domingo, 28 de julho de 2019

TZVETAN TEDOROV DENUNCIA: "A LITERATURA EM PERIGO"

ESCRITOR E FILÓSOFO DENUNCIA A  MANIPULAÇÃO 
POLITICO-IDEOLÓGICA NO ENSINO DA LITERATURA

TZVETAN TODOROV  DENUNCIA O NIILISMO E O SOLIPSISMO NO ENSINO DA LITERATURA 

 Búlgaro de nascimento, Tzvetan Tedorov, filho de pai e mãe bibliotecários, nasceu e cresceu em meio a estantes repletas de livros, até mesmo em corredores e quartos. Desde cedo passou a apreciar clássicos da literatura adaptados para crianças e adolescentes. Nasceu em 1939 e com o final da 2a guerra seu país, como outros povos eslavos e romenos, ficaram sob a tutela da União Soviética. Com 17 anos de idade entrou para a Universidade - curso de Letras, uma consequência natural de alguém que cresceu em meio aos livros.
 Conta ele que o fato do país pertencer ao bloco comunista toda a universidade , mas especialmente a área das ciências humanas, estava sob a orientação da ideologia oficial e os alunos eivados da doutrinação marxista-leninista. Nesse ambiente tinha que manter-se discreto quanto a suas ideias e concepções de mundo. Concordava em público dos slogans do Estado. Mas, nos círculos de amigos mais chegados, no lado privado da vida, dedicava-se a troca de ideias em encontros de leitura. O fato de ter nascido alguns anos antes da imposição do regime da URSS sobre os países vizinhos, e também a influencia de muitos livros, abria portas e percepções diferentes e até opostas a pregação ideológica do regime.
 Em 1963 teve oportunidade de transpor a chamada "cortina de ferro" para viver no ocidente. Escolheu a França, Paris, para continuar seus estudos e refletir sobre um dos amores de sua vida, os livros.
 Tzvetan Tedorov faleceu em Paris, sua segunda pátria, aos 77 anos, em 07.02.2017. Deixou para a humanidade, como escritor e filósofo um precioso legado, humanista e libertário. Fez doutorado com Roland Barthes em Literatura. Traduziu vários escritos de formalistas russos que publicou em 1965 sob o título de "Teoria da Literatura" (Em Português: T.Todorov (org.) Teoria da Literatura, Formalistas Russos, Rio Grande do Sul: Editora Globo, 1971).
 Fazendo uma ponte entre o que acontecia em seu pais de nascimento e a forma com que a Literatura era tratada e ensinada no ambiente escolar e universitário da França, percebeu como a literatura - que devia ser como sempre foi, um meio de diálogo entre escritores e a população - gerando o legado milenar que fortalece a humanidade,  em  de seus anseios de liberdade - estava sendo colocada em uma camisa de força, transformando seu estudo e a critica literária em um fim em si mesmo. Desde então, através de seus livros, passa a questionar o estruturalismo utilizado para afastar os leitores do conteúdo mesmo das obras, navegando apenas em torno de teorias, criticas, de tal forma que, conclui ele, "na escola não mais se aprende acerca do que falam as obras, mas do que falam os críticos". Lembra que "as inovações trazidas pela abordagem estrutural nas décadas precedentes são bem-vindas com a condição de manter sua função de instrumentos, em lugar de se tornarem seu objetivo próprio".
 O último livro seu, publicado no Brasil este ano tem, por isso, o sintomático título de "A Literatura em Perigo" (Tzvetan Todorov; tradução de Caio Meira, Rio de Janeiro: DIFEL, 2019).
 Sua oportuna e visceral "critica da critica" colocou em xeque um sistema que estava afastando o estudante do legado precioso da humanidade, transcrito nos livros, para se ater de forma "ascética" a conceitos marcados pelo niilismo e  solipsismo.
 O ensino no Brasil, sob essas ideologias conduzindo a mente de professores e alunos para afastá-los do acesso prioritário do conteúdo literário e humano dos livros, também deve considerar a importância de Tzvetan Todorov que, ao romper a cortina teórica, ideológica, que aliena e instrumentaliza o ensino da literatura, conduz ao contato e diálogo dos indivíduos com os autores, cujo conteúdo e leitura favorecem a formação construtiva e solidária das comunidades. 

