sábado, 19 de novembro de 2022

L I B E R D A D E



UM DOS MAIS BELOS POEMAS EM LINGUA FRANCESA, EM PORTUGUÊS E EM FRANCÊS ORIGINAL ESCRITO NO FINAL DA TRAGÉDIA DA 2ª GUERRA MUNDIAL. HOMENAGEM AOS QUE A DEFENDEM, NESTE TEMPO EM QUE A QUEREM DERROTADA! 

LIBERDADE

Paul Éluard – Tradução: Carlos Drummond de Andrade

Nos meus cadernos de escola

Nesta carteira nas árvores

Nas areias e na neve

Escrevo teu nome


Em toda página lida

Em toda página branca

Pedra sangue papel cinza

Escrevo teu nome


Nas imagens redouradas

Na armadura dos guerreiros

E na coroa dos reis

Escrevo teu nome


Nas jungles e no deserto

Nos ninhos e nas giestas

No céu da minha infância

Escrevo teu nome


Nas maravilhas das noites

No pão branco da alvorada

Nas estações enlaçadas

Escrevo teu nome


Nos meus farrapos de azul

No tanque sol que mofou

No lago lua vivendo

Escrevo teu nome


Nas campinas do horizonte

Nas asas dos passarinhos

E no moinho das sombras

Escrevo teu nome


Em cada sopro de aurora

Na água do mar nos navios

Na serrania demente

Escrevo teu nome


Até na espuma das nuvens

No suor das tempestades

Na chuva insípida e espessa

Escrevo teu nome


Nas formas resplandecentes

Nos sinos das sete cores

E na física verdade

Escrevo teu nome


Nas veredas acordadas

E nos caminhos abertos

Nas praças que regurgitam

Escrevo teu nome


Na lâmpada que se acende

Na lâmpada que se apaga

Em minhas casas reunidas

Escrevo teu nome


No fruto partido em dois

de meu espelho e meu quarto

Na cama concha vazia

Escrevo teu nome


Em meu cão guloso e meigo

Em suas orelhas fitas

Em sua pata canhestra

Escrevo teu nome


No trampolim desta porta

Nos objetos familiares

Na língua do fogo puro

Escrevo teu nome


Em toda carne possuída

Na fronte de meus amigos

Em cada mão que se estende

Escrevo teu nome


Na vidraça das surpresas

Nos lábios que estão atentos

Bem acima do silêncio

Escrevo teu nome


Em meus refúgios destruídos

Em meus faróis desabados

Nas paredes do meu tédio

Escrevo teu nome


Na ausência sem mais desejos

Na solidão despojada

E nas escadas da morte

Escrevo teu nome


Na saúde recobrada

No perigo dissipado

Na esperança sem memórias

Escrevo teu nome


E ao poder de uma palavra

Recomeço minha vida

Nasci pra te conhecer

E te chamar

Liberdade

 


Liberté

Sur mes cahiers d’écolier

Sur mon pupitre et les arbres

Sur le sable sur la neige

J’écris ton nom


Sur toutes les pages lues

Sur toutes les pages blanches

Pierre sang papier ou cendre

J’écris ton nom


Sur les images dorées

Sur les armes des guerriers

Sur la couronne des rois

J’écris ton nom


Sur la jungle et le désert

Sur les nids sur les genêts

Sur l’écho de mon enfance

J’écris ton nom


Sur les merveilles des nuits

Sur le pain blanc des journées

Sur les saisons fiancées

J’écris ton nom


Sur tous mes chiffons d’azur

Sur l’étang soleil moisi

Sur le lac lune vivante

J’écris ton nom


Sur les champs sur l’horizon

Sur les ailes des oiseaux

Et sur le moulin des ombres

J’écris ton nom


Sur chaque bouffée d’aurore

Sur la mer sur les bateaux

Sur la montagne démente

J’écris ton nom


Sur la mousse des nuages

Sur les sueurs de l’orage

Sur la pluie épaisse et fade

J’écris ton nom


Sur les formes scintillantes

Sur les cloches des couleurs

Sur la vérité physique

J’écris ton nom


Sur les sentiers éveillés

Sur les routes déployées

Sur les places qui débordent

J’écris ton nom


Sur la lampe qui s’allume

Sur la lampe qui s’éteint

Sur mes maisons réunies

J’écris ton nom


Sur le fruit coupé en deux

Du miroir et de ma chambre

Sur mon lit coquille vide

J’écris ton nom


Sur mon chien gourmand et tendre

Sur ses oreilles dressées

Sur sa patte maladroite

J’écris ton nom


Sur le tremplin de ma porte

Sur les objets familiers

Sur le flot du feu béni

J’écris ton nom


Sur toute chair accordée

Sur le front de mes amis

Sur chaque main qui se tend

J’écris ton nom


Sur la vitre des surprises

Sur les lèvres attentives

Bien au-dessus du silence

J’écris ton nom


Sur mes refuges détruits

Sur mes phares écroulés

Sur les murs de mon ennui

J’écris ton nom


Sur l’absence sans désir

Sur la solitude nue

Sur les marches de la mort

J’écris ton nom

Sur la santé revenue

Sur le risque disparu

Sur l’espoir sans souvenir

J’écris ton nom


Et par le pouvoir d’un mot

Je recommence ma vie

Je suis né pour te connaître

Pour te nommer

Liberté.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

SENADO FEDERAL REAJE E ENQUADRA ABUSOS DO SUPREMO DE BARROSO E MORAES

COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO SENADO FEDERAL

No dia 05.07.2022 a "Comissão de Fiscalização" do Senado Federal, passou a debater o ativismo judicial, por parte de servidores públicos da alta corte - que chegou a ser chamado de "ativismo político", por depoentes  eminentes juristas, como o Dr. Ivan Sartori e Dr. Ives Gandra Martins. Eis abaixo a transcrição de parte da 18ª Reunião Extraordinária e transcrição de parte da mesma - em função da atualidade e dos riscos a que o "ativismo politico" de magistrados se manifestam contra os cidadãos brasileiros, sua liberdade e a própria existência da Democracia Constitucional, no Brasil.


O Senador Antonio Reguffe, presidente da Comissão do Senado Federal abriu a 18ª Reunião Extraordinária da Comissão de Transparencia, Governança , Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor - da atual legislatura. Declarou o Presidente da importante Comissão, em 5.7.2022: "A presente reunião tem por finalidade debater o ativismo judicial frente ao principio da separação dos poderes, em atendimento ao Requerimento 27 de 2022, de autoria do Senador Eduardo Girão. A audiência será realizada em caráter interativo, transmitida ao vivo  e aberta a interessados por meio  do

Portal E-Cidadania.net ou pelo telefone da ouvidoria do Senado Federal 0800-0612211. Hoje recebemos os seguintes palestrantes: o Dr. Ives Gandra Martins - advogado e jurista - o Dr. Ivan Sartori - advogado e ex-Desembargador do Tribunal de Justiça de S.Paulo, o Sr, Djalma Pinto, advogado e jurista, o Dr. Fernando Carioni - desembargador do tribunal de Justiça de Santa Catarina, e o Dr. Vildemar Félix Assumpção  e Silva, advogado e jurista. Antes de passar a palavra aos convidados, desta Comissão,  eu quero dizer ao público  que  desde que assumir a presidência desta importante Comissão do Senado  Federal, fiz questão de absolutamente  colocar tudo o que se decide nesta Comissão ser coloca em votação. Esta presidência não engaveta absolutamente nada e considero o tema desta audiência pública, um tema extremamente pertinente no Brasil de hoje e um tema que faz parte  da temática desta Comissão(...).

Cabe ao poder judiciário também ser investigado, ser fiscalizado por parte desta Comissão, que serve ao País, serve ao Brasil  e não pode se eximir da fiscalização e do debate de quaisquer  que sejam os temas de interesse da sociedade brasileira - inclusive no que diz respeito ao poder judiciário que deve ser acompanhado por esta Comissão. Quero aqui parabenizar o Senador Eduardo Girão  por este requerimento, fiz questão de colocar nesta audiência de hoje toda decisão a ser tomada em votação. Antes de passar a palavra aos convidados, aos quais darei 8 minutos para que possamos ter  também um debate e troca de ideias de forma que essa Audiência Pública, e possamos ter também em tempo para replicas e conclusão de cada um dos convidados para não ficarem apenas com a fala inicial.

Antes de passar a palavra aos nossos convidados passo a palavra ao Senador Eduardo Girão autor deste requerimento desta audiência publica para que possa fazer suas considerações (...) Com a Palavra o Senador Eduardo Girão:

SENADOR EDUARDO GIRÃO - "Muito obrigado senhor Presidente desta Comissão, Senador Antônio Reguffe,  não tenho a menor dúvida de que é um momento histórico ao Senado Federal ,cumprindo seu dever de uma instituição centenária que pela 1a vez  de uma forma democrática oportuniza a ministros do Supremo Tribunal Federal e também a eminentes juristas - aqui temos ex-presidentes de Tribunal de Justiça, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral,  autores de livros de direito eleitoral. No momento em que o País vive, de tantos desafios, o senhor, como eu e o Senador Espiridião Amim, senador Marcos Duval e outros que aqui estão... Nós andamos nas ruas, praças, vamos a mercados, viajamos em aviões de carreira, é (vemos) uma grita geral Senador Reguffe. As pessoas estão incomodadas, seja de direita, seja de esquerda, transcende se é contra ou a favor do governo, elas estão incomodadas com arbitrariedades advindas de nossa Suprema Corte, que repito, é importantíssimo o STF - uma instituição impotantíssima, um dos pilares da Democracia, mas ultimamente tem perdido a mãos alguns de seus membros, têm cometido abusos sucessivos, o que tem colocado a Democracia em risco. O Senado está fazendo, finalmente,  um papel aqui  de pacificação, dando oportunidade ... não sei se os ministros (do STF) irão vir. Eles serão bem respeitados, seja o ministro Luiz Roberto Barroso, o ministro Alexandre de  Moraes.... Nós podemos ser adversários em campos políticos, porque eu veja em algumas atitudes desses ministros, atitudes politiqueiras, muitas vezes atuando como partido de oposição.

