terça-feira, 17 de julho de 2018

GLAUBER ROCHA MORTO POR AGENTES DO REGIME MILITAR?

"COMISSÃO DA VERDADE" ACUSA MILITARES DE PERSEGUIR E PLANEJAR  
A ELIMINAÇÃO DE GLAUBER ROCHA, CINEASTA E, POSTERIORMENTE, UM 
DOS ALIADOS DE GEISEL E FIGUEIREDO NO PROCESSO DE ABERTURA DEMOCRÁTICA.
GLAUBER ROCHA ALIOU-SE AO REGIME MILITAR TENDO EM VISTA A ABERTURA DEMOCRÁTICA

Dezenas de sites da internet, como saindo de dentro de uma panela quente, pipocam textos que acusam os militares de terem planejado a morte de Glauber Rocha, o cineasta brasileiro, criador do Cinema Novo. Glauber foi laureado com diversos prêmios internacionais, sendo em sua época o artista mais afamado da América Latina, no mundo.
Quando eu trabalhava na Folha de S.Paulo, nos anos 70,  Glauber tinha uma coluna e enviava suas crônicas e textos carrregados de simbolismo e criatividade. Ele riscava depois sobre o texto escrito, trocando i por y, v por w, .etc., fazendo uma mutação alquímica da grafia da língua portuguesa. Podemos dizer que ele foi um dos artífices da Abertura do regime, na transição para uma possível democracia – e pagou carro por isso. Essa abertura gradual chegou através da eleição indireta de Tancredo Neves, que veio a falecer antes de tomar posse – sendo desastradamente substituído por José Sarney – que, depois, para justificar a galopante inflação, nos tempos de seu Plano Cruzado como sendo “um fator da cultura brasileira”.
GLAUBER FOI O PERSONAGEM MAIS CONHECIDO ENTRE INTELECTUAIS DA AMÉRICA LATINA 
Em que bases afirma “Comissão da Verdade”, de ideologia à esquerda, tem para a conclusão de que os militares é que perseguiram e teriam atentado contra a vida de Glauber Rocha? Essa comissão estaria pecando por falta de imparcialidade ou tentando denegrir as FFAA, no tempo de crise ética e moral que atinge os 3 Poderes da República em função da corrupção e desvios de finalidade.
Conforme o blog GGN, de 17.7.18, “a Presidenta da Comissão da Verdade, Nadine Borges destacou que os documentos encontrados no Arquivo Público do Estado do Rio contém marcas que expressam a intenção dos militares de eliminar Glauber. Ela se referia as palavras "morto", em lápis, no alto do dossiê, na primeira página”.
Essa “pista”, com certeza, não aponta uma intenção de “matar” Glauber Rocha. Seria mais plausível, se ele não tivesse regressado quase morto de Portugal, com septicemia, de ser morto por influência do ódio destilado por parte de radicais da esquerda pelo fato dele declarar na grande imprensa, nacional e internacional, sua simpatia a diversos militares, como João Batista Figueiredo, com que se encontrou, Ernesto Geisel e o General Golbery do Couto e Silva – que Glauber declarava que ele seria um dos "gênios da Raça", ao lado do antropólogo Darcy Ribeiro.
Em função do período, em plena guerra fria, o regime civil-militar monitorava cidadãos em evidência, conforme os arquivos, grande parte públicos. Mas a afirmação de que havia um plano para eliminar o cineasta é temerária – justamente agora em que grande parte da população vem clamando por um intervenção militar – já que vivemos em um período marcado por denuncias, indicios e processos já que expressiva maioria de politicos e ministros estão indiciados – alguns presos e outros aguardando em liberdade a continuidade de processos do MP.
GLAUBER COM OS ROLOS DO FILME "CABEÇAS CORTADAS"
Tânia Rêgo, da Agência Brasil, escreveu: “Acusado de difundir calúnias contra regime militar no Brasil e classificado como "um dos líderes da esquerda no cinema", sendo o que "atuava na campanha contra o país, na Europa", o cineasta Glauber Rocha foi vítima de espionagem e perseguição pela ditadura. Ontem, (16.7) a "Comissão Estadual da Verdade" revelou documentos produzidos pelas Forças Armadas contra o diretor”.
Um “dossiê militar” foi entregue a familiares de Glauber, durante atividades celebrativas dos 50 anos do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Nessa ocasião o ator Othon Bastos, personagem do filme, mencionado no dossiê do SNI, citado por "conhecido envolvimento político e ideológico". Presente ao evento na Comissão da Verdade, Bastos disse que ficou surpreso com a revelação. "São tantas pessoas famosas aqui e estou entre um deles, eu não sabia de nada" – relata o blog.

