quinta-feira, 7 de outubro de 2021

O BRASIL, A ÉTICA, A MORAL, ATENTADOS A CONSTITUIÇÃO E A DEMOLIÇÃO DA DEMOCRACIA-

 

Ministro Marco Aurélio Mello com relação ao "Inquérito das fake news":  "É uma afronta ao sistema acusatório do Brasil".

HAVERIA UMACONSPIRAÇÃO CONTRA O ESTADO DE DIREITO NO BRASIL?

A moralidade é o alicerce sobre o qual uma sociedade permanece sadia. O fundamento é essencial para a uma construção, da mesma forma que a moral cria a estabilidade social, define os valores perenes nos relacionamentos – forja o caráter da população e modela a sociedade de forma a propiciar cordialidade e regras claras desses relacionamentos, sejam na família, na comunidade, nos negócios e na política – bem como nas análises e decisões jurídicas.

Sobre esse fundamento está o telhado – a ética! Existindo o padrão moral a ética significa a prática desses valores, desse padrão. Sem esse telhado a sociedade fica exposta ao arbítrio, a violência, a atentados contra a liberdade pela transgressão a preceitos constitucionais.

Quando cidadãos comuns passam a agir fora desse teto e desse fundamento há malefícios, seja contra uma comunidade, seja contra pessoas. Numa Democracia real – e não apenas conceitual e legal – há os mecanismos que buscam a justiça, na figura do MP -Ministério Público; juízes e tribunais, advogados, etc.  – Para reparar danos a pessoa ou a sociedade.

Porém, quando atores deixam de lado o script (as normas legais) e passam a agir conforme particularidades ou interesses próprios, deixam de ser responsáveis e fiéis para usurpar, transgredir e corromper uma democracia, uma sociedade – tendo em vista interesses menores, seja de grupo ideológico ou do próprio egoísmo desses atores – começa a haver ruptura e instabilidade.  Quando, pois, se trata de autoridades de primeiro escalão, como ministros do STF – Supremo Tribunal Federal – senadores, deputados federais ou ministros do poder Executivo – os prejuízos são muito mais graves, pois afetam toda a sociedade, a Nação e o próprio regime democrático.

Infelizmente o Brasil vive, atualmente, em estado de crise. Há reparos a serem feitos no telhado e nas fendas de seus alicerces. Se grande parte dos brasileiros agem, no dia a dia, em respeito a esses princípios salutares, da ética e da moralidade, nem sempre o mesmo acontece nas chamadas ‘altas esferas’ da República. Os embates pelo poder são uma característica da Democracia. Em regimes totalitários, de partido único, o pensamento tem que estar alinhado, em sintonia, com as diretrizes e decisões – aparentemente – colegiadas. Não há liberdade para contraditorios. Os que por motivos éticos, políticos, religiosos e morais, transgredem esses pressupostos, a condenação bate a porta. Nesses regimes não há apelação – e, se houver, tudo não passa de um teatro para sustentar um rótulo de ‘democracia’. Porém, numa Democracia, quando a politicagem penetra nos poderes da República – gerando agressões e negações a princípios democráticos, da Constituição Federal – o caldo do autoritarismo passa a ser fermentado no caldeirão das irregularidades – com ingredientes que vão dede prisões irregulares, sem provas, sem julgamento, sem testemunhos, até a interferências de um Poder da República no Executivo, por exemplo. Em função disso, declarou recentemente o grande jurista Dr. Ives Gandra Martins: “Sem liberdade de expressão não há democracia”. Em outras palavras, ele disse que o Brasil está vivendo, parcialmente, em um regime de exceção, quando alguns figurões flertam com fantasmas de ditaduras – de mãos dadas com a violência anticonstitucional. A velha figura do ‘ministério da Verdade’ passa a dizer que a mentira é verdadeira e a verdade é uma ameaça.

Na verdade, temos uma conspiração em curso – parece programada e orquestrada justamente por quem deveria honrar o País e defender sua Carta Magna – a Constituição -, o telhado sob o qual o Brasil e sua população são protegidos do arbítrio e da violência de transgressores e dos que querem impor um regime ditatorial ao Brasil.

As trevas alvoroçaram quando dezenas de milhões de cidadãos honestos, trabalhadores e democratas foram as ruas no 7 de setembro de 2021, em todas as capitais e em especial em Brasília – na maior manifestação popular da história do Brasil, talvez apenas comparável a comoção popular pela trágica morte de Getúlio Vargas – assediado por parte da imprensa, sob a sórdida liderança de Carlos Lacerda. Ocorrerem fugas precipitadas, boatos, corre-corre – pois diz o velho ditado “quem deve tem medo”. O golpe não ocorreu, mas os verdugos da nossa Democracia sabem agora que o povo brasileiro está mobilizado e unido. E não se trata uma movimentação partidária, mas uma união superlativa que quer ver o Brasil, a cidadania, a ética e a moralidade respeitadas. São os guardiões da Democracia essas dezenas de milhões de brasileiros que estão acordados, de olhos e ouvidos abertos.

Sob esse teto – sustentado por milhões de brasileiros - que conspiradores querem ver derrubado - ocorrem os embates. Um dos ministros do ‘supremo’ se auto intitulou “editor da Constituição”. Um editor, no linguajar do jornalismo, é o profissional que pega um artigo, uma reportagem, e corrige erros, dá maior ênfase a determinadas declarações, deixa o texto mais claro para facilitar a compreensão do assunto pelos leitores. No caso do ‘editor’ do ‘supremo’ não se trata disso, mas de fazer valer decisões arbitrárias de prisões, ocupações de domicílios, confisco de bens – temporariamente? – etc. Esse ministro ‘edita’ a regra constitucional segundo seu próprio entendimento ou arbítrio, interesse. Dessa forma agride e tripudia sobre a clareza legal da Constituição de 1988, que garante a liberdade de expressão, conforme os incisos IV e IX do artigo 5º - e mesmo o inciso IV que amplamente trata da manifestação do pensamento, o inciso IX foca na liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, cientifica e de comunicação:- Artigo 5º - IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

O Brasil também é signatário da ‘Declaração Universal dos Direitos Humanos’, que, em seu artigo 19 declara: “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar e receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras” (Assembleia Geral da ONU, 10.12.1948).

Quando o STF votou pela criação ou rejeição do “inquérito das fake News” o único Ministro que votou contra foi Marco Aurélio Mello. Em seu voto, no dia 18.06.2020, ele justificou sua decisão: "É um inquérito do fim do mundo, sem limites". Afirmou também, com clareza e lucidez: "Estamos diante de um inquérito natimorto". Lembrou ele que esse inquérito é "uma afronta ao sistema acusatório do Brasil" e que "magistrados não devem instaurar [inquéritos] sem previa percepção dos órgãos de execução penal". Infelizmente a maioria dos togados preferiu lixar as unhas e jogar no lixo os preceitos legais do sistema jurídico brasileiro!

Conforme o editorial da "Gazeta do Povo", de 07.10.21, "a perseguição do STF é seletiva". Isto é, dependendo do alvo de criticas e comentários, mesmo ameaças, velada ou não, a personalidades públicas, a ação punitiva de ministros do Supremo muda: "Não resta mais dúvida alguma de que o STF vem agindo não apenas de forma abusiva em suas restrições à liberdade de expressão, mas também exerce esse abuso de forma seletiva, contra apenas um lado do espectro político-ideológico". Nossa conclusão é semelhante a essa: basta visitar algumas redes sociais mais à esquerda para ver o nível de criticas, ameaças, difamações e maldições. A Folha de S. Paulo chegou a publicar uma matéria com dezenas de expressões depreciativas ao atual Presidente da República; houve uns 'artistas' que fizeram de uma foto de Bolsonaro como de uma cabeça, a ser chutada, como numa partida de futebol. Qual foi a reação de ministros investigativos? Nenhuma- e quem cala consente! 

