quinta-feira, 27 de abril de 2017

INDIOS OCUPAM BRASÍLIA E QUEREM DEMARCAÇÃO DE SUAS TERRAS ANCESTRAIS!



 DEZENAS DE CAIXÕES DE DEFUNTO JOGADOS 

EM FRENTE AO CONGRESSO

DENUNCIAM A HISTÓRIA SECULAR DE CRIMES E DESPREZO 

CONTRA OS PRIMEIROS HABITANTES DAS AMÉRICAS!

BRASILIA, AMEDRONTADA E ENVERGONHADA SENDO OCUPADA EM NOME DE CENTENS DE TRIBOS.
Chocante! Cenas da manifestação de cerca de dois mil indígenas em frente às torres gêmeas do Congresso Nacional. Estavam ali para protestar, manifestar verdades nuas e cruas do genocídio secular movido contra povos, culturas, idiomas. Celebravam a memória de índios assassinados, nas tocaias, por grileiros, madeireiros, bandeirantes – heróis celebrados que deixaram na alma brasileira essa cobiça, ganancia, essa alma religiosa, com sinal da cruz, mas sem Cristo no coração.  As cenas dos caixões de defunto navegando nas águas mórbidas de um legislativo tingido de lama. Como uma parábola da realidade brasileira. Uma história sintetizada, sem palavras – imagens que arderam aos olhos dos culpados a rememorar crimes que Deus nunca esquecerá – cujas almas clamam diante do tribunal do Juízo Final.
DIPLOMATAS DA AMAZONIA,VIERAM ARMADOS DE RAZÃO E FLECHAS
De um lado os povos ameríndios com seu grito de guerra, desempenho escancarando a realidade do genocídio praticado no País desde que as botas europeias pisaram neste solo. Centenas de milhões de pessoas no mundo viram a cena. Mais uma vez o Brasil no tribunal da consciência mundial. Gritos, alaridos, movimentação de sobreviventes na dignidade de sua condição de gente livre que o Brasil despreza... e mata!
Do outro lado dos vidros meia dúzia da guarda legislativa em polvorosa, imobilizados pelo espanto da realidade jogada na cara de congressistas, com estilhaços na praça dos 3 Poderes. Grande parte desses personagens sob suspeita, indiciada por corrupção, com nomes escancarados em manchetes, tabletes, celulares, na rede mundial da Internet – que mostra um país patético, soberbo – cujos três poderes no Planalto Central. Logo a tropa de choque chega, reagindo a passeata que confrontava a consciência. Verdades como labaredas sobre a cabeça dos inimigos dos índios. Dezenas de bombas de gás são arremessadas sobre os manifestantes – revelando que a democracia brasileira é mais do que relativa e, geralmente, uma farsa, engodo, teatro cínico.
Conforme o Jornal Correio Brasiliense, de 25.4, “O protesto dos indígenas, que acontece na Esplanada dos Ministérios nesta terça-feira (25/4), terminou em confronto entre índios e policiais militares. Segundo a corporação, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram disparadas pelos militares após os manifestantes descumprirem um acordo feito com a Polícia Militar do Distrito Federal, de não bloquear a via S1. Exaltados, eles teriam tentado invadir, ainda, as casas legislativas. De acordo com as lideranças indígenas, quatro pessoas do grupo foram presas. A PMDF rebate a informação, alegando que ninguém foi preso ou ferido. Os indígenas, que participam do Acampamento Terra Livre 2017, protestam para pedir pela demarcação de terras indígenas e contra ações do governo Michel Temer que, segundo eles, enfraquece a Fundação Nacional do Índio (Funai). Estava prevista para às 13h, uma marcha até o Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os índios não cumpriram o acordo que fizeram e invadiram toda a S1 e o espelho d'agua e ameaçaram invadir o Congresso Nacional. Diante disso a PMDF utilizou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral”.
 Os representantes das nações indígenas realizarão manifestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que, se aprovada transferiria a decisão final da demarcação de terras indígenas do Executivo para o Legislativo. Para eles, isso irá causar mais prejuízos à causa indígena do Brasil. Trata-se de um movimento moral, de sobrevivência étnica e cultural de dezenas de povos indígenas contra essa ameaça, que poderia ampliar os conflitos entre latifundiários e falsos proprietários de terras – grileiros – que historicamente fraudam títulos, invadem terras públicas, em conluio entre governadores, parlamentares, prefeitos, cartórios, topógrafos e até um embaixador, no caso de um gigantesco grilo* no Paraná, no início do século passado – associados a profissionais da grilagem. Isso aconteceu no Paraná e em todos os estados da Federação – em um País que despreza o direito dos mais pobres, que não podem pagar advogados, custas, nem conhecem os meandros da esperteza bandeirante que ainda, infelizmente, perdura no País. Enquanto os Estados Unidos realizaram gigantesca reforma agrária no País, há duzentos anos – o que fez dos EUA um dos grandes celeiros de alimentos no planeta – o Brasil atrasado contabiliza as vítimas seculares de gestões fraudulentas e injustas.
TRIBOS GUARANI-KAIUÁ RESISTEM PELO SEU LAR ANCESTRAL
O Censo Demográfico 2010 contabilizou a população indígena com base nas pessoas que se declararam indígenas no quesito cor ou raça e para os residentes em Terras Indígenas que não se declararam, mas se consideraram indígenas. Cerca de 896 mil pessoas que se declaravam ou se consideravam indígenas, 572 mil ou 63,8 %, viviam na área rural e 517 mil, ou 57,5 %, moravam em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas.
ESTIMATIVA – Conforme site da Funai – Fundação Nacional do Índio, Um dado importante foi o aumento da proporção de indígenas urbanizados.
MENINOS YANOMAMIS EM ÁREA DEMARCADA - DIAMANTES E ESTRANGEIROS COBIÇOSOS!
CONTRABANDO DE DIAMANTES: ÍNDIOS EXPLORADOS
A atual população indígena brasileira, segundo resultados preliminares do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. Este Censo revelou que em todos os Estados da Federação, inclusive do Distrito Federal, há populações indígenas. A Funai também registra 69 referências de índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.
274 LÍNGUAS INDIGENAS – Foram registradas no Brasil a existência de 274 idiomas indígenas. Com relação às 274 línguas faladas, o censo demonstrou que cerca de 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa.
“Esta população, em sua grande maioria, vem enfrentando uma acelerada e complexa transformação social, necessitando buscar novas respostas para a sua sobrevivência física e cultural e garantir às próximas gerações melhor qualidade de vida. As comunidades indígenas vêm enfrentando problemas concretos, tais como invasões e degradações territoriais e ambientais, exploração sexual, aliciamento e uso de drogas, exploração de trabalho, inclusive infantil, mendicância, êxodo desordenado causando grande concentração de indígenas nas cidades. Segundo dados do censo do IBGE realizado em 2010, a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas. Ainda segundo o censo, 817.963 mil são indígenas, representando 305 diferentes etnias”. 