GLAUBER, RAÍZES PROTESTANTES

Conforme o blog, o dossiê transcreve palavras de Glauber Rocha: “O cinema não será para nós uma máscara, porque, o cinema não faz revolução - o cinema é um dos instrumentos revolucionários e para isto deve [se] criar uma linguagem latino-americana, libertária e reveladora", disse à revista Cine Cubano, em 1971, segundo o SNI.
Com certeza havia monitoração de artistas, escritores, etc., porém a repressão parecia estar circunscrita ao terrorismo, como explosão de bombas, assalto a bancos para a “causa revolucionária”, etc. – bem como a aventura temerária de jovens do PCdB na região do rio Araguaia – enviados por chefes do partido que preferiam a brisa do mar, no Rio de Janeiro.
Glauber nasceu em Vitória da Conquista-BA em 14.3.39 e faleceu em 22.08.1981, enterrado no Rio de Janeiro. Bráulio Silva Rocha, seu pai, era engenheiro e católico; sua mãe, Lúcia Mendes de Andrade Rocha, era Presbiteriana.
Conforme o perfil biográfico, publicado no jornal O Estado de S.Paulo, “O movimento do Cinema Novo começa a se esboçar, fundamentado na apologia de um cinema com mais conteúdo e de baixo custo: em 1962, os curtas de “Cinco Vezes Favela” são produzidos pelo Centro Popular de Cultura da UNE. Em 1963, Glauber lança um de seus filmes mais aclamados, "Deus e o Diabo na Terra do Sol", que concorreu à Palma de Ouro em Cannes. Em janeiro de 1965, Glauber escreve o texto do manifesto "A Estética da Fome", que reivindicava uma visão social para o cinema e que influenciaria o Cinema Novo. Seus filmes expunham a nu as contradições da política brasileira e denunciavam as desigualdades sociais gritantes do país. Em 1966, Glauber filma o documentário “Maranhão 66” sobre a posse de Sarney como governador do Maranhão. Em 1967, Glauber lança o filme "Terra em Transe", uma leitura da história política brasileira e um retrato da desolação profunda dos intelectuais de esquerda diante do golpe militar de 1964.O desfecho do filme trazia um diagnóstico pessimista: “Somos infinita, eternamente filhos das trevas, da inquisição e da conversão! (…) Não é possível acreditar que tudo isso seja verdade! Até quando suportaremos? "Participaram do filme atores de destaque, como Paulo Autran, Jardel Filho e Danuza Leão. Em abril de 1967, "Terra em Transe" é proibido em todo o território nacional e é acusado de subversivo pelas lideranças militares e pela Igreja.”.
Afirma-se geralmente que os militares deram um golpe. Até que ponto isso é verdade? Na verdade os militares foram chamados a intervir. Primeiro pelas grandes manifestações da “Marcha com Deus pela Família” – liderada por clérigos católicos – que viam no Governo presidencialista de João Goulart uma “ameaça de comunismo”. Mas quem deu o golpe foi mesmo o Congresso, cujo presidente, Auro de Moura Andrade – grande fazendeiro e dono de imobiliárias urbanas e rurais, no interior de São Paulo e Mato Grosso – que, como presidente, declarou vaga a presidência, sob a alegação de que Jango teria fugido do Brasil. Conta-se que Jango estava em sua terra Natal, no Rio Grande do Sul; foi então que os militares, sob clamor civil, interviram - por isso os militares rejeitam, com razão, que teriam dado golpe - foram convocados por um poder da República - conforme a Constituição. Assim, a junta militar passou a comandar o destino do Brasil, desde a noite de 31.03.1964.
Conforme Gabriele Moura, historiadora gaúcha, “... o capital internacional se indispôs com o governo devido à restrição da remessa de lucros. A proposta do presidente Jango de reforma agrária, com emenda constitucional, em 1964, provocou a oposição dos proprietários rurais no Congresso e a derrocada do populismo”. Conforme Moura: “Resumidamente, tanto o Brasil quanto a América Latina, estavam fadados desde a chegada dos conquistadores ibéricos até seus últimos dias a ficar submetidos a regimes autoritários e/ou ditatoriais. Este tipo de situação seria magistralmente registrado no filme Terra em Transe, de Glauber Rocha, produzido em 1967”.