Eu tenho criticas a este governo, sempre deixei claro isso,  mas, não é justo que se prive o atual Governo Federal  de tomar decisões... e o que a gente vê aí é realmente arbitrariedade no sentido oposto de atrapalhar o País e jogar contra o País... ainda somos Brasil! independente de governo que passa a gente não pode dar oportunidade pra acontecer o que está acontecendo no Brasil e ver juízes de 1a instancia tomando atitudes com base em arbitrariedades recentes do Supremo Tribunal Federal, de alguns ministros do Supremo.  Não sei se eles virão - nós estaremos aqui até o final para ouvi-los, com a sociedade conectada aqui, lotando este auditório mas também muita gente assistindo pelos meios de comunicação da TV Senado. Minha palavra inicial é para dar as boas vindas a todos os palestrantes, esses expositores que aqui estão  e os que estão conectados, e não poderão vir presencialmente, como o Dr. Ives Gandra Martins - um dos maiores constitucionalistas deste País e também o Dr. Fernando Carioni, que é presidente do TRE de Santa Catarina, desembargador que vão participar remotamente. Fali com o ministro Francisco Resek - presidente duas vezes do STF - Ele agradeceu, tinha outros compromissos, mas está atento acompanhando  esta sessão e que ela seja um passo importante para o Brasil . Repito: Podemos ser adversários no campo politico, mas jamais seremos inimigos, porque somos irmãos, filhos do mesmo Deus. A regra de boa convivência é o respeito e estamos aqui para aprender uns com os outros mas chegou a hora de os poderes estarem equilibrados, harmonizados, e não um acima dos demais - porque isso não é correto com a NAÇÃO BRASILEIRA. Muito obrigado, Senador Regufe"

SENADOR ANTONIO REGUFE: Passo a palavra ao Senador Experidião Amin .

SENADOR EXPERIDIÃO AMIN - "Eu quero me congratular com o Senador Girão, porque eu sou  de alma e de coração, com este requerimento requerimentos respeitosos de convite a que magistrados que só chegaram ao seu posto, porque não foram eleitos pelo povo, porque senadores  respaldaram a sua indicação - e que neste momento preferem dar entrevistas fora do País, para fazer criticas que faltam com a verdade no seu conteúdo, mas se recusam a prestar contas ao Senado para indagações respeitosas. Eu subscrevo e me considero subscritor mesmo não sendo membro da Comissão que V.Excia preside, aqui estou. E friso duas coisas mais: 1. Eu não tenho dúvida de que o Brasil pagará vexame internacionalmente quando o inquérito 478 for analisado por alguma corte internacional. Eu duvido que algum País civilizado considere essa inquisição como parte do Estado Democrático de Direito. E quero aprender para quem sabe aceitar. Tenho certeza de que esta reunião que V.Excia preside vai iluminar o nosso caminho futuro. Ela não será lanterna da popa - titulo do livro de Roberto Campos - mas será uma lanterna na proa  para indicar um caminho que nos restitua uma coisa para todos os poderes: autocontenção. Obrigado.

SENADOR ANTONIO REGUFFE - Obrigado senador Amim. Quero tb registrar a ´presença do Senador Marcos Duval, que vai falar após os palestrantes. Convido para fazer uso da palavra agora o Dr. Ives Gandra Martins. O senhor tem 8 minutos:


O 1º PODER, O LEGISLATIVO, O MAIOR DOS PODERES

PORQUE LÁ ESTÁO A SITUAÇÃO E A OPOSIÇÃO, 

EM 2º O PODER EXECUTIVO, ONDE ESTÁ A SITUAÇÃO E O JUDICIÁRIO

QUE NÃO REPRESENTA O POVO, REPRESENTA A LEI, QUE NÃO FAZ"


DR.IVES GANDRA MARINS - Em 1º lugar quero cumprimentar os eminentes senadores presentes (...) A Constituição Brasileira em 1988, a Constituinte durante 20 meses procurou fazer o equilíbrio e harmonia dos poderes. Nós vínhamos de um regime de excessão onde o Poder Executivo era um superpoder e por decreto-lei governava, sem que o Congresso pudesse contestar ou senão quisesse aprovar tinha que rejeitar por inteiro, não podia apresentar emendas. Isso foi discutido amplamente. O Artigo 1º da Constituição teve a preocupação de dizer que "todo poder emana do povo - o Executivo e Legislativo - e que os poderes são independentes e harmônicos, para sairmos daquele sistema em que um poder predominante e dois poderes secundários. Dentro dessa linha é que  no titulo 4 da Constituição nós tivemos exaustivamente colocar todas competências e atribuições dos 3 poderes. O primeiro Poder, o legislativo - o maior dos poderes, porque lá estão a situação e a oposição, em segundo o Poder Executivo - onde está a situação -  e o Judiciário, que não representa o povo, representa a Lei, que não faz (...) . Cabendo a revisão final pelo Legislativo. Essa foi a intenção do Constituinte. As conversas que tive com Bernardo Cabral - que foi relator -com o deputado Ulisses Guimarães. Conversei há dois domingos com Bernardo Cabral, sobre isso.  Concorda com o Senador Eduardo Girão, e essa foi a  decisão do Constituinte: Não  pode haver predominância de um poder sobre o outro! Cada poder teria que responder rigorosamente pelas suas competências e atribuições, e que foi exaustivamente colocadas pelos Constituintes.


A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA FOI ESCRITA COM

O PERFIL DO CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO,

DA HARMONIA E INDEPENDÊNCIA ENTRE OS PODRES 


DR. IVES GANDRA MARTINS - O que nós estamos vendo é uma corrente jurídica, que não foi contemplada pela Constituição, que é chamada de "consequêcialismo juridico", "neo-constitucionalismo" ou "jurisprudencia constitucional" em que o poder judiciário, poderia, com uma flexibilização máxima, - na sua interpretação - atuar nos vácuos legislativos, ou corrigir os rumos do Executivo, quando o povo pedisse e nem o Congresso, nem Executivo atuasse.  A consequencia juridica equivaleria a que "os fins justificaria os meios".  O Constituinte poderia até ter adotado essa corrente. Há países que discutem essa  matéria, mas a Constituição Brasileira foi escrita com outro perfil- o perfil do Constitucionalismo Clássico, da harmonia e independencia dos poderes.  Cada poder não poder invadir a competencia dos outros. Tanto é verdade que nós tivermos uma definição clara que mesmo as ações direitas de inconstitucionalidade por omissão o judiciário não poderia legislar no lugar do Legislativo. Teria pelo Artigo 103 Paragrafo 2 teria a obrigação ... (falha da transmissão)  Continua Dr. Ives: "O que eu gostaria de dizer  é que, como os Constituintes de 1988, eles claramente definiram que cada poder teria sua competência, exaustivamente colocada na Constituição, não poderiamos jamais ter a invasão de competencial de um poder em relação a outro. E  colocou mecanismos:  o Artigo 103 - Parágrafo 2º, nas ações de inconstitucionalidade por omissão, obrigou o Poder Judiciário com definir a inconstitucionalidade por omissão do Congresso por fazer uma lei por ação inconstitucional e não fez, que comunicasse ao Congresso. Estava numa omissão inconstitucional, mas não poderia fazer a lei. Eu mesmo sugeri a Sidney Sanches que era ministro, que representava o Supremo  na Constituinte, que o Supremo apelasse sem prazo sobre a necessidade. (...)  Os freios e contrapesos foram colocados na Constituição  para que nós tivéssemos a harmonia e independência dos poderes. O judiciário não poderia invadir; o poder Legislativo  teria sua competência, definido como o poder mais representativo do povo e o poder executivo  também. Nós temos  tido invasões de competência. Por exemplo, sem nenhum preconceito aos homossexuais  - cada um pode ter a opção que quiser, temos que respeitar  essa liberdade - mas não poderíamos nós não poderíamos criar uma hipótese que o Constituinte não quis criar! A Corte Constitucional da França , quando isso foi discutido, ela disse que essa "não é competência nossa". É matéria do Legilativo e lá (na França)| o Legislativo aprovou o casamento entre homossexuais - mas aqui o Supremo fez aquilo que o Constituinte não quis. Os debates constitucionais foi o de definir que o casamento é entre num homem e uma mulher -isso poderia mudar, mas teria que ser mudado pelo Congresso Nacional.


 O SUPREMO INTERPÔS A LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

ACIMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL 

DR. IVES GANDRA MARTINS - A prisão do Deputado Daniel Silveira: Não concordo com nada que disse o deputado,  mas ele não poderia ter sido preso -a lei garante inviolabilidade  "por quaisquer manifestação ou palavras" . Deve ter imunidade ampla porque um deputado representa dezenas, milhares de eleitores - e  (o ministro Alexandre) se interpôs a Lei de Segurança Nacional  acima da Constituição Federal. Nós temos sido invadidos - e flagrante claríssimo.  Apresenta a rigor, apesar  da admiração que tenho pelos ministros - tenho livros escritos com 7 deles - sua companheiro de academia dos outros - mas a verdade é que temos tido uma invasão de competência e nessa invasão de competência do poder judiciário, baseado nessa corrente que o Constituinte não assumiu, não aceitou - que o Constituinte queria é a separação clássica de poderes - para que pudesse haver harmonia e independência - nós estamos vivendo  um momento em que o poder judiciário se transformou  em um superpoder da República, tendo o direito de corrigir os rumos do Executivo, como  dizia meu amigo Luiz Roberto Barroso, ou legislar nos vácuos do Legislativo, sem perceber o silêncio eloquente que muitas vezes o Legislativo passa  - (frente ao arbítrio do Supremo?) porque eles é que representam o povo! (...)


SENADOR ANTONIO REGUFFE - Passo agora a palavra ao Dr. Ivan Sartori - ex-Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.


O JUDICIÁRIO ESTÁ A SERVIÇO DO POVO,

O POVO ESTÁ ACIMA DOS PODERES,

A VONTADE DO POVO É QUE DEVE PREVALECER!


