apenas por causa de nossos avanços em nanotecnologia é que podemos começar a apreciar estes sistemas”.
Ben Stein: “Mas a menção de “Design Intelligent” não parece deter os cientistas com quem falei. Então, porque toda a controvérsia?”
Dr. David Berlinski: “Imaginem que encontramos como simples fato que a nossa investigação cientifica aponta toda numa direção”.
Ben Stein: “Que é a de que existe um criador inteligente”.
Dr. David Berlinski: “Porque é que isso tem que ser eliminado da discussão? Streng verboten? Porque? Porque?
Ben Stein: “O que significa streng veboten”?
Dr. David Berlinski: “Altamente proibido!”
Dr. Stephen C. Meyer:  Nós temos duas hipóteses possíveis. Tem uma muralha pelo meio, através do cérebro, de fato... através do pensamento. Dizemos, bem, não posso considerar nada deste lado do muro - apenas hipóteses deste outro lado do muro são permitidas para análise”.
Ben Stein: “O que dizer acerca da liberdade acadêmica? Será que não podemos falar acerca disso?”
Dr. Stephen C. Meyer:  A resposta deles é que a ciência não é um processo democrático”.
Ben Stein: “Óh, realmente?”
Dr. Stephen C. Meyer: “É que existiria uma visão consensual e que deveríamos subscrever essa visão”
Ben Stein: “Só um instante! Darwin desafiou a visão consensual e foi dessa forma que agora temos o Darwinismo. Se Darwin quisesse desafiar o consenso atual como é que o faria?”
Dr. Stephen C. Meyer: “A ciência já não é mais um hobby para aristocratas ricos. É uma indústria de milhões de dólares e se quisermos uma fatia do bolo temos que ser um “bom camarada” [novas cenas do muro de Berlim].
Ben Stein: “Fazer com que uma teoria controversa passe pela academia pode ser perigoso. Poucas pessoas sabem disso tão bem como o congressista Mark Souder (Indiana). Ele descobriu uma campanha direcionada, levada acabo por indivíduos dentro do Smithsonian Institution e no National Center for Science Education para destruir a credibilidade do Dr. Sternberg”.
Mark Souder – “Se quer ter “peer reviews”, se quer ter trabalhos publicados, se quer ter acesso a instituições respeitáveis. A visão dominante não tolera dissenções. É como se fosse: “É assim que isto funciona” e alguém que não concorde deve ser esmagado.
Larry Witham, jornalista
Ben Stein: “Souder não é o único que reconheceu as táticas da academia. O jornalista Larry Witham já identificou e viu o mesmo durante os seus 25 anos de cobertura da controvérsia da evolução quando se está bem dentro da ciência”.
Larry Witham [Jornalista NWT]: “Quando se está bem dentro da ciência, não se pode questionar o paradigma se quiser obter bolsas, se se quer ser eleito para posições de relevo, se quiser ser agraciado como um promotor de educação pública para a ciência, não se pode questionar o paradigma, não se pode confiar que as pessoas formem a sua própria opinião”.