COMO UMA TRIBO VIVENDO NA IDADE DA PEDRA

FOI CONTATADA NOS ANOS 50 E EXTERMINADA

EM CERCA DE 20 ANOS NO ESTADO DO PARANÁ 

Centenas de milhares de índios foram mortos, no Brasil. Outros foram obrigados a se adaptar ao mundo dos brancos e dos escravos quilombolas, que fugiam da escravidão para sobreviver. Os relatos históricos são poucos as a memória dos índios registra esses fatos ignorados porque realizados sob o manto das selvas, longe da imprensa, desde que as Caravelas de Pedro Alvares Cabral chegarem a Porto Seguro, em 1500, junto ao litoral da Bahia. Mas há histórias que comprovam essa mentalidade espiritualmente decrepita no avanço das quadrilhas bandeirantes e das marchas pioneiras para o oeste. Uma delas foi fartamente registrada, apesar de haver, ainda, dúvidas sobre autores dos massacres que envergonharam o governo paranaense e o antigo SPI – Serviço de Proteção ao Índio [hoje FUNAI]. Os caixões chegaram vazios a Brasília, e um dia os culpados estarão diante do tribunal divino, justo, perfeito e implacável.
WLADMIR KOZÁK  ZELOU MEMÓRIA DOS HETÁS