Podemos, pois, dizer que existe em ação e operação uma ditadura judicial em nosso País. Como rezava o mantra nos anos 60/70, ‘abaixo a ditadura’, também temos a obrigação cidadã, moral, ética e institucional de dizer: ‘Abaixo a ditadura dos togados!’.

O que percebemos, nessa orquestração maligna, é a tentativa de corromper a lei e impor novos conceitos de velhas e derrotadas ditaduras, seja de esquerda ou direita. O fascismo avança sob a capa preta de alguma falsa legalidade e isso com certeza não pode terminar bem.  Jornalistas estão sendo presos sob acusações sem fundamento na Carta Magna do Brasil; a imunidade parlamentar tem sido vilipendiada com a prisão de um deputado federal – com a cumplicidade de centenas de seus pares, que parecem analfabetos quanto ao conhecimento da nossa Constituição. As regras vêm sendo quebradas pois se houve ameaça por parte do deputado o caminho deve passar pelas normas de um processo legal – e não desembocar numa prisão arbitrária – ato de ditadura e não de uma Nação sob o Estado de Direito. Seria, pois, exagero dizer que há uma conspiração contra nossa Democracia? Estão subvertendo a Lei Maior e isso deve ser encarado com normalidade e passividade?

Grande parte da mídia – a chamada ‘grande imprensa’ - está calada ou amordaçada por interesses ideológicos – muitos querem preservar o emprego ou fazem parte dessa traição aos princípios da imparcialidade e da objetividade da notícia? São jornalistas de verdade ou ativistas partidarios a serviço de uma ditadura globalista, sem fronteiras, que ameaça e transgride direitos civis dos cidadãos?Jovens são doutrinados para repudiar a terra onde nasceram e queimam bandeiras em vias públicas – e isso não gera arrepios de brasilidade a nenhum juiz ou ministro ‘supremo’; deputados manietados por influencias perversas votam lei para permitir que ¼ do território de municípios sejam vendidos a estrangeiros; a opinião é criminalizada; a maledicência e ameaças contra o Presidente da República é amplamente encorajada pela cumplicidade de ‘supremos’ – aí o direito de opinião e expressão é tolerado! Diria um mais pessimista: Um dia a casa cai! 

Em países de partido único a lei é regida sob o prisma do autoritarismo de Estado – ditadura mesmo sob o apelido de ‘socialismo’. É isso que queremos para o Brasil?  Uma figura carimbada, da esquerda, que foi livrada de 31 anos de cadeia, disse do alto de sua arrogância: “Nós vamos tomar o poder e isso não quer dizer ganhar eleições”.  De que lado você está, senador, deputado, prefeito, vereador, delegado, presidente, ministros de governo, militares, paisanos, cidadãos brasileiros?  

O Brasil precisa de homens de verdade, não podemos ser tiranizados  por fantoches ou homens de palha (O Editor).

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

MILHÕES DE MANIFESTANTES CELEBRAM A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: PAZ, LOUVOR, NOBREZA, DIGNIDADE!

CAMINHONEIROS AMEAÇADOS PELO GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL 

Manifestações em Brasília no Dia da Independência

        Manifestações em Videira-SC e Curitiba-PR

O REAL PERFIL  DE ALGUNS POLÍTICOS QUE DIVULGARAM CARTA AFIRMANDO QUE "GRUPOS RACISTAS,  POLICIAIS MILITARES E GOVERNO" AMEAÇARIAM A DEMOCRACIA NAS CELEBRAÇÕES DA INDEPENDENCIA DO BRASIL, EM 07.09.2021

Na véspera do Dia da Independência jornais da 'velha mídia' fizeram alardes sobre uma “insurreição” no Brasil. Repercutiam, inclusive, uma carta assinada por “26 políticos” e intelectuais, temerosos de que poderia haver “um golpe de Estado” no País.  O Correio Brasiliense informou que “mais de 150 representantes assinaram carta divulgada nesta segunda-feira, 6.9”, criticando os “protestos organizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro”. Com certeza o tema das manifestações, em centenas de municípios, tiveram como tema "a liberdade". Possivelmente a liberdade é fundamental no regime Democrático. Em entrevista ao Programa "Direto ao Ponto" da Jovem Pan, o jurista e catedrático Ives Gandra Martins  - frente as  prisões arbitrárias, nas investigações de 'fake news' do STF - Supremo Tribunal Federal, lideradas por Alexandre Moraes, criminalizando a expressão e a opinião - o levaram a afirmar que "sem liberdade de expressão não há Democracia". 

A BBC News/Brasil alardeou: “Um grupo de 158 políticos e ativistas de 27 países, incluindo parlamentares e ex-presidentes, divulgou uma carta aberta em que alerta para "insurreição" e riscos à democracia brasileira durante os protestos de Sete de Setembro liderados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Trecho da carta: “Estamos muito preocupados com a iminente ameaça às instituições democráticas brasileiras, e estaremos vigilantes do 7 de Setembro em diante. Os brasileiros lutaram décadas para garantir a democracia ante o regime militar, e não se pode deixar que Bolsonaro roube isso deles agora"(11).

Para os signatários da carta, divulgada na segunda-feira (6/9), as manifestações, convocadas por Bolsonaro e simpatizantes, como formada por "grupos racistas, policiais militares e autoridades do governo federal", buscariam intimidar instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso e ampliam os temores de golpe de Estado na terceira maior democracia do mundo. Conforme o CB, líderes como Fernando Lugo, Rafael Correa,  Ernesto SamperMartin Torrijos, José Zapatero e brasileiros como deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC) alertavam na carta que “Bolsonaro e seus aliados — incluindo grupos supremacistas brancos, a polícia militar e funcionários públicos em todos os níveis de governo — estão preparando uma marcha nacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso em 7 de setembro, aumentando os temores de um golpe de Estado na terceira maior democracia do mundo”.

Parece que militantes, interessados em difamar o Brasil e seu líder, conseguiram apoio de algumas pessoas que já tiveram alguma relevância na América do Sul e Europa – tal é a avalanche de fake News que a mídia esquerdista engajada semeia pelo mundo - inclusive artistas famosos e até um ministro do Supremo que, descendo de suas atribuições, criticou em Inglês o Presidente - colocando mais lenha na fogueira que armaram. Quebraram a cara pois milhões foram as ruas de todas as capitais do Brasil e em cerca de centenas de cidades do interior – sem um único incidente de violência, mostrando que o Brasil está muito mais civilizado que manifestantes de vários outros países. A mesma mentalidade exaltou as “barricadas de Paris”, quando a juventude, então instrumentalizada, levava cartazes, exaltando de verdadeiros genocidas de ditaduras da esquerda, como Fidel, Mao e Guevara – que proíbem a opinião, criminalizaram a liberdade, sufocando seus povos, mantendo-os amordaçados e dependentes - geralmente subnutridos, como em Cuba e Venezuela, sob ditaduras de partido único. Para o leitor ter uma visão mais apurada do sentido da referida 'carta', leiam abaixo o perfil de alguns dos políticos que  a assinaram. 

O PERFIL DE ALGUNS SUBSCRITORES DA CARTA

1.       Ernesto Samper  - Conforme a Wikipédia, “o desmantelamento do Cartel de Cali (traficantes de drogas da Colômbia) ocorreu em paralelo com a evolução do Julgamento 8000” ...  Para alguns observadores, o Cartel foi deliberadamente desmantelado a fim de dar ao governo "provas" de sua boa-fé na luta contra o tráfico de drogas (vários ministros e o próprio presidente Ernesto Samper foram diretamente comprometidos nas revelações) – além de pouco mais de 40 outros envolvidos (2).

2.       Martin Torrijos – Conforme a Folha de S. Paulo, na delação da Odebrecht os ex-presidentes do Panamá, Martin Torrijos (2004-2009) e Ricardo Martinelli (2009-2014) estavam envolvidos nos crimes da empreiteira, no Panamá: “A Procuradoria Federal do Panamá anunciou na tarde desta terça (1º) o acordo definitivo firmado com a Odebrecht no valor de U$ 220 milhões. A cifra é a mais alta de uma negociação firmada entre o grupo baiano e um país no exterior” (3).