Ben Stein: “Porque é que o "establishment" cientifico tem medo da liberdade de expressão? Existe este medo de que se um aspecto de uma teoria for escrutinado de perto, vai haver uma descoberta”.
Larry Witham: “Eu entrevistei dezenas e dezenas de cientistas, e quando eles estão juntos entre si, ou a falar com um jornalista em quem confiam, eles abrem-se e falam: Humm, sabe, é muito complexo”. Ou: “a biologia molecular está em crise”. Mas, publicamente, não o podem assumir”.
Ben Stein: “Ouçamos Eugenie Scott do National Center for Science Education”. O NCSE tem estado no centro de praticamente todas as controvérsias sobre a evolução nos últimos 25 anos defendendo vigorosamente o evangelho Darwiniano:
Dra Eugenie Scott: “Temos tido muito que fazer, Infelizmente, na NCSE nos últimos anos porque em quase todos os estados em que os padrões da educação em ciências têm sido colocados em consideração temos tido grandes lutas acerca do ensino da evolução. O NCSE foi iniciado por um grupo de cientistas e professores que estavam preocupados, porque nos finais de 70 e princípios dos anos 80 existiram muitas tentativas de tentar passar leis “de tempos iguais para a ciência da criação e evolução”. Obviamente, isto não interessava nem aos cientistas nem aos professores. Não foi propriamente: “Socorro, vêm aí os criacionistas”, mas foi quase, como se o fosse. Muitos cientistas levantaram as mãos e diziam, “criacionistas! Eles dão cabo de mim. Alguém que os ature”. Nós trabalhamos com muitas organizações que ensinam ciência. O grupo mais importante com que trabalhamos, membro das comunidades de fé. Porque um segredo bem guardado desta controvérsia, é que os católicos e muitos protestantes estão à vontade com a [teoria da] evolução”.
Ben Stein: “Tem a certeza disso, Eugenie?”
Dr. Larry Witham : “Cristãos liberais estão em luta com os cristãos conservadores desde sempre. E vão tomar partido com quem quer que seja contra os fundamentalistas. E Eugenie Scott diz: “Bem, seja bem-vindo”.
Richard Dawkins: “Há uma espécie de lobby de defesa da ciência, ou um lobby de defesa da evolução, em particular. São essencialmente ateus, mas precisam desesperadamente... querem a toda a força ter amigos em personalidades sensíveis e reconhecidamente religiosas. E a forma de isso acontecer é dizendo-lhes que não existe uma incompatibilidade entre religião e ciência”.
Ben Stein: “Mas será que existe uma incompatibilidade? Não podemos acreditar em Deus e em Darwin?”
Larry Witham: “Implícito em quase todas as teorias evolucionárias é que ou não existe Deus ou Deus não pode ter um papel ativo. Portanto, como muitos evolucionistas dirão, é o principal motor para o ateísmo”.
Richard Dawkins: “Se fosse chamado como testemunha e o advogado me perguntasse: Dr.Dawkins, será que a sua crença na evolução ou o seu estudo da evolução o levou para o ateísmo? Eu teria que responder que sim. E isso é a pior coisa que poderia dizer para ganhar esse caso em tribunal. Por isso pessoas como eu não são queridas para o lobby da ciência, o lobby da evolução. Já agora, estou a ser muito mais franco e honesto nesta entrevista do que muitos neste campo seriam”.
Dr. Bruce Chapman: “A tendência da media é a de alinhar com o establishment”.
Abrams Report [Programa de TV] - “Eugenie Scott segundo julgo saber, não existe um único artigo em peer-review publicado que [de] suporte ao “Design Intelligent”. Estou errado?
Eugenie Scott: “Não está errado. Está certo”.
Dr.Bruce Chapman: “Eu penso que temos alguma abertura, mas somos sempre como alguém que está por fora. Nem sequer como que exista um debate. Nós tratamos com repórteres, constantemente, que até se recusam a escrever a correta definição do “Design Intelligent” – falam, muitas vezes, que “a vida é tão complexa, que Deus a deve ter feito”.
Jornalista Lary Witham:  Se for ver as notícias da Associated Press, o mesmo chavão é usado em artigos ao longe de dez anos: “O Design Intelligent” afirma que a vida é muito complexa”. A isso chamamos um clichê. E o jornalista nunca mais acrescenta nada ou encontra novas maneiras de dizer o mesmo. Dessa forma a compreensão do público não avança. Mas o que é que acontece se um jornalista decide ter uma abordagem mais balanceada ao “Design Intelligent”? Poderá haver uma grande pressão para esse repórter não tomar partido contra os evolucionistas”.
Ben Stein: “Poucos repórteres sabem isso melhor que a jornalista Pamela Winnick,  quando ela recusou tomar partido. Num artigo que escreveu acerca do “Design Intelligent” os darwinistas encontraram um novo alvo.
Jornalista Pamela Winnick: “Numero um: Eu não era cristã, eu era judia. Numero dois: Eu não era religiosa. Numero três: Eu não estava a tomar uma posição em favor do criacionismo; eu estava a escrever sobre o “Design Intelligent”. Mas isso não importou. Depois de eu escrever a reportagem tudo o que eu escrevi sobre o assunto foi verificado. Começamos a receber cartas de ódio no jornal. Se dermos nem que seja alguma credibilidade ao assunto, o que quer dizer apenas escrever sobre isso, a nossa carreira de jornalista acabou!”
Ben Stein: “Outros jornalistas com quem falamos contaram histórias semelhantes, mas não quiseram enfrentar a câmera”.
                Outra forma de resolver conflitos, nos EUA,  é a judicialização da ciência.
Ben Stein: “Como é que outros países lidam com estas disputas? O Dr. Marciej Giertych, um geneticista de populações, que agora representa a Polônia no Parlamento Europeu lançou alguma luz sobre este assunto:
Dr. Marciej Giertych – “A censura sobre o ensino critico da evolução sempre foi muito mais nos Estados Unidos do que ocorre na Polônia”.
Ben Stein: “Por quê?”
Dr. Marciej Giertych: “Porque haveria a censura. Isso porque vocês insistem em ser politicamente corretos. Esses assuntos são levados a tribunal e o tribunal determina o que se pode e o que não pode ensinar (...)
                Ben Stein: “Então o que está a dizer é que no que diz respeito ao ensino da ciência a Polônia é academicamente mais livre que os Estados Unidos?”
Dr. Marciej Giertych: “Eu penso, neste assunto particular da evolução, penso que é verdade. Mas quão eficazes são os tribunais para decidir sobre tais matérias?”
Ben Stein:  “Ou o que dizer da ideia que se generalizou de que o “Design Intelligent” está condenado em função de alguns revezes legais?” 
Dr. William Albert Dembski:Eu penso que os casos em tribunal não resolvem nada. Se olharmos para o julgamento de Scopes, quem ganhou esse julgamento? Não foram os evolucionistas. A Lei do Tennessee foi promulgada, barrando a evolução. Ainda assim, na imaginação popular Scopes é o herói! “Inherit the wind”, esse filme que é apenas vagamente histórico é baseado no julgamento de Scopes, tem ele por vencedor. Estas questões vão muito mais longe do que um juiz pode decidir”.
Ben Stein: “O debate da evolução de fato parece ir mais longe do que os tribunais, mais longe inclusive que a ciência para ser capaz de gerar este nível de hostilidade. O ID deve ameaçar algo que está na raiz do "establishment" Darwiniano
Dr. Jeffrey Schartz [ Psychiatrist - UCIA Scholl of Medicine]: “Este conflito sobre os princípios da evolução tem se tornado uma guerra religiosa. Já não é mais acerca de investigação cientifica”.

A DESCONVERSÃO DE RICHARD DAWKINS

A situação chegou a tal ponto que muitos dos principais apologistas da evolução mudaram de defensores do Darwinismo para atacarem a religião naquilo que consideram uma luta para desarraigar o “Design Intelligent” na sua origem. Um exemplo disto é Richard Dawkins, no seu livro, “A Desilusão de Deus”:
Richard Dawkins:A desilusão de Deus é o meu longamente trabalhado ataque completo e frontal à religião. Para mim, a ciência dedica-se a explicar a existência e a religião tenta também explicar a existência. Apenas se constata é que a religião obtém a resposta errada”.