DR. IVAN SARTORI - "Eminente Senador Regufe, presidente desta Comissão, quero cumprimentá-lo pela trajetória, pela sua justeza no exercício de seu cargo  e agora também por pautar esta Audiência Pública. Cumprimentar meu querido Senador Girão, homem de coragem, que pensa efetivamente no Povo Brasleiro e que tem feito  muito para combater essa situação, esse estado de coisas que estamos presenciando, ao Senador Experidião Amin, ao Senador Marco Duval e todos os presentes (...). Lamento muito senhor Presidente que nenhum dos ministros (STF) convidados tenham comparecido. Quando fui presidente do tribunal de justiça em 2012-13, eu recebia quem passasse na rua e nunca me furtei  de participar de qualquer debate que fosse. O Judiciário está a serviço do povo, o povo está acima dos poderes. A vontade do povo é que deve prevalecer! Nós sabemos que desde de Mostesquiê a atuação do judiciário tem sido flexibilizada, até Hankelqui, que é um positivista por excelência,  admite essa flexibilização  e expansão da atuação  jurisdicional, mas  sempre com o tempero e com  salvaguarda do nosso professor Canotilho que efetivamente disse que  a lei pode admitir essas interpretações, mas desde que  seja de acordo  com a Lei. O  avanço nessa flexibilização, que o ativismo cometido ganhou força. Nós temos aí inclusive os artigos 4 e 5 da Lei de Introdução ao Código Civil  hoje a chamada Lei de Introdução aos Normas do Direito Brasileiro, que realmente permite que o juiz recorre a analogias, aos princípios gerais e que observe aos fins sociais da lei - entretanto, o que nós estamos vendo agora no PAIS,com todo respeito que nos mereçam os ministros do Supremo, alguns deles inclusive tive oportunidade de privar de muitas conversas que até nos ajudaram e nos auxiliaram lá no Tribunal  de Justiça, nos estamos vendo que o Judiciário agora  se transformou no único poder da República que realmente tem voz e que realmente comanda o nosso povo brasileiro. Então nós temos uma série de questões aí lamentáveis er que correm  a margem da Constituição Federal. Nós estamos vendo inclusive  restringido e cassado  o nosso direito  com a garantia prevista na Constituição,  de liberdades individuais, que inclusive são cláusulas pétreas nos termos do Artigo  60 -Paragrafo 4 da Constituição - e que não  podem ser modificados por emenda constitucional  - nós estamos vendo, a não ser que advenham uma Nova Assembléia Constituinte - e nem em situação mais extrema e anômala permite a Constituição que esses direitos sejam negados. O que nós vemos aí  é uma situação bastante difícil para o povo brasileiro, uma verdadeira ditadura. Agora, por exemplo, não se pode falar das urnas eletrônicas, do voto auditável - uma discussão que o próprio Supremo , o próprio TSE deveriam ter promovido ao povo brasileira amplamente, porque  se trata do principio máximo da cidadão, da cidadania, votar, o cidadão poder votar com garantia de quem deve ser realmente eleito de acordo com sua vontade! Isso virou tabu para os ministros do TSE ou para dirigente dos subsequentes. Isso virou tabu: não pode ser mais discutido. Nós tínhamos uma Lei a respeito disso , uma mini reforma eleitoral implantando  o VOTO AUDITÁVEL,

O próprio ministro Barroso fez uma ação pelo voto auditável, no entanto, agora, isso simplesmente virou pó, porque nem sequer pode discutir essa questão. Não vou entrar no mérito, se houve ou não houve violação das urnas, o que importa é que o povo tenha a garantia efetiva de que sejam eleitos realmente aqueles que foram votados. Isso é importante! o TSE tem que dar satisfação ao povo. O povo é soberano, essa é a grande realidade. E nós estamos vendo aí  esse principio - essa garantia individual, da liberdade de expressão, nos incisos  4º e 9º da Constituição  Federal, preteridos ... e lembrem-se muito se lutou no curso da evolução da humanidade, batalhas sangrentas, para que esses direitos e garantias individuais fossem concretizados.  E nós agora, simplesmente estamos jogando tudo isso pelo  ralo! Aconteceu isso nos protocolos da COVID-19 - sabemos que protocolos deviam ser implementados, mas nunca negar o direito ao trabalho.


BRASIL, 

HOJE TEMOS PRESOS POLÍTICOS

E HOJE TEMOS EXILADOS POLÍTICOS

DR. IVAN SARTÓRI - Está no artigo 1º - Inciso 4 - da Constituição e não pode ser afastado nem por Estado de Sitio ou de Defesa. E também no Artigo 5º da Constituição Federal, Inciso 13, se não me engano. Então, nós estamos vendo uma situação complicada. Hoje nós temos presos políticos, temos exilados políticos, como Alan dos Santos, ex-Deputado Jeferson - presidente do PTB - o nosso deputado Daniel Silveira - uma situação bastante complicada e difícil. Aliás, com relação  ao Deputado Daniel Silveira, nós vimos que não foi observado o artigo 53, os seus parágrafos 2º e 8º do artigo 53, não foram observados. Para cassar imunidade de um deputado federal é preciso 2/3 do Congresso Nacional , não só da Câmara - e, o ministro relator desse processo, desse inquérito, ação penal, cassou (seu mandato) numa penada. E o que fico mais envergonhado com tudo isso é que o Presidente do Senado (rodrigo pacheco) e o presidente da câmara (   ) se omitiram, se acovardaram, com todo o respeito que mereçam. Eu fico indignado com essa situação, porque você buscar um deputado dentro  da sua casa, o deputado eleito por pelo povo, eu nunca vi isso na minha vida - nunca imaginei que iriamos passar por isso, do alto de meus 38 anos de Magistratura! O Senado e a Câmara tem poder de policia,  está no Artigo 52 - Inciso 13: Não se pode invadir a Câmara, muito menos pra se buscar um Parlamentar, que representa o povo. Ele tem que estar sem amarras, porque ele representa o povo. É o parlamento, a ideia de se parlamentar (falar) de representar o povo. e isso me causa espécie. Eu acho que foi um golpe fatal na Democracia. Ainda que esse deputado tenha sido inconveniente e ter se mostrado  falta com o decoro parlamentar -mas isso teria que ser decidido na Comissão de Disciplina. O deputado devia responder ali, nunca no Supremo Tribunal Federal! Aliás, nos temos  inclusive o ex-Deputado Roberto Jeferson sendo processado e julgado no STF. Tem aí, inclusive, um processo civil em  que Roberto Jeferson foi condenado a indenização ao relator Ministro Alexandre de Morais. Ele não tem, inclusive, a imparcialidade suficiente para julgar Roberto  Jefferson - e também não tem competência, porque Roberto Jeferson não é mais parlamentar. A competência seria do juiz de 1º grau. Vivemos uma situação em que o ativismo judicial o "neoconstitucionalismo" ou da jurisprudência de valores, seja lá como queiram chamar, até certo ponto podemos concordar com essa expansividade judicial , mas a ponto de desrespeitar a Constituição Federal, isso nós não podemos concordar, com todo o respeito que merecem os ministros  - e aqui não vai nenhuma ofensa pessoal e nenhum menoscabo aos ministros, mas a é opinião minha como cidadão, eu posso falar e tenho que falar. O cidadão pode falar o que quiser. Se houver algum excesso que responda então pelos termos do Artigo 5º - Inciso 13 da Constituição  - que menciona que "haverá indenização por danos morais e as consequências de crimes contra honra - mas nunca uma prisão num crime que sequer é inafiançável. Nós precisamos sim e eu cumprimento muito o senador  Girão por ter me dado oportunidade de falar aqui, nessa audiência, eu como cidadão, um homem respeitável, como ex-Presidente do Tribunal e que sempre cumpriu o seu dever, e na humildade Nós não somos mais que ninguém. Ninguém é mais do que ninguém. Nós podemos estar em cima, mas vamos ter que descer, ou não se sabe se vamos descer no beijo, no abraço ou no corredor polonês! A grande verdade é que nós não somos mais do que ninguém  e nós, agentes públicos, nós estamos a serviço do povo  e devermos satisfação ao povo. é isso que nós devemos fazer. Agora, esse inquérito das Fakes News, por exemplo, onde está tipificada a "fake news"?


"EXISTE SIM UM ATIVISMO,

MAIS QUE UM ATIVISMO JUDICIAL,

UM ATIVISMO POLÍTICO"

DR. IVAN SARTÓRI - Houve pedido de arquivamento pela Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge - foi arquivada uma parte e ressuscitada outra! Tenho uma jurisprudência aqui, vasta, de que realmente o Supremo sempre decidiu que a Procuradoria Geral da República, pedindo arquivamento de um inquérito, o Supremo tem que arquivar! Não vou citar todos os acórdãos aqui, mas e deixo a disposição de todos os que queiram efetivamente tomar conhecimento desses acordos - uma lista enorme - inclusive com Celso de Mello, Ministro Fux, Teoriza Vasque, Roberto Barroso, todos pedindo o arquivamento de inquéritos. Quando a PGR pede, tem que ser arquivado, porque não existe o Artigo 28 no STF. Não se pode recorrer ao órgão maior, como acontece na 1ªe 2ª e 3ª ou instancia especial. É diferente a situação. O que eu vejo  é que existe sim um ativismo, mais do que  judicial, um ativismo politico  - mesmo com o respeito que mereçam os ministros -e  nós não podemos aceitar isso, que o BRASIL caminhe para esse rumo. 

A Democracia tem que ser ressalvada, nós não estamos inclusive no sistema do "comum hol" - nós estamos  no "civil law". Aqui no "civil law" é a lei que tem força. O tribunal pode interpretar quanto quiser e de forma bastante elástica, mas  desde que esteja de acordo com o texto da Lei: Principio da  razoabilidade; Principio da Proporcionalidade e nunca, jamais se afastar da Lei, como está acontecendo. Isso precisa ser discutido e inclusive com a questão das urnas. Todos nós podemos nos manifestar. É uma garantia do cidadão que não pode ser postergada. Impedir a manifestação do cidadão é o mesmo que ceifarem a cidadania. Tenho dito" (COMPILADO/EDITOR)


obs: EM NOVAS POSTAGENS ABORDAREMOS NOVAS DECISÕES

E AÇÕES DESTA COMISSÃO QUE INVESTIGA AÇÕES DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

O ALIENISTA & OPERAÇÕES DO FIM DO MUNDO-

NESTE ARTIGO O ESCRITOR LUCIANO TRIGO FAZ UM RESUMO DO CONTO "O ALIENISTA" ASSOCIANDO-O AO BRASIL ATUAL E, PARTICULARMENTE, A SITUAÇÃO JURÍDICA DA NOSSA CORTE MAIOR E SUA FAMIGERADA "INVESTIGAÇÃO DO FIM DO MUNDO" CONFORME O EX-MINISTRO DO STF, MARCO AURELIO MELLO, APELIDOU AS TAIS OPERAÇÕES QUE IGNORA TODO APARATO JURIDICO E INSTITUCIONAL PARA AGIR CONTRA "FAKES ANTI-DEMOCRÁTICAS". EM NOME DA "DEMOCRACIA" NEGA-SE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EM NOME DESSA ESTRANHA DEMOCRACIA, SEMELHANTE A RÓTULOS QUE DISFARÇARAM DITADURAS PERVERSAS.

            O ALIENISTA ATUAL

Luciano Trigo

Não sei se “O Alienista”, de Machado de Assis, ainda é leitura obrigatória no ensino fundamental. Como desconfio que não, segue um resuminho da história, para quem não leu e para quem não lembra.