GLAUBER ROCHA APOIA OS MILITARES

Orlando Brito, em seu blog na WordPress, revela detalhes da guinada de Glauber, em meados dos anos 70: “O pessoal da esquerda desancou Glauber. Meses antes, havia declarado admiração pelo general Golbery do Couto e Silva. Agora aparecia nas páginas do Globo cumprimentando o presidente Figueiredo. Logo Glauber Rocha, um dos ferrenhos críticos do regime militar. Ele, cineasta vencedor de festivais com filmes de caráter político e contestador, que tinha programa de TV para desqualificar os milicos, fã de Leonel Brizola, estava ali de mão estendida para um presidente da Revolução. Parecia coisa de adesista. Como podia? Explica-se: Darcy Ribeiro, seu amigo, colaborava no projeto de reformas de base política do Peru, a pedido do presidente Velasco Alvarado. Glauber tinha ido a Lima e voltou do encontro que teve com Darcy convencido de que, no Brasil, Golbery poderia exercer papel idêntico em favor da redemocratização, já que orientava Figueiredo no processo da volta dos civis ao poder. Hóspede do Hotel Central, ao lado do Palácio Nacional, em Sintra, aproveitou a ocasião para incentivar o presidente brasileiro nesse sentido”.
Sobre a célebre (e odiada pela esquerda) foto de Glauber junto com o Presidente João Batista Figueiredo, Orlando Brito comenta: “Esta é, com certeza, uma das derradeiras imagens de Glauber Rocha em vida. Meses depois, ele viria morrer de septicemia na Clínica Bambina, no Rio, em 22 de agosto de 1981. Estivera internado num hospital de Lisboa, assistido pela mulher Paula Gaitán – artista plástica e também cineasta, nascida na Colômbia – e pelo conterrâneo da Bahia, João Ubaldo Ribeiro, que residia em Portugal, bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian”.
Lucas Rodrigues Pires, colunista da revista “DigestivoCultural”, fala sobre a rejeição a obra de Glauber, recentemente: “Por que a juventude e seu gosto pelo cinema de hoje fogem dele sem mesmo o conhecer? Por que combatê-lo, defenestrá-lo sem olhar atentamente à sua obra e buscar nela algo de útil e substancial para o cinema e para o Brasil?”.
Quando o Congresso abriu espaço para o regime militar, em março de 1964,  Glauber lançava em Cannes – o Célebre Festival – seu filme, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.  Ele escreveu, então: “Nossa originalidade é a nossa fome e nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida". Seria essa fome que levaria a legitimar uma reação violenta: "... a mais nobre manifestação da fome é a violência. (...) somente conscientizando sua possibilidade única, a violência, o colonizador pode compreender, pelo horror, a força da cultura que ele explora. Enquanto não ergue as armas o colonizado é um escravo...".
Lucas Rodrigues Pires descreve a volta de Glauber ao Brasil: “No final de 1965, Glauber volta ao Brasil e é preso, juntamente com outros seis intelectuais, quando protestavam contra a ditadura durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele fica detido por 23 dias. No começo de 1966, vai ao Norte do país e filma Maranhão 66, um curta documental sobre a posse do governador José Sarney em que o diretor faz uma montagem paralela entre as cenas da posse e a miséria do povo. Cenas desse documentário seriam usadas em Terra em Transe, que começaria a filmar no segundo semestre do mesmo ano”. Ele cita Geraldo Mayrink em "Citizen Glauber", na Playboy em 1981 e revisto para a coletânea “Obrigado pela Lembrança” (Unimarco Editora, 2001), "quando [Glauber Rocha] foi embora, era quase um santo da revolução, uma espécie de mártir. Quando voltou, era um apóstata que renegava suas origens revolucionariamente santas".
Nesse período Glauber foi diagnosticado como louco, por ativistas da esquerda. Ele passou a escrever para jornais como o “Correio Brasiliense”, considerado de direita –e não poupava críticas a ideologia de antigos companheiros.
Outra pessoa a fazer incursos sobre a trajetória humana e genialmente criativa de Glauber é Marcelo Rubens Paiva. Ele escreveu: “Glauber morou dois anos em Cuba, onde conviveu com guerrilheiros brasileiros. Chorou num discurso de 1º de maio de Fidel Castro. Era Glauber, o engajado guerrilheiro contra o dragão da maldade. A posterior admiração por Golbery do Couto e Silva, general ideólogo do movimento militar, a quem se referiu como "o gênio da raça", e, a partir de 74, o apoio à transição política dos generais-presidentes Geisel (1974/1979) e Figueiredo (1979/1985) ofuscaram o passado revolucionário. O que levou um dos maiores pensadores do Terceiro Mundo, aliado da guerrilha, a mudar repentinamente de lado? Levantou-se a suspeita de que Glauber estivesse louco. Diante do "patrulhamento", expressão cunhada na época, Glauber radicalizou, chamou a esquerda de "carcomida" e filiou-se ao PDS (Partido Democrático Social), braço civil do regime militar. Passou a ser requisitado por uma imprensa ávida por suas declarações polêmicas. E Glauber não decepcionou.” Marcelo anotou outras declarações bombásticas de Glauber Rocha, nesse período:
- “Em 1977: "As pessoas que combatem o regime militar não merecem meu respeito"; "Não acredito em nenhum líder civilista. Os discursos do Geisel são os melhores textos políticos que o Brasil tem atualmente".
- Em 1978: "Aqui só tem uma coisa séria em política, o Exército. Castelo Branco deveria ter criado apenas um partido: Partido Único do Exército para a Revolução Brasileira".
- Em 1980: "Sou favorável à política do governo, pois ele é dirigido por militares, e eles não são demagogos. A palavra para eles tem peso real".
Conclui que ao apoiar os militares Glauber Rocha gerou ressentimento fora e dentro do Brasil. E no momento mais delicado de sua vida, doente e sem dinheiro, Glauber não foi levado a sério, enquanto suas previsões iam se concretizando: o movimento militar brasileiro caía não por força de organizações guerrilheiras, mas devido a uma ruptura interna encabeçada por militares nacionalistas... (Folha de S.Paulo).