Edward R. Murrow: “Mas será que Dawkins está correto? Estão de fato a ciência e a religião em guerra? Para uma avaliação deste contínuo e já longo conflito, podemos ir ter com um repórter que tem assistido ao crescimento do conflito com a percepção de um observador militar:  O professor de Oxford Alister McGrath, autor de “A Desilusão de Dawkins”. Ele parece-me a pessoa ideal para responder à minha pergunta”.
Alister McGrath: “Richard Dawkins tem uma abordagem muito apelativa, penso eu, e também interessante da relação entre a religião e ciência. Estão em guerra uma contra a outra. E no final, uma terá que ganhar e vai ter que ser a ciência. É uma visão muito ingênua. É baseada numa análise completamente errada da história, de como a ciência e a religião têm interagido. Dawkins parece pensar que a descrição científica é um argumento contra a religião” (...).
Dr. David Berlinski:Eu penso que foi um erro catastrófico ter alguém como Dawkins a atrever-se a tratar assuntos tão profundos de Teologia, a existência de Deus, a natureza da vida. Ele não se dedicou inteiramente ao estudo metódico em nenhuma área relevante para essas questões. Ele é um filósofo medíocre. Ele não tem competências rudimentares necessárias ao meticuloso estudo dos seus próprios argumentos”.
Ben Stein:  “Individuo genial, no entanto”.
Dr. David Berlinski: “Muito inteligente, como a costela de um réptil, mas muito inteligente” [risos].
Dr.Paul Nelson: “Se temos dois distintos cientistas e, de fato, podemos ter muito mais de cada lado, como sabe, a afirmar coisas exatamente opostas, isso indica que o conflito não é entre a ciência e a crença em Deus. De outra forma esperaríamos que todos os cientistas fossem ateus. Mas é um conflito entre duas visões do mundo. É entre cientistas que têm visões diferentes sobre o mundo”. 
Dr. Stephan C. Meyer:  Nós temos duas explicações em disputa para a mesma evidência. Um diz Design, a outra diz processo não dirigido. Ambas tem um impacto alargado filosófico ou religioso, ou anti-religioso. Por isso não se pode dizer que uma das teorias é cientifica e a outra não é cientifica, simplesmente por causa das suas implicações. Ambas têm implicações”.
Dr. John Polkinghorne [Cambridge University]:  Por exemplo que a ciência nos diz tudo o que precisamos saber acercado mundo. Ou que a ciência afirma que tudo na religião é errado; ou que a ciência afirma que Deus não existe. Essas pessoas não estão fazendo afirmações científicas. Estão a fazer afirmações metafísicas - e têm que defender as suas posições , por razões também metafísicas”.
Dr. Paul Nelson: “O que está a ser apresentado ao público é que primeiro vem a ciência e depois vem a visão de mundo. Eu quero propor que esse pode não ser o caso. Na realidade pode ser exatamente ao contrário: Que a visão de mundo [cosmovisão] vem primeiro e está a influenciar a interpretação da ciência”.
 Dr. Stephan C. Meyer: “O meu pesar é que algumas pessoas estão de tal forma entrincheiradas na sua visão do mundo que não conseguem simplesmente considerar alternativas”.
Dr. Steve Fuller [University of Warwick]: “Eu próprio sou uma pessoa de esquerda e nem sequer sou um indivíduo muito religioso. Penso de mim como sendo uma espécie de humanista. E penso ainda que isto envia uma mensagem muito má. As pessoas religiosas que se interessam por ciência, que, em certo  sentido para poderem fazer ciência com credibilidade, tem que deixar  suas crenças religiosas à porta”.
Dr. Stephan C. Meyer:Os fundadores da ciência moderna recente, Sir Isaac Newton, Robert Boyle, Johannes Kleper, Galileu... A maior parte destes cientistas recentes todos não apenas criam em Deus, como pensavam que sua crença em Deus, na realidade, os ajudava a produzir ciência”.
Dr. Steve Fuller: “É possível estar motivado religiosamente e produzir boa ciência, e as duas andaram juntas a maior parte das vezes do que separadas”.
Dr. Paul Nelson: “Admitir que os nossos pressupostos é o melhor caminho para uma discussão racional é algo que eu acolheria de bom grado”.
Edward R. Murrow: “O debate racional é uma bonita ideia, mas torna-se quase impossível com este clima instalado. Já vi o efeito assustador que esta entranhada devoção ao Darwinismo tem tido na ciência. Mas existiriam outras consequências?”.
Dr. Will Provide: “Não há Deus, não há vida depois da morte. Não há no fundo base para a ética, nem significado para avida e não existe a livre vontade na humanidade. Tudo isto está ligado à perspectiva evolucionista.  Hoje estamos aqui e amanhã já cá não estaremos e é tudo o que existe” ...
Ben Stein: “O Dr. Will Provine, professor de história da biologia na Universidade de Cornell, deu-nos um vislumbre perturbador de até onde o Darwinismo pode levar”.
Dr. Will Provine:Oh, eu era um cristão, mas nunca tinha ouvido falar nada acerca da evolução porque era ilegal o ensino no Tennessee”.
Ben Stein: “O primeiro professor do Dr. Provine mudou tudo isso:
Dr. Will Provine:Ele começou a falar sobre evolução como se não existisse qualquer Design. E eu dirigi-me a ele, e disse, “deixou de parte o que é mais importante”. E ele respondeu: “se pensar da mesma maneira no final do período, eu quero que venha para a frente dos seus colegas nesta aula e lhes fale sobre essa falha profunda na evolução!”. E eu li esse livro com todo o cuidado e não consegui encontrar nenhum sinal da existência de qualquer Design que seja na evolução. E, imediatamente comecei a duvidar da existência da divindade. Mas tudo começa por deixar de ser uma divindade ativa. Depois abandonamos a esperança de que possa haver vida para além da morte. Quando deixamos essas duas crenças o resto cai muito facilmente, abandonamos toda a esperança de que haja uma moralidade eminente. E, por fim, que exista uma livre vontade humana. Se acreditamos na evolução não podemos esperar que exista uma livre vontade. Não há qualquer esperança de que exista um sentido profundo para a vida humana. Vivemos e morremos e é tudo! Cessamos completamente de existir quando morremos. Eu não me sinto nem um pouco incomodado acerca de ter as ideias que tenho. Não há nada nas ideias que defendo que me faça pensar “oh, quem me dera ser livre”. Ou “oh, quem dera que haja Deus”. Eu nunca, nunca, desejei isso”.
Ben Stein: “A história da desconversão do Dr.Provine é típica entre os Darwinistas que entrevistamos”
O biólogo P.Z. Myers, que conduz o blog “pharyngula” pró-Darwin e anti-religião, afirma que a ciência também erudiu a sua fé.
Dr. P.Z. Myers: “Eu nunca odiei a religião. Eu achava a religião muito confortável. Eu gostava das pessoas por lá. O que me levou ao ateísmo foi um maior conhecimento científico. Conhecer mais sobre o mundo da natureza e ver todos estes horríveis conflitos com religião”.
Richard Dawkins: “E foi então que descobri a evolução. Quando eu descobri o Darwinismo entendi que existe esta magnifica e elegante, espantosamente elegante explicação que eu não entendi muito bem no princípio. Mas que, quando entendi isso matou o que restava da minha convicção religiosa”.
Ben Stein:  “Depois de ouvir estas histórias eu não fiquei surpreendido ao descobrir que a maioria dos biólogos evolucionários partilham as ideias do professor Dawkins. Parece que o Darwinismo de fato conduz ao ateísmo, apesar do que Eugenie Scott nos quer fazer crer”.
Dr. P.Z. Meyers: “E se separamos a mensagem ética da religião, o que é que sobra? Temos uma série de histórias da corrocinha, certo?”
Richard Dawkins: “Eu penso que Deus é tão improvável como as fadas, anjos, duendes, etc”.
Dr. Peter Atkins [Oxford University]: “A religião... no fundo é apenas fantasia, basicamente. É completamente vazia de qualquer conteúdo explanatório...  E também é maligna”. 