Após uma temporada na Europa, o médico Simão Bacamarte regressa à sua cidade natal, Itaguaí. Mergulhado em estudos sobre psiquiatria, campo então incipiente da medicina, ele tem um projeto: a abertura de um manicômio, chamado Casa Verde, para abrigar todos os loucos da região.

Dotado de um poder sem limites e de uma convicção, combinação sempre perigosa, Bacamarte passa a enxergar sintomas de loucura nos comportamentos e conversas mais triviais, pretexto suficiente para mandar recolher ao manicômio respeitáveis cidadãos da cidade: o boticário, o barbeiro, o vigário, um vereador. Ninguém está livre de ser considerado louco. Quem será o próximo?

Quando a população de Itaguaí começa a ficar apreensiva e, em seguida, alarmada, já é tarde. Não há mais como deter o autoritário Bacamarte, que chega a internar compulsoriamente na Casa Verde 75% dos habitantes da cidade – incluindo sua própria mulher, Dona Evarista, que aliás não era simpática nem bonita.

Bacamarte se dá conta da loucura de Dona Evarista quando ela passa uma noite sem dormir, por não conseguir decidir que roupa usaria em uma festa. Casa Verde nela! Já o vereador Galvão é diagnosticado como louco quando propõe à Câmara a aprovação de uma lei que proíba a internação de vereadores. Já para a Casa Verde!

Alguns moradores chegam a ensaiar uma resistência, chamada de Revolução dos Canjicas, em homenagem ao apelido do barbeiro dado como louco. Mas a revolta fracassa miseravelmente, e todos os insurgentes são internados – com exceção dos que se aliam ao médico, o que não os livra de uma internação futura.

O final da novela é cômico: o dr. Bacamarte conclui que sua teoria sobre a loucura estava errada, liberta todos os pacientes da Casa Verde e se tranca ele próprio no manicômio, onde morre meses depois.

Não sei por quê, mas acordei com a sensação de que o Brasil de 2022 não está distante da Itaguaí da novela de Machado de Assis, publicada em 1882.

No título deste artigo, o jornalista Leandro Narloch já associou o protagonista de "O Alienista" a um ministro do STF, depois que este autorizou operações de busca e apreensão na casa de empresários que cometeram o crime de apoiar o presidente eleito.

O que aconteceria, pergunta o articulista, se, “para manter a coerência e a isonomia na aplicação da lei”, o ministro adotasse a mesma medida contra os membros de todos os grupos privados de WhatsApp nos quais já se defendeu um golpe para depor o presidente ou mesmo a sua morte? Fato: ia faltar polícia para fazer tanta operação de busca e apreensão.

(Vale lembrar aqui que já se defendeu abertamente golpe contra o presidente e já se desejou abertamente a sua morte em colunas de jornal, sem que isso incomodasse o Supremo ou sequer fosse considerado discurso de ódio. Simão Bacamarte pelo menos era imparcial.)

Aliás, li também que o STF chegou a cogitar proibir uso das cores verde e amarelo nas comemorações do Sete de Setembro (mas vermelho pode). O verde e amarelo são cores antidemocráticas? Dessa tese alucinada nem mesmo a imaginação perturbada de Simão Bacamarte seria capaz.

Mas se, pelo poder absoluto e discricionário que detém, o Supremo é o caso mais representativo do fenômeno do simão-bacamartismo que tomou conta do país. Não se trata de forma alguma de um caso isolado: é sintoma de uma síndrome maior e, por isso mesmo, mais preocupante.

De repente parece que a sociedade inteira ficou cheia de Simões Bacamarte, seres iluminados que buscam compulsivamente identificar nas pessoas sinais de um tipo particular de loucura – um perigoso desvio antidemocrático, que transforma seu portador em uma não-pessoa, em uma praga a ser exterminada, em um inimigo a esfolar e abater.

O sintoma mais evidente dessa loucura é não votar em determinado candidato, e sim no outro. Onde já se viu uma coisa dessas? É muito fascismo, é algo que coloca a democracia está em risco. Temos que criar uma Casa Verde para internar esses loucos, que não entendem que a democracia só vale para um lado: o nosso.

Se não estou eu mesmo ficando louco, não muito tempo atrás era considerado sinal de virtude declarar: “Discordo de você, mas defenderei até a morte seu direito de manifestar seu pensamento”. Hoje o sinal de virtude é dizer: “Você discorda de mim, então seu pensamento é fascista, e por isso irei persegui-lo até a morte”. Posa-se de tolerante para exercer a intolerância.

Está ficando assustador. Como o diagnóstico de loucura antidemocrática pode se basear em uma conversa banal entre colegas de trabalho, amigos ou até parentes, está todo mundo ficando com medo de conversar, dar sua opinião ou expressar sua preferência política. E não é só nos grupos de WhatsApp.

Estamos perigosamente perto de uma situação em que, a não ser que suas opiniões e seu voto coincidam com os dos Simões Bacamartes que ocuparam a universidade, as instituições e a mídia, você não estará livre de acordar com a polícia recolhendo seu celular e seu computador por conta de uma piada que contou no WhatsApp ou em conversas privadas.

Os pretextos para a perseguição serão outros, é claro, como o tal “discurso de ódio” (ódio só pode quando é do bem), uma declaração politicamente incorreta ou a violação de alguma nova lei sobre o uso de pronomes neutros. Mas todo mundo sabe que o verdadeiro crime é pensar de forma diferente da deles: isso é inadmissível para os autointitulados defensores da democracia.

Como na Itaguaí de "O Alienista", metade da população está hoje apreensiva, ou mesmo alarmada, mas talvez já seja tarde. E, exatamente como na Itália de Mussolini ou na União Soviética de Stálin, ninguém está livre de ser o próximo. Garanto que o final dessa história não será engraçado como o da novela, afinal, há um louco no STF.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

BARROSO, QUEM SÃO OS “FASCISTAS” NO BRASIL, MINISTRO?


Recentemente, em encontro de jornalistas, o ilustríssimo Ministro Roberto Barroso – do STF – declarou que atos de 7 de setembro poderão mostrar “o tamanho do fascismo no Brasil”. 

Mas, de fato,  quem é que se assemelha ao fascismo, no Brasil?

 A grande maioria dos cidadãos brasileiros – com exceção de determinados políticos e até alguns ministros do próprio STF – é pacifica, ordeira, honesta, dedicada ao trabalho, pais e mães de família que lutam pela saúde e crescimento moral e espiritual de seus filhos.

"Declarou Roberto Barroso em um encontro de jornalistas: "O 7 de Setembro, neste ano, poderá medir o tamanho do fascismo no Brasil. O dia que comemorará o bicentenário da Independência será mesmo especial. Num país civilizado seria um dia de festa. Uma grande festa cívica. Seria. Mas não chegamos ainda a tal grau de civilização. Falta muito". 

Com certeza, falta mesmo! E o mau exemplo vem de cima, especialmente, do próprio Supremo e sua nefasta e anti-democrática "investigação das fake news" - que persegue quem pensa e fala diferente do quadrado da extrema-esquerda, a qual alguns parecem muito próximos, notavelmente!

Os cidadãos de direita e, creio eu,  também a  maioria dos eleitores inclinados a apoiar candidatos de esquerda, vêm se manifestando há anos, em multidões em ruas e praças das grandes cidades brasileiras – de forma tranquila e pacífica – o que nem sempre acontece com movimentos motivados por líderes mais exaltados, à esquerda raivosa, que quebram fachadas de bancos, queimam pneus em estradas, ocupam propriedades, inclusive públicas – em nome de seus ideais. Mas violência de uns contra outros geralmente são verbais – com raros, pouquíssimos conflitos entre pessoas. Somos da Paz, Sr. Ministro! Fascistas? Vamos ver isso na sequência!

Afinal, ministro Barroso, o que quer dizer fascismo? Qual o perfil de uma pessoa ligada, adepta a desse tipo de regime de governo – que já desgraçou a Itália e Alemanha e países nominalmente "socialistas"?  Acusar alguém de fascista é grave ofensa. Insinuar que os apoiadores de candidatos mais à direita são ‘fascistas’ perigosos porque se manifestam pacificamente – mesmo que  clamem denunciando desmandos de ministros no Supremo, ou em outras instituições públicas – isso faz parte da Democracia! Quando um dos poderes exorbita de suas funções a Constituição garante, em último caso, o artigo 142 _ para a ação profilática pelo poder Moderador (FFAA). Cada cidadão brasileiro, conforme a Constituição  tem pleno direito de – sem violência ou infâmia –  manifestar sua sede de justiça, clamar contra desmandos de autoridades – inclusive de ministros do STF, STJ, etc. 

A Constituição brasileira é clara em seu preâmbulo quando afirma “que todo poder emana do povo e, em seu nome, será exercido”. Quando um ou outro dos poderes da República exorbita(m) de suas funções constitucionais o povo tem – sim – direito de clamar por mudança - e até a destituição de quem tenha atitudes e atos que neguem a Constituição e o Estado de Direito. Nossa Constituição, bem como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantem a liberdade de expressão da opinião – aliás, não é  o atual Presidente que diz que vai “regular a mídia” (imprensa, meios de comunicação). 

 Polêmicas: Barroso elogia João de Deus, depois condenado  por abusar de mulheres, como um ser iluminado. Em 2016 disse que o aborto devia ser descriminalizado sendo feito até o 3º mês de gestação do ser humano em formação.

Mas, vamos à pergunta: O que é o fascismo? – expressão com a qual o Ministro Barroso usou para, direita ou indiretamente,  ao se referir as megamanifestações do 7 de setembro em todo o Brasil – em 2021 e  neste ano, nas celebrações dos 200 anos da Independência do Brasil. 

O que define o fascismo, enquanto ideologia política e sistema de governo? Dois dos máximos expoentes do fascismo, na Itália de Mussolini e na Alemanha de Adolf Hitler governaram com punhos de ferro sob esse tipo de regime, que se caracteriza por:

1. Concentração do poder nas mãos de um líder - em alguns casos liderando o partido único permitido pelo regime. Esse líder, em seu reinado, é reverenciado como um simulacro da divindade: Hitler, Mussolini, Lenin, Stalin, etc.

2. Controle abusivo dos meios de comunicação de massa (censura, prisões arbitrárias sem processo ou julgamento por “crimes de opinião”, etc. 

3. Prisões e execuções sumárias, sob alegações diversas, censura a governantes, manifestação do pensamento, ameaças ao direito de crença e prática religiosa, também caracterizam o fascismo, tanto em países de partido único (URSS, Romênia, China, Coréia do Norte, Venezuela, etc.) como em regimes tipificados sob Hitler, Mussolini, Salazar, etc. 