INDIOS DA PEDRA LASCADA EXTINTOS NO PARANÁ.
Resumo Histórico do Museu Paranaense:
“A expansão no território paranaense e contatos com grupos indígenas foi assim registrada por Charquette em série de artigos intitulada No rastro do desconhecido selvícola da Serra dos Dourados, publicada no O Estado do Paraná em 10 de novembro de 1955: “No final dos anos quarenta, a "febre do café" contagia todo o Paraná: trabalha-se, luta-se e mata-se por um punhado de terra que sirva para a plantação de cafezais. As férteis terras roxas do norte paranaense já não são suficientes para atender a ganância das companhias colonizadoras que invadem também as regiões de solo arenoso do nordeste, impróprias para a cultura do café; a madeira não interessa, queima-se a floresta para facilitar os loteamentos... No período citado, agrimensores da Companhia de Colonização que atuava na região, anteriormente isolada e coberta por mata impenetrável, denominada Serra dos Dourados, avistaram estranhos índios”.
WLADMIR KOZAK, ÚNÍCO AMIGO DOS HETÁS.
1949. O Auxiliar de Inspetoria, Wismar da Costa Filho, do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), visita a região da Serra dos Dourados, para verificar a procedência das notícias da existência de “índios selvagens" naquele local. Os índios, sendo arredios, não se deixam alcançar, mas são encontradas suas aldeias e artefatos.
1951. O Inspetor do SPI Deocleciano de Souza Nenê visita a região ainda para verificar a suposta presença indígena na Serra dos Dourados, onde opera a Colonizadora Suemitsu Miyamura & Cia. Ltda. O Inspetor confirma a presença de índios no local, porém novamente não consegue alcançá-los.
1952. Um menino indígena de aproximadamente oito anos, Tikuein Ueió, é capturado pelos agrimensores da Cia. de Colonização, juntamente com um adulto, em 3 de junho de 1952. Em decorrência deste contato e captura, o Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado do Paraná comunica ao SPI a presença indígena na Gleba Serra dos Dourados, e pede providências, em 23 de junho do mesmo ano. Atendendo ao pedido, o Inspetor do SPI viaja novamente ao local, onde confirma a veracidade das informações e percorre alguns locais na tentativa de estabelecer contato com os índios. Estes fogem a toda aproximação, inclusive sem tocar os presentes deixados pelos agrimensores. O índio adulto, que permaneceu alguns dias com os agrimensores, também foge, ficando o menino, o qual é levado para Curitiba pelo Inspetor, que lhe dá o nome de Antônio Guairá Paraná, ou Kaiuá, nome pelo qual ficou conhecido entre os brancos.
1953. Outro menino, lnambu Guaka, é capturado pelos medidores de terra da mesma companhia. Este também é levado para Curitiba e criado pela família do Inspetor, recebendo o nome de Tukanambá José Paraná.
1954. Manhã de seis de dezembro de 1954, seis homens “nus’ saem de suas moradias na floresta em direção à casa daqueles desconhecidos que ocuparam suas terras e nela fixaram residência, criando estranhos animais (gado, cavalo, cachorro) e utilizando instrumentos de ferro para derrubar o mato e as árvores (foice, machado e enxada). Como medida de proteção, os índios deixam alguns dos seus companheiros cuidando das mulheres e das crianças, enquanto outros deles, em pontos estratégicos, observam à distância, no intuito de resguardá-los do possível ataque daqueles homens estranhos, que vestiam roupas e tinham pelos no corpo.
Demonstrando que estavam em missão de paz, escondem seus arcos e flechas na mata e rumam em direção ao ponto almejado, a Fazenda Santa Rosa. Esta fazenda, pertencente ao deputado estadual Antônio Lustosa de Oliveira, havia sido instalada em 1952 nas imediações do córrego do Peroba, afluente da margem direita do Indoivai, próximo às atuais cidades de Douradina e Ivaté, região também conhecida como Serra dos Dourados, no noroeste do estado do Paraná. Neste local, os indígenas que mais tarde viriam a ser denominados Xetá, estabelecem o primeiro contato com brancos, através do administrador da propriedade, Antônio Lustosa de Freitas, e de seus familiares.
Os seis homens nus eram Iratxameway, Ajatukã ou Ta’hey, o adulto  Eirakã, Kuein Manhaai Nhaguakã e o jovem Eirakã.
1955. Com a colaboração de Ajatukã, o administrador da Fazenda Santa Rosa (Antônio Lustosa de Freitas) consegue alcançar outra das aldeias Xetá, a de Mă, conhecido como Haikumbay, irmão de Ajatukã e Iratxameway.
Em outubro de 1955 e realizada uma expedição de contato pelo SPI, acompanhada pelo antropólogo e professor da Universidade Federal do Paraná José Loureiro Fernandes, pelos dois meninos Xetá capturados (Tuka e Kaiuá), entre outros não-índios. A expedição localiza aldeias e objetos de cultura material, hoje parte dos acervos etnográficos do Museu Paranaense (Secretaria de Estado da Cultura), do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná e do Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá (Universidade Federal do Paraná). A equipe, porém, não encontra novos grupos indígenas, nem mesmo os seis que haviam visitado a Fazenda Santa Rosa.
Na mesma época, o deputado Antônio Lustosa de Oliveira propõe na Assembleia Legislativa a criação de um Parque Florestal Estadual na região da Serra dos Dourados, onde se previa uma área para ser destinada aos Xetá.
Um mês depois, novembro de 1955, é realizada outra expedição do SPI – Serviço de Proteção do Índio - visando o contato com os índios, os quais desta vez são encontrados na Fazenda Santa Rosa. Os dois meninos, Tuka e Kaiuá, novamente acompanham a equipe como intérpretes. A expedição chega também na aldeia onde vivia Mã e Ajatukã. Nesta ocasião, a pequena Moko, ou Ã,  também chamada Maria Rosa Padilha ou Maria Rosa à Xetá, e trazida para Curitiba pelo Chefe do SPI – Dival José de Souza.
1956. Dias 20, 21 e 22 de fevereiro, a expedição de pesquisa da Universidade Federal do Paraná, coordenada pelo professor e antropólogo José Loureiro Fernandes, guiada por Ajatukã, Mã, Tuka, o administrador da Fazenda Santa Rosa e o mateiro Pedro Nunes, localiza dois subgrupos Xetá no interior da floresta. Entre eles, o núcleo familiar de Nhengo e alguns amigos do pai de Tuka. Nenhum dos dois subgrupos recém-localizados segue-os até a fazenda. Durante o encontro foram produzidas imagens fotográficas do grupo encontrado, por Vladimir Kozák. Assim sendo, várias cenas apresentadas neste trabalho são originárias desta aproximação da expedição de pesquisa com os Xetá no seu território de origem.