3.       José Zapatero – Reportagem da Gazeta do Povo (18.7.2011) noticia que “o principal jornal da Espanha, o El País de Madri, publicou nesta segunda-feira um forte editorial, no qual pede que o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero renuncie ao cargo e evite o agravamento da crise espanhola. El País é um jornal que segue uma linha editorial de centro-esquerda, a mesma linha política do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Zapatero.  Conforme El País de Madri, "a perda de confiança na gestão de José Luis Rodríguez Zapatero parece irreversível e o crescente ceticismo com a governabilidade espanhola, nas circunstâncias atuais, ameaça aumentar ainda mais nossos males. A crise não é só econômica, mas também, e sobretudo, política" (4).

4.       Perpétua Almeida (PCdoB-AC) – A deputada Federal Perpétua Almeida pertence ao PCdoB, do Acre. Tem feito um papel importante junto a agricultores daquele estado, usando de verbas parlamentares para beneficiar pequenos agricultores, com acesso a tratores, colheitadeiras, etc. É ligada a setor de esquerda da Igreja Católica.  O programa do PCdo B, apesar de não dizer claramente que busca a implantação de um regime Comunista – de partido único – no Brasil – ou seja uma “ditadura do proletariado”, afirma em seu programa: “O Partido Comunista do Brasil, fundado em 25 de março de 1922, reorganizado em 18 de fevereiro de 1962 e legalizado, na fase atual, em 27 de maio de 1985, é o partido político da classe operária e do conjunto dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as), fiel representante dos interesses do povo trabalhador e da nação. Organização política de vanguarda consciente do proletariado, guia-se pela teoria científica e revolucionária elaborada por Marx e Engels, desenvolvida por Lênin e outros revolucionários marxistas”. Conforme o “Manifesto comunista” são 10 os pontos fundamentais para a implantação definitiva do comunismo, sob a égide de um só partido: “Proletários e comunistas – medidas a serem implementadas: 1. Expropriação da propriedade privada. 2. Imposto fortemente progressivo. 3. Abolição do direito de herança. 4. Confisco da propriedade de todos os emigrados e rebeldes; 5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com monopólio exclusivo; 6. Centralização de todos os meios de comunicação e transporte nas mãos do Estado; 7. Multiplicação das fábricas nacionais e dos instrumentos de produção, arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral; 8. Unificação do trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura; 9. Unificação dos trabalhos agrícola e industrial; abolição gradual da distinção entre a cidade e o campo por meio de uma distribuição mais igualitária da população pelo país; 10. Educação pública e gratuita a todas as crianças; abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje (obs: na época). Combinação da educação com a produção material, etc.” (6).

5.       Arlindo Chinaglia (Pt-SP) – Em 10.04.2017 o Valor Econômico publicou: “O relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, decidiu pela abertura de inquérito para apurar denúncias envolvendo o deputado federal Arlindo Chinaglia Jr (PT-SP) nos termos das declarações prestadas por colaboradores da Odebrecht. Os relatos dão conta de pagamentos que somam 50 milhões (...) - sendo R$ 10 milhões teriam sido recebidos pelo deputado” (7).  Em reportagem publicada em 24.02.2021, “a PGR apresentou denúncia contra o referido deputado, Arlindo Chinaglia, ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e outras 15 pessoas investigadas pela Operação Lava-Jato, entre elas o empresário Marcelo Odebrecht” (8)

6.      Fernando Lugo - A destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai ocorreu em 22. 06.2012, no contexto de uma crise político-institucional que resultou no impeachment do presidente e no isolamento político do Paraguai no relacionamento com a maioria das nações latino-americanas. O processo foi iniciado dia 20 de junho, a pedido de um deputado do Partido Colorado, motivado por um confronto entre policiais e camponeses, durante a reintegração de posse de uma fazenda em Curuguaty. O incidente deixou dezessete mortos e oitenta feridos. No dia 22 de junho, o presidente foi destituído pela Câmara dos Senadores do Paraguai por 39 votos a 4 e na mesma noite, o vice-presidente Federico Franco empossado como novo presidente da República do Paraguai (9)

8.       Rafael Correa - Em 07.04.2020 a CNN divulgou noticia sobre o ex-presidente do Equador, Rafael Correa: “A Justiça do Equador condenou o ex-presidente Rafael Correa a oito anos de prisão por um caso de corrupção durante seu governo (2007-2017), informou o Ministério Público nesta terça-feira (7). O ex-presidente –que se mudou para a Bélgica em 2017 depois de romper com Lenín Moreno, seu sucessor– foi condenado a 8 anos de prisão, juntamente com outras 17 pessoas pelo crime de suborno, informou o órgão no Twitter. Segue: “Correa foi processado, julgado e condenado In absentia (ou seja, sem estar presente no tribunal). Entre membros do governo, também foram condenados o ex-presidente Jorge Glas, o ex-assessor jurídico da presidência Alexis Mera, a ex-ministra de Transportes María de los Ángeles Duarte, o ex-ministro do Turismo Vinicio Alvarado, o ex-ministro de Águas Walter Solis, a ex-candidata à prefeitura de Guayaquil Viviana Bonilla, e o ex-congressista Christian Viteri” (10).


A transparência das próximas eleições é uma preocupação legítima da população brasileira


Manifestações em São Paulo (600 mil) e em diversas cidades dos EUA e Europa

MILHÕES CELEBRAM A INDEPENDENCIA E A DEMOCRACIA EM BRASILIA, SÃO PAULO E EM CENTENAS DE CIDADES DO BRASIL

O que vimos nos sites da Internet, especialmente em programas da Rádio Jovem Pan  - ao contrário da carta acima referida - foram magnificas imagens de um milhão de pessoas, em Brasília e cerca de 600 mil, na Avenida Paulista. Ao contrário de algumas manifestações de grupos como black-blocs e outros grupos, à esquerda – com queima de pneus, confronto com policiais, quebra-quebra de bancos e até de uma Universidade – não ocorreu nenhum incidente de violência. Faixas e bandeiras evocavam a data celebrada, faziam reivindicações, protesto pacifico contra arbitrariedades de ministros do Supremo, exigência de voto impresso nas eleições – para evitar fraudes secretas - libertação de presos políticos, como do presidente do PTB, Roberto Jefferson e alguns jornalistas, bem como fim da "desmonetização de canais do youtube, como o "Te Atualizei", entre outros. As festas cívicas, de Brasília e da Av. Paulista-SP, teve a presença e discursos do Presidente Bolsonaro, foram pacificas, tranquilas – sem confronto com policiais. O Presidente, com a liberdade própria da Democracia, desabafou referindo-se a abusos anticonstitucionais, por parte do ministro Alexandre Moraes (sem citar nomes). Em plena multidão da Paulista uma pessoa perdeu um celular – logo era noticiado que o aparelho havia sido achado e entregue; outro perdeu uma carteira com dinheiro, também devolvida. Foram manifestações de cidadãos honrados, honestos e vigilantes. O discurso do Presidente, na Paulista, foi agressivo, afinal, desde o primeiro dia de seu mandato sofre interferências anticonstitucionais por parte do STF - além de acusações de “genocida” - que pipocam da boca de colunistas e blogueiros, como Reinaldo Azevedo. Inclusive difamação internacional até de um membro do 'Supremo', em inglês, para países da Europa e EUA. Porém tudo ocorreu em plena normalidade democrática. Talvez a maior festa cívica da Nação Brasileira. Depois de Getúlio Vargas, que acabou suicidando-se pela obsessiva perseguição do jornalista Carlos Lacerda, entre outros, nenhum outro Presidente foi alvo de tantos ataques, pela velha mídia. 

Caminhoneiros em Brasília na madrugada de 09 de Setembro, sentados para se protegerem da policia e tropa de choque do governador do Distrito Federal,  Ibaneis Rocha, que ordenou evacuação dos manifestantes (foto de imagem na TV).  