GLAUBER HAVIA ENLOUQUECIDO?

No artigo “Até Golbery queria saber o que Glauber estava dizendo”, Quim Andrade, em depoimento a Mário Pacheco, relatou: “O Glauber ficou como o único porta-voz dos militares e ele não podia agir de outra forma, porque ele tinha entrado numa armadilha, ele tinha ódio do Miguel Arraes por causa disso, porque o Miguel Arraes botou ele nessa armadilha, ele tentou falar mal do Miguel Arraes, dizia que ele era o homem que negociava o petróleo lá nas Arábias e vendia petróleo para o Brasil, por isso ficou rico, mas não deu certo. Glauber teve de passar para o lado dos militares, e a esquerda tratava ele como louco”.
Em 1993, Ottaviano de Fiori di Cropani escreveu na revista “Lua Nova” um texto sobre a trajetória politico-revolucionária de Miguel Arraes chamado “O Nacional-desenvolvimentismo e a revolução mundial”. Mostra as diversas tendências da esquerda em suas estratégias geopolíticas: “Durante a ditadura pós-64, a esquerda nunca deixou de apoiar as medidas nacionalistas dos militares, mitificadas  pela retórica messiânico-modernista de Glauber Rocha. Fábio Munhoz, trotskista preso em 1969, manteve discussões com militantes stanilistas e da ALN, que tinham sido levados do presidio para conversar com oficiais ligados ao velho tenentista, General Albuquerque Lima. Observou então argutamente que a nostalgia dos revolucionários nacionalistas brasileiros em relação aos militares era a mesma relação de amor e ódio que os trotskistas mantinham em relação a URSS”.
O que percebemos no Brasil de hoje, quando muitas mudanças estão em curso, é a realização de ideais do Manifesto Comunista do século XVII, que reza: “Os proletários não tem pátria! Proletários de todo o mundo, uni-vos!”. Recentemente, representando o (P)MDB o senador Romero Jucá – o “Caju”, comenta-se - um dos implicados na Operação Lava-Jato. Ele regressou da China, batendo no peito, alvoroçado, dizendo da realização de um pacto cooperativo entre o PC Chinês e o MDB – e o que vemos é uma presença empreendedora chinesa cada vez maior na Amazônia – em que termos esses contratos? Houve concorrência? Houve espaço para a prática democrática? Duvido! Possivelmente a famigerada “Nova Ordem Mundial” é o fio que liga os ideais do “Manifesto Comunista” – os jacobinos -  rumo a um “Estado Mundial Comunista”. Um hino de 1871, da Comuna de Paris, cantava: “A Internacional será a Raça Humana”.
Hoje com a tecnologia da informática, a nanotecnologia, satélites, micro-câmeras, drones, etc., será possível monitorar diuturnamente cada cidadão – que é o que já acontece na China com seus bilhões de semi-escravos. Perto disso o Regime Civil-Militar Brasileiro poderia ser comparado a um mamão papaya com açúcar.