 LIVRO PUBLICADO ESTE ANO PELA DIFEL
RESENHA DO LIVRO
"A LITERATURA EM PERIGO"

Tzavetan Todorov descreve de forma sucinta sua jornada pelo mundo dos livros e de seu fascínio pela leitura - que começou na infância, pela presença dos livros em casa e a natural influencia de seus pais, bibliotecários. Em determinado momento, já na França, onde fez doutorado com o famoso Roland Barthes, em 1966, perguntou: Porque amo a literatura? A resposta: Porque ela me ajuda a viver. Conta que a partir de 1994 tornou-se membro do Conselho Nacional de Programas, comissão ligada ao Ministério da Educação francês. Ficou surpreso e desapontado com a politica oficial do ensino da literatura. Na linha do estruturalismo percebeu que "ensinamos nossas próprias teorias acerca de uma obra em vez de abordar a própria obra em si mesma - a abordagem estrutural deixou de ser instrumento para impor-se como objetivo próprio"
 Creio que podemos ilustrar essa situação por ele descrita como alguém que come a casca de uma fruta e joga fora a polpa, onde está o alimento, a doçura e as vitaminas. Afirma Todorov que o leitor não profissional de ontem e de hoje lê livros, obras "para nelas encontrar um sentido que lhe permita compreender melhor o homem e o mundo, para nelas descobrir uma beleza que enriqueça sua existência; ao fazê-lo ele compreende melhor a si mesmo".
 Para Tzevetan Todorov  "o conhecimento da literatura não é um fim em si, mas uma das vias régias que conduzem à realização pessoal de cada um". Além da concepção meramente estruturalista ou formalista da literatura, que ameaça a tradição milenar da comunicação escrita, por ser um caminho agora eivado pelo niilismo (o niilismo advoga a necessidade de reduzir a nada o que existe porque considera que o progresso da sociedade requer a destruição do que socialmente existe) e o solipsismo (doutrina que postula o "eu" como a única realidade do mundo dos homens. Conveniente para sistemas políticos esse isolamento, alienação e desconstrução da sociedade - perigo para a Democracia. A conjunção desses duas premissas pois, realmente coloca o estudo da cultura em perigo, desconstrói o legado da literatura com fins suspeitos de hegemonia ideológica e manipulação politica.
 Contrariando essa tendencia esquerdizante que reinou na Europa e ainda reina no Brasil, Todorov  afirma que o objeto da literatura tem raízes na própria condição humana, afirmando que "aquele que lê e compreende se tornará não um especialista em análise literária, mas em um conhecedor do ser humano".
 Refere-se também ao valor exponencial da boa literatura quando a formação de homens e mulheres, profissionais de várias áreas, em pessoas solidárias e responsáveis. Ele pergunta: "Que melhor preparação pode haver para todas as profissões baseadas nas relações humanas? Se entendermos assim a literatura e orientarmos dessa maneira o seu ensino, que ajuda mais preciosa poderia encontrar o futuro estudante de direito, ou de ciências politicas, o futuro assistente social ou psicoterapeuta, o historiador ou o sociólogo? Cita autores como Shaquespeare, Sófocles, Dostoiévski, Proust como "professores de um ensino excepcional".

O livro "A Literatura em Perigo" (Editora Difel, 2019) é magnânimo em vários sentidos, não apenas pela expressão de uma paixão a leitura, manifesta pelo autor, escritor e filósofo, mas também pelo seu alerta a nossa geração - especialmente aos professores - frente a tentações de viés totalitário de alcance mundial, em nossos dias - instrumentalizando o ensino de ciências humanas com objetivos que, com certeza, não contribuem para o real progresso da humanidade em seu perene sonho de liberdade.
 Trata-se, pois, de uma leitura essencial para quem pensa, estuda, escreve e que não quer submeter-se como  alvo passivo da "militância geral" (O Editor).