CAMINHONEIROS E SUAS FAMILIAS SOB AMEAÇA

Após as celebrações, Desde a noite de quarta, 8.9,  caminhoneiros acampados em Brasília foram ameaçados de evacuação, por parte de decisão do Governo Distrital, Ibaneis Rocha (MDB) – sem nenhum motivo alegado – os caminhoneiros, com esposa e filhos – algumas crianças - sentaram-se no chão enquanto um deputado tentava dialogar, pois o fato ocorreu durante toda a noite, próximo ao Ministério da Agricultura – onde estavam acampados e onde havia centenas de barracas e o refeitório desses manifestantes. Na presença de uma tropa de choque – com dezenas de policiais em prontidão - além de um pelotão da PM os manifestantes sentaram-se no chão, cantando o Hino Nacional Brasileiro. As mulheres rezavam com rosários nas mãos e outras levantavam as mãos, pedindo proteção divina. Durante toda a noite tiveram que viver essa situação abusiva – sem reação violenta por parte dos brasileiros trabalhadores honrados – mas tratados como marginais acampados na Capital do Brasil. Na manhã do dia seguinte, 9.9, um dos caminhoneiros foi atropelado por uma viatura – fato lamentável que deve ser apurado. Com certeza a paralização dos caminhoneiros recebeu combustível dessa humilhação sofrida pelos seus companheiros e familiares - que chegaram a paralisar o trânsito de caminhões em 14 estados - terminando a greve em função do apelo do Presidente, preocupado com a economia e repercussão internacional, que fez o dólar subir e a bolsa cair. 

Enfim, o “temor” oportunista - parte da narrativa de inimigos do governo -  que essa carta tendenciosa provocou em meio mundo - foi completamente frustrado por centenas de homens e mulheres honrados – que lutam honestamente pelo pão de cada dia, a escola dos filhos, o vestuário e as contas pra pagar. Homens dignos que a mídia globalista -  inclusive de alguns parlamentares brasileiros, além da cobiça internacional sobre nosso País, quiseram pintar como malfeitores – mas foram completamente desmascarados pelos fatos (José J. de Azevedo/Editor).

 SAIBA MAIS

1- https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/09/4947924-7-de-setembro-politicos-de-26-paises-alertam-para-insurreicao-no-brasil.html

2- Ingrid Betancourt (2001). La rage au cœur. [S.l.: s.n.]  (Wikipédia)

3- https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/08/1906176-odebrecht-assina-acordo-de-us-220-mi-no-panama-o-mais-caro-no-exterior.shtml

4- https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/em-editorial-el-pais-pede-renuncia-de-zapatero-c0n2hi9wxfhczp7dazdpyqo9a/

5- https://pcdob.org.br/estatuto/

6- https://www.tc.df.gov.br/ice4/vordf/estudos/filosofia/manifestocomunista.html

7- https://valor.globo.com/politica/noticia/2017/04/11/chinaglia-inquerito-envolve-recebimento-de-r-10-milhoes.ghtml

8- https:/valor.globo.com/politica/noticia/2021/02/24/pgr-denuncia-chinaglia-cunha-e-marcelo-odebrecht-por-corrupo-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml

9- https://pt.wikipedia.org/wiki/Destitui%C3%A7%C3%A3o_de_Fernando_Lugo

10 - https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/rafael-correa-ex-presidente-do-equador-e-condenado-a-8-anos-por-corrupcao/

11. https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58466032

  

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Os cristãos devem comparecer a “casamentos” homossexuais?

 Posted on May 27, 2021 by RC Sproul Jr. (Compartilhando)

Alguns de nossos desafios mais profundos como crentes envolvem lidar com os pecados dos outros, especialmente daqueles a quem amamos. Quer seja um parente lutando contra o vício, um melhor amigo infiel à esposa ou um ente querido abraçando a perversão sexual, muitas vezes nos sentimos presos entre nosso amor genuíno pelo pecador, nossa preocupação pelas vítimas e nossa genuína repulsa pelo pecado. O brometo "Odeie o pecado, ame o pecador", embora pelo menos infundido com um toque de sabedoria, normalmente não responde a todas as perguntas difíceis.

Quando confrontado com apelos morais difíceis, muitas vezes é sábio desacelerar e definir nossos termos. Primeiro, vamos considerar o que significa ir a um casamento. Assistir a um casamento não é nada como assistir a um concerto ou ir ao cinema. Em primeiro lugar, quando vamos a um casamento, o estamos endossando. Há uma razão para a “publicação das proibições” - aquela parte da cerimônia de casamento em que o oficiante pede razões pelas quais os dois não deveriam se casar. Se “ficarmos calados”, estaremos de fato afirmando a legitimidade do casamento. Em segundo lugar, quando comparecemos a um casamento, estamos lá para servir como testemunhas dos votos. Somos parte legal no processo, com uma convocação para garantir que os votos sejam mantidos. Isso é algo que os cristãos deveriam fazer?

É verdade que existem muitas razões pelas quais os cristãos são chamados a se opor a alguns casamentos heterossexuais. Os divorciados não bíblicos não são, de fato, livres para se casar, e os cristãos também não devem comparecer a esses casamentos, pelos mesmos motivos. O argumento não é que ambas as partes sejam pecadoras e, portanto, não devemos ir. Todos aqueles que se casam são pecadores. A questão é: o casamento em si é bíblico?

O que nos leva ao nosso segundo mandato, "casamento". Alguém poderia argumentar que minha pergunta original é discutível pela simples razão de que não existem casamentos homossexuais. Você não pode testemunhar um casamento homossexual mais do que desenhar um círculo quadrado. Os casamentos são entre homens e mulheres. Dito isso, os participantes desses eventos acreditam que estão participando de um casamento. Nossa presença, por mais bem intencionada que seja, os encoraja em sua ilusão. Essa é uma das principais razões pelas quais eles se opõem a que não compareçamos a seus casamentos ou que não os embelezemos com bolos e flores. Se não admitirmos que o imperador nu está vestido com esmero, o estado será chamado e estaremos arruinados.

A homossexualidade é ao mesmo tempo como outros pecados e diferente de outros pecados. É como os outros pecados porque é perdoável e um pecado pelo qual Jesus morreu. Afinal, já fomos assim (I Coríntios 6: 9-11). Embora o comportamento seja justamente revoltante, aqueles que são pegos por ele carregam a imagem de Deus e não estão fora do alcance da graça. É diferente de alguns pecados, no entanto, por duas razões. Primeiro, é um pecado grosseiro e hediondo. A tolice de que todos os pecados são iguais tem causado grande dano na igreja e no mundo. Todos os pecados são rebeliões cósmicas e são devidos à ira eterna de Deus. Mas isso não significa que eles sejam iguais. Em segundo lugar, ao contrário da maioria dos outros pecados, este é um pecado que seus praticantes insistem que não é pecado. A ganância é má, mas não temos desfiles para celebrá-la. Este é um pecado que em nossos dias se gloria em sua vergonha. Queremos realmente nos juntar a essa glória participando de seus "casamentos"?

Eu sei que é difícil. Eu sei que é doloroso e pode dividir famílias. Eu sei que isso nos faz parecer para o mundo como fanáticos e odiadores. Mas isso, amigos, é uma vergonha em que realmente podemos nos gloriar, pois Ele nos promete uma bênção (Mateus 5: 10-12). É claro que isso não significa que abandonemos os homossexuais ou não tenhamos nada a ver com eles. Jesus freqüentemente encontrava pecadores onde eles estavam. Mas Ele sempre os chamou para virem a Ele. Ele nos chama para fazer o mesmo.