4. Controle social. Como disse alguém, “o fascismo e o comunismo  são almas gêmeas” do estado centralizador, da burocracia privilegiada, do controle e da negação do indivíduo em nome de uma suposta sociedade igualitária” – que geralmente forma uma elite estatal altamente privilegiada e a massa, que deve trabalhar sob constante vigilância dos burocratas de plantão, das milícias governamentais, dos espiões e dedos-duros, humanos ou cibernéticos. - Sob o fascismo – vermelho comunista ou verde, como no caso da Itália sob Mussolini – o estado poderoso centraliza as decisões, controla os cidadãos, submete tudo e todos a tentáculos do governo. Atualmente na China – governo elogiado pelo candidato do PT e coligação - são bilhões de câmaras monitorando, controlando, espionando a população, diuturnamente.

O jornalista Reinaldo Azevedo(2) explicou por que “o fascismo e o nazismo são regimes de esquerda”. Disse ele: “o fascismo significa a presença do Estado em todas as esferas da vida dos cidadãos. Digamos que o socialismo tenha como formula, “tudo para o partido, tudo pelo partido, tudo do partido”. O lema do fascismo: “Tudo do Estado, tudo pelo Estado e tudo para o Estado”. A ideia da elite dos notáveis é muito própria do fascismo” – portanto, esses regimes opressores são irmãos gêmeos – cada um com suas ênfases perversas!  

Porém, enquanto o fascismo tipo Mussolini se contenta com o nacionalismo limitado ao país,  sob o poder do Estado, o fascismo de viés comunista, sonha com um regime capaz de dominar todas as nações - por isso a “Internacional Socialista”,  canta o refrão: “Bem unidos façamos nesta luta final uma terra sem amos, a Internacional”. Acusar é uma das velhas táticas de militantes políticos de tendência fascista – conforme Reinaldo e tantos outros intelectuais. No programa do então candidato do PT, PCdoB e PROS, Fernando Haddad, já acusava o candidato Jair Bolsonaro de ser “representante do atraso, do ódio e da violência”.  

Desta vez o ataque vem do Ministro Barroso, que insinuou sobre o caráter “fascista” de apoiadores de Jair Messias Bolsonaro. A velha tática, atribuída a Lênin ou a Antônio Gramsci, sempre em evidência: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”. Movimentos chamados “revolucionários” usam as velhas táticas para impor  regimes nazifascistas em países que ainda respiram o ar da graça da Democracia, só possivel com o liberalismo, social e econômico – onde há liberdade de opinião, expressão e  repúdio a injustiças, venham de onde vierem. Luiz Inácio: sem estes pressupostos uma 'democracia' não passa de rótulo e hipocrisia!

Quando o ministro Barroso acusa manifestantes do 7 de setembro de 2021 de fascistas porque expressaram com liberdade o repúdio popular contra os abusos e atentados contra a Constituição Brasileira – por parte de ministros do STF – o fazem por zelo da nossa Carta Magna, e frente á cidadania aviltada, e em rejeição a injustiças praticadas pelos que deviam zelar pela Constituição  Brasileira – mas que alguns - maioria- descem da dignidade necessária ao cargo para agirem como “militantes políticos”,  como expressou o catedrático jurista, Dr. Ives Gandra Martins – ao vivo e em cores, na CNN. Podemos alencar inúmeras atitudes e decisões temerárias, que agridem a consciência e até a proverbial paciência dos brasileiros. 

Eis algumas, prezado Ministro Luiz Roberto Barroso:

1. Usurpação do Processo Legal através da nefanda “investigação de Fake News” – onde membros da corte exorbitam de suas funções, prendendo jornalistas e políticos por expressarem publicamente suas opiniões; instrumentalizando a PF para buscas domiciliares, constrangendo e intimidando parlamentares, comunicadores sociais e jornalistas – que não fazem parte dos iluminados de esquerda. Agem ilegal e  parcialmente (Constituição Federal - Artigo 19) 

2.  Agem contra o próprio decoro, e a nobreza da Instituição STF, participando de eventos no exterior, partidária e politicamente, denegrindo o Brasil e a Presidência da República – desrespeitando o preceito legal de  “Independência e harmonia entre os poderes da República” (Constituição Federal- Artigo 2º).

3. Ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal (Artigo 5º LIV CF/88); “Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (Artigo 5º CF/8); “Ninguém deve ser condenado sem ser ouvido” – sem ter ciência do que está sendo acusado” (Art.5, caput, CF Art.125, I, CPC).

4. Lei de Abuso de Autoridade: “Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção; b) à inviolabilidade do domicílio; c) Ao sigilo da correspondência; d) à liberdade de consciência e crença; e) Ao livre exercício do culto religioso; f)à liberdade de associação; g) Aos direitos e garantias legais asseguradas ao exercício do voto; h) Ao direito de reunião; i) À incolumidade física do indivíduo: O Artigo 4º também  define como abuso de autoridade: a) Ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder; Deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção  de qualquer pessoa; O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal – “podendo haver até demissão, a bem do serviço público” (Lei de Abuso de Autoridade- Lei 4898/65 – Lei nº 4.898,l de 9.12.1965 – Presidência da República) – 

5.  Observação: Até mesmo no período do regime civil-militar a lei que previne e pune o abuso de autoridade era, então, sancionada pelo Presidente da República, em parceria do Legislativo). Membros do atual STF , negam a letra da lei pelo arbítrio com processos absurdos - baseados no tal "Inquérito das Fake News" - simplesmente condenado a legalidade democrática, que garante a liberdade de imprensa e de opinião. Nesse ponto imita o que houve de negativo no período civil-militar, em alguns aspectos. Prisões de jornalistas, rejeição da imunidade parlamentar, criminalização da opinião, como no caso do Presidente do PTB - Partido Trabalhista Brasileiro - Roberto Jefferson. Ele citou a Bíblia quando criticou o proselitismo da homossexualidade - por isso foi acusado e preso também, sob alegação de "homofobia" - ninguém é obrigado a considerar esse comportamento como normal. A critica social faz parte da Democracia - e foi duramente marcada por críticas como no caso da Exposição promovida pelo  Santander - com dinheiro público - onde seus mentores orientaram professores a conduzir crianças escolares a ver figuras em atos sexuais explícitos entre homens, etc - sem a autorização de seus pais. 

Prezado Ministro, com toda vênia, expresso minha modesta opinião, amparada na Constituição do Brasil, graças a Deus, em vigor, para dizer que, com ressalvas, admiro-o em algumas de suas manifestações públicas. Lembro-me agora de uma delas, que considerei genial: “A corrupção é um crime violento, praticado por gente perigosa. É um equívoco supor que não seja assim. Corrupção mata: mata na fila do SUS, na falta de leitos, na falta de medicamentos, nas estradas que não têm manutenção adequada. A corrupção mata vidas que não são educadas adequadamente em razão da ausência de escolas, em razão de deficiências de estruturas e equipamentos. O fato de o corrupto não olhar a vítima nos olhos não o torna menos perigoso” (6)

Com certeza, a corrupção, especialmente praticada por autoridades, eleitas ou alçadas politicamente, constitui-se em crime lesa-humanidade. Pior ainda é a impunidade promovida por quem conhece muito bem a lei - quem a incentiva é pior do que o próprio corrupto. A impunidade encoraja o crime e nenhuma firula jurídica ou política pode justifica-la (O editor). 



FONTES

1. Fascismo: entenda o conceito – Politiza – https://www.politize.com.br/fascismo/ 

2. Qual a diferença entre fascismo e socialismo? – Reinaldo Azevedo explica: 

https://youtu.be/7KUjditJ8wA

3. Plano de Governo 2019-2022 – http://plano-de-governo_haddad-13-pdf.pdf  

4. A Verdade Sufocada - https://www.averdadesufocada.com/omdex.php?option=com_content&view=article&id=16722&Itemid=26

5. Lei de Abuso de Autoridade – Lei 4898/65 – Lei 4.898,de 9 de dezembro de 1965 – https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislaçao/104075/lei-de-abuso-de-autoridade-lei-4898-65

6. Supremo Tribunal Federal 

– https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=397081 .






segunda-feira, 13 de junho de 2022

JURISTA IVES GANDRA MARTINS CHAMA MINISTROS DO STF DE "MILITANTES POLITICOS"


JURISTA IVES GANDRA MARTINS DENUNCIA ABUSOS E INCONSTITUCIONALIDADES DE "SUPREMOS" NA CNN E ENTREVISTA TERMINA, CENSURADA E CORTADA PELA METADE!

O entrevistado do WW ESPECIAL, da  CNN, denuncia a "militância política" no STF, que vem atropelando o Direito e a Constituição Federal do Brasil


No programa "WW ESPECIAL", da CNN, cujo entrevistador é o jornalista William Waack,  o professor, Dr. Ives Gandra Martins - Autor de muitas obras acadêmicas sobre Direito e Justiça - com muita sabedoria e coragem - apontou erros e graves inconstitucionalidades atualmente praticadas por Ministros do STF - Supremo Tribunal Federal, à revelia da legislação. A entrevista foi encerrada abruptamente pelo jornalista William Waack - que lamentou o corte - dando a clara impressão de interferência externa, censura ou algo parecido. Eis o teor de algumas denúncias e opiniões proferidas pelo eminente jurista, que, inclusive, escreveu livros em parceria até com alguns desses Ministros aos quais ele dava puxões de orelha virtuais - esclarecendo ainda mais a população sobre as anomalias e transgressões de alguns ministros, que agem e comportar-se mais como "militantes políticos" -na definição do entrevistado -  do que como magistrados imparciais, como ensina a ética, o bom senso e a necessária respeitabilidade - que vem sendo gravemente colocada em xeque pela opinião pública  e o sagrado direito da informação e opinião, ora perseguida.

O STF DESEQUILIBRA OS PODERES NO BRASIL?

IVES GANDRA MARTINS - "A Folha de S. Paulo, meses atrás, divulgou pesquisa sobre os poderes que poderiam pôr em risco a Democracia. Pela primeira vez o Supremo (STF) aparece, pelo povo, entendendo que 63% da população brasileira acha que o Supremo põe em risco a Democracia.

WILLIAM WAACK - Percepção do público.... 