Por volta do mês de outubro ou novembro, o núcleo familiar de Nhengo é massacrado no interior da mata por brancos armados. Localizado sozinho, ele e levado por repórteres da Revista Manchete para junto daqueles que viviam nas imediações da Fazenda Santa Rosa.
Em novembro do ano em questão, e realizada outra expedição de pesquisa pela Universidade Federal do Paraná, com vistas a efetuar novas observações etnográficas. A equipe manifesta-se convicta de que o habitat Xetá era o Córrego 215, tributário da margem esquerda do rio Ivaí, porém não localiza mais nenhum outro grupo indígena.
Neste mesmo ano, Tinguá, filha de Iratxamëway, de aproximadamente oito anos, nominada posteriormente Maria Rosa Tiguá Brasil, foi separada de seus pais e levada para ser criada pelo administrador da “fazenda” e sua esposa. Pouco tempo depois, provavelmente 1957, Tikuein Gamei, nominado posteriormente Geraldo Brasil, filho de Mã, também é retirado dos pais para ser criado pelo administrador da fazenda.
1957. Reivindicada no Congresso Nacional a criação do Parque Nacional de Sete Quedas, onde deveria ser destinado um local para os Xetá. Durante o mês de maio (do dia 13 ao 27), foi realizada nova viagem de pesquisa pela Universidade Federal do Paraná à Serra dos Dourados. Mateiros informam presença de índios Xetá no riacho Maravilha, porem não e confirmada a procedência da informação. Em outubro, o Inspetor do SPI viaja a Serra dos Dourados acompanhado por Tuka a fim de instalar um Posto de Atração para abrigar os índios Xetá que ainda viviam nas matas. A tentativa, porém, não prospera, dispersando-se cada vez mais os índios remanescentes.
1958. De 12 a 29 de janeiro e realizada viagem de pesquisa pela Universidade Federal do Paraná para coleta de dados junto aos índios Xetá que permaneceram junto à Fazenda Santa Rosa.
1959. Durante os meses de julho e outubro, são realizadas expedições de pesquisa pela Universidade Federal do Paraná com vistas à localização de possíveis grupos Xetá e levantamento fitogeográfico da região. Mateiros que trabalham no local informam existir grupo de índios Xetá fugindo dos brancos, vivendo na região do riacho Maravilha. Há mais ou menos seis quilômetros de distância da Fazenda Santa Rosa, uma pequena aldeia Xetá é habitada por duas famílias: Ajatukã, suas duas esposas e dois filhos, e Eirakã, esposa e a filha Tiguá. A Gazeta do Povo, em 3 de dezembro de 1959, publicou o artigo “Recuo melancólico dos Xetá na Serra dos Dourados”: a insânia pioneira perturba a obra da natureza:
Em dezembro, a Companhia Brasileira de Colonização e Imigração (Cobrinco), que atuava na região, intensifica a ocupação do território Xetá. “Seus caminhões teriam sido vistos pelo menos duas vezes conduzindo os índios para fora da Serra dos Dourados. Qual o destino? Nada se sabe. Ninguém, ao que parece, até agora procurou averiguar (...). Pessoas temem fazer denúncias".
1960. Nos meses de julho e setembro, a equipe de pesquisa da Universidade Federal do Paraná, composta pelo linguista Aryon Dall’lgna Rodrigues, O antropólogo José Loureiro Fernandes, o cinetécnico Vladimir Kozák e a arqueóloga Annette Laming Emperaire, esta do Museu do Homem de Paris, coleta dados junto á aldeia do grupo de Ajatukã.
1961. No período de janeiro a fevereiro e realizada a última viagem de pesquisa ao local do grupo acima referido. Mateiros que realizam a derrubada das florestas para as companhias colonizadoras e comunicam novamente sobre a presença de índios sem contato nos remanescentes das áreas ainda não desmatadas (o córrego Maravilha e outros). Aumenta a destruição da mata e das aldeias pela ação do fogo. Já não existem mais terras na região que não tenham sido expropriadas pelos colonizadores e a reserva de mata ainda existente já pertence a particulares.
Março de 1961. Mã, seu filho Tikuein (ou José Luciano da Silva, como foi registrado pelos brancos) e Nhengo são lavados pelo funcionário do SPI, João Pereira Gomes, conhecido como João Serrano, para a área indígena Pinhalzinho, no município de Tomazina.
Maio de 1961. Criado o Parque Nacional de Sete Quedas, mediante o Decreto Presidencial n.° 50665, de 30 de maio de 1961, no qual deveria ser reservado um local para abrigar os Xetá. O Parque, entretanto, não será efetivado, ficando os Xetá sem território demarcado para o grupo.
1962. Em junho “. Lavradores ... destroem impiedosamente os remanescentes da tribo Xetá no noroeste do Estado. Consta que várias crianças foram sequestradas...”. (O Jornal, 1962).
1962/1963. Índios Xetá são vistos vagando pela cidade de Umuarama em estado de completo abandono.
1963. Eirakã, sua esposa Aruay e o filho Tikuein são transferidos para o Posto Indígena Marrecas dos Índios, no Município de Guarapuava.
1964. Em fevereiro, morre Ajatukã. Sua esposa e filhos perambulam entre a mata e a fazenda Santa Flosa na luta pela sobrevivência. Durante os meses de julho e outubro e realizada expedição de pesquisa da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Presidente Prudente, que percorre a região da Serra dos Dourados à procura de grupos Xetá. Não os encontra.
1966. Morre a esposa de Ajatukã.
1967. Morrem no Posto Indígena de Marrecas Eirakã e sua esposa Aruay, deixando dois filhos, Tikuein e Rondon.
1972. Morre Mã.
1973. Em 25 de janeiro, morre Tikuein Gamei (Geraldo Brasil).
1973. Morre Nhengo.
1976. Morre Kaiuá.
O povo Xetá desaparece do cenário paranaense. Sobrevivem alguns indivíduos (crianças e jovens), transferidos do seu território, retirados do convívio de seus familiares e de seu referencial cultural, criados por famílias brancas que habitavam diferentes pontos do estado do Paraná, e encaminhados alguns a postos indígenas.
* Grilo - terra ocupada de forma ilegal através de expedientes ilicitos, documentos falsos - pode ser terras públicas - ocupadas ou não por tribos indígenas - ou de antigos herdeiros.