 FONTE

https://rcsprouljr.com/should-christians-attend-homosexual-weddings/

 

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

CENSURA MONETARIA: TSE CONTRA A LIVRE OPINIÃO

 

No dia 16.08.21 ocorreu mais um avanço autoritário no Brasil. Não bastou intimidações com prisões de jornalistas, como Osvaldo Eustáquio,  como a do deputado Daniel Silveira - mesmo com imunidade  parlamentar - o que é inconstitucional. Dessa vez foi usado o TSE - Tribunal Superior Eleitoral - para mais esse ataque as liberdades democráticas, o Estado de Direito - negando claramente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 19. Dessa forma os talibãs e os ayatolás tupuniquins continuam sua cruzada anti-liberdade de imprensa e opinião, e divulgação de ideias liberais.  Esses ataques a liberdade de opinião e expressão são claramente unilaterais: não penalizam fakes tendenciosas da "velha imprensa" ou blogs de esquerda, muitos deles que difamam o Presidente da República, chamando-o de "genocida".  Voltam suas armas contra o que chamam de "fake news" da opinião nas redes sociais - velha justificativa de negar a perseguição. Trata-se, pois, claramente de ativismo político, engajado, que ameaça a Democracia, dizendo que "a defendem"!   


UOL-SP divulga lista de blogs, jornalistas e comunicadores sob ameaça do Supremo através do TSE

No dia 17.8 o UOL - da Folha de S. Paulo  publicou: "O corregedor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Felipe Salomão, determinou ontem (16) que plataformas digitais parem de remunerar canais e perfis que, segundo a decisão judicial, "disseminam informações falsas sobre as eleições no Brasil". Relaciona abaixo as vitimas dessa decisão - que vem sendo criticada por jornalistas como Alexandre Garcia e parlamentares que não rezam cartilhas da esquerda brasileira:
  • YouTube: "Adilson Nelson Dini - RAVOX, Alberto Junio da Silva 1, Alberto Junio da Silva 2, Bárbara Zambaldi Destefani, Camila Abdo Leite do Amaral Calvo, Emerson Teixeira de Andrade, Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa1), Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa2), Folha Política, Jornal da Cidade On Line, Oswaldo Eustáquio, Roberto Boni - Canal Universo 1, Roberto Boni - Canal Universo 2, Terça Livre";
  • Facebook: "Adilson Nelson Dini - RAVOX, Alberto Junio da Silva, Allan dos Santos, Allan Lopes dos Santos, Bárbara Zambaldi Destefani, Camila Abdo Leite do Amaral Calvo 1, Camila Abdo Leite do Amaral Calvo 2, Emerson Teixeira de Andrade, Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa), Folha Política, Jornal da Cidade On Line, Marcelo Frazão de Almeida, Nas Ruas, Oswaldo Eustáquio 1, Oswaldo Eustáquio 2, Oswaldo Eustáquio 3, Terça Livre".
  • Instagram: "Adilson Nelson Dini - RAVOX, Alberto Junio da Silva, Allan dos Santos, Allan Lopes dos Santos, Bárbara Zambaldi Destefani, Camila Abdo Leite do Amaral Calvo, Emerson Teixeira de Andrade, Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa), Folha Política, Jornal da Cidade On Line, Marcelo Frazão de Almeida, Nas Ruas, Oswaldo Eustáquio 1, Oswaldo Eustáquio 2, Terça Livre";
  • Twitter: "Adilson Nelson Dini - RAVOX, Allan dos Santos, Allan Lopes dos Santos, Bárbara Zambaldi Destefani, Camila Abdo Leite do Amaral Calvo, Emerson Teixeira de Andrade, Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa), Fernando Lisboa da Conceição (Vlog do Lisboa2), Folha Política, Jornal da Cidade On Line, Marcelo Frazão de Almeida, Nas Ruas, Oswaldo Eustáquio, Roberto Boni - Canal Universo, Terça Livre".
  • Twitch.TV: "Terça livre e Vlog do Lisboa";

Segundo a mídia a PF obedecendo o TSE determinou a “desmonetização” dos perfis e canais da Imprensa Livre - não instrumentalizada

Uol: "Salomão determinou a interrupção dos pagamentos após pedido da Polícia Federal ao TSE". Teria sido mesmo iniciativa da PF ou Alexandre do Supremo querer evitar mais desgaste e ações de impeachment, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, teima engavetar, mesmo que tenha cerca de 3 milhões de assinaturas!? Seria ele também refém de processos arquivados no Supremo? Trai seus pares e os brasileiros na cara dura e hipócrita!  Nessa semana, ainda, ele esteve em reunião com membros do Supremo - quebrando a regra de "independência entre os poderes". Esses perfis, censurados - dessa forma indireta -  “recebem dinheiro das plataformas principalmente por meio da veiculação de publicidade em seus conteúdos" _ com a desmonetização pelo infeliz STF querem estrangular a opinião!

O ministro também mandou as plataformas pararem de recomendar canais e vídeos de conteúdo político "relacionados aos ataques ao sistema de votação e à legitimidade das eleições", sem proibir, no entanto, a pesquisa feita por usuários por meio de palavras-chave".  Todos os canais e perfis citados seriam “apoiadores” do Presidente da Republica (sem partido), que, conforme a UOL,  "tem atacado publicamente o TSE - porque denunciou o processo referente a invasão do sistema eleitoral por um hacker, que, durante meses, circulando no coração cibernético que comanda as eleições em 

 todo Brasil. Essas invasões foram colocadas em "segredo de justiça" - o que contraria a lisura e a transparência da coisa pública (Res-publica). Barroso, atual ministro do TSE, e Bolsonaro mantiveram polêmica sobre a suposta segurança do aparato eleitoral. A pedido do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, incluiu o Presidente Bolsonaro, na "investigação" aberta pela Corte sobre  "notícias falsas" sobre ministros do  Supremo e a burocracia do TSE. Esconder esse caso gravíssimo e muito suspeito e requer profunda investigação, seria e imparcial!

Uol: "Na decisão, Salomão (ministro do TSE) disse que os alvos das medidas não veiculam "críticas legítimas" ou propõem soluções para aperfeiçoar o processo eleitoral, mas sim denúncias falsas de fraude que já foram desmentidas ". Segundo o ministro, tal prática, "em larga escala, tem o potencial de comprometer a legitimidade das eleições". Ainda de acordo com o corregedor-geral do TSE, "quanto mais se atacam as instituições e o sistema eleitoral, mais proveito econômico os envolvidos obtêm." Isso lembra a política do Ministerio da Verdade", do livro 1984!

Uol comenta: "A receita auferida pelos criadores dos canais, páginas e perfis encontra-se diretamente relacionada ao alcance e à repercussão do material disponibilizado. Quanto mais views e audiência, maior o retorno financeiro. Isso acaba por estimular a continuidade dos ataques, os quais notadamente tornam-se cada vez mais fortes, virulentos e despropositados, a fim de não só manter engajada a base original de "apoiadores" como também trazer novos ouvintes e/ou leitores", escreveu Salomão. O ministro tenta encobrir suas verdadeiras intenções, dizendo "que sua decisão não representa "ofensa" ao direito de livre manifestação porque não impede "o livre trânsito das ideias", mas "apenas se retira a possibilidade momentânea de aferição de lucro por meio de desinformação: "O magistrado deixou de fora da decisão os canais, páginas e perfis mantidos por autoridades públicas, "porque tais instrumentos são relacionados ao exercício de suas funções". 

 

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

CAPIVARA GIGANTE: A VIDA PREGRESSA DO DEPUTADO DO DEM, LUIZ MIRANDA

Hoje o Brasil viu mais um pastelão da CPI da COVID-19. Dessa vez o depoente foi o Deputado Federal Ricardo Barros. A motivação do convite a depor nessa CPI foi a afirmação do deputado Luis Miranda, que disse que Barros "sabia" a respeito do processo de compra da vacina COVAX - que não ocorreu, mas serve para os objetivos escusos e suspeitos da tal CPI, comandada pelo trio: Aziz (presidente); Renan Calheiros (relator) e Randolfe (vice-presidente). Tanto Aziz como Calheiros são alvos de investigações, processos e indiciamentos por parte da Policia Federal - sendo que, entre centenas de outros políticos, tem processos arquivados - ou aguardando um nunca mais? - por parte dos supremos! Quem é quem no capítulo de hoje, 12.8.2021? Veja a íntegra no YouTube - e tire suas conclusões. Porém, veja abaixo o perfil do acusador de Bolsonaro e Ricardo Barros, abaixo: 

A cúpula da CPI que não chegou a lugar algum, a não ser o festival de arbitrariedades a depoentes e cidadãos intimados a comparecer para depor: Senadores Randolfe, Aziz e Calheiros. 