LEIA TAMBÉM

- http://oglobo.globo.com/cultura/livros/estudo-classico-de-tzvetan-todorov-chega-ao-brasil-apos-duas-decadas-18573170#ixzz3yvOCNdHT
- http://editoraunesp.com.br/blog/em-memoria-a-tzvetan-todorov
- https://www.publico.pt/2017/02/07/culturaipsilon/noticia/morreu-o-ensaista-tzvetan-todorov-1761149



 

domingo, 14 de julho de 2019

VOTO DISTRITAL E CANDIDATURAS SEM PARTIDO

 O que vimos nas últimas eleições, especialmente quanto ao cargo de Presidente da República, mostra como é perverso o atual sistema eleitoral brasileiro no que diz respeito ao financiamento público de campanhas - nem tanto pela sua existência, mas com relação a sua orbitância e valores astronômicos envolvidos.
MODESTO CARVALHOSA, GUARDIÃO DA LEGALIDADE

 O financiamento público de campanhas - dessa forma -  além de viciar o sistema, é injusto. O contribuinte tem que pagar para que candidatos façam campanha e sejam eleitos. Esse vício dá abertura, margem, a corrupção eleitoral, com compra de votos, especialmente a partidos mais antigos, capilarizados em todo o País.
 Nas últimas eleições, vários candidatos foram as ruas e praças com poucos recursos, e foram eleitos. O próprio candidato a Presidente devolveu alguns milhões do fundo eleitoral, já que seus gastos foram poucos. Esses fatos mostram que a imposição de caciques da política atrapalham o avanço da Democracia, tornando as eleições um jogo viciado, que da margem a corrupção, apropriação indébita de recursos - que deveriam ser gastos com verdadeiras prioridades: Escolas de primeiro grau em regiões mais pobres, remuneração decente a professores de escolas isoladas, melhoria substancial da merenda escolar, moradias dignas a quem - em função de mazelas - moram em palafitas, barracos e casebres insalubres, à beira de rios que viram esgoto a céu aberto, etc. Cerca de 13 milhões de desempregados - fruto da corrupção, especialmente - devem, eles sim, ter um fundo capaz de garantir dignidade mínima de sobrevivência.

MODESTO CARVALHOSA
APELA PARA O MINISTRO
LUIZ ROBERTO BARROSO


Sempre com lucidez, invejável até para muitos jovens contaminados pelo jogo da velha política, o jurista, Dr. Modesto Carvalhosa, tem utilizado o twiter e outros meios da mídia para capitanear a luta dos brasileiros pelo direito de se candidatar, se eleger e votar em candidatos sem filiação partidária. No ano passado Carvalhosa, que é PhD em Direito pela USP e Presidente e presidente do Tribunal de Ética dos Advogados do Brasil, lançou o livro ”Da cleptocracia para a democracia em 2019”, em Belo Horizonte  BH a convite do Instituto de Formação de Líderes – IFL.
Apesar de tantos partidos a Democracia brasileira só poderá vicejar e ser uma realidade atuante com o aperfeiçoamento de suas instituições - como o direito a candidaturas sem partido e o voto distrital.
No dia 11.7 o jurista postou em sua página do Twiter: "Os ilustres parlamentares decidiram dobrar o Fundo da Vergonha Nacional. A proposta prevê até R$ 3,7 BI, como se R$ 1,7 BI  já não fosse suficientemente imoral. Não vamos permitir esse abuso da Central Única da Corrupção. Brasília tem de respeitar o novo Brasil que está surgindo".