DESENHO DE WLADMIR KÓZAK E POEMA DE JOSÉ JULIO.

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SAIBA MAIS:
           


terça-feira, 18 de abril de 2017

BRASIL: OS MEGA-CALOTEIROS DA PREVIDENCIA SOCIAL



Grandes devedores, como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Santander – campeões do lucro -  industriais, comerciantes e transnacionais conspirando para a falência da seguridade social da República? Além disso a sonegação fiscal onera a União!

AS TRES MAIORES EMPRESAS DO BRASIL NEGAM-SE A PAGAR O QUE DEVEM AO INSS




HÁ DUAS SEMANAS o atual ministro da Previdência social, Ricardo Berzoini, divulgou a lista com 176 mil devedores do INSS.  Notamos que entre os 500 maiores devedores estão entidades ligadas a saúde e a educação – em muitos casos até o governo federal, através dos anos, teria responsabilidade Já que são entidades que trazem benefícios ao País. Porém o escandaloso é que bancos, campeões do lucro, figuram entre os caloteiros – utilizando da matreira estratégia de advogados bem remunerados para o calote, e, por isso, agravar a situação social do Brasil.  O total das dívidas para com o INSS atingiu a soma de R$ 153 bilhões. Dívidas acumuladas através de anos de desprezo para com a cidadania e a República. A chamada dívida ativa chega a R$ 96 bilhões. Onde é que estavam os ministros e ministérios, gabinetes, fiscais, funcionários, MP, tão bem remunerados entre outros que deixaram rolar a esse nível a seguridade social? Se tem que haver reforma da Previdência é injusto e pérfido jogar a conta desses descalabros sobre quem honra o Brasil com seu trabalho honesto, pesando ainda mais sobre milhões a irresponsabilidade moral e social de banqueiros campeões do lucro e grandes empresários!
Conforme a Revista Época, Ricardo Berzoini descreve os “foram detectados pelos menos seis entraves relativos à cobrança do INSS que estão sendo corrigidos judicialmente, administrativamente e com propostas de mudanças na legislação. Esses entraves são a existência de sigilos e de dificuldades operacionais que impedem a localização de bens de devedores, o longo tempo de tramitação dos processos de execução que acabam por encontrar empresas em estado de insolvências, as brechas legais que permitem, sobretudo aos grandes devedores, interporem recursos que retardam a conclusão do processo de execução e a jurisprudência o Superior Tribunal de Justiça, [com membros sob suspeição], que não reconhece os sócios-gerentes de empresas devedoras como responsáveis solidários pelas dívidas”.  Além disso o ministro justifica a calotagem infame de grandes empresas e bancos, principalmente, “à falta de investimento histórica no aprimoramento do sistema de cobrança e judicial do INSS e a falta ou insuficiência de convênios para a troca de informações entre o INSS e as fazendas públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios”. É mais uma afronta, um acinte contra os cidadãos brasileiros que, mesmo pobres, mantém a trilionária máquina emperrada de governos irresponsáveis – que virou um organismo autofágico que se nutre das próprias mazelas para manter-se no poder. Como, por exemplo, deputados e senadores vendendo voto para emendas parlamentares, etc. Por incrível que pareça o próprio STJ dificulta o trabalho de quem tenta acabar com a fraudulenta omissão dos devedores.  

