quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bob Dylan and Bruce Springsteen - Forever Young

JOVEM PARA SEMPRE (BOB DYLAN) - Versão da letra em Português


Que Deus te abençõe e te acompanhe sempre /

que teus sonhos se tornem realidade /

que você sempre faça para os outros e deixe que

os outros façam por você /

Que você construa uma escada para as estrelas

e suba cada degrau / que você fique jovem para sempre,

jovem para sempre, jovem para sempre./

Que você cresça para ser justo / que você cresça para ser
verdadeiro, que você sempre saiba a verdade
e veja a luz ao seu redor./ 


Que você seja sempre corajoso / fique em pé e seja forte./ 


Que você fique jovem para sempre / jovem para sempre / 

 jovem para sempre / Que suas mãos estejam sempre ocupadas /

que seus pés sejam sempre rápidos /que você tenha uma base forte / 

quando os ventos das mudanças voltarem. / 

Que seu coração seja sempre feliz e sua canção
cantada para sempre. 


Que você fique jovem para sempre / jovem para
sempre / jovem para sempre.







segunda-feira, 20 de junho de 2016

KID ABELHA VERSUS DEMÔNIOS DO AGROTÓXICO E OUTROS DEPREDADORES DO BRASIL

https://secure.avaaz.org/campaign/po/save_the_bees_canada_g21/?chpRdbb

COPIE O LINK ACIMA E COLE NO SEU NAVEGADOR PARA APOIAR AS ABELHAS DO CANADÁ CONTRA OS VENENOS AGROTÓXICOS! eis o manifesto urgente:


Ao Ministro da Saúde do Canadá, Philpott, ao Ministro do Meio Ambiente, Mckenna, e ao Primeiro-Ministro Trudeau:

Pedimos que os senhores proíbam imediatamente o uso do Imidacloprid e de todos os pesticidas neonicotinoides, conhecidos por serem letais para as abelhas e outros insetos. O catastrófico desaparecimento de colônias de abelhas pode colocar toda a nossa cadeia alimentar em perigo.
 CARTA ABERTA AO PRESIDENTE E/OU A PRESIDENTA
E/OU PRÓXIMO PRESIDENTE DA REPUBLICA DO BRASIL


Copias: SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
ESG – Escola Superior de Guerra (Defesa Nacional)
Congresso Nacional (Câmara Federal / Senado)
O Brasil é o País mais privilegiado do planeta com relação à biodiversidade. Porém vem poluindo sua água, derrubando suas florestas, infestando o ar com poluentes e venenos herbicidas – entre os quais os agrotóxicos, considerados os principais vilões pela degradação ambiental no campo, comprometendo o maior tesouro animal da humanidade: as abelhas! Sem as abelhas o alimento acaba, ou ficará restrito a uma seleta elite minoritária – a maioria não terá o que comer, além de insetos. Trata-se de uma questão urgente de segurança nacional, estratégia de ação coordenada, fim da impunidade para devastadores ambientais do patrimônio, APPs - áreas públicas de preservação permanente, biomas, etc. Quanto mais longe da natureza, quanto mais o  homem interfere nela, maior a sua perdição e piores as consequencias dos desequilibrios. Há um alerta mundial com relação a esse problema, tanto que a França já tem dispositivos legais para a proibição de agrotóxicos, especialmente os neonicotinoides. Conforme o site “Sem Abelhas, Sem Alimentos[i], a União Europeia restringiu o uso de agrotóxicos desde 2013, mas os neonicotinoides ainda são largamente utilizados. No entanto, os ambientalistas argumentam que centenas de estudos científicos comprovaram sua nocividade não apenas para abelhas e polinizadores silvestres, mas também para os invertebrados aquáticos e terrestres, os peixes, as aves e, consequentemente, para o ser humano. Para além da “responsabilidade” com relação às gerações futuras, invocada por vários politicos da União Européia, incluindo a relatora, a socialista Geneviève Gaillard, os defensores da proibição salientaram que os próprios agricultores pagam os “custos” desses produtos. Essas moléculas, muito mais poderosas que o DDT, “abolido”, têm um mecanismo semelhante ao da nicotina, alegou Gérard Bapt, médico de profissão, perguntando “quem aconselharia uma mulher grávida a fumar?” Os resultados financeiros causados pela  manipulação da vida e do meio ambiente não compensam a degradação ambiental.Com a palavra, pois, os cientistas, brasleiros, o Congresso Nacional, a Escola Superior de Guerra e a nova geração pensante e idealista do nosso Brasil!
Kid Abelha é o nome de uma banda da MPB: Um nome apropriado para ilustrar a matéria.