Dr. P. Z. Meyers: Religião, algo divertido

Dr. P.Z. Meyers: “A religião é uma ideia que dá às pessoas algum conforto. E não queremos, por isso, tirá-la às pessoas. É como tricotar para quem gosta de fazer malha, não vamos tirar-lhe as suas agulhas. Não vamos tirar-lhes as suas igrejas. Mas o que temos que fazer é pô-los no lugar [sitio] onde a religião é tratada ao nível a que deve ser tratada. Isto é, algo divertido. Que as pessoas se juntem e façam ao fim de semana, mas na realidade não afete a sua vida tanto como tem feito até aqui”.
Ben Stein: “Então como ficaria o mundo se o Dr. Meyers alcançasse o seu desejo?”
Dr. P.Z. Meyers: “Maior literalidade em ciência que levaria à erosão da religião. E, depois, ficaríamos com este dispositivo de feedback que, enquanto a religião lentamente desaparece, nós ficamos com cada vez mais ciência para a substituir. Isso por sua vez faz desaparecer mais a religião (...).
Ben Stein: “Mas será que a erradicação da religião realmente conduz a uma moderna utopia?”
Dr. P.Z. Meyers: “Humm , vamos tentar imaginar isso. E deixemos a história ser o nosso guia
Dr. David Berlinski: “Em parte eu penso que Matthew Arnold pôs o dedo na ferida quando falou acerca de, humm, a retirada da fé. Existe uma conexão entre uma sociedade que tem pelo menos um compromisso mínimo com um conjunto de valores transcendentais e o que os seres humanos podem fazer uns aos outros.
Isso me fez pensar que outros cientistas usaram o Darwinismo para atropelar todas as outras autoridades, incluindo a religião. Como um judeu a minha mente saltou para um regime em particular. A ligação entre Hitler e Darwin. É historicamente uma ligação difícil, porque estavam separados por vários anos. Um era inglês e o outro era alemão. Ainda assim, se abrirmos a "Mein Kampf e a lermos, especialmente se a pudermos ler em alemão, a correspondência entre as ideias de Darwin e as ideias nazis parece saltar das páginas. É claro que é necessária prudência histórica. Nem toda gente que leu Darwin virou nazi, obviamente que não. Ninguém está a querer insinuar isso.  O Darwinismo não é uma condição suficiente para um fenômeno como o nazismo, mas penso que é, certamente, uma condição necessária”.
Ben Stein: “Esta é uma ligação que eu tenho que explorar pessoalmente”.

HADAMAR: INSPIRAÇÃO DARWINIANA.
 
Memorial Hadamar: 15 mil vitimas do darwinismo nazi
Hitler e seus cientias: alunos fanáticos de Charles Darwin.


Ben Stein em sua busca pelas implicações das teorias chega a HADAMAR – antiga instituição de inspiração nazista que funcionou durante a 2ª Guerra Mundial. Sob disfarce de manicômio, operava como quarte general para o assassínio sistemático de humanos indesejados, em função de suas limitações.
Ben Stein: “Afinal que lugar é este?”
Uta George [ Diretora - Hadamar Memorial]:  Durante a 2ª guerra mundial 15.000 pessoas foram mortas aqui”.
Ben Stein: “Porque é que elas foram mortas?”
Uta George:Elas foram mortas porque tinham alguma deficiência”.
Ben Stein: “Porque matá-las? Qual a razão de sua morte?”
Uta George: “As pessoas que não podiam trabalhar, as pessoas que não podiam viver independentes, as que eram “comedores inúteis” e “vivos indignos de viver”. Esta ideia cresceu nos anos 20, muito antes do nacional socialismo. Biólogos, antropólogos... Eles pensaram que talvez a humanidade pudesse, ou o governo podia interferir no crescimento da população”.
Ben Stein: “Estou a ver”.
Uta George: “E eles tinham a utopia que eles podiam ter uma sociedade sem doenças e sem deficiências
Ben Stein: “Então este era um conceito Darwiniano”.
Uta George: “Sim”.
Ben Stein: “E também um conceito Malthusiano, muito Malthusiano? Thomas Malthus, que afirmou que existe uma escassez de recursos. Este filósofo inglês disse que havia uma escassez”...
Uta George:  Sim, mas os nazis seguiam o Darwin!”
Ben Stein: “Eles seguiam o Darwin?”
Uta George:  Sim, a Darwin e os cientistas alemães”. [CORTE - Vídeo em P&B - Narrador: “Os pacientes eram conduzidos por este corredor até doutores nazis, que decidiam quem podia viver e quem deveria morrer”].
Uta George: “Eram acompanhados por 15 enfermeiros. Enfermeiros masculinos e femininos”.
Ben Stein: “Então os enfermeiros conduziam-nos até à sua desgraça”.
Uta George: “Sim”.
Ben Stein: “Então, os prisioneiros eram informados que iam tomar uma ducha?”
Uta George: “Sim, eles iam tomar uma ducha. E aqui existiam um ou dois chuveiros”.
Ben Stein: “Então, quantas pessoas eram trazidas para esta sala?”
Uta George: “Sessenta a setenta”.
Ben Stein: “Afinal, o que é isto?”
Uta George: “Esta é a mesa de dissecação”.
Ben Stein: “Alguma vez pensou para si mesma que aqueles que estavam sãos eram os que estavam deitados com seus cérebros retirados e os que estavam doentes eram o Dr. Gorgass e todo o seu pessoal?”
Uta George: “Não, não, eu não penso assim. Porque eu penso que aqueles que mataram aqui eles estavam bem saudáveis porque tinham um propósito”.
Ben Stein: “Eles tinham um propósito?”
Uta George: “Sim! Eu não penso que eles estivessem loucos. Eles tinham dois fornos crematórios”.
Ben Stein: “E matavam cerca de 70 pessoas por dia”.
Uta George: “Por dia, por isso tinham muito pouco tempo. Tinham o seu trabalho. Eles apenas matavam de segunda a sexta, por isso”...
Ben Stein: “Porque as pessoas que causavam as mortes precisavam tirar o fim de semana. Se por acaso encontrasse o Dr. Gorgass hoje em dia, o que diria dele?”
Uta George: “Não faço ideia. Eu não penso que seja minha... minha obrigação dizer-lhe alguma coisa”.