LISTA NEGRA DOS DEVEDORES DA PREVIDENCIA 

A lista completa foi divulgada no site do Ministério da Previdência Social (www.previdenciasocial.gov.br) e tem 174.790 nomes. A lista é um sistema de busca e a consulta não pode ser feita por devedores. As opções são por ordem alfabética, por limites da dívida, pelo nome da empresa ou pelo número do CNPJ, CEI ou CPF. Segundo o site, a relação de devedores será atualizada a cada três meses. Segundo a Época, afiliada da Globo, os 28 maiores devedores são: 1 - Transbrasil - R$ 408.961.727,05; 2 - Prefeitura de Campinas - R$ 402.835.156,30; 3- Varig - R$ 373.190.857,48; 4- Encol - R$ 325.375.930,63; 5- Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural R$ 255.933.527,65; 6- Viação Aérea São Paulo R$ 253.974.760,50;7- Caixa Econômica Federal R$ 253.734.750,29; 8- Fund. Educac. do Distrito Federal - R$ 252.821.344,58; 9- Secretaria da Educação de SC - R$ 229.205.902,89; 10- Cobrasma S/A - R$ 212.978.505,86; 11- Fundação de Apoio a Escola Técnica - R$ 194.434.373,61; 12- Companhia Docas do Estado de São Paulo - R$ 185.360.286,09; 13- Massa falida de Bloch editores S/A - R$ 178.458.947,92; 14- Cia Estadual de Águas e Esgotos - R$ 166.636.120,26; 15- Prefeitura de Manaus - R$ 161.129.994,78; 16- Ebid Editora Páginas Amarelas Ltda - R$ 157.127.951,12; 17- C R Almeida Engenharia e Construções - R$ 152.403.061,67; 18- Telesp - R$ 143.807.055,91; 19- Cia de Abastecimento D'água e Saneamento - R$ 141.716.362,12; 20- Estado de Roraima - R$ 123.596.195,64; 21- Seg Servicos Especiais de Seg. e Transporte - R$ 121.772.277,92; 22- Petrobras - R$ 116.971.331,45; 23- Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) - R$ 115.985.966,80; 24- Fundação Universidade de Passo Fundo - R$ 115.740.639,91; 25- Banesp (Banco do Estado de São Paulo) - R$ 107.207.231,67; 26- Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização - R$ 104.726.437,44; 27- Vale do Rio Doce - R$ 102.766.867,70;  28- Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) - R$ 101.086.930,04. Essa lista, no entanto, não bate com outras que estão sendo divulgadas – porém a dívida é real.[i]
BANCO DO BRASIL, MAIS DE UM TRILHÃO E MEIO DE ATIVO TOTAL: MAL EXEMPLO

BANCOS CAMPEÕES DO LUCRO E DA IRRESPONSABILIDADE SOCIAL 

ITAÚ UNIBANCO:  7ª MAIOR EMPRESA PREJUDICA PREVIDENCIA
Conforme a Revista Exame, da Abril, “o lucro dos maiores bancos brasileiros com ações negociadas em bolsa voltou a crescer entre abril e junho deste ano, após três trimestres seguidos de queda, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela provedora de informações financeiras Economatica. Juntos, BANCO DO BRASIL, BRADESCO, ITAÚ e SANTANDER lucraram R$ 13,46 bilhões no segundo trimestre de 2016 – nos três meses anteriores, o ganho havia sido de R$ 12,877 bilhões. Apesar da recuperação frente aos trimestres anteriores, o lucro líquido ficou abaixo dos R$ 17,346 bilhões do mesmo período de 2015, quando foi recorde”. Não falta dinheiro pra essa gente, falta pudor e vergonha na cara!
BRADESCO: BANCO ESQUECE RESPONSABILIDADE SOCIAL.
“Entre os bancos, o Itaú obteve o melhor resultado no segundo trimestre de 2016, com R$ 5,51 bilhões, seguido pelo BRADESCO com R$ 4,13 bilhões. O BANCO DO BRASIL registra o terceiro melhor resultado com R$ 2,46 bilhões e o SANTANDER aparece logo depois, com R$ 1,34 bilhões. Todos quatro tiveram alta no lucro em relação aos três meses anteriores”.[ii]
Valor de mercado
Os quatro bancos alcançaram, no dia 11 de agosto, o maior valor de mercado desde dezembro de 2006, início da série da Economatica. Juntas, as ações do BB, Itaú, Bradesco e Santander valiam quase meio trilhão de reais ao final do pregão. O número representa uma alta de R$ 150,9 bilhões, ou 43,26%, em relação aos R$ 348,9 bilhões em valor de mercado registrados pelos quatro bancos somados ao final de 2015, de R$ 348,9 bilhões.[iii]