 CRISE E OPORTUNIDADE
O Brasil poderá ser um grande celeiro biogenético e de alimentos para o mundo, nessa crise anunciada, se tomar iniciativas responsáveis que preservem suas florestas, biomas e sua fantástica biodiversidade. A água potável será um recurso escasso, porém o Brasil tem dois dos maiores aquíferos do planeta   – isso poderá representar a salvação do país, tanto biológica como economicamente. Porém, se a burrice e a estupidez materialistas prevalecerem – e é o que tem acontecido – estaremos condenando as próximas gerações de brasileiros a ser quintal de corporações, em um ambiente degradado, hostil e miserável: Rios assoreados, água poluída, esgotos a céu aberto, lixo contaminante sem controle, solo com sua micro biodiversidade arrasado pela indústria dos venenos, rejeitos químicos, etc. O Brasil paga caro, em impostos diretos e indiretos, para ver uma elite governante virando as costas para ele? O Brasil tornou-se paraíso dos fabricantes e vendedores de venenos agrícolas – o maior consumidor de agrotóxicos do planeta, pois há um establishment – mafiosamente incrustrado no sistema - que ainda cultiva uma visão ultrapassada e nociva de progresso, em função de interesses pessoais, propinas, contribuição financeira politica, etc. Por trás desse “êxito” [paraíso dos venenos agrotóxicos] há nos bastidores, lobbies, estratégias perniciosas, ancorados em modelo agrícola imposto ao Brasil desde os anos do chamado “milagre econômico”. Porém agravado por uma democracia de fachada contaminada pelo egoísmo pedante.Temos que sair do parlatório para a ação definida,com metas esoluções reais.
O Brasil precisa de estadistas honrados e capazes de ouvir a voz de seus cientistas, especialistas em questões sócio-ambientais e opções ambientalmente corretas – para as quais não falta tecnologia, para formar um projeto voltado para a um modelo racional de sustentabilidade – que deixa em segundo lugar o lucro aparente do imediatismo. Creio que ainda há tempo de salvar as abelhas e a fantástica biodiversidade – deixando o atrelamento submisso e corrupto a grandes empreiteiras, quanto à produção de energia. O Brasil, o país do sol, poderá sair dessa tecnologia atrasada e maléfica ao meio ambiente a população, adotando modelos que já fazem parte do mundo civilizado com a geração massiva de energia solar - que não agride o meio ambiente como a hidroeletricidade.
Esse é um assunto sério demais para ser deixado de lado. Há necessidade da ação cooperativa dos três poderes, projetos de lei que disciplinem o uso predatório da terra e da natureza, a cooperação cientifica, o investimento na pesquisa e ampliação do acervo de medidas que vem dando certo em países escandinavos, na Alemanha (que substitui a energia nuclear e hidrelétrica pela energia solar e eólica, mesmo sob o rigoroso inverno europeu).
Até quando o Brasil vai colocar-se de forma submissa e subserviente às corporações? O interesse desses grupos econômicos, e seu poder de marketing, é maior do que os interesses estratégicos do País e as necessidades reais da Nação? O que está errado nisso tudo? Somos um País de verdade, que honra sua bandeira e seu povo  ou uma terra de ninguém, sob a “lei de Gerson” – que é a mentalidade individualista de tirar vantagem em tudo? Está na hora de repensar valores, prioridades – a continuar a reboque de interesses do lucro corporativo.
Creio que o Brasil está mudando – para melhor – exorcizando esses demônios que fazem da Pátria Amada um canteiro de desgraças como a "Belo Monte", imposta. O que vale mais, por exemplo, a biodiversidade que alimenta e promove a vida ou o lucro de multinacionais na exploração do ouro na Amazônia? [projeto Belo Sun, com investimento de R$ 1,5 bilhão e área equivalente a 1.700 campos de futebol, junto ao rio Xingu] Quem come ouro? Quem ganha com a sucatização da natureza?  Conforme reportagem da G1-Pará: “Para extrair o ouro da rocha, a mineradora vai extrair uma substância tóxica, o cianeto. “Se o cianeto chegar no rio ou cair no solo, vai ter quase uma catástrofe ambiental, dependendo do volume de cianeto que vão ser derramados". O que aconteceu no rio Doce poderá voltar de maneira mais monstruosa e devastadora no Xingu! Parece suspeito dizer que a hidrelétrica de “Belo Monte” foi construída [e agora embargada pelo MPF] para suprir de energia regiões mais ao sul – foi feita para o avanço sobre terras da União, povos indígenas e para extração de minérios e especialmente o ouro – possivelmente algum acordo secreto de interesses locais e internacionais.  Não houve respeito ao rio Xingu, as tribos donas da terra e aos biomas da mais fantástica biodiversidade.O Brasil caminha na contra-mão do conhecimento e da sustentabilidade.
Só com a mudança de paradigmas de desenvolvimento é que as maiores aliadas do homem e da natureza poderão sobreviver.
Mas, voltando ao Kid Abelha, um verdadeiro herói de todos os humanos! Leiam abaixo a situação, descrita pela ONU – Organização das Nações Unidas – definida como muito preocupante [preocupar: ocupar-se antecipadamente]:
Uma grande gama de fatores está contribuindo para o desaparecimento de animais polinizadores no mundo todo, o que ameaça a produção de alimentos para o ser humano, revelou nesta sexta-feira (26/2)  um relatório do organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de proteger a biodiversidade.O documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) identificou uma série de medidas que governos e o setor privado deveriam tomar de forma "urgente" para remediar o desaparecimento animais como abelhas, borboletas e alguns mais complexos como as aves. De acordo com o vice-presidente do IPBES, Robert Watson, não existe um fator único que seja responsável pelo desaparecimento dos polinizadores: "Há uma série de razões que explicam o declive, como a mudança do uso do solo, o uso de pesticidas e a mudança climática. Não se pode dizer que há uma ameaça maior que outra para cada animal polinizador ou para cada lugar do mundo onde estão desaparecendo. É um conjunto de ameaças".
O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil. Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização. "Nos últimos anos, os cientistas observaram o alarmante desaparecimento das abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente” Com certeza isso também está acontecendo no Brasil.  Vamos agir responsavelmente ou vamos continuar dormindo “em berço esplendido” até tudo virar um pesadelo irreversível?