GLAUBER, GÊNIO DA RAÇA

No site "O Martelo", o escritor Zuenir Ventura escreveu, após a morte de Glauber: "Ele acreditou na abertura porque o ex-presidente Geisel era, como ele, protestante. Polemico, escandaloso, Glauber, que filmava, escrevia e falava por metáfora, além de lançar nas telas as desvairadas, geniais imagens que costumava criar, podia ter visões ampliadas da realidade - o que, no cinema, lhe dava a merecida fama de gênio e, na vida, a lenda de louco... Se é improvável que tenha havido um complô, é possível que o cineasta tenha morrido em consequência de uma conjugação de imperícia médica. Glauber pode ter chegado ao Rio praticamente morto por falta de um tratamento adequado de Lisboa".

GLAUBER ROCHA: FICO COM O 
NACIONALISMO DOS MILITARES

Em uma de Glauber a Zuenir Ribeiro, de 31.08.1974: "Querido Zus, acho que Geisel tem tudo na mão  para fazer do Brasil um país forte, justo, livre. Estou certo inclusive que os militares sãolegítimos representantes do povo. Chegou a hora de reconhecer sem mistificações, moralismos bobocas, a evidência:  Costa era quente, frias eram as consciências em transe que não viram pintar as contradições no espelho da história... Acho Delfim Netto burro, idem Roberto Campos. Chega de mistificação. Para surpresa geral, li, entendi e acho o General Golbery um gênio - o mais alto da raça ao lado do professor Darcy. Que Celso Furtado é a metáfora do terceiro mundo dragado pela Wall Street Scout. Que Fernando Henrique é o príncipe de nossa sociologia. Que Chico Buarque é o nosso Errol Flynn. Que entre a burguesia nacionalinternacional e o militarismo nacionalista, eu fico, sem outra possibilidade de papo, com o segundo".

DARCY RIBEIRO: GLAUBER 
CHORAVA PELAS CRIANÇAS

O antropólogo Darcy Ribeiro, amigo de Glauber, relata em seu livro Confissões: "Tenho muitas lembranças do meu amigo Glauber. A mais comovente foi em seu apartamento, em Ipanema, no Rio. Fui chamado por sua mulher, dizendo que ele passava mal. Encontrei Glauber pelado, chorando convulsivamente. Ele me abraçou dizendo que ninguém tinha fé nele, que estava sozinho naquela cidade. Eu lhe disse que era muito querido e respeitado, que eu poria ali, imediatamente, qualquer intelectual que ele quisesse ver. Ai Glauber passou a chorar mais fortemente ainda, dizendo aos arrancos: "As crianças, Darcy. Tanta criança".

GABEIRA,EM CUBA, QUERIA GLAUBER COMO UM MÁRTIR A SERVIÇO DA REVOLUÇÃO
(Cópia de um trecho do site O MARTELO)
CONCLUSÃO