Conforme G1, da Globo, “A Polícia Federal enviou nesta terça-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal o pedido do ministro da Justiça, Anderson Torres, para que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) seja investigado por possível denunciação caluniosa contra o presidente Jair Bolsonaro”. Hoje a deturpada e hilariante CPI do COVID-19 – da qual o STF livrou governadores e prefeitos envolvidos em investigações e desvios milionários de recursos da Saúde, faz uma inquirição ao Deputado Paranaense Ricardo Barros, tentando incrimina-lo por denuncia do deputado Luiz Miranda.  'O combate à corrupção está no DNA do governo Bolsonaro' – declarou Ricardo Barros  na CPI da COVID no Senado colheu nesta quinta-feira o depoimento do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Durante os vexames de mais uma sessão inquisitória o presidente da CPI ameaçou o depoente: "Ele foi alertado por mim que, na minha terra, o tucunaré morre pela boca. E aí o 'gran finale' dele foi querer fazer uma narrativa de que a CPI está atrapalhado a compra de vacina. Aí não dá. A própria empresa chinesa desmentiu dois minutos depois", afirmou Aziz.


Deputado Federal Luiz Miranda: Uma folha corrida (capivara) gigantesca. 

Quem é o deputado Luiz Miranda? - Nome Civil: LUIS CLAUDIO FERNANDES MIRANDA; E-mail: dep.luismiranda@camara.leg.br; Telefone: (61) 3215-5241; Endereço: Gabinete 241 - Anexo IV - Câmara dos Deputados; Data de Nascimento: 27/03/1980; Naturalidade: Brasília – DF (https://www.camara.leg.br/deputados/204381).

1.       Tribunal de Justiça do Distrito Federal: “O juiz titular da 25ª Vara Cível de Brasília negou o pedido do deputado federal Luis Miranda para revogar a liminar que o obrigou a devolver o veículo de luxo, Porsche Cayenne, sob pena de multa, bem como seu requerimento para substituir a entrega do carro por um equipamento de depilação. O magistrado determinou ainda que o parlamentar pague à autora, multa por litigância de má-fé, fixada em 8% do valor da causa, por ter atuado com deslealdade no processo” (https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2020/novembro/deputado-processado-por-nao-pagar-carro-de-luxo-e-multado-por-litigancia-de-ma-fe).

2.       Cultura/UOL: “A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (20), pedido para investigar o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) por denunciação caluniosa no caso Covaxin. Miranda foi responsável por denunciar, ao lado de seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, suspeitas de corrupção na aquisição do imunizante pelo Ministério da Saúde” (https://cultura.uol.com.br/noticias/31691_pf-envia-pedido-para-investigar-luis-miranda-ao-stf.html).

3.       Focus.jor: Ministra do STF Rosa Weber aciona PGR contra Luis Miranda por denunciação caluniosa. Weber determinou que Procuradoria Geral da República se manifeste sobre pedido de investigação contra o deputado no caso Covaxin (https://www.focus.jor.br/ministra-do-stf-rosa-weber-aciona-pgr-contra-luis-miranda-por-denunciacao-caluniosa/).

4.       GLOBO - Deputado federal do DF é acusado de aplicar golpes milionários no Brasil e nos EUA reportagem do Fantástico entrevistou 25 pessoas que se dizem vítimas de Luis Miranda, do DEM; 11 gravaram entrevista. Parlamentar nega as acusações. (Por Maurício Ferraz, Diego Zanchetta e Adriano Ferreira, TV Globo) – (https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2019/09/08/deputado-federal-do-df-e-acusado-de-aplicar-golpes-milionarios-no-brasil-e-nos-eua.ghtml )

5.       Fantástico/Globo: Vitimas denunciam o Deputado federal é “acusado de aplicar golpes milionários em 8 set 2019. Luís Miranda ganhou fama ao postar vídeos na internet quando morava nos Estados Unidos. Ele oferecia investimentos com a promessa de lucros elevados. Nossos repórteres encontraram vítimas que acreditaram nele e perderam tudo” (https://globoplay.globo.com/v/7906971/).

6.       Correio Brasiliense – O Deputado “Luis Miranda ((DEM-DF)  é acusado de dar golpe milionário em investidores. Ao programa da Rede Globo, 25 pessoas disseram ser vítimas de promessas não cumpridas de investimentos prometidos pelo parlamentar, quando ainda morava nos Estados Unidos, até o ano passado”. (https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/09/09/interna_politica,781456/deputado-luis-miranda-e-acusado-de-golpes-a-clientes-aponta-fantasti.shtml)  

7.       GLOBO: Celular de ex-presidente da Câmara tinha sido clonado e golpista tentou receber dinheiro de deputado federal” (https://oglobo.globo.com/brasil/veja-conversa-em-que-luis-miranda-da-contragolpe-em-homem-se-passando-por-rodrigo-maia-ganha-50-25142157).


PERFIL BIOGRÁFICO DO DEPUTADO
FEDERAL RICARDO BARROS (WIKIPEDIA)

Nascido em Maringá, no norte do Paraná, Ricardo Barros é filho de Silvio Magalhães Barrosex-prefeito de Maringá, e Bárbara Cecily Netto Barros. É irmão de Silvio Barros, também ex-prefeito de Maringá.

Entre 1977 e 1981, cursou Engenharia civil na Universidade Estadual de Maringá e, entre os anos de 1999 e 2000, especializou-se em Políticas Públicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Iniciou a vida profissional trabalhando como gerente financeiro da "Sílvio Magalhães Barros Empreendimentos", empresa da família. É casado com Cida Borghettiex-governadora do Paraná, com quem teve três filhas, dentre elas a deputada Maria Victoria Barros. É sócio proprietário da Rádio Jornal de Maringá e da Magalhães Barros Radiodifusão. É autor do livro De Olho no dinheiro do Brasil – Orçamento da União, agora você pode participar, publicado em 2007.

Carreira pública

Iniciou sua trajetória política em 1988, quando filiou-se ao Partido da Frente Liberal. Naquele mesmo ano, então com 29 anos de idade, elegeu-se como o mais jovem prefeito de Maringá. Durante o tempo em que permaneceu na prefeitura, liderou algumas comitiva brasileira em vários países europeus e no Japão.

Em 1994, assumiu o cargo de secretário-geral do PFL do Paraná e, em outubro do mesmo ano, foi pela primeira vez eleito deputado federal pelo seu estado com 54.049 votos. Durante o mandato, integrou como titular as comissões de Educação, Cultura e Desporto e de Viação e Transportes e, como suplente, as comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e de Constituição e Justiça e de Redação. Em 1997, mudou sua filiação para o Partido Progressista Brasileiro e atuou como vice-líder do partido na Câmara dos Deputados tornando-se, no ano seguinte, vice-presidente do diretório nacional da legenda. No ano seguinte, reelegeu-se deputado federal com 68.919 votos. Logo após ser empossado, assumiu como vice-líder da bancada governista na Câmara dos Deputados tornando-se, em 2002, líder do governo no Congresso Nacional.

Em 2002, reelegeu-se deputado federal pela terceira vez, alcançando 118.036 votos.7] Durante esse mandato, ocupou o cargo de vice-líder do partido até o ano de 2005 e, entre os anos de 2003 e 2006, atuou no processo de elaboração da Lei de diretrizes orçamentárias.