 O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos. O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores. O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.
"Os polinizadores são grandes colaboradores da produção mundial de alimentos e segurança nutricional", disse Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e uma das diretoras do relatório de IPBES. Segundo ela, o relatório "oferece opções sobre o que fazer de acordo com o problema específico de cada lugar do mundo em relação aos polinizadores, a polinização e a produção de alimentos". Entre as soluções estão a criação de uma maior diversidade dos habitat dos polinizadores tanto no ambiente rural quanto no urbano, o apoio a práticas tradicionais de rotação de cultivo e manutenção de áreas não exploradas e a redução da exposição dos polinizadores a pesticidas. O professor holandês Koos Biesmeijer, um dos autores do relatório, reconheceu que existem "vazios de conhecimento" com relação com a finalidade dos pesticidas e outros fatores que impactam negativamente nos polinizadores. "Embora não saibamos tudo, em muitos casos, há claras conclusões", afirmou.
A professora da USP, por sua vez, destacou a gravidade da situação: "Deveríamos atuar agora para deter o declive dos polinizadores", afirmou. Já o vice-presidente do IPBES acrescentou que todas as ações, desde as que podem ser tomadas por agricultores até às que podem ser feitas pelos governos, poderiam começar o quanto antes. "Não precisamos de novas tecnologias. Todas estas são opções que podem nos ajudar a sair na frente", alertou. Ele deu com exemplo o efeito negativo que têm as grandes extensões de monoculturas: "Necessitamos uma agricultura mais sustentável. Eliminemos esses enormes extensões de monoculturas e asseguremos que estão salpicadas com zonas de habitat natural que atrairão os polinizadores nos campos de cultivo". [ii]
             Com a palavra, pois, os que assumiram cargos e privilégios relativos ao Estado Brasileiro, em defesa de sua integridade, soberania e segurança alimentar e ambiental da Nação brasileira. (JJA).