Essas insinuações da chamada “Comissão da Verdade”, pois, são irracionais e completamente alheias aos fatos que antecederam a morte de Glauber Rocha. Se houve incompreensão por parte de grande parte dos militantes de esquerda, na época, pela opção politica de Glauber Rocha, em sua aliança com os militares, à história revela que ele tinha razão. Glauber viu, em loco, a realidade de republiquetas socialistas e a condição do povo, tanto em Cuba, como em outros países, inclusive a antiga URSS. Ele foi um intelectual brilhante que aliava seu amor pelo Brasil a ardente busca de um destino melhor para sua gente. Infelizmente os que usufruíram sua influencia, na construção do diálogo que levou a Abertura Democrática, traíram os brasileiros legando uma Constituição eivada de artimanhas e parágrafos para garantir privilégios e coibir o universal e amplo direito do povo, em Nome do qual o poder deve ser exercido. Hoje Glauber também estaria indignado e chorando em função de uma realidade perversa, cheia de personagens egocêntricos, corruptos nos poderes, cuja ambição maior é permanecer neles e extrair da Nação seus recursos, suas forças, seu trabalho e seu patrimônio maravilhoso, legado de Deus aos que nasceram ou vivem no Brasil. Que os dragões da maldade sejam mil vezes derrotados sob a ação redentora do Santo Guerreiro – simbolizado por milhões de brasileiros que amam a Deus e honram sua pátria (Texto/Pesquisa: José Julio de Azevedo)

domingo, 8 de julho de 2018

AGROTÓXICOS: DEPUTADO LUIZ NISHIMORI E AGRONEGOCIANTES QUEREM MAIS VENENOS EM NOSSA COMIDA!

Reproduzimos abaixo reportagem originalmente publicada por EL PAÍS sobre a ameaça de acabar com as decisões tripartido a respeito da regulação e licenciamento de produtos venenosos utilizados no agronegócio. As grandes plantações de soja, milho, arroz, etc., vem utilizando há anos produtos comprovadamente nocivos a saúde humana e ao meio ambiente: solo, água, ar - com o avanço em áreas protegidas por lei, tal é a fome de lucros de quem já está tão rico e nenhum esforço ainda maior poderia ser feito para poder gastar o que já tem. Atualmente uma comissão formada por especialistas dos Ministérios da Saúde, Meio Ambiente e da Agricultura é que decide sobre regulações e liberações dos venenos agrícolas. Se já havia contaminação, a coisa poderá piorar se não houver pressão da sociedade - que sempre paga os prejuízos de quem quer ficar mais rico com pouco esforço, colocando em risco a saúde dos cidadãos brasileiros e povos que importam produtos agrícolas do Brasil.
Enquanto isso no Paraná, a terra do deputado Luiz Nishimori , amigo dos venenos, milhares de toneladas de venenos são contrabandeados por "agricultores" que além de utilizarem de venenos proibidos, poluem as pequenas cidades com pulverizações aéreas desses venenos proibidos, que vem de China (onde seu uso é restrito) e de outros países. Recentemente a Europa restringiu o uso de glifosato (Hundap, etc) que provoca doenças e mata milhões de abelhas - fundamentais para a polinização. Se exterminarem as abelhas a humanidade entrará numa era de fome nunca vista no planeta pois as abelhas são responsáveis por cerca de 90% da polinização, que garante a produção dos frutos. A corrupção na fronteira com o Paraguai facilita a entrada desses venenos - que Luiz Nishimori, Blairo Maggi - ministro da agricultura - entre outros, querem legalizados para turbinar seus lucros à custo da saúde pública. Anotem esses nomes e NUNCA MAIS votem neles!
Da mesma forma que vacinas contra gripe precisam ser atualizadas, em função do fortalecimento  dos vírus, também as chamadas "pragas" da lavoura também criam resistência a agrotóxicos, mesmo os mais danosos para a saúde, dessa forma o Ministério da Agricultura quer o controle total, para liberar venenos e garantir lucros cada vez maiores, a custa da sua saúde e do meio ambiente.

LUIZ NISHIMORI  APROVA TEXTO
DE PL QUE FACILITA DITADURA
DE AGRONEGOCIANTES

Na última segunda-feira (25), a comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que "moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas". Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos.
O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo. Integrante do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e coordenador do Observatório da Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (OBTEIA), ele garante que as mudanças na lei significam um “retrocesso gigantesco”.
Para Carneiro, um dos pontos mais críticos trazidos pelo texto – que agora vai a plenário – é a centralização das avaliações de novos produtos e autorização de registros no Ministério da Agricultura, em detrimento da estrutura tripartite de regulação – a lei em vigor determina que os ministérios da Saúde e Meio Ambiente também atuem nas análises. “O processo fica concentrado em um órgão totalmente dominado pelo agronegócio, então o risco é de realmente haver a aprovação de substâncias que possam causar todo tipo de problema”, declara.

Empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori
© Deputado-relator Luiz Nishimori (PR-PR) coloca em risco sua reeleição traindo os brasileiros.

Pergunta. Por que o senhor considera que o PL 6.299/2002 represente um retrocesso?
Resposta. Há 60 anos, Rachel Carson, bióloga norte-americana, escreveu “A primavera silenciosa”, um clássico da literatura ambientalista, que marca o movimento ambiental mundial e ficou muitos meses entre os livros mais vendidos dos Estados Unidos. Teve uma repercussão tão grande que o governo americano criou uma comissão de cientistas comprovando tudo o que ela havia pesquisado, o que gerou, inclusive, a criação da agência de proteção ambiental nos Estados Unidos. Nós, em 2015, publicamos o dossiê Abrasco, com quase 700 páginas e mais de 60 autores colocando isso. Só que o que a gente vê hoje com esse PL é que, em vez de fazermos um movimento para cuidar da saúde da população e do meio ambiente, estamos vendo exatamente o contrário. O PL é a liberalização, o desmonte do aparato regulatório brasileiro do registro de agrotóxicos, com a perspectiva de permitir, inclusive, que substâncias muito mais danosas à saúde adentrem nosso mercado. Estamos assistindo a um retrocesso gigantesco. Era para estarmos diminuindo, mas estamos potencializando o uso.
P. Quais riscos – sociais, ambientais e para a saúde pública – essa proposta representa?
R. Vai ter um impacto direto na saúde do trabalhador, do consumidor brasileiro, da população. Você de repente concentra [o processo de avaliação e aprovação dos agrotóxicos] na agricultura, tirando o papel da saúde e do meio ambiente de olhar a questão por seus ângulos – a saúde pela Toxicologia e o meio ambiente pela Ecotoxicologia. O processo fica concentrado em um órgão totalmente dominado pelo agronegócio, então o risco é de realmente haver a aprovação de substâncias que possam causar todo tipo de problema, tanto de saúde quanto de contaminação do ambiente, o que representa um risco à vida como um todo. Os danos causados pelos agrotóxicos são de várias ordens. Isso que querem chamar de defensivo é um veneno, causa efeitos imediatos e crônicos, desde câncer até diminuição de QI em crianças. Isso para não falar nos impactos na cadeia alimentar, na nossa fauna. É muito grave o que está acontecendo.
P. O uso de agrotóxicos ainda parece um tema distante na realidade urbana – não são todos os consumidores que se preocupam com isso quando vão ao mercado, por exemplo. Quais os riscos à saúde desse consumidor final?
R. Para fazer estudos de seguimento e analisar essas questões, pode-se levar 20, 30 anos. São estudos caros e complexos; há a carga hereditária e a carga ambiental de doenças, é necessário que os estudos controlem esses fatores. Mas isso não tem sido prioridade na ciência brasileira. O agronegócio capitaliza o lucro e socializa o prejuízo: analisar uma amostra de agrotóxico no ambiente pode custar mil reais, e poucos laboratórios fazem isso no Brasil. Estamos liberando uma substância que não temos a capacidade de monitorar e vigiar. É caro e o ônus fica para o setor público – o ônus da pesquisa, da vigilância –, enquanto eles capitalizam em cima disso – e a maior parte dos agrotóxicos no Brasil nem paga imposto, em vários estados eles têm 100% de isenção. O que já se fez nesse sentido foi por meio da Anvisa, através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos [PARA]. A série histórica que apresentamos no dossiê da Abrasco [com base em dados da Anvisa] dos últimos dez anos mostra que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros têm resíduos de agrotóxicos e 30% estão irregulares. Então, pelo menos, um terço do que a gente come está fora do padrão, ou seja, tem potencial de dano. Recentemente eles mudaram para essa metodologia de avaliação de riscos e, de um ano para o outro, de repente, esses 30% viraram 1%. A substância é carcinogênica, mas na avaliação de risco, que o PL quer implantar, você tem premissas. Quais são elas? A pessoa vai estar com luva e com máscara. Estando com isso, o risco é aceitável. Agora, vamos olhar para a realidade do Brasil. Como é possível aceitarmos premissas desse tipo sendo que o trabalhador não usa [as proteções], é caro, o patrão não paga o equipamento, que também não é adequado à nossa realidade, é quente. A premissa da avaliação de risco é que tudo isso está funcionando muito bem, cabe tudo no modelo teórico. Esse é o cavalo de troia desse projeto de lei: mudar de avaliação de perigo para avaliação de risco.
P. Outra questão apontada como delicada pelos críticos do projeto é a criação do registro temporário para produtos que já sejam registrados em pelo menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que obedeçam ao código da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Você pensa da mesma forma?