DE DARWIN A ADOLF HITLER

Ben Stein: “É difícil descrever o que se sente ao andar por um lugar tão assombrado. Pensar que estas frias paredes de pedra e azulejo eram a última coisa que as vítimas de Hadamar viam. Eu quis explorar esta ligação ainda mais. Então eu decidi encontrar-me com o autor de “De Darwin a Hitler”, o Dr. Richard Weikart”.
Dr. Richard Weikart: “Hitler e muitos dos seus médicos que executavam esse programa eram Darwinistas muito fanáticos. Queriam em particular aplicar o Darwinismo à sociedade”. [CORTE [Video B&P - Hitler discursando em alemão frente a grandes pelotões de soldados e escolares: - “What we desire of tomorrow’s youth is different from what was desired in the past. We must create the n

ew man so that our race will not succumb to the phenomenon of degeneration so typical of modern times”]*.
Muitas destas pessoas por volta de 1919 e 20 que estavam avançando com estas ideias de racismo eram consideradas os cientistas do momento. Estes eram Darwinistas, que eram tomados a sério pelos seus pares acadêmicos, conforme o Dr. Richard Weikart. Isto não quer dizer que todos os acadêmicos acreditassem nisso.
Ben Stein: “Estes grandes acadêmicos, alguns deles eram americanos?” 

Richard Wichard autor: "De Darwin a Hitler"
Dr. Richard Weikart:Havia muitos americanos que andavam a dizer o mesmo tipo de coisas”.
Ben Stein: “Não apenas andavam os americanos a dizer o mesmo, como foram os pioneiros neste novo ramo da ciência conhecido por eugenia. Eles pensavam que podiam ajudar a evolução ao esterilizar os assim chamados ”atrasados” e proibindo-os de se casarem”.
Dr.Richard Weikart:“Médicos que conhecem a história da medicina americana do século 20 têm algum ressentimento para com estes Darwinistas por causa da eugenia, que era uma tentativa de criar seres humanos [mais evoluídos]... Foi o capítulo mais negro da história da medicina americana. Foram esterilizadas involuntariamente mais de 50.000 pessoas, porque foram consideradas incapazes de procriar, basicamente”.


Ben Stein: “Então a eugenia não é apenas história. O espirito do movimento ainda está vivo hoje”.
Dr. Richard Weikart: “Margaret Sanger foi a cabeça do planejamento familiar. Ela era muito fanática na promoção que fazia da eugenia. Na realidade o planejamento familiar destinava-se ao controle de nascimentos entre as classes inferiores e empobrecidas, na tentativa de ajudar a espécie a evoluir”.
Ben Stein: “Desde Hadamar eu viajei com o Dr. Weikart até Dachau, onde os nazis aplicaram as ideias da eugenia, numa escala massiva e de forma mecânica [VIDEO - Cenas do campo de extermínio, dezenas de alojamentos e montanhas de seres humanos mortos das câmaras de gás, expostos ao lado de barracões - 1933-1945].
Ben Stein: “Quando o campo de concentração estava a funcionar em plena capacidade, uh, qual era o seu propósito? Quero dizer, parte dele seria eliminar inimigos políticos. Qual era o propósito restante?”
Dr. Richard Weikart: “Bem, para além da repressão de inimigos políticos, que era o seu propósito, no início, foi depois transformado em repressão de inimigos da raça. E muitas vezes essas categorias sobrepunham-se, porque eles pensavam que estas pessoas eram inimigos políticos porque seriam inferiores biologicamente. A própria guerra fazia parte de uma luta Darwiniana pela existência, para Hitler. E ele entendeu que a exterminação dos judeus era uma das frentes desta guerra-em-curso, que é a luta Darwiniana pela existência”.
Ben Stein: “Diria que Hitler era louco?”
Dr. Richard Weikart: “Não, eu não diria que ele era louco. Eu diria que ele absorveu algumas ideias muito, muito erradas. E, de fato, eu penso que ele prosseguiu a lógica dessas ideias de alguma maneira, que o levaram a implementar soluções muito radicais para essas situações”.
Ben Stein: “Diria que ele era maligno?”
Dr. Richard Weikart: “Oh, claro que digo que ele era maligno!”
Ben Stein: “E... o maligno pode algumas vezes ser racionalizado como ciência?”
Dr. David Berlinski:  Existe uma expressão alemã, “so faengt es immer an”. Que quer dizer, “começa sempre da mesma maneira”. Ao lembrar no contexto das discussões nos Estados Unidos sobre eutanásia e aborto, começa sempre da mesma maneira. Parece haver um argumento excelente para nos livrarmos de gente inútil matando-os. Ou pelo menos parece excelente para as pessoas que avançam com esse argumento”.
Jornalista Pamela R. Winnich: “E sabem, a eutanásia é este movimento que anda por aí, e que eu considero aterrador. E a ideia é que, sabem, imediatamente liberta a sociedade de alguém que pode ser um peso. Pensa nas pessoas apenas em termos econômicos. E é aí que penso que algo de Darwin entra efetivamente. É apenas a desvalorização da vida humana”.
Dr. Steve Fuller: “Antes de tudo se tomarmos a sério que a evolução tem haver com a transição entre formas de vida e que a vida e a morte são apenas processos naturais, então somos conduzidos à liberação do aborto e da eutanásia. Todos esses tipos de ideias parecem-me seguir muito naturalmente de uma perspectiva Darwiniana. Uma redução dos seres humanos, basicamente. E penso que as pessoas que querem endossar o Darwinismo tem que encarar este tipo de visão muito seriamente”.
Dr. Jeffrey Schwartz [Psychiatrist – UCIA School of Medicine]: ”E quando vemos uma elite, porque é de uma elite que se trata, uma elite que controla essencialmente todo o dinheiro para a investigação em ciência a dizer, “não existe algo que se considere verdadeira moral, a ciência não vai se relacionar com a religião”. Quero dizer, é essencialmente a politica oficial da “National Academy of Science” afirmar que a religião e a ciência não vão se relacionar. Hei, isso acaba?”
Ben Stein: “O que é que vai acontecer se isso não mudar?”
Dr. Jeffrey Schwartz: “Eu penso que estamos a ver isso acontecer, não estamos?”