Em 2006, elegeu-se deputado federal pela quarta vez consecutiva com 130.855 votos pelo Partido Progressista (ex-PPB).[7][8] A partir de 2007, assumiu o posto de vice-presidente do diretório nacional do PP e presidente do diretório estadual do partido e, em maio do mesmo ano, tornou-se vice-líder do governo na Câmara. Nesse mandato, foi membro titular das comissões de Desenvolvimento Urbano e Interior, de Educação, Cultura e Desporto, de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), de Finanças e Tributação, de Viação e Transportes (CVT), e suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e de Meio Ambiente e Minorias. Além disso, presidiu a Frente Parlamentar das Agências Reguladoras e atuou como membro do Conselho Superior de Infraestrutura e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Foi autor de projetos de lei como o PL 7994/2010, que pedia o estabelecimento de deveres e responsabilidades à criança e ao adolescente estudante, o PL 7911/2010 que propunha o aumento da pena de quem utilizasse menores de idade em delitos, e o PL 7968/2010 que reivindicava que alunos dos anos finais do ensino fundamental regular, maiores de quatorze anos, pudessem fazer estágio.

Após quatro mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, ele disputou uma vaga para o Senado nas eleições de 2010, tendo obtido mais de dois milhões de votos, mas não conseguiu se eleger para o cargo. No ano seguinte, ele foi assumiu o cargo de secretário da Indústria e Comércio do Paraná na gestão de Beto Richa, permanecendo até 31 de março de 2014.

Então ministro da Saúde, Ricardo Barros anuncia campanha contra a Hepatite

Naquele mesmo ano, concorreu a uma vaga para deputado federal e foi eleito pela quinta vez pelo seu estado natal, com 114.396 votos. Durante esse mandato, integrou o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou contra a admissibilidade do processo que pedia a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Também relator do Orçamento da União, chegou a propor um corte de 10 bilhões de reais no Bolsa Família como medida para cumprir a meta do governo de superávit de 0,7% do PIB de 2016, mas a proposta foi abandonada pelo governo. Já sob o governo Michel Temer, assumiu o cargo de Ministro da Saúde em maio de 2016, naquilo que foi entendido como um gesto de retribuição do novo presidente da república ao PP por ter votado a favor do impeachment de Rousseff. No ministério, defendeu uma redução na cobertura do Sistema Único de Saúde, defendendo que bastariam 1.500 hospitais para resolver todos os problemas da saúde no Brasil, e informou que a pasta não fiscalizaria a qualidade dos planos de saúde.]

Em 2018 pelo Progressistas, elegeu-se pela sexta vez como deputado federal, com a soma de 80.025 votos. Nesse mandato, tornou-se líder do governo Jair Bolsonaro na casa a partir de agosto de 2020.

CONCLUSÃO

Se você pesquisar no Google encontrará outras “qualidades” do caráter do deputado Luiz Miranda, que acusou tanto o Presidente Bolsonaro, como ao depoente o deputado  federal Ricardo Barros (PP-PR). Compare os curruculuns, tanto de Aziz (‘o palestino’), o presidente  da CPI, o seu relator, Senador Renan Calheiros e o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR).  Quem é que gosta de trair, falsificar, mentir, difamar e trapacear? (Pesquisa JJA/Editor).

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

O VOTO IMPRESSO, AS URNAS ELETRÔNICAS E UNIÃO PELA NOSSA DEMOCRACIA

UM RETROSPECTO DA HISTORIA DO BRASIL, DESDE OS ANOS SESSENTA, O          FIM DO REGIME MILITAR E A AÇÕES DE AUTORITARISMO NO SUPREMO                  TRIBUNAL FEDERAL, CUJA MAIORIA DOS MINISTROS FOI INDICADA POR LULA E DILMA!!





             Milhões de cidadãos, em todo Brasil, clamam por maior transparência no sistema eletrônico de apuração de votos, exigindo Voto Impresso acoplado as urnas eletrônicas - para evitar fraudes muitas vezes denunciadas, em vídeos postados no youtube! 

Desde o começo dos anos 60, o Brasil foi protagonista de grandes movimentos populares – que alavancaram sua História. Em 1964, ocorria uma revolução no centro do poder: o presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, declarava vaga a Presidência, alegando que o presidente João Goulart, que substituiu legalmente Jânio Quadros – que renunciara. Alegou Andrade que Jango teria se exilado no Uruguai – quando, na verdade, estava em sua terra natal, no Rio Grande do Sul. Esse episódio ocorreu, posteriormente a grandes manifestações populares - as chamadas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”. Por outro lado, lideranças de grandes sindicatos e de trabalhadores rurais, haviam pressionado em comícios – inclusive com a presença do Presidente do Brasil – por reformas de base, de forma a dirimir injustiças sociais e ampliar o acesso a terra e ao emprego a parcela expressiva da população. Esses movimentos motivavam inquietação entre outra parcela da população, que temia golpes e regimes autoritários, como o ocorrido em Cuba – e também na antiga URSS – cujas denúncias e relatos de grandes morticínios impactavam o mundo. O comunismo, dessa forma, avançara para a América Latina, com a deposição do ditador cubano, Fugêncio Batista, destituído pelos revolucionários, liderados por Fidel Castro e Che Guevara, entre outros.  Na sequencia desses fatos líderes religiosos – especialmente da Igreja Católica – mobilizavam a população contra uma possível ameaça ao Brasil. Os mais conservadores rejeitavam reformas, ignorando necessidades de milhões de brasileiros. Todo esse cenário eclodiu com o chamado “golpe de 1964” – ou “revolução”, pelos que tomaram o poder. Talvez, para evitar o perigoso confronto armado, uma guerra civil, os militares ocuparam Brasília, cassaram mandatos de vários deputados e senadores, bem como de cidadãos mais visivelmente engajados nos movimentos populares. Dessa forma, um novo regime passou a governar o Brasil. Enfatizava a geração de empregos, o crescimento industrial e o avanço estratégico da ocupação territorial – bem como o fortalecimento das estruturas de base na geração de energia elétrica (Eletrobrás) e geração de energia nuclear – contestada por ambientalistas. Nesse período foi aberta a Rodovia Transamazônica, unindo Brasília a Belém, rasgando parte da floresta tendo em vista o aumento da produção de alimentos e ocupação territorial – dando acesso à terra a muitos milhares de nordestinos, que fugiam da fome e da canga de políticos. Migravam, então, para o norte do Tocantins e sul do Pará – principalmente. Desde o final dos anos 60, avançando pelos anos 70 e 80, ocorria um movimento pela restauração plena da Democracia. Não podemos dizer que o regime militar era uma ditadura, no sentido pleno da palavra – seria mais autoritário – pois uma ditadura, de partido único, não permite oposição: havia dois partidos e eleições para prefeitos e governadores, deputados e senadores –  parlamentares (MDB e ARENA). Enquanto o Brasil avançava para ser a 8ª economia do mundo havia uma insatisfação por parte de adeptos do marxismo e movimentos de esquerda, desejosos de protagonizar a história, e que atuavam no meio estudantil, entre profissionais de imprensa e partidos de esquerda – alguns mais radicais lutavam pela “ditadura do proletariado”. Um desses partidos – então clandestinos -, nesses anos 60/70, considerava a necessidade de uma oposição armada. Dessa forma ocorreram guerrilhas urbanas e rurais – como a chamada “Guerrilha do Araguaia” que deu corda a um período traumático, sendo a maioria das vítimas jovens doutrinados, movidos por ideais de justiça social e tomada do poder. Enquanto seus mentores permaneciam em São Paulo ou na orla do Rio de Janeiro, esses jovens idealistas morriam em confrontos, em uma luta desigual com as forças militares – essas vítimas devem ser atribuídas a esses líderes – vários treinados em Cuba - e também pela truculência de uma guerra desigual. Para conter esses movimentos, vistos como “subversivos” ou “terroristas” pelo governo civil-militar, foram decretados atos institucionais, sendo o mais famoso o AI-5 – que recrudescia o combate as guerrilhas, assaltos a bancos por ativistas ideológicos, atos violentos, etc. Previa também censura prévia a jornais e revistas, além de peças de teatro, letras de música, etc. – que eram analisados pelos censores e liberadas ou vetadas, em parte ou integralmente. Nós, universitários, naqueles anos 70, dizíamos "abaixo a ditadura". Hoje, depois dos 70 anos de idade,  protestamos: "abaixo a ditadura judiciaria"! Nesses conflitos promovidos por radicais da "causa", ocorreram também sequestros de embaixadores, um alemão e outro americano – sendo que, para serem soltos, os grupos revolucionários faziam troca, dos sequestrados  por ativistas procurados pelo governo. Dessa forma, muitos jovens, nesse período, seguiram para o exílio, como Fernando Gabeira, entre outros. E mesmo intelectuais, como o escritor Josué de Castro – autor de “Geografia da Fome” – que denunciava a situação miserável, de subnutrição, de grande parcela da população nordestina – sob o mandonismo de grandes latifundiários e políticos que mantinham a miséria como forma de se manter no poder – o que causava, e ainda causa, grandes injustiças sociais no Nordeste de Calheiros _ protegido pela (in)justica _ e outras figuras. Ocorreram também intimações e inquéritos militares a opositores do regime – sendo que, creio eu, a truculência maior ocorreu em ações de departamentos policiais civis – como na prisão e interrogatório do jornalista Wladimir Herzog – que saiu morto da cela do DOI-CODI. 