Os Bancos maiores devedores do INSS e seus lucros astronômicos

Apesar do Brasil pagar altas taxas de juros no sistema financeiro internacional, inclusive para suprir o déficit da PREVIDENCIA SOCIAL, grandes instituições financeiras geraram muitos bilhões de lucros em apenas alguns trimestres de 2015/16. Os 10 maiores devedores da Previdência devem a Nação R$ 14.846.236.617,82! (Quatorze bilhões, oitocentos e quarenta e seis milhões, duzentos e trinta e seis mil, seiscentos e dezessete reais e oitenta e dois centavos). Quando pagarem, se pagarem esses valores serão acrescidos de juros do mercado, multas e prisões por fraude?
O ITAU UNIBANCO deve R$ 88.871.826,29 – fora custas judiciais, juros de mora, correção monetária, multas, etc. O BANCO DO BRASIL deve R$ 208.255.682,71 (Já foi do Brasil, hoje é uma sociedade acionária); o BRADESCO deve 465.249.669,73; o BANCO DO ESTADO DE S.PAULO deve R$ 109.801.652,68; o SANTANDER deve a Previdência R$ 80.303.961,27; a CAIXA ECONOMICA FEDERAL, o chamado banco do povo, deve R$ 549.540.360,90.  Há inclusive bancos como o BANK OF AMERICA MERRIL LYNCK devendo R$ 74.265.867,50 e o alemão DEUTSCHE BANK S/A devendo R$ 69.690.343,26!
Por outro lado vejam só o BANCO DO BRASIL tem um ativo total de 1,4 trilhão de reais, Patrimônio Líquido de 73,959 bilhões e teve lucro, 03.16, de R$ 2.378.000.000,00!;
A CAIXA ECONOMICA FEDERAL tinha em 2015 um ativo total de 1,203 trilhão, em 03.16 esse ativo foi de R$ 1,242 trilhão. Seu patrimônio líquido em 3.16: 554.791 milhões de reais;
O BANCO ITAU UNIBANCO – a 7ª maior empresa do Brasil, segundo a FORBES, tinha um ativo total de 1,204 trilhão, em 3.16 e de 1,285 trilhões em 3.15. Seu lucro líquido, em 3.16 foi de 4,463 bilhões em suas 3.680 agencias.
O BRADESCO, em 3.16 tinha um ativo total de R$ 316.924.557 bilhões. Seu patrimônio líquido em 3.16 era de 94,067 bilhões. Seu lucro líquido em 3.16 foi de 4.128 bilhões.
O BANCO SANTANDER tinha em 3.16 ativos totais de R$ 676.006 bilhões, Patrimônio líquido em 3.16 de 60.12 bilhões em suas 2.655 agencias do Brasil. Segundo a Revista FORBES o Banco do Brasil é a 3ª maior empresa do País, o BRADESCO ocupa o 2º lugar e o ITAÚ é o campeão. Porém com a imagem suja em função da IRRESPONSABILIDADE SOCIAL!
VALE: DESTRUIU O RIO DOCE - IRRESPONSÁVEL!
Fazer agiotagem com dinheiro da República não é privilégio de banqueiros, apenas. Eis algumas das maiores empresas brasileira, DEVEDORAS DA PREVIDENCIA SOCIAL. A JBS, a 5ª maior empresa brasileira, no ranking da FORBES, e figura no noticiário sob graves suspeitas de corrupção teve, em 2015, lucro líquido de R$ 120,470 bilhões; A FORBES classifica a VALE DO RIO DOCE, que por irresponsabilidade social e ambiental matou o Rio Doce-MG, como a 6ª maior empresa do País. Teve nesse ano lucros de R$ 88,275 bilhões; a multinacional VOLKSWAGEN teve lucro líquido de R$ 21,027 milhões; as LOJAS AMERICANAS, lucros de R$ 16.145,7 milhões e a COPEL-PR um lucro de R$ 13.918,5 milhões.

Outras empresas devedoras de grande porte e suas dívidas com a PREVIDENCIA SOCIAL

A MENDES JR ENGENHARIA deve R$ 393,357 milhões; a EBCT – Correios – deve R$ 378,022 LOJAS AMERICANAS deve R$ 166,028 milhões; a FORD BRASIL deve R$ 141,156 milhões; a VOLKSWAGEN deve R$ 111,382 milhões e a MERCEDES BENS, que fornece a milionários carros dos mais caros do mundo deve a PREVIDENCIA DO BRASIL o total de R$ 111,281 milhões. Cancelem suas contas nesses bancos e com pras em empresas fraudulentas da seguridade social!

APESAR DE MORDOMIAS E INCENTIVOS A INDUSTRIA AUTOMOTIVA...
TAMBÉM DA CALOTE NO INSS!
 OS MAIORES DEVEDORES FISCO DA UNIÃO, 
SEGUNDO O MINISTÉRIO DA FAZENDA

O Ministério da Fazenda acaba de divulgar uma lista com as 500 maiores empresas devedoras do Fisco. A VALE DO RIO DOCE, a 6ª maior empresa do Brasil pela FORBES, é a líder com uma dívida de R$ 41,9 bilhões, seguida por CARITAL BRASIL, antiga Parmalat Brasil e que deve R$ 24,9 bilhões. Em terceiro lugar está a PETROBRÁS, com R$ 15,6 bilhões em débitos não saldados com a União.