NÃO A FARRA COM DINHEIRO DOS CIDADÃOS

Uma casta de políticos, cujos objetivos de mandato pouco tem de republicano, quer aumento para quase R$ 4.000.000.000,00 - quatro bilhões de reais - para eleger políticos do mesmo perfil deles, submissos a seus projetos perniciosos de poder. Raros foram os deputados e senadores que abriram mão de regalias, como aposentadorias especiais, auxilio moradia, etc. Justamente esses foram eleitos por suas qualidades morais e não porque usaram dinheiro do povo para negociar votos - como ocorre com o financiamento público de campanha. Poderia até manter o plano, mas dentro de limites modestos - pois no Brasil as prioridades devem ser a educação de qualidade, sem viés puramente ideológico, o atendimento eficaz e humano para doentes, com medicamentos, cirurgias e tratamentos de saúde dignos de quem paga cerca de 40% do que ganha em impostos - mantendo o Congresso mais caro (oneroso) do Planeta.
Um dos motivos para a criação do fundo eleitoral foi a corrupção orquestrada por empresários associados a partidos e políticos - o que resultou em escândalos, como o Mensalão e Lava-Jato. Cada candidato, mesmo os sem partido, deve ter um mínimo para sua campanha - porém velhos caciques, corruptos e manipuladores - querem lucrar com o dinheiro do povo - isso é antiético, imoral e antidemocrático!
No dia 12.7 o Dr. Modesto Carvalhosa divulgou um Manifesto em redes sociais, reafirmando a necessidade de ampliar a justiça eleitoral, evitando a hegemonia de partidos e caciques que fazem do mandato um jogo de cartas marcadas: “Não há tempo a perder: o Ministro Luís Roberto Barroso precisa pautar urgentemente o recurso que defende o exercício do legítimo direito de todo cidadão brasileiro disputar eleições independentemente de filiação partidária. Candidaturas livres de filiação partidária constituem, hoje, o caminho mais rápido e seguro para que o Brasil viva a democracia na sua plenitude. Não é por outra razão que temos defendido as candidaturas independentes, pois elas, e só elas, é que podem pôr abaixo a partidocracia que impede o desenvolvimento nacional. Todos nós vimos: se, por um lado, a Câmara aprovou em primeiro turno a Reforma da Previdência, por outro, praticamente dobrou o fundo eleitoral para as eleições municipais do próximo ano, o Famoso Fundo da Vergonha Nacional, elevando-o a quase R$4 bilhões em 2020, uma propina legalizada e imoral com a óbvia finalidade de perpetuar no poder as oligarquias corruptas municipais, que dão sustentação a Central Única da Corrupção. Deram com uma das mãos, tiraram com a outra. Morderam e assopraram. Foi desse modo que os deputados do Centrão anteontem agiram. Mas dirão eles que estão exigindo uma propina muito pequena: “e o que são cerca de R$4 bilhões de fundo partidário perto dos R$900 bilhões (ou agora seriam apenas pouco mais de R$700 bilhões?) que garantimos de economia ao Estado brasileiro nos 10 anos vindouros?

MINISTRO LUIS ROBERTO BARROSO

STF DEVERÁ FAZER 
CONSULTA PÚBLICA 
PARA O BRASIL 
HONRAR PRECEITOS
DO PACTO DE SÃO JOSÉ 

DA COSTA RICA

Conforme o Estadão, o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve convocar uma audiência pública para discutir as candidaturas avulsas – sem necessidade de filiação a partidos – a cargos eletivos no País. O tema chegou ao STF depois que o advogado Rodrigo Mezzomo entrou com uma ação contra a Justiça Eleitoral por não ter conseguido registrar sua candidatura na eleição de 2016 para a prefeitura do Rio. Em sua ação, afirmou: "“Não cabe aos partidos políticos filtrar candidatos, pois isso implica em intolerável tolhimento da soberania popular. O povo tem direito ao sufrágio, o que implica em poder votar em quaisquer candidatos que se apresentem não mediados pelos partidos
Penso em fazer uma audiência pública para ouvir a sociedade, políticos e especialistas sobre o tema no próximo ano”, afirmou Barroso do TSE ao Estadão: “O tema é importante, mas tem muitas complexidades e implicações.” Barroso definiu em outubro deste ano que o julgamento terá repercussão geral, ou seja, o que for decidido vai valer para todas as ações semelhantes na Justiça.
O Pacto de São José da Costa Rica, ratificado em 1992 pelo Brasil, diz que todos os cidadãos têm direito de votar e ser eleitos. Na ação, o advogado argumentou que a exigência de filiação partidária para participação nas eleições, prevista na Constituição brasileira, fere o tratado. A discussão é se este pacto deve ou não se sobrepor à Constituição.
Como o mérito da ação não havia sido discutido, as candidaturas avulsas não foram aceitas no pleito de 2018. A lei eleitoral, vigente, proíbe mudanças feitas com menos de um ano antes do dia da votação. Se o STF considerar constitucional a obediência ao Tratado, teremos candidaturas sem partido, avulsas, para prefeitos e vereadores em 2020.
Conforme o Estadão, há 3 propostas no Congresso, que buscam mudar a Constituição para permitir as candidaturas avulsas. Elas foram apresentadas pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e José Antônio Machado Regufe (sem partido-DF), e pelo ex-deputado Léo Alcântara (PR-CE). Ainda não foram colocadas em pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania de cada casa, a primeira a discutir projetos deste tipo. A mais antiga tramita há nove anos.
O atraso legislativo mostra que é preciso renovar, evitando votar em candidatos que tenham mais de dois mandatos, para evitar atrasos desse tipo: "O Brasil, na rabeira da Democracia de outros países,  é um dos 20 países no mundo onde ainda não são permitidas candidaturas avulsas em eleições legislativas nacionais e à presidência, de acordo com um levantamento do "Ace Project" , um consórcio de oito institutos eleitorais e de apoio à democracia pelo mundo, incluindo as Nações Unidas".