Fernando Carneiro, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará
© - Fernando Carneiro, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará 

R. Estão dizendo que existe uma tal burocracia, que leva-se até oito anos para obter o registro de um agrotóxico no Brasil, mas isso é fake news porque compara a estrutura de países como Brasil e Estados Unidos. Na Anvisa há 20 ou 30 técnicos para analisar os pedidos de [registro] de agrotóxicos, na FDA [Food and Drugs Administration], a similar norte-americana, são 700. Aqui uma empresa paga poucos mil reais para fazer o processo de registro, nos Estados Unidos pode chegar a um milhão. A fila aqui é grande porque não se investe na capacidade de órgãos reguladores e porque é barato registrar, sendo que o registro é eterno – para você tirar um produto de circulação, tem que fazer uma reavaliação a partir de denúncia etc. O registro temporário é para forçar a barra e, em vez de investir na capacidade de análise dos órgãos – fazendo concurso, pagando equipe –, colocar uma faca no pescoço do órgão e dizer “se você não liberar o pedido em dois anos, o produto entra no mercado”. Eles falam dos problemas, mas o PL não é solução para nenhum deles. Ele está longe de resolver o problema da população, só resolve o problema das empresas. Vai virar o paraíso dos agrotóxicos, porque já é barato e eterno, vai poder tudo.
P. Ao discutir a flexibilização da legislação de agrotóxicos, o Brasil segue uma tendência mundial ou vai na contramão dos países mais desenvolvidos?
R. Vai totalmente na contramão. Na Europa, foram colocadas mais restrições [ao uso de agrotóxicos]; a própria China, que tem um modelo selvagem de desenvolvimento, tem feito ações desse tipo. O Brasil está na contramão da história mundial. Lembra um pouco a década de 80, na época de Cubatão, em que os militares diziam “poluição, venha a nós, poluição é desenvolvimento”. Está muito parecido.
P. Em contraposição ao PL 6.299/2002, seus críticos defendem a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA), transformado em projeto de lei que tramita na Câmara. É possível reduzir o uso de agrotóxicos sem repensar o modelo de produção agropecuário que hoje vigora no Brasil?
R. O Brasil adotou um modelo que chamamos de neoextrativismo. Basicamente, nas últimas décadas nos desindustrializamos e a economia foi puxada pela exportação de bens primários, tanto agrícolas como minerais. Houve o tempo da bonança, mas depois, com a crise e a queda dos preços, esse modelo entrou em colapso. O agrotóxico simboliza o modelo capitalista selvagem. Um modelo que distribua renda e preserve os ecossistemas, acho que seria possível apenas com a aplicação plena da agroecologia. Recentemente estive no Encontro Nacional de Agroecologia, o ENA, em Belo Horizonte, onde mais de 70% [do público] era de agricultoras e agricultores. Eles contam que começam a fazer a transição agroecológica, aí vem o vizinho com o avião, [pulveriza] o agrotóxico e as pragas fogem para onde? Para as áreas onde não há veneno. Isso causa um problema. Outra situação: escutei vários agricultores que têm caixas de abelhas, aí vem o avião e mata tudo. Vem a deriva [produzida quando o agrotóxico ultrapassa os limites da área que se pretende atingir], vai para a propriedade vizinha e dizima as abelhas. Há também casos de aviões sendo utilizados como forma de expulsar indígenas de suas terras, usados como arma de guerra. O PNARA surge quase como uma transição: vamos pelo menos reduzir o uso de agrotóxicos e trabalhar para fortalecer a agroecologia, porque é muito desigual o apoio de um modelo em relação ao outro. Quando se definiu que 30% da merenda escolar tem que ser proveniente de agricultura familiar, preferencialmente agroecológica, foi uma canetada que ajudou a desenvolver a agroecologia em todo país. Uma simples medida como essa. É possível criar formas de promover um modelo em relação ao outro, pois historicamente