Charles Darwin, pesquisador: "A Origem das Espécies", 1859

CHARLES DARWIN: OS SELVAGENS E OS FRACOS

Ben Stain resolveu viajar até onde a idéia de um mundo em evolução havia começado.  [Cenas do laboratório de Darwin - Capa do livro: “Evolution of the human race from apes” - Placa: Down House - The home of Charles Darwin]
Charles Darwin escreveu em “The Descent of Man”, 1871: “... Com os selvagens, os fracos de corpo ou espírito são rapidamente eliminados, nós homens civilizados, por outro lado, fazemos o nosso melhor a verificar o processo de eliminação. Construímos asilos para os imbecis, os aleijados, e os doentes. Assim, os membros mais fracos das sociedades civilizadas propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos duvida que esta situação seja altamente prejudicial para a raça humana. Dificilmente alguém é tão ignorante que permita os seus piores exemplares continuarem a procriar”.
No edifício antigo de Londres, onde está o museu com o legado de Charles Darwin, Ben chega diante de uma inscrição: “Is man an ape or an angel?” - frase de Benjamin Disraeli. Passa diante de um grande mármore onde foi esculpida a figura do sistematizador do Darwinismo, sai [sinos dobram no templo próximo].
Stephen C. Meyer: “Ao longo da guerra fria na Alemanha um muro foi edificado para manter as ideias à distancia. Foi edificado por pessoas que consideravam uma ideologia que temia a competição com outras ideias que chegassem à sociedade [cenas do Muro de Berlim] E o que estamos a ver na ciência hoje em dia é muito parecido com isso. Mas eu penso que é apenas uma estratégia para proteger uma ideologia em falência frente a sua concorrência”.
Ben Stain: “A América não se tornou na grande nação que é hoje pela supressão de ideias. Avançou porque permitiu a liberdade de expressão e a liberdade de investigação. Thomas Jefferson acertou quando escreveu: “Consideramos estas verdade evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais e que são dotados pelo seu Criador com certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade”. Centenas de milhares de americanos deram as suas vidas para proteger estes valores. Mas agora estão novamente sob ameaça. Não foram apenas cientistas que foram expulsos. Foi a própria liberdade! O próprio alicerce do sonho americano, o próprio alicerce da América. Se permitirmos que a liberdade seja expulsa na ciência , onde é que isto vai acabar?
O establishment do Darwinismo tem um alcance tal que está de tal forma entrincheirado que parece impenetrável. Eu também não posso derrubá-lo sozinho, mas pude ao menos confrontar aqueles que expulsaram os cientistas que conheci”.
Ben Stain:   “O que é que diria se estivesse sentado com a Eugenie Scott?”
Richard Sternberg [Biólogo Evolucionista - Demitido do Smithsonian Museum]: “Eu perguntar-lhe-ia com que autoridade é que ela e aqueles que são como ela utilizam para declarar o que é e o que não é ciência!”
Eugenie Scott: “Ele fez-se passar por mártir. Eles espremeram muito bem o que se passou, sabem, como o pobre Rick Sternberg “(risos).
Ben Stain: “Fomos ao Smithsonian em busca de respostas. Mas demos com a mesma muralha que o congressista Souder”.
Dra Caroline Crocker: “E ele disse,“de qualquer maneira tem que ser disciplinada”, e perdi o meu emprego”.
Ben Stain: “Chegamos a fazer uma entrevista com um porta-voz da George Mason University]. Mas foi impossível desviá-lo da resposta oficial”.
Ben Stain: “Tivemos uma recepção semelhante na Universidade de Baylor. Eles recusaram dizer que o que aconteceu ao Dr. Marks tinha alguma coisa com o ID”.
Daniel Walsch [Porta-voz da George Mason University]: “O seu contrato não foi renovado. Simplesmente, hummm, não renovamos o seu contrato que já tinha terminado. Não teve nada a haver com a controvérsia desse assunto do “Design Intelligent”.
Dr. Robert J. Marks: “Eu nunca fui tratado assim na minha vida, cerca de 30 anos de academia”.
Baylor University [Ben Kelley]: “Certamente as conversas que tivemos, isso não tem nada a haver com a situação do “Design Intelligent”. Não foi por causa do rumo das conversações. Foi uma questão de procedimentos. E esse foi o modo como lidamos com a situação”.
Ben Stain: “Engraçado, não é assim que o regente Kelley se refere no seu email original para o Dr. Marks” [VIDEO - From: Kelley, Benjamin S. - To: Marks, R:  I have several concerned messages this week about an interview and web dealing with evolutionary computing associated ID.Please disconnect this web site immediately and Cheryl will arrange a time for us to meet immediately upon my return. I am teaching in the 15 program in Shangai this week. Thanks”. - Ben Kelley]
Dr. Gulhermo Gonzalez:  “Eu não estou a misturar ciência e religião com a minha ciência. As questões que levanto no meu trabalho sobre o “Design Intelligent” são questões cientificas perfeitamente legitimas”.
Ben Stain: “Pelo menos os maiorais na Iowa State estavam dispostos a assumir as suas ações”:
Dr. Hector Avalos [Religious Studies - Iowa State University]: “O que quisemos parar foi a utilização do nome da ISU para validar o “Design  Intelligent”. E fomos bem sucedidos”.
Dr. John Haupman[ Physics and Astronomy - Iowa State Univesity] “Eu realmente considero o Guilhermo um tipo fantástico. Por isso estou triste. Ele deveria ter deixado este assunto em paz, deveria ter desistido”.
Ben Stain: “Ir atrás dos culpados em cada um destes casos não me estava a levar a lado algum. Então liguei de novo para o Dr. Berlinski e o Dr. Schroeder para saber se tinham alguma sugestão”.
Dr. David Berlinski:Existe uma fronteira para o que a ciência pode aceitar neste momento. Penso que o paralelo é exatamente este muro a ser derrubado. Pergunte a qualquer Berlinense do lado oriental o que significou a queda do muro. Se for abrir uma brecha no muro que permita que a academia pergunte sobre estas questões fundamentais que estão ai, e permiti-las nas salas de aula de ciências também”.
Dr. Schroeder: “Seria bom ver o estabelecimento cientifico perder algum do seu prestigio e poder. Seria bom ter outras questões a surgirem. Acima de tudo, seria bom termos um verdadeiro espírito de autocrítica a permear a ciência”.
Ben Stain: “O que é que eu posso fazer para derrubar o muro? Será que posso fazer alguma coisa?”
Dr. David Berlinski: “Tornar visível para o mundo que tal muro existe. Existem muitas pessoas que discutem a liberdade acadêmica e a liberdade acadêmica existe desde que esteja no lado certo do muro. Mas, se estiver do lado errado do muro, como já mencionou há momentos, ai perdemos a titularidade, isso é garantido”.
Ben Stain: “Levei as palavras do Dr. Schroeder. Obviamente eu não podia derrubar o muro sozinho, mas podia confrontar um de seus recentes arquitetos”.
Richard Darwins, professor darwinista e ateu. 