IVES GANDRA MARTINS - Em segundo lugar, é evidente que nós temos o Supremo, desde 2003, certos ministros, bons juristas, que foram colocados pelo governo anterior (Lula) onde houve o Mensalão e o Petrolão. Isso foram realidades. O Brasil foi saqueado. A Petrobrás teve que pagar uma fortuna, lá fora (EUA), que aquilo que, enfim - sei que não era o governador Tasso, mas houve todo um esquema de assalto a Nação. Naquele momento nós tivemos tivemos alguns ministros, como Joaquim Barbosa e Carlos Ayres que conseguiram levar. Mas dentro dessa linha de o Supremo passar a ter um papel político [perda da imparcialidade, fundamental], no momento em que sentiu que deveriam enfrentar o Presidente da República - 'vamos afastar esse Presidente’ veio a desmonetizarão de todas as redes sociais consideradas conservadoras, no momento em que, no caso do Presidente Lula, o Ministro Fachin - meu companheiro na Academia de Direito Constitucional, grande amigo -  Ministro Fachin descobre que Sérgio Moro era incompetente para julgar. Ora, em Direito, qualquer aluno de processo civil, de qualquer faculdade de Direito, sabe que a primeira coisa que qualquer Juiz de Direito faz, é saber se ele é competente ou não! Foi argumentado em Primeira Instância, foi argumentado com 3 eminentes desembargadores do Tribunal Federal de Recursos. O Supremo, por 6 Ministros, entendeu que o foro era competente. E depois embargos de declaração de 'habeas corpus' ... quer dizer, é nitidamente, eu digo, quando o Supremo deixa a sua função de ser o guardião da Constituição, de ter o papel apenas de censor da Lei, e passa a agir politicamente, porque indiscutivelmente houve todo um viés pra que num embargo de declaração de 'habeas corpus’ de algo que qualquer aluno de Direito de primeiro ano sabe, que o juiz sabe quando é ou não competente, descobriram que o Juiz Sérgio Moro era "incompetente"! E quando o Ministro Lewandoswki -outro grande amigo, temos também livros escritos, como tenho com Alexandre, com Gilmar, com 7 ministros, declaram o seguinte: Que todas as provas que estavam nesses processos,- eu li os processos - não poderiam ser usados por nenhum dos juízes...  Mas a juíza de Brasília escreveu: "Absolvo o Presidente Lula e mais 8 pessoas, porque eu não posso usar aquelas provas que eu poderia utilizar neste processo". O que vale dizer: Essa interferência - sem demérito nenhum pra capacidade, da idoneidade de ministros - mas no momento em que eles se transformaram em agentes políticos, uma espécie de maior partido de oposição... a oposição perde aqui, recorre ao Supremo...imediatamente. O Randolfe (senador) disse outro dia algo que me impressionou ... Eles receberam 3 ministros da suprema corte, Ministro Gilmar Mendes, Ministro Alexandre Moraes, o Ministro Luiz Roberto Barroso e quando saem, dois senadores dizem o seguinte, o senador Renan Calheiros: "Agora eles sabem que não estão sozinhos"! E depois  diz o senador Randolfe Rodrigues: "Agora eles sabem que tem respaldo!".  Ora, o Supremo não tem que ter respaldo de senadores. 

O Supremo é o órgão que examina a Constituição. Mas não são, na minha opinião, agentes políticos por uma única razão: Porque há harmonia e independência de poderes e o Brasil, assim definiu na Constituição de 88 quais são os poderes: Poderes do Povo, o Legislativo e Executivo;  e em cada eleição pode mudar; Poder da Lei: Supremo Tribunal Federal.  Quando o supremo se torna também um agente político e poder interferir no processo político, eu não estou favorável - apesar de admirar cada um dos ministros que lá estão, porque são amigos meus, tenho livros escritos. Eu entendo que os poderes têm que respeitar as suas competências. Os eleitores é que devem decidir em quem devem votar!" 

WILLIAM WAACK - Eu... eu, eu acho uma infelicidade ter que cortar o programa aqui. Nós temos que respeitar uma agrária... e eu sinceramente como jornalista profissional fiquei... claro, estou apresentando o programa... E falo de mim posso falar isso também em nome do público ...(CORTE).

A SOMBRA DA CENSURA, A NEGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO, A  REPRESSÃO JUDICIAL E AMEAÇAS AO ESTADO DE DIREITO E A DEMOCRACIA 

Podemos, pois, dizer que, lamentavelmente, o Brasil retroagiu para um tempo anterior a 1988, quando a atual Constituição do País foi promulgada. A conquista de poderes parece não mais respeitar as regras instituídas. Esses atos de exceção, por parte de ministros togados, do Supremo, criaram uma rejeição dos cidadãos brasileiros jamais vista ao STF, que deveria ser o guardião da Constituição -mas que se rebaixa para ser nada mais que um reduto de "militantes políticos" - como disse na entrevista CNN o eminente jurista Ives Gandra Martins - que condena, com todas as letras, esse desvio de conduta de ministros, que tem o dever de zelar pela Constituição Federal e serem exemplo de incentivadores da "harmonia entre os poderes". Que os amigos do jurista levem em consideração o alerta declarado com clareza e coragem patriótica do Dr. Ives Gandra Martins. 

A História do Brasil está recheada de intervenções militares em função de situações que colocaram em risco a estabilidade institucional, a ameaça de conflitos armados e tentativas de golpes. Que o bom senso seja maior que o partidarismo que vem depreciando a instituição Supremo Tribunal Federal.  Não apenas depreciando, mas colocando o STF sob suspeita da população (63% dos brasileiros). Seu anexo, o STE age de forma semelhante ao negar o preceito constitucional da apuração auditável. Houve até ministro do próprio TSE que teve a audácia de buscar convencimento de parlamentares para rejeitarem a impressão dos votos em impressora anexa as urnas eletrônicas - que garantiria mais transparência das apurações das eleições. Todo esse clima beligerante, por parte do Supremo, provoca grandes inquietações junto a população e as Forças Armadas - garantidoras da paz social, ora sob ameaça. (O Editor) 


quinta-feira, 26 de maio de 2022

ALDO REBELO TERIA CHUTADO O BALDE, DENUNCIANDO O PT PELA ALTA DOS COMBUSTIVEIS?

A CAMPANHA DO PT-PSB-REDE ACUSA SERGIO MORO E O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
PELA ALTA DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS. SE A MEMÓRIA É CURTA PODEMOS RECORRER A MANCHETES DA GRANDE MÍDIA PARA REFRESCAR A CABEÇA E APONTAR OS VERDADEIROS CULPADOS PELA CORRUPÇÃO QUE SUCATEOU A PETROBRÁS!

ALDO REBELO, NOTÓRIO POLITICO DE ESQUERDA, TERIA BOTADO A BOCA NO TROMBONE, DEFENDENDO BOLSONARO FRENTE A ALTA DO PETRÓLEO  E ACUSANDO O PT DE FALIR A PETROBRÁS E SER O RESPONSÁVEL PELA SITUAÇÃO

Em vídeo que circula na Internet o militante politico Aldo Rebelo - deputado federal em várias gestões e em vários partidos, chegando a Ministro da Defesa,  no governo Dilma, do PT, que acabou sofrendo impeachment pelas "pedaladas" - gestão irregular do orçamento da União. O vídeo foi considerado falso por uma agência "lupa" da UOL (ver link abaixo). Porém o conteúdo é contundente e verdadeiro.

O áudio, que circula no WhatsZap,com o retrato de Aldo Rebelo, tem o seguinte teor: "As pessoas querem vender uma ignorância absurda. Ora, Bolsonaro, nem ninguém , nenhum Presidente da República, seja de esquerda, seja de direita, pode ser qualquer coisa, tenha a possibilidade de controlar os preços da Petrobrás, por um simples motivo: Acordos bilionários foram feitos por Michel Temer na justiça americana - não na justiça brasileira, fuleira, escrota, do Brasil, não. Foi na justiça americana. Sabe porquê? Porque os governos do PT saquearam, roubaram  a Petrobrás, aos bilhões. E os acionistas da Petrobrás, porque a Petrobrás já foi vendida, e foi vendida pelo PT, foi vendida por Lula. A Petrobras, o governo só tem 37% das ações, o restante já está nas mãos dos fundos milionários, inclusive internacionais. Quando o PT, do seu Lula,  saqueou a Petrobrás esses fundos entraram com ações zilionárias na justiça americana e Michel Temer foi obrigado a fazer um acordo. E esse acordo está lá e mantém a politica de preço da Petrobrás. Essa é a realidade. A única solução que tem é pegar os 37% , dentre os quais 50,5% das ações com direito a voto, e fatiar a Petrobrás, acabar com o monopólio. A gente não pode ficar refém de uma empresa. Tem que fatiar a Petrobrás em 10, 8, 5, 6, sei lá, quantas empresas, pra que haja concorrência  - lembrando, o Brasil hoje importa combustíveis, 30% do diesel é importado porque a gente não tem capacidade de refino no Brasil. Então, se o barril de petróleo 'tá caro lá fora quem é que vai comprar mais caro e vender aqui mais barato? Por isso os preços estão subindo. Não tem como dá a politica de preço além do que eu já disse, do caso da justiça - e o lado do mercado - senão vai acontecer o quê? Desabastecimento. Agora, vocês sabem por quê importa combustíveis? É só olhar os jornais que tinham coragem de dizer  a verdade, no passado, e hoje escondem  debaixo do tapete! Cadê a Refinaria Abreu  e Lima que Lula  e o falecido Hugo Chaves fizeram, assinaram acordo pra construir a refinaria em Pernambuco?  Cadê a refinaria Abreu Lima? Cadê a Refinaria Comperg,  no Rio de Janeiro, o complexo petroquímico? Alvos de corrupção e sujeira de toda parte - e que não ficou pronto e não está refinando combustível para o Brasil?!  E, além do mais, o PT da Dilma e do Lula compraram uma p** sucateada lá nos Estados Unidos, aquela refinaria de Passadina! Quem que não se lembra disso? Será que o povo perdeu a memória? Será que o povo se esqueceu da roubalheira desse povo, no Brasil? Será que é isso que vocês querem de volta? Pra presidir o Brasil essa canalha de volta? Tenham vergonha na cara! E os jornalistas que defendem esse canalha vai ficar ajoelhado no milho. Não têm  moral nem de chegar na frente dos próprios filhos e dizer que é honrado! Olha, esse País vai viver neste ano um momento decisivo. Essa eleição deste ano vai mostrar qual é o caráter do povo brasileiro". Conforme o Jornal do Comércio, Aldo Rebelo abandonou 40 anos de filiação no PCdoB, passando ao PSB.