OUTROS LINKS:


VIDEO: SUMIÇO DE ABELHAS CHEGOU AO BRASIL

https://youtu.be/QyvQtCzHlNQ (Copie e cole no seu navegador)

DENUNCIAS CONTRA MONSANTO E SEUS VENENOS

Recebemos o sguinte Email, com SERÍSSIMAS DENUNCIAS E ALGUMAS CONQUISTAS E AVANÇOS CONTRA A DITADURA DOS VENENOS TENEBROSOS QUE OBRIGAM SERES HUMANOS A DIGERIR NOS ALIMENTOS E QUE ESTÃO ARRAZANDO COM  PLANTAS E SERES VIVOS QUE COMPÕE A TERRA SADIA, SEM A QUAL NÃO PODEREMOS VIVER COM SAÚDE.

 "Queridos amigos da Avaaz,

Minha cabeça está dando voltas com esse assunto. Em questão meses, a Europa pode vir a proibir o herbicida que está na base do modelo de negócios da Monsanto!
O glifosato mata *tudo*, exceto as lavouras geneticamente modificadas da Monsanto. Seu uso está transformando nosso planeta em um grande deserto, onde nada além de culturas geneticamente manipuladas consegue sobreviver. Chega a ser apocalíptico.
O pior ainda é que a substância, cuja utilização tem aumentado, foi encontrada em 90% de nossos organismos e uma nova pesquisa afirma que ela provavelmente causa câncer!
Na semana passada, vencemos uma batalha importante para bloquear a renovação da licença de uso do glifosato na Europa. Embora todo mundo tenha dito que uma vitória como essa era impossível, conseguimos virar o jogo! Segundo Pavel Poc, líder político da União Europeia, "a Avaaz é, sem sombra de dúvidas, a força condutora da luta contra a utilização do glifosato".
Em questão de meses, a União Europeia vai decidir sobre a proibição do produto. A hora chegou: se 40 mil pessoas contribuírem nas próximas 24 horas, poderemos elaborar um plano para financiar pesquisas independentes, manter a pressão sobre os líderes e conseguir uma vitória na Europa que vai impulsionar o resto do mundo. Ao fazer uma doação no valor de um café ou uma refeição, essa campanha pode se tornar uma realidade:

      Há um ano em andamento, a nossa campanha está sendo elogiada pela imprensa por ter "surpreendido" a Monsanto, que achava que a renovação da licença do glifosato estava garantida. Agora, entretanto, a multinacional vai partir para cima com todas as armas. Para encará-la de frente nos próximos meses, será preciso:

  • .Financiar pesquisas independentes, que são altamente necessárias para fazer o contraponto com os estudos financiados pela indústria.
  • .Aumentar a pressão sobre os principais países e políticos para que mantenham-se firmes contra o glifosato.
  • .Articular alternativas sustentáveis e limpas para herbicidas como o glifosato, o que é crucial para convencer fazendeiros e políticos.
  • .Organizar mobilizações rapidamente a cada comissão, cada reunião do conselho, cada processo burocrático nos bastidores onde a União Europeia tente sair sem tomar uma decisão clara (uma dessas ocasiões acontece já na próxima semana!)
  • .Começar a tornar essa luta mundial: os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil e uma série de outros países podem vir a decidir em breve se o glifosato também será proibido.
Quando afirmamos que a Cúpula do Clima de Paris poderia mudar o mundo, algumas pessoas nos chamaram de loucos. Mas tivemos o atrevimento de cultivar a esperança, investimos nosso tempo e dinheiro e vencemos. Depois, nos disseram que estávamos loucos quando afirmamos que poderíamos *acabar* com o modelo de agricultura química da Monsanto. O que vai acontecer na sequência depende de todos nós"
FONTES

Recall de Roundup da Monsanto é possível depois que União Europeia recusa aceitar uso limitado de glifosato (The Guardian) (em inglês)
http://www.theguardian.com/environment/2016/jun/06/recall-of-monsantos-roundup-likely-as-eu-refuses-limited-use-of-glyphosate

Glifosato – golaço contra a Monsanto!
https://secure.avaaz.org/po/nothing_we_cant_do/

O que realmente sabemos sobre o herbicida Roundup? (National Geographic) (em inglês)
http://news.nationalgeographic.com/2015/04/150422-glyphosate-roundup-herbicide-weeds/

Bill Nye fala sobre glifosato: ‘Dizimamos acidentalmente a população de borboleta-monarca’ (EcoWatch) (em inglês)
http://ecowatch.com/2015/07/22/bill-nye-glyphosate/

A ascensão de poderosos herbicidas – e o que fazer quanto a isso (Union of Concerned Scientists) (em inglês)
http://www.ucsusa.org/sites/default/files/legacy/assets/documents/food_and_agriculture/rise-of-superweeds.pdf




MP QUER BANIR GLOFOSATO DO DF E DO BRASIL

Notícias Naturais
Ministério Público no Distrito Federal (MPF/DF) acionou a Justiça pedindo a suspensão do uso do glifosato – o herbicida mais utilizado no Brasil. Além dele, a procuradoria quer impugnar ainda o 2,4-D e os princípios ativos: parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram e paraquate.

São duas ações protocoladas. “A primeira medida visa obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reavaliar a toxidade de oito ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Em outra frente, o órgão questiona o registro de agrotóxicos que contenham o herbicida 2,4-D, aplicado para combater ervas daninhas de folha larga”, explica o MP em seu site.

Nas duas ações é solicitada a antecipação de tutela. A procuradoria pede a concessão de liminar para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspenda o registro dos produtos até a conclusão definitiva sobre sua toxidade pela Anvisa.

Na ação civil que contesta o registro do herbicida 2,4-D, o MP pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) seja proibida de liberar a comercialização de sementes transgênicas resistentes à substância até um posicionamento definitivo por parte da Anvisa.

Se for mantida a mesma proporção de resultado das avaliações anteriores, presumivelmente, cerca de dois terços (dos ingredientes impugnados na ação do MPF) também serão banidos do país por demonstrarem alto risco e grau de toxidade”, justifica o órgão na ação civil.

Em março, em uma decisão histórica, desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região – TRF4 decidiram, por unanimidade, anular a decisão da Comissão Nacional Técnica de Segurança – CTNBio que liberou o milho transgênico Liberty Link, da multinacional Bayer. Também no mês passado, a França proibiu a venda, o uso e cultivo de milho transgênico da Monsanto MON 810 após uma nova pesquisa que descobriu que os insetos nos EUA estão desenvolvendo uma resistência ao milho transgênico.

Em relação ao glifosato, novas evidências sugerem que ele pode tornar-se muito tóxico para o rim humano, uma vez que é misturado com a água "dura " ou metais como o arsénio, cádmio, magnésio, estrôncio e ferro, assim como outros. O glifosato é tóxico suficiente por si só.

Outras nações que também estão proibindo o Glifosato

O glifosato foi desenvolvido como um herbicida pela Monsanto no início de 1970, e foi trazido para o mercado usando a marca "Roundup", que agora é o herbicida mais utilizado em todo o mundo.