CONFISSÕES 
DE UM DARWINISTA

Ben Stain: “Olá, professor Dawkins, como está? Eu sou Ben Stein, desculpe fazê-lo esperar”.
Richard Dawkins: “Como está você?”
Ben Stain: “Você escreveu que Deus é um delinquente psicótico, inventado por gente louca e iludida”.
Richard Dawkins:  Não, eu não disse bem isso. Eu disse algo melhor que isso” (riso)

Ben Stain: “Oh, muito bem, por favor, diga-nos o que escreveu”.
Richard Dawkins: “Bem, eu teria que ler a partir do livro”.
Ben Stain: “Por favor”
Richard Dawkins: Lendo em seu livro - “O Deus do antigo testamento é presumivelmente o personagem mais desagradável de toda a ficção, ciumento e orgulhoso disso. Um mesquinho, injusto, opressor viciado e colérico e vingador sanguinário limpador étnico, um misógino, homofóbico, racista, infanticida, genocida, filicida,  megalomaníaco, pestilento, sadomasoquista, rufia, caprichosamente malévolo”.
Ben Stain: “Então é isso que pensa de Deus!?”
Richard Dawkins: “Sim”.
Ben Stain: “E se as pessoas acreditassem num Deus de bondade infinita e amabilidade e perdão e generosidade, mais ou menos como um deus moderno, porque estragá-lo de propósito?”
Richard Dawkins: “Oh, humm... Porque não deixá-los desfrutar isso? Eu não quero estragar nada, a ninguém. Eu escrevi um livro. As pessoas podem lê-lo se assim o entenderem. Eu penso que isso é algo libertador para nos libertarmos de superstição primitiva”.
Ben Stain: “Então a religião é uma superstição primitiva?”
Richard Dawkins:  Oh, eu penso que é, sim”.
Ben Stain: “Então, humm, acredita que é libertador dizer às pessoas que não existe um Deus”.
Richard Dawkins: “Penso que muitas pessoas, quando desistirem de deus, vão experimentar grande sensação de libertação”.
Ben Stain:  “Porque é que pensa assim. Você é um cientista. Quais são os seus dados?”
Richard Dawkins: “Bem, eu recebi muitas cartas com essa pergunta”.
Ben Stain: “Existem 8 bilhões de pessoas no mundo, Dr. Dawkins”.
Richard Dawkins: “Sim, eu sei, eu sei”...
Ben Stain: “Quantas cartas recebeu?”
Richard Dawkins: “Não, eu... Isso é verdade”.
Ben Stain: “O professor Dawkins parecia tão convencido que Deus não existe que eu pensei se ele estaria disposto a por um numero nisso” [probabilidade].
Richard Dawkins: “Bem, é difícil dar um numero a isso. Mas eu diria que é algo como, sabe, 99% contra ou algo”...
Ben Stain: “Bem, como sabe que é 99% e não, por exemplo, 97%?”
Richard Dawkins: “Não sei. Pediu-me para lhe dar um numero e eu não me sinto confortável em lhe dar esse número. Eu penso que é... Eu penso que é pouco provável”.
Ben Stain: “Mas não lhe conseguiu atribuir um numero”.
Richard Dawkins: “Não, é claro que não”.
Ben Stain: “Então poderia ser de 49%”
Richard Dawkins: “Bem, isso seria, quero dizer, penso que não é provável. Deve ser muito mais que 50%”.
Ben Stain: “Como é que sabe?”
Richard Dawkins: “Eu não sei. É assim, eu sugiro um argumento no livro”.
Ben Stain: “Quem é que criou os céus e a terra?”
Richard Dawkins: “Porque é que usa a palavra “quem”? Está a ver, levanta de imediato a questão por utilizar a palavra “quem”.
Ben Stain: “Depois, como é que foi criado?”
Richard Dawkins: “Bem, humm... Por um processo muito lento”.
Ben Stain: “Bem, como é que começou?”
Richard Dawkins: “Ninguém sabe como é que começou. Sabemos o tipo de acontecimento que deve ter sido, para a origem da vida”.
Ben Stain: “Qual é que foi?”
Richard Dawkins:Foi a origem da primeira molécula auto-replicativa”.
Ben Stain: “Certo, e como é que isso aconteceu?”
Richard Dawkins: “Já lhe disse, não sabemos!”
Ben Stain: “Então não faz a menor ideia de como começou?”
Richard Dawkins: “Não, não. Nem eu nem ninguém”.
Ben Stain: “Qual é que pensa que é a possibilidade de “O Design Intelligent” se poder tornar a resposta para algumas das questões em genética ou na evolução?”
Richard Dawkins: “Pode ser que venha a se concretizar da seguinte forma. Pode ser que num dado momento, nos primórdios, algures, no universo, uma civilização tenha evoluído por algum processo Dawiniano até um elevado, muito elevado nível de tecnologia e tenha desenhado uma forma de vida que tenha semeado talvez, neste planeta. Agora, essa é uma possibilidade e uma possibilidade intrigante. E penso que é possível obter alguma evidencia para isso. Se olharmos para os detalhes da bioquímica biologia molecular poderemos encontrar a assinatura de alguma espécie de desenhador”.
Ben Stain: “Esperem aí!... O Richard Dawkins pensou que o “Design Intelligent” pode ser uma pesquisa legítima?”
Richard Dawkins: “E que esse desenhador pode ser uma inteligência superior de um outro lugar no universo. Mas essa inteligência superior teria ela própria de ter surgido por algum processo explicável ou explicável em ultima instancia. Não poderia ter surgido em um salto espontâneo. Essa é a questão!
Ben Stain [observando]: “Então o professor Dawkins não é contra o “Design Inteligente”, apenas [contra] algumas espécies de desenhadores, tais como Deus. Então o Deus dos hebreus, o Deus do antigo testamento, esse não existe na sua visão?”
Richard Dawkins: “Uh, certamente. Quer dizer, essa é uma perspectiva muito desagradável”...
Ben Stain: “E a Santíssima Trindade do Novo Testamento?”...
Richard Dawkins: “Não, nada disso”.
Ben Stain: “Acredita em alguma das divindades dos hindus? Como o Vishnu?”
Richard Dawkins: “Como é que pode perguntar uma coisa dessas?”
Ben Stain: “Não pode, pois não?”
Richard Dawkins: “Como é possível? Quero dizer, porque é que o faria, dado que não acredito em nenhum outro?
Ben Stain: “Não acredita no Deus dos muçulmanos”.
Richard Dawkins: “Não. Porque é que pergunta sequer?”
Ben Stain: “Só queria ter a certeza. Então não acredita em nenhum Deus em lado nenhum”.
Richard Dawkins: “Um Deus em qualquer lado seria completamente incompatível. Com... com tudo o que disse em”.
Ben Stain: “Pensei que sim, só quis ter a certeza, Não acredita em nenhum Deus em lado nenhum”.
Richard Dawkins: “Não”.
Ben Stain: “E se depois de morrer se encontrar com Deus? Ele vai perguntar, “o que é que andaste a fazer, Richard?” Diz-me lá o que é que andaste a fazer? Eu tentei ser bom para você. Eu arranjei-te um ordenado de vários milhões mais de uma vez e vê o que tu me fizeste”.
Richard Dawkins: “Fizeram essa pergunta a Bertrand Russell. Ele disse algo como: “Senhor, porque é que te escondeste tão bem?
Ben Stain: “Mas se as pessoas do “Design Intelligent” estiverem certas, Deus não está escondido. Pode dar-se o caso de sermos capazes de encontrar Deus pela ciência. Se tivermos a liberdade para lá chegar. O que é que poderia ser mais intrigante do que isto?”