 

1º de Agosto de 2021: População de Londrina em manifestação pelo Voto Impresso

 Na esteira desses acontecimentos lamentáveis, até que a população passou a aderir em massa ao movimento de redemocratização, com slogans como “Diretas-Já” – com comícios de dezenas e até centenas de milhares de pessoas. Enfim, com os governos de Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo houve um processo de “abertura democrática” - que teve o lucido apoio de intelectuais, como Glauber Rocha. Ocorria então a “anistia ampla e irrestrita” (perdão a figuras de ambos os lados do conflito) e eleição indireta, parlamentar, de um presidente civil, Tancredo Neves – que não chegou a tomar posse, morrendo em função do agravamento de uma enfermidade. Foi, então, dada a posse de seu vice, José Sarney – que muitas chamavam de “dono do Maranhão”. Foi um período de grande inflação, por causa de desastrados planos econômicos. A sequência foi a eleição de Fernando Henrique Cardoso, neto de um militar – após ter sido ministro da Economia de Itamar Franco – quando foi criado o Plano Real. O grande trunfo para coibir ameaças a Democracia foi a promulgação da nova Constituição _ que garante a liberdade; porem que atualmente e transgredida até por togados do STF! O fato e que antigos desafetos dos militares chegaram ao poder: os governos de Lula, Dilma & Temer indicaram a maioria da atual composição do STF – Supremo Tribunal Federal _ que agem como árbitros parciais do Executivo e Legislativo _ e até mesmo como cunha de repressão. O fato e que a corrupção, motivada por grande sede de poder e de dinheiro, acabou sendo desmascarada na denúncia do mensalão:  ação desastrada de compra de votos de parlamentares por parte de integrantes do governo Lula – para aprovação de projetos de governo – e, depois, na mega Operação Lava-Jato – que levou a cadeia dezenas de integrantes do governo Lula e Dilma, como José Dirceu, além de outros políticos e empresários, inclusive Luiz Inácio da Silva, ex-presidente, Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, e Marcelo Odebrecht, empresário – entre dezenas de outros envolvidos . Utilizando de artifícios, e indícios, ministros do STF – indicados por Lula, Dilma & Temer – livraram a maioria desses condenados, inclusive José Dirceu, condenado a 31 anos de prisão – um dos articuladores do governo e ex-ministro da Casa Civil – que recentemente, num ato de coragem antidemocrática declarou publicamente, no jornal El País: “Nós vamos tomar o poder e isso não significa ganhar eleições” – declaração que caiu como uma granada – ou talvez um traque – no meio político e militar brasileiro. Hoje vemos ameaças a Democracia por parte de "Supremos" _ com inquéritos do "fim do mundo" _ inclusive com prisões de jornalistas e um parlamentar, sem processos ou provas. Enfim, nessa maré de episódios históricos o ex-deputado federal, Jair Messias Bolsonaro – sobreviveu a um atentado até hoje não esclarecido, sendo eleito por grande maioria dos brasileiros.

O atual movimento por maior transparência do processo eleitoral – grande anseio popular, como temos visto em megamanifestações populares em todo o Brasil, reunindo milhões de cidadãos, vem clamando – como preconiza a Constituição - a apuração pública e auditavel das próximas eleições: com um mecanismo de registrar no papel, impresso, os votos dados nas urnas eletrônicas. Atualmente um hacker está preso, condenado pelo STE – Superior Tribunal Eleitoral – por ter entrado no sistema. Ele deu declarações garantindo a fragilidade do sistema eletrônico eleitoral brasileiro. Ocorre também, na apuração eletrônica, das últimas eleições presidenciais, entre Dilma e Aécio Neves, suspeitas de fraude a favor de Dilma – deposta por impeachment.

ZÉ DIRCEU: "VAMOS TOMAR O PODER E ISSO NÃO QUER DIZER GANHAR ELEIÇÕES"

Em resumo, parece haver uma inversão de pautas: enquanto o pessoal engajado, de esquerda, vem negando essa maior transparência na apuração – que significa um fortalecimento da Democracia – o governo, a população e os militares, apostam no aperfeiçoamento democrático através do VOTO AUDITÁVEL E PROVA DO VOTO, IMPRESSO, em dispositivo acoplado as urnas eletrônicas. Quem tem razão?  Alguns ministros do STF, militantes de esquerda, como Zé Dirceu - que aposta numa “tomada do poder”, mesmo sem serem legitimamente eleitos, seus atores - ou o Presidente Bolsonaro e seus apoiadores, que – a exemplo de movimentos democráticos, como das “Diretas-Já” - querem o “Voto-Impresso Já”?  Se durante o período militar havia grande movimentação, denúncias de prisões arbitrárias, cerceamento da liberdade de opinião e imprensa; hoje ocorre fatos semelhantes, em investigações promovidas por ministros do Supremo: prisões arbitrárias, invasão de domicílios, até de parlamentares, negação da imunidade parlamentar, quebra de sigilo de veículos de comunicação _ como a Rede JP, que não reza a cartilha dessa turma, etc.

Por incrível que pareça, hoje velhos camaradas parecem querer um regime que nega direitos humanos e as liberdades fundamentais, garantidas na Constituição – e enquanto políticos de carreira, inclusive das FFAA querem a ampliação da Democracia: virou tudo de cabeça pra baixo? Há, entre essas tendências, grande temor do Brasil virar uma Nicarágua, Venezuela, etc. Por outro lado, há figuras temerosas em função de seus currículos marcados por grandes "capivaras" (Folha corrida de processos). Neste tempo de tanta necessidade de máscaras, muitas máscaras caem. Creio que deve haver grande reflexão por parte dos parlamentares – entre os que acham que o sistema eletrônico brasileiro – dos mais ultrapassados do mundo (ao lado de Bangladesh e Butão) ou de países Europeus e grandes democracias do mundo devem ser melhorado! A responsabilidade é grande e a população vem sinalizando de que lado está: independente de situação e oposição, quem ganhará ou perderá serão os brasileiros, que pagam uma conta trilionária para a burocracia dos poderes da República! Portanto, que mal tem de querer maior transparência no processo eleitoral brasileiro? Quem tem medo da verdade das urnas? Que o bom e misericordioso Deus de mais de 90% da população brasileira fortaleça nossa fé e abençoe com paz e prosperidade e liberdade o nosso País, dando direção segura a nossa Nação e a suas autoridades! Afinal, não somos todos brasileiros e democratas? (JJA/EDITOR).


Milhões nas ruas, em 24 estados do Brasil, exigindo maior transparência com Voto Impresso. 


01.08.21: Cerca de um milhão de manifestantes pelo voto impresso na capital de São Paulo