ÁUDIO FALSO OU VERDADEIRO? SE NÃO FOR DE ALDO REBELO, O TEOR NÃO DEIXA DE SER VERDADEIRO

Em política tudo é possível! Mas, será que, realmente, Aldo Rebelo virou um militante arrependido? Ou esse seu suposto discurso seria apenas uma forma de parecer simpático aos conservadores de direita, como se isso fosse parte de uma estratégia para se aproximar das FFAA, das quais foi ministro no período de Dilma, considerada "poste de Lula"? Com certeza o áudio, forjado ou vasado, não trata de nenhuma novidade - mas reafirma o que a Imprensa brasileira publicou nos anos da Operação Lava-Jato, que expôs ao mundo as vísceras de um esquema corrupto de enriquecimento e como estratégia de permanecer no poder - para instalar no País regimes semelhantes as ditaduras "amigas", de Cuba, Nicarágua, Venezuela, etc. Eta 'Foro de São Paulo'!


ANTES: ALCKIMIN: "LULA QUER VOLTARA CENA DO CRIME". DEPOIS: VICE DE LULA COMO CANDIDATO A PRESIDENCIA !

Acusar o Presidente Bolsonaro  pelos aumentos do preço dos combustíveis é uma infâmia mentirosa. A empresa, que há muito deixou de ser estatal - sendo que o Brasil possui apenas parte de suas ações - cujos preços sobem ou descem, de acordo com o jogo do mercado. Bem lembrado é o fato de que os governos do PT - nos processos do Petrolão - na Lava-Jato  - cujo escândalo levou acionistas de diversas partes do mundo a entrarem na Justiça, para serem ressarcidos dos prejuízos causados pela corrupção sistêmica- que levou dezenas de figuras, ligadas a governos do PT e ao esquema sanguessuga da Petrobrás, a processos que os condenaram em duas e até três instancias. 

A mão nada santa de ministros do STF, no entanto e de forma superlativamente suspeita e desonesta, acabou soltando os condenados - alegando sutilezas mal ajambradas protagonizadas pelo site "Intercept Brasil" - numa sequência de firulas jurídicas, que depois foram também usadas para beneficiarem "companheiros", entre os quais o ex-presidente Luiz Ignácio - que ficou na carceragem de Curitiba por muitos meses. Foi solto, mas não inocentado. Agora é candidato do PT-PSB e outros do leque da esquerda - com o apoio da grande parte da "velha mídia" e dos camaradas ministros 'supremos'. 

Até mesmo, nesse jogo sujo, brilha a figura patética do presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco - que vai no rastilho de uma safra de lamentável de "rodrigos" que jogam no lixo a ética e traem seus colegas senadores  - virando mais um engavetador geral de processos contra Alex 'Torquemada' Moraes e outros - processos subscritos por mais de 3 milhões de cidadãos brasileiros. Pacheco despreza seus eleitores e trai seus colegas do Parlamento: na cara dura, submisso a velha politica cleptocrata. Minas escapou de Dilma mas foi traida por Pacheco - retrato do que há de pior em Brasilia!

Com certeza, vários personagens balançam as colunas que sustentam o Estado de Direito e a Democracia,  no Brasil, com abusos contumazes contra regulamentos do Senado, por parte de Rodrigo e negação da Constituição Federal, prisoes ilegais ressuscitando "crimes de opinião". Por essas e outras os brasileiros aguardam a reeleição de Jair Messias Bolsonaro, que poderá arejar o ambiente depressivo do S.T.F, com novos ministros - rumo a maior estabilidade democrática e liberal, em nosso País de grande maioria cristã - católicos e evangélicos. Também a "Lei da Ficha Limpa" foi traída:  candidatos processados, julgados e condenados estão andando pelo Brasil, a cata de votos de desinformados e interessados nos bilhões do nefando "Fundão da corrupção eleitoral"  - inclusive com apoio de clérigos - especialmente da CNBB, cujos membros assinaram carta de apoio ao candidato condenado em 3 instancias da Justiça, mas liberto pelos camaradas do 'Supremo' - em que pese a oposição contundente de muitos padres, que veementemente condenam a agenda globalista da esquerda no Brasil - que nega valores sagrados da tradição cristã e estão no PNDH- 1 e 2 - "Programa Nacional dos Direitos Humanos" - que pretende negar a  'hetero normatividade" da natureza e do comportamento humano - impondo e buscando induzir escolares de primeiro grau (crianças de 6-10 anos)  com relação a comportamentos sexuais alternativos, etc. Felizmente o Deputados Federais votaram pela 'Escola em Casa'.

Enquanto isso repúblicas como da Argentina - que já foi o maior exportador de carne bovina do mundo - caíram, novamente, em mãos de cleptocratas - Bolívia, Venezuela e Chile - podem ser novas vitimas de regimes anti-liberdade, levando ao desemprego e instabilidade jurídica e social - que já ocorrem, principalmente em prejuízo dos mais pobres. Recente produção da BBC de Londres expõe a crescente miséria dos argentinos: enquanto muitos já fugiram do País, outros estão buscando no lixo algo para matar a fome. 


ALGUMAS MANCHETES SOBRE CORRUPÇÃO  NA PETROBRÁS, POR GOVERNOS DILMA_LULA, QUE AGORA OS BRASILEIROS PAGAM CARO COM ALTA DOS COMBUSTIVEIS

1. Globo, 17.02.2015 - "Investidores que processam Petrobrás nos EUA alegam prejuízos de US$ 528 milhões, diz relatório... O Fundo de Pensão dos servidores de Ohio e Danske, buscando ocupar posição de líder na ação, alegam prejuízos de US$ 523 milhões de dólares".

2. Veja, 01.06.2022 - TCU (Tribunal de Contas da União) intima diretor da Petrobrás nomeado por Lula a devolver R$ 975.000.000,00 (milhões). Renato Duque foi condenado a mais de 60 anos de cadeia por corrupção na petrolífera nos governos do PT. Conforme Veja, "Renato Duque foi condenado a mais de 60 anos de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. Já é a segunda vez este ano que o TCU intima Duque para apresentar defesa. Em maio, o  tribunal já tinha publicado editorial semelhante, dando prazo para Duque apresentar explicações. As refinarias Premium começaram a ser construídas no final do segundo mandato de Lula. Em 2015, durante o governo Dilma, a Petrobras cancelou as duas refinarias, uma em Bacabeiras (MA) e outra e m Caucáia (CE),gerando um prejuízo de 2,7 bilhões de reais, em obras como serviços de terraplanagem e materiais que se transformaram em ferrugem". 

3.  SENADO FEDERAL / "O verdadeiro custo da corrupção na Petrobras".

"O escândalo do petrolão se desdobra em várias frentes. Há a jurídica, assentada em investigações da PF na Lava-Jato, com prisões, e existem, ainda, os acordos de delação premiada, seguidos de acusações elaboradas pelo Ministério Público ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, na primeira instância, e aquelas a serem encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça contra autoridades com foro privilegiado — deputados, senadores e governadores. Ao mesmo tempo, transcorre o capítulo político do petrolão, numa CPI na Câmara, onde, ao contrário das duas anteriores, ainda no final do primeiro governo Dilma, o PT não consegue apoio de aliados para transformar a comissão em laboriosa pizzaria.

Já no lado empresarial, a divulgação, enfim, do balanço da Petrobras referente a 2014, devidamente auditado, parece ter apaziguado esta frente da crise. O mercado o recebeu bem, e as ações da estatal começaram a recuperar valor. Os números, porém, comprovam que o assalto praticado pelo aparelho lulopetista encravado na companhia foi de dimensões verdadeiramente escandalosas. E não apenas pelos R$ 6,2 bilhões contabilizados no balanço como perdas patrimoniais em função do superfaturamento de contratos firmados entre a companhia e o “clube de empreiteiras”, fonte da dinheirama que irrigou bolsos de altos funcionários e campanhas no PT, PMDB, PP e políticos diretamente. É muito dinheiro, algo, numa conta simples, como US$ 2 bilhões, capazes de criar problemas mesmo na Exxon americana".

SAIBA MAIS

- https://veja.abril.com.br/politica/tcu-intima-diretor-da-petrobras-nomeado-por-lula-a-devolver-r-975-milhoes/ . 

- https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/512182/noticia.html?sequence=1

- https://lupa.uol.com.br/jornalismo/2022/05/31/aldo-rebelo-audio-lula/

_ https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=449252660221986&id=100054117675568&sfnsn=wiwspwa

_ https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2017/09/politica/587704-apos-40-anos-no-pcdob-aldo-rebelo-entra-no-psb-e-critica-corporacoes.html

quarta-feira, 11 de maio de 2022

DR. EVANDRO PONTES: A DITADURA DO STF ESTA EM CURSO !


"Na medida em que o STF age a latere do sistema, age de forma a violar a própria Constituição, o próprio STF já consolidou um verdadeiro golpe de estado em que todos os poderes foram criminosamente usurpados pela Corte"

 ENTREVISTA DA COLUNISTA ANA PAULA HENKEL COM O JURISTA EVANDRO PONTES.

“Finalmente, os grandes juristas do país começam a se manifestar contra as arbitrariedades e autoritarismo do STF.*

"O jurista Evandro Pontes foi entrevistado pela colunista Ana Paula Henkel, para falar sobre os recentes fatos envolvendo o Supremo Tribunal Federal e os atos de seus ministros que levaram a uma enxurrada de pedidos de impeachment. 

Mestre e doutor em Direito Societário pela USP, Evandro Pontes defendeu que há um golpe de Estado em curso. De fato, Pontes defende que o golpe já ocorreu.

Pontes iniciou a entrevista afirmando que “estamos assistindo a uma quebra constitucional irreversível. O STF já cruzou linhas que constituem verdadeira atividade paraestatal”. Após uma explicação de como se define um golpe de Estado, ele afirmou: “Ora – para mim é claro e mais do que óbvio que esse golpe já ocorreu. Na medida em que o STF age a latere do sistema, age de forma a violar a própria constituição, o próprio STF já consolidou um verdadeiro golpe de estado em que todos os poderes foram criminosamente usurpados pela Corte: ela julga, ela investiga, ela legisla, ela manda abastecer navios, ela atua como executivo e impede a extinção de conselhos, ela impede o executivo de enxugar a máquina – enfim, o golpe de estado já foi dado diante de nossos olhos e ninguém simplesmente não fez nada para restaurar a ordem”.

Em resposta à surpresa da entrevistadora, que questionou se não se trataria de atos isolados de alguns ministros, com crimes isolados de responsabilidade, Evandro Pontes respondeu:

“Adoro o professor Carvalhosa, a quem tenho como Mestre muito querido, mas neste ponto eu discordo de meu Mestre sob o ponto de vista estratégico. Veja: quando uma ordem do STF é emanada por um Ministro usando papel timbrado da corte e todos os demais se calam, não há dúvida que esse silêncio integra a decisão ilegal dada pelo colega. O silêncio da corte quando um sistema paraestatal é montado e levado a plena operação, significa exatamente que a ilegalidade contaminou irremediavelmente a atuação dos demais ministros. Exemplo contrário disso foi o do Desembargador Favretto: ao tentar lançar mão de um expediente ilegal, a Corte como um todo se insurgiu e impediu que a ordem ilegal saísse com o timbre do TRF4. Os demais colegas preservaram a integridade institucional da Corte. Se o STF não faz o mesmo e aceita que ordens sejam emanadas em nome da Corte, a responsabilidade é sim colegiada e recai sobre aqueles que preferem reclamar na imprensa (que não é função de um juiz) e deixam de agir como juízes impedindo que um sistema paraestatal seja colocado em operação.