Dr. Richard Sternberg

Dr. Guilhermo Gonzalez: Demitido


A PESQUISA CIENTIFICA E A DEFESA DA LIBERDADE

Ben Stain: “Tomamos a liberdade como certa aqui nos Estados Unidos. A liberdade é o que resume este País. E uma grande parte dessa liberdade é a liberdade de investigar. Mas agora, lamento informar: a liberdade de investigação na ciência foi suprimida. Existem por aí pessoas que querem manter a ciência numa caixinha de onde não possa alcançar um poder maior, não possa chegar até Deus. [VIDEO - Soldados armados diante do porão de Brademburg].Vocês vão ser ostracizados. Estou aterrado com isto, mas não vou permitir que isso me demova de investigar ou de falar”.
Dr. Richard Sternberg: “O que eu estou a pedir é a liberdade para seguir onde quer que a evidência apontar” [Video em P&B- Jovens marretando o muro de Berlim].
Dr. Guilhermo Gonzalez: “A minha esperança é que chamam muitos cientistas que pensem por si próprios. Que não gostem que se lhes diga o que pensar. [VIDEO - Multidão avançando sobre o muro]. Pessoas de ambos os lados da discussão sendo preparadas para falar e ouvir. E, acima de tudo, uma vontade de manter diálogo aberto”.
Dra Caroline Crocker: “Isso permitirá que muitos bons cientistas sejam cientistas que neste preciso momento não são permitidos”. [VIDEO - Cenas em cores de cidadãos marrretando o muro de Berlim].
Dr. Will Provide: “Não me interessa ou acabem ser no final. Não me importo que acabem sendo religiosos ou criacionistas da terra-nova [Refere-se aos pioneiros quakers? ]. Se eles seguirem o seu pensamento pelos diversos assuntos para lá chegar. Sou todo a favor deles”.
Ben Stain [Podium]:– “E por isso é que penso que vamos ganhar esta batalha? Porque a verdade espezinhada volta a erguer-se”.
Dr. Paul Nelson: “A descoberta do que é verdadeiro tem um valor próprio. Se tiver outras boas consequências, assim seja”. [VIDEO - Novas imagens do muro sendo demolido].
Ben Stain: “Porque uma mentira não dura para sempre”.
Bruce Chapman [Discovery Institute]: “Eu acredito que a ciência nos dá uma perspectiva do mundo e a nossa visão religiosa nos dá outra visão do mundo. Colocando as duas juntas então vamos ver mais longe e mais verdadeiramente”. [VIDEO: Cenas de grande multidão avançando sobre os muros de Berlim – Musica: “Todas estas coisas que eu fiz yeah, tu vais fazer com que caia”].
Ben Stain: “E se nos empenharmos pela liberdade, se todos fizermos isso vamos vencer. Eu dei este primeiro passo  vindo a público com este assunto. Mas se o muro é para cair todos temos que fazer a nossa parte. Alguns de vocês vão pagar um alto preço por falar. Podem mesmo perder o vosso emprego. Garanto-vos que vão receber emails cheios de ódio. Mas, se não nos envolvermos será que vai ficar alguém para continuar a batalha?  Alguém?” (Transcrição, Adaptação e Edição: José J  Azevedo)

* Hitler, Adolf: “O que desejamos da juventude de amanhã é diferente do que era desejado no passado. Temos de criar o novo homem para que nossa raça não venha a sucumbir ao fenômeno de degeneração tão típico dos tempos modernos".