No entanto, enquanto novas pesquisas surgem indicando o seu potencial em amplificar toxicidade, mais nações estão tomando nota - e agindo.

No início de março, o governo do Sri Lanka proibiu o glifosato por suas ligações com uma doença renal - conhecida como "Doença renal crônica de etiologia desconhecida", ou CKDu, de acordo com o Centro de Integridade Pública. A doença já matou milhares de trabalhadores agrícolas, muitos no Sri Lanka e em El Salvador.

O poder legislativo de El Salvador aprovou uma proibição de glifosato em setembro, assim como muitos outros agroquímicos, mas a medida ainda não é lei.

Leia ainda:

[ESTUDO Glifosato] Pesticida Para Transgênicos Causa Câncer de Mama em Níveis Inferiores aos Permitidos no Brasil



Pesticidas Tornam os Agricultores Mais Propensos a Desenvolver o Mal de Parkinson








quarta-feira, 15 de junho de 2016

GUARANI-KAIOWÁ: INDIO BOM É INDIO MORTO?


TRIBOS GUARANI-KAIOWÁ DE CAAPÓ E REGIÃO
LAMENTAM ASSASSINATO DE MAIS UM IRMÃO


Um dos graves problemas do Brasil diz respeito ao desrespeito para com a maioria dos povos indígenas, que vivem no continente sul-americano há cerca de 10 mil anos. Eles sempre tiveram uma vida em completa harmonia com a natureza, sem depredações, poluição agroquímica na água, no solo, sem desmatamentos e desperdicios - exemplo de autosustentabilidade que vemos só em discursosoficiais. Aprenderam a conviver e, por isso, puderam legar aos adventícios uma terra saudável, rica, exuberante em sua beleza e fertilidade – conforme carta de Pero Vaz de Caminha, que escreveu ao rei de Portugual, em 01.5.1500: 

... “Então se começaram de chegar muitos. Entravam pela beira do mar para os batéis, até que mais não podiam; traziam cabaços de água, e tomavam alguns barris que nós levávamos: enchiam-nos de água e traziam-nos aos batéis. Não que eles de todos chegassem à borda do batel. Mas junto a ele, lançavam os barris que nós tomávamos; e pediam que lhes dessem alguma coisa. Levava Nicolau Coelho cascavéis e manilhas. E a uns dava um cascavel, a outros uma manilha, de maneira que com aquele engodo quase nos queriam dar a mão (...)[i].
           Enterro do índio morto no conflito entre Guarani Kaiowá e grupo de pistoleiros armados no Mato    Grosso-do Sul

Índio ferido no ataque dos fazendeiros armados
 
Mais de cinco séculos depois de serem bem recebidos os brasileiros até hoje tratam tanto os índios como a terra, com suas fontes, rios e florestas com menosprezo, curvados sob o peso de seu deus dinheiro. Dezenas, talvez centenas de idiomas foram silenciados: escravidão, doenças venéreas, deportação, alcoolismo, genocídio. Há mais de 500 anos os brancos europeus foram recebidos com água doce, em cabaças, hoje os índios são mortos a tiros de fuzil depois que os expulsam de sua terra.
Ontem, 14.6.16, ocorreu o assassinato do índio Clodio de Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos,
de um aldeamento perto da aldeia Te' Ýikuê. O jovem guarani-kaiowá, que era agente de saúde - do acampamento Pyelito Kue - Caapo, que fica há 270 Kms de Campo Grande-MS,  com outros 6 indios, inclusive um  menor, hospitalizados. Esse é mais um atestado de criminosa irresponsabilidade, tanto do governador estadual, o agropecuarista Reinaldo Azambuja, como do governo federal, sob Lula e Dilma, José Sarney,  Itamar Franco e Fernando Henrique - , desde a criação do Estado do MS. Essas personagens devem contabilizar mais uma vitima em seu armário biográfico.
Manifesto indigena. Governo contabiliza mais uma morte por descaso irresponsável