O STF é hoje, sem a menor sombra de dúvida (por isso não falo das pessoas, falo da corte mesmo, pois no caso da decisão da transferência do Lula, em que houve supressão de instância, a Corte integrou a decisão com 10 votos favoráveis; pense-se também no caso do Inquérito de Censura à Crusoé: foi claramente um ato institucional da própria Corte e não de ministros isoladamente), uma entidade de poder suprema e de atuação paraestatal. Suas decisões sequer são respaldadas em seus próprios precedentes (um indício de que o seu histórico foi completamente abandonado), nem mesmo na Constituição: basta ler as decisões que citei e procurar o dispositivo constitucional que serve de base para a decisão – não há, simplesmente não há. São atos de puro totalitarismo gestados a latere. Desta forma, Ana, o golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera consequência de um golpe, jamais será uma resposta em ato isolado ou um golpe a parte ou contragolpe. Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (e, repito, a responsável por isso é a corte sim e não os ministros isoladamente) ou simplesmente aceitá-lo".


 ARTIGO PUBLICADO EM 07.02.2020

O MESTRE EVANDRO PONTES  

NO SITE CONEXÃO POLITICA.

Vivemos em um tempo em que direitos fundamentais como a liberdade de expressão estão sendo violados, princialmente por aqueles que deveriam ser os guardiões desses direitos. Em nome dessa liberdade de expressão e no combate à censura, o Conexão Política abre as portas para que diferentes pensamentos, que se encaixam dentro dos princípios do conservadorismo, possam enriquecer os debates de ideias na formação de um movimento conservador brasileiro saudável. Desta vez, apresentaremos um artigo do ilustríssimo Professor Evandro Pontes, no qual ele analisa a preocupante situação atual do Brasil e propõe algumas soluções para que o país se solte das garras destrutivas da esquerda e do globalismo.

Evandro Pontes é Advogado, Filólogo, Mestre e Doutor em Direito Societário pela USP, MBA pela BSP, Professor Doutor no Insper. Foi pesquisador visitante na Universidade da Virginia (EUA) e no Instituto Max Planck                                  (Freiburg, Alemanha).

Leia a seguir, o artigo do professor Evandro Pontes, o “Tio Careca”, como é conhecido carinhosamente no meio conservador.

O maior equívoco do mundo


"Hipérboles são respondidas com outras hipérboles.

"Talvez o quarteto mágico de Zagallo, a escalação de Davi Luiz na Copa do Brasil e a reeleição de Dilma superem em non sense a ideia de se resolver uma perseguição política no Brasil pedindo ajuda da ONU, da Corte Interamericana de Direitos Humanos, do Tribunal de Haia, da Comissão de Direitos Humanos de não-sei-onde e outros 150 órgãos globalistas que querem ver a cabeça de Jair Bolsonaro em uma bandeja de prata.

Não seria tão ruim assim se esses tais mesmos órgãos não estivessem ali, lambendo os dedinhos para saborear a entrada desse manjar macabro: cabecinhas de conservadores ao sott’olio…

Escrita em um guardanapo a ideia é absurda em si, pois embute, estrategicamente, um jogo de perde-perde para o Brasil: se a ONU disser que eu tenho razão, dou a ela razão em seu discursete de que quando o “calo aperta”, só ela pode me salvar, alçando-a à condição de uma espécie de Chapolim Colorado da Justiça Mundial; se a ONU disser que eu não tenho razão, ai eu vou recorrer a quem se ela legitimar a ação do STF?

Juridicamente, qualquer estudante de direito de esquerda sabe que as decisões da ONU et caterva são inexequíveis e tem aquela carinha de “órgão de consulta”. Graças a D’us (sim, a Ele e a mais ninguém) o tal do governo mundial não existe (embora muitos torçam por ele e, pasmem, até uns soit disant conservadores passaram para esse lado da arquibancada). Somos soberanistas e além de reconhecer, como qualquer esquerdista que são ações por ora inexequíveis, temos também certo asco pela ideia que motiva a existência da ONU, o órgão mais anticristão e antissemita do mundo hoje.

A ideia é tão estapafúrida quanto seria pedir em 1942, à direção do NSDAP, que acabassem com os campos de extermínio na Polônia.

Não me cabe aqui fazer retórica chula: já fui advertido que o foco da ação (já chamada por ai de “extra-judicial”) é de efeito meramente político – dar-se-ia “peso” a uma reclamação pela quantidade de aderentes e ai sim, com a graça da lógica (jamais de D’us), teríamos um exposed dos abusos cometidos pelos ministros do STF. Pois bem – para que esse exposed seja eficaz, é necessário que quem tenha o poder de expor, leia-se, a imprensa, o faça de maneira a colaborar com a tese lá protocolizada.

Eu vos pergunto: alguém ai confia na imprensa e na forma como essa ação será narrada nos microfones e teclados controlados pela patota mainstream?

Pensem ai no especialista em políticas internacionais da Globo News, o jornalista Guga Chacra: como vocês acham, honestamente, que esse jornalista vai conduzir, sob o ponto de vista do jornalismo político, qualquer resultado que seja em face dessa demanda?

Como vocês acham que a imprensa paulista, hoje ajudada por milhões de reais irrigados pelo governo do Estado de SP, vai abordar o tema? Estado esse governado por alguém que o próprio Ministro Alexandre de Moraes fez campanha, em seus tempos de militante… o que vocês acham que vai sair desse exposed?

Como vocês acham que o The New York Times, de Carlos Slim, o mesmo dono da Claro e que controla a Net (sistema de informação de TV a Cabo do sistema Globo), vai dizer sobre o que está acontecendo no Brasil? Vai falar a verdade ou vai reforçar o discurso de que há no Brasil uma ditadura sob a presidência de Jair Bolsonaro?

O que vocês acham que o Haaretz de Israel vai dizer sobre essa ação? O DW? O Le Monde?

Por favor – parem e pensem só um pouco…

Qual tipo de vitória se acha que seria obtida com essa medida?

Vejam – eu não quero ter razão: eu quero vencer!

E para vencer, Olavo de Carvalho já notou: é preciso DESTRUIR a esquerda e o globalismo. Qual tipo de sobrevida ou reforço retórico eu daria ao meu inimigo reconhecendo a autoridade dele para me dizer o que eu já sei, ora bolas!

Eu sei e todos sabem que vivemos numa ditadura, que o inquérito é ilegal e etc. Não preciso da ONU para isso.

Fui ainda advertido que ao buscar a visibilidade do problema via ONU, eu consigo fazer com que nações amigas me apoiem: EUA, Israel, Japão, Itália, etc, etc, etc.

Pois bem – se quero o apoio delas, porque não vou diretamente a elas? Por que não me conecto com meus pares? Por que não falo com Alex Jones e Joseph Paul Watson? Por que não falo com os contatos que temos em Israel e Japão diretamente para fazer essa ação política prevalecer e ganhar repercussão?

Alguém ai acha que Alex Jones vai se sensibilizar quando ver o meu case na ONU ou ele vai simplesmente olhar com aquele semblante alborghético dele e declarar: o Brasil é um caso perdido…?

Lendo os pedidos, notei de fato que a capacidade jurídica de quem escreveu é bem reduzida, mas, pior, é a capacidade de leitura do cenário político – e com aquele palavreado feio, rançoso, subserviente ao próprio STF e aos globalistas, desnuda-se mais uma vez a face mais obscura da corrupção da inteligência jurídica: soluções globalistas para um governo que está sendo acossado pelo… globalismo!

A ideia é não só ruim, mas perigosa.

O tiro não só pode como tem grandes possibilidades de sair pela culatra e precipitar uma pressão que não existia, em cima de um governo que já está internamente combalido e entregue ao positivismo.

E antes que me venham dizer que estou aqui fazendo papel de “turma do amendoim” sem entrar em campo para buscar soluções, convoco que façam uma busca em todos os textos que escrevi até hoje e lá acharão inúmeras propostas, todas internas.

O último, inclusive, conclamava o presidente Jair Bolsonaro a esquecer a sua função como governante e que passasse a assumir a sua função como estadista.

Presidente Jair Bolsonaro, nós precisamos mais do senhor do que da ONU – seja o estadista que todos se orgulharão de declarar terem votado.

E nisso, retomo aqui algumas soluções propostas no passado:

  1. declarar o estado de emergência de fato que estamos vivendo e nesse mesmo ato, libertar o Brasil institucionalmente, decretando a reabertura do Legislativo e do Judiciário (é falsa a ideia da isentoleft de que “as instituições estão funcionando” – Não! Não estão!);
  1. nessa ocasião ofereça ao povo um projeto de constituição para que o povo vote em plebiscito ou referendo (o povo poderá optar em ficar com o atual sistema ou com o sistema que V.Exa. estiver propondo);
  1. restaure e mantenha íntegro, por decreto, o art. 5º da CF e reconheça que o STF destruiu a CF/88 ao deixá-la de aplicar desde o início do Inquérito do Fim do Mundo;
  1. pesquisem sobre minhas propostas de reforma do Judiciário (especialmente de reforma de sua cúpula);
  1. reforce a liberdade econômica e abra a nossa economia definitivamente, seguindo as recomendações nesse sentido dadas pelo Ministro Guedes;
  1. ofereça o Brasil aos EUA como alternativa à China e proponha a mudança de empresas americanas da China para produzir em solo brasileiro;
  1. exerça o seu munus como Chefe do Estado Maior: este, no caso, não consulta generais; ele dá ordens a generais que devem cumpri-la – na ausência de cumprimento, temos configurado crime militar.

As soluções para o nosso Brasil devem ser entabuladas em território nacional. Nunca, jamais, em hipótese alguma, sob a ajuda de barões globalistas ou em salas fechadas pelas mãos de juízes progressistas que ninguém sequer sabe o nome e o que pensam.

Isso é um erro. Enorme. E ao meu ver, é o maior equívoco do mundo".





“A escolha agora cabe ao povo brasileiro”.

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DITADURA DO STF POR MEIO DE GOLPE JURÍDICO.

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