AVANÇO A CONTA-GOTAS
PROPOSTO PELO TSE


Conforme o Estadão de 13.7.19, "um grupo de trabalho coordenado pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, propõe mudar radicalmente a forma de eleger vereadores no ano que vem. Em documento entregue no mês passado para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o tribunal defende adotar, já em 2020, o sistema distrital misto em cidades com mais de 200 mil habitantes. A ideia é separar os município em distritos, que elegeriam seus representantes isoladamente".
Se aprovado, significará um pequeno avanço - que deveria ser estendido a todos os munícipios, e não apenas os que tem população acima de 200 mil habitantes.  Mas, porque protelar uma decisão mais abrangente? Para quebrar esse circulo vicioso, que mantem sempre a mesma casta, em Prefeituras e Câmaras Municipais, a mudança deve ser mais abrangente, capaz de oxigenar as relações republicanas em cada Município, garantindo o direito de candidaturas avulsas em todos eles, tanto para Prefeitos como para Vereadores.

O BRASIL, SAINDO DO ATRASO PARA A GRANDEZA

Não devemos ser maniqueistas políticos, de forma a ver apenas como válido um determinado grupo politico, ideológico, e condenar outros por não ler a mesma cartilha que a nossa. Isso é prática universal de ditaduras em regimes autoritários. Houve avanços legais, inclusive que permitiram o avanço de operações como a  Operação Lava-Jato, com o referendo presidencial de leis que muniram tanto o MP como a PF, no combate a corrupção. 

 LULA: AVANÇO NO COMBATE A CORRUPÇÃO

Um grande estadista americano, Thomas Jefferson,  disse que "o preço da liberdade é a eterna vigilância". Na verdade ele baseou-se no texto de Thomas Usher Pulaski Charlton (1779-1835) que escreveu que uma das obrigações dos biógrafos de pessoas famosas é "... incutir na mente do povo americano a crença de que 'o preço da liberdade é a eterna vigilância". A frase, porém, ganhou fama universal através de Jefferson. Ele foi  foi o 3º Presidente dos EUA (1801-1809), é o principal autor da Declaração de Independência, em 1776, dos Estados Unidos. Foi um dos mais influentes fundadores da Nação americana, um Republicano de primeira grandeza cujo sonho era a realidade de um Império da Liberdade  frente ao então imperialismo britânico.  Com relação ao efetivo combate a corrupção devemos olhar ao passado recente e aferir essa avanço a gestões da AGU - com aprovação dos governos LULA-DILMA: No julgamento da apelação do Luiz Inácio - ora preso na PF de Curitiba, o revisor da ação, desembargador Leandro Paulsen, referiu-se ao fato histórico do combate a corrupção e ao crime organizado, ressaltando que muitos dos avanços anti-crime e corrupção foram criados nos anos de governo em que o PT estava na Presidência da República. Disse o desembargador, na ocasião: "Agora vemos um presidente se deparar com as acusações baseadas em leis que sobrevieram durante os governos de seu Partido. Mas a lei é para todos".
Jornalistas e formadores de opinião, que usufruem da liberdade constitucional, referendada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário, devem, pois, agir com sabedoria e prudência no trato informações e opiniões. Unindo a imparcialidade ao bom senso, tendo grandeza de reconhecer méritos de partidos e governantes que também contribuíram ou contribuem na atualidade para a consolidação Democrática - baseada na Justiça, Solidariedade e Liberdade responsável (José Julio/Editor).


REFERENCIAS

- https://twitter.com/search?q=MODESTO%20CARVALHOSA&src=typd

- http://infograficos.estadao.com.br/focas/politico-em-construcao/materia/barroso-deve-abrir-consulta-publica-para-debater-candidaturas-sem-partido

- https://www.falapetrolina.com/candidaturas-independentes-e-o-que-pode-combater-a-partidocracia-que-impede-o-desenvolvimento-nacional-defende-modesto-carvalhosa/

 - https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,tse-propoe-voto-distrital-para-vereador-ja-nas-eleicoes-de-2020,70002920480

- http://blogdopco.com.br/modesto-carvalhosa-lanca-livro-sobre-governo-de-ladroes-em-bh/
- https://www.oantagonista.com/brasil/advogado-reitera-pedido-ao-stf-para-liberar-candidaturas-sem-partido-em-2020/

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