GRILOS, FAZENDEIROS E TERRA INDIGENA

Conforme o site do Ministério Público Federal, em 31.10.2012,  “o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, suspendeu operação de retirada dos índios guarani-kaiowá do acampamento Pyelito Kue, atendendo ao pedido da Fundação Nacional do Índio, após intensa mobilização de cidadãos na internet. O Ministério Público Federal tinha feito o mesmo pedido e foi contemplado pela decisão de hoje”. Na ocasião, a desembargadora Cecilia Mello determinou o envio da decisão à presidente da República, Dilma Rousseff e ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. À Funai, a desembargadora determinou que a fundação "deve adotar todas as providências no sentido de intensificar os trabalhos e concluir o mais rápido possível o procedimento administrativo de delimitação e demarcação das terras".[ii] Os trabalhos se arrastam há muitos anos – talvez décadas -, quando a FUNAI assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o MPF para examinar a questão territorial dos Guarani-Kaiowá.
A situação dos Guarani-Kaiowá em Pyelito Kue se tornou assunto em todo o país quando os índios divulgaram uma carta em que se declaravam dispostos a morrer em vez de deixar as terras, assim que foram notificados do despejo pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul.
Pois bem, o governo federal não teve voz ativa, a FUNAI, apesar de esforços, não conseguiu delimitar a área indígena – culminando com o ataque de pistoleiros armados avançando sobre cerca de 150 índios que sobrevivem precariamente, contando com parca assistência do governo federal – enquanto empurra-se com a barriga uma decisão judicial contestada posteriormente.
Os primeiros aventureiros de Portugal foram recebidos com cabaças de água doce – mostrando a gentileza com que os forasteiros foram recebidos; aqui os índios geralmente são expulsos ou recebidos com ameaças e balas. A morte desse índio há de ficar para sempre na já manchada consciência de governantes que ganham muito bem e agem contra qualquer principio de civilidade para com os primeiros habitantes da terra.  Nesse caso prá que uma Secretaria Nacional dos Direitos Humanos? Apenas para destinar verbas a minorias barulhentas e engajadas das metrópoles?
Cerca de 170 Guarani-Kaiowá ameaçados por fazendeiros em função de contradições legais