O total devido por essas 500 companhias da lista somam R$ 392,3 bilhões, de acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda. Esse montante, se fosse quitado de uma única vez, equivale 14,5 milhões de Bolsas Famílias, sem contar que seria suficiente para cobrir o rombo das contas públicas de 2014, de R$ 32,5 bilhões, e ainda ajudaria o governo a cumprir a meta fiscal inicial para este ano, de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 66,3 bilhões. No entanto, o restante, pouco mais de R$ 290 bilhões, não seriam suficientes para consertar definitivamente o descompasso fiscal do governo, que gasta bem mais do que arrecada todos os anos, o que contribui para o aumento do rombo nas contas públicas.
As empresas aéreas que chegaram a liderar o mercados no século passado e faliram durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva: Vasp, Varig e Transbrasil, também integram a lista, com dívidas de R$ 6,2 bilhões, R$ 4,6 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.
O Banco Bradesco – Segunda maior empresa do Brasil, segundo a FORBES - está em 7o lugar entre as maiores devedores do Fisco, com o maior montante entre as instituições financeiras da lista: R$ 4,9 bilhões. Na sequência está o extinto Banco Nacional, que, de acordo com a Fazenda, está em processo de liquidação e tem um débito de R$ 2,6 bilhões. O Banco Itaucard aparece em 44o lugar na lista, devendo R$ 1,3 bilhões. Na 49a posição está o Banco Econômico, também em liquidação, devendo R$ 1,2 bilhões.[iv]

A JBS, A 5ª  MAIOR EMPRESA DO BRASIL: TAMBÉM CALOTEIRA


Os 10 maiores devedores de impostos (em bilhões)

1 – Vale do Rio Doce: 41,9 BILHÕES
2 - Carital Brasil Ltda: 24,9
3 - Petrobras: 15,6
4 - Industrias de Papel R Ramenzoni S/A: 9,7
5 - Duagro Adm e Participações: 6,5
6 - Viação Aérea São Paulo (Vasp): 6,2
7 - Banco Bradesco: 4,8 BILHÕES
8 - Varig: 4,6
9 - American Virginia Ind e Comércio Exp. De Tabacos Ltda: 4,1
10 - Condor Factoring Fomento Comercial: 4,1
Total devido das 500 maiores: 392,3 BILHÕES

PREVIDENCIA: AUDITAR ANTES DE PENSAR EM REFORMAR

Segundo o site do MINISTÉRIO DA PREVIDENCIA, “a manutenção do sistema previdenciário sustentável é um dos maiores desafios que se impõe ao Estado brasileiro neste momento. Ao propor uma reforma, o governo quer evitar que seja colocado em risco o recebimento de aposentadorias, pensões e demais benefícios por esta e as próximas gerações. A cada mês são pagos, rigorosamente em dia, quase R$ 34 bilhões correspondentes a cerca de 29 milhões de benefícios, somente no Regime Geral de Previdência Social (RGPS)/INSS. As despesas do INSS estão em torno de 8% do PIB e, se nada for feito, as projeções para 2060 apontam que o percentual deve chegar a 18%, índice que inviabilizaria a Previdência. No ano passado, o déficit do RGPS (coberto com recursos da Seguridade Social – da qual a Previdência faz parte) chegou perto de R$ 150 bilhões. A despesa cresce mais se forem adicionados os benefícios pagos aos servidores públicos da União, estados e municípios. Em 2016, somente o déficit do Regime Próprio dos Servidores da União (civis e militares) passou de R$ 77 bilhões. Envelhecimento – Os ajustes propostos são imprescindíveis para a manutenção da Previdência e do conjunto de benefícios previdenciários, diante da mudança acelerada do perfil da sociedade brasileira: estamos vivendo mais. Aliado a isso, houve diminuição da fecundidade, o que altera a proporção de ativos e inativos no mercado de trabalho”.
“Proposta – As novas regras da Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016 valerão integralmente para quem tem menos de 45 anos de idade (mulheres) e 50 anos (homens). Nada muda para quem tem direitos adquiridos – já recebe benefícios ou completou as condições de acesso. De modo a garantir uma transferência mais tranquila para a nova situação, haverá regras transição para quem tem 45 anos ou mais (mulheres) e 50 anos ou mais (homens). O objetivo da reforma, além de garantir sustentabilidade ao sistema, é promover a equidade entre os regimes dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos”.
AUDITORIA – Porém ninguém fala em auditoria. Recursos do INSS vem sendo exonerados, isto é, transferidos para outros setores do governo. Há calote geral por parte de milhares de empresários. Grandes obras foram construídas com recursos da SEGURIDADE SOCIALA, tais como Usinas Nucleares, Ponte Rio Niterói, ITAIPU Binacional, Ponte Rio Niterói, etc. Esses recursos, entre outros, como na Construção de Brasília foram DEVOLVIDOS?
HÁ um descalabro geral, corrupção sistêmica, custos exorbitantes nos 3 Poderes. O BRASIL vive a pior crise moral, ética e social de todos os tempos. É um dos mais ricos do mundo em termos ambientais, energia eólica e solar, terras férteis, tem recursos trilionários em minérios e metais nobres. Quem é que está se beneficiando dessas riquezas? Os cidadãos querem justiça e as forças armadas devem intervir, em princípio de forma diplomática mas firme, alertando para a necessidade de mudança de direção, antes que seja tarde demais.