CONFLITO ANTIGO E INOPERANCIA OFICIAL

 O conflito é antigo e fez outras vítimas. Conforme a Agência Brasil, em 01.09.2015,  lideranças indígenas protestaram hoje (1º) em Brasília, em reação à morte do guarani-kaiowá Simeão Vilhalva, de 24 anos, no último sábado (29), no município sul-mato-grossense Antônio João. Eles levaram um caixão para a frente do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério da Justiça. O crime ocorreu quando um grupo de fazendeiros tentou retomar à força, e por conta própria, terras ocupadas por indígenas desde agosto. Outros dez índios, entre crianças, ficaram feridos, conforme as lideranças[iii].
Essas fazendas estão na área da terra indígena Nhanderu Marangatu, homologada em 2005 pelo governo federal. Naquele mesmo ano, o então ministro STF Nelson Jobim determinou, em liminar, a suspensão do decreto. Com a decisão, os índios foram para uma área provisória a fim de aguardar o julgamento final do STF.
Elaborado pela antropóloga Alexandra Barbosa da Silva, o resumo do relatório circunstanciado de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, reconhece, através de relatos orais, registros e documentação escrita, o uso e a ocupação tradicional Guarani Kaiowá dos espaços territoriais constituídos à margem esquerda do rio Iguatemi: “A TI Iguatemipegua I é de ocupação tradicional das famílias kaiowa dos tekoha Pyelito e Mbarakay, apresentando as condições ambientais necessárias à realização das atividades dessas mesmas famílias e tendo importância crucial do ponto de vista de seu bem estar e de suas necessidades de reprodução física e cultural, segundo seus usos costumes e tradições, correspondendo, portanto, ao disposto no artigo 231 da Constituição Federal vigente”, conclui o estudo conforme site da Funai-MS (01.09.2013 ).
A Funai informa que 1.793 índios das etnias Guarani e Kaiowá vivem em duas comunidades pertencentes à área reconhecida: Pyelito Kue e Mbarakay. 46 fazendas pertencentes a não índios estão na área indígena há cerca de 40 anos e, segundo o estudo, são responsáveis pela exclusão territorial indígena e degradação ambiental:  A publicação do resumo do estudo é o primeiro passo para a homologação da Terra Indígena. Indígenas e produtores rurais das fazendas envolvidas têm agora, 90 dias para questionar o estudo ou partes dele. Após essa etapa, a Funai tem um prazo de 60 dias para encaminhar o processo ao Ministério da Justiça, para declaração da área como Terra Indígena[iv].
Na verdade esses conflitos de decisões entre governo estadual, MP, STF, governo federal, giram em torno do interesse de sucessores de grileiros de terras – como se costuma fazer no Brasil - as tribos indígenas ficam à margem da Lei. Nos EUA a reforma agrária foi feita há mais de 200 anos, com a delimitação das terras indígenas. No Brasil há invasão de terras públicas e terras indígenas por fraudatórios com ligações políticas e cartoriais.  Com isso a injustiça prospera e novas vitimas são anexadas ao conjunto da obra de autoridades que se contrapõem e não resolvem o grave problema fundiário, no Mato Grosso do Sul e em outras regiões do país. 
Conforme site do Ministério da Justiça, no dia 16.6.16, a Funai está na área,prestando auxilio a tribo atingida, juntamente com soldados da Guarda Nacional: "A Funai, no cumprimento de seu papel de proteção e garantia dos direitos dos povos indígenas, manifesta extrema preocupação com a situação de permanente conflito fundiário que, ano após ano, leva à morte indígenas Guarani-Kaiowá. Também considera que qualquer contestação à delimitação territorial realizada pela autarquia deve acontecer por meio das vias legais próprias. A violência e o confronto armado são reações desproporcionais e inaceitáveis, sobretudo quando o ataque assola população vulnerável".[2]


 CARTA ABERTA DOS GUARANI-KAIOWÁ

Em 2012, sob impacto de mais uma vitima fatal a tribo indígena que agora lamenta a morte de mais um de seus irmãos, lançou uma carta-manifesto. O documento comoveu e girou o mundo, nele a etnia Guarani-Kaiowá afirma que não sairão da terra de seus ancestrais e, para tal, estão dispostos a morrer. Eis a íntegra:
“Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil”.
“Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS”.   
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

Há uma lentidão de jabuti e cegueira de morcego na demarcação das áreas indígenas, enquanto isso suas terras vão sendo griladas, vendidas de forma ilegal, vêm as madeireiras, os pastos, as pequenas cidades e os indígenas vão sendo comprimidos em espaços cada vez mais exíguos – até que o conflito chega. O lamento das tribos indígenas do Brasil ecoa pelo mundo, através de redes de TV, artigos em jornais, para vergonha nossa. Onde é que estão a ONU, a OEA? Politicamente corretas, caladas,  tornam-se cumplices desses assassinatos.
Na penúltima morte, quando a tribo guarani-Kaiowá levou o índio morto a Brasília, lamentando o crime, a professora indígena Teodora de Sousa pediu ao governo federal providências urgentes  para acabar com a violência contra os índios. “Nós queremos um basta, e que o Estado brasileiro resolva os nossos problemas, demarque as nossas terras e nos devolva o que é nosso de direito”. O cortejo esteve no Palácio do Planalto, passou pelo STF – Supremo Tribunal Federal e pelo Ministério da Justiça.
O conceito filosófico de politica diz respeitoa arte de fazer o bem”. No Brasil parece que algo foi acrescentado a esse conceito: “A arte de fazer o bem prá si mesmo”. Talvez observaram o cortejo e pensaram, ora bolas, é apenas um mais índio morto.

José Julio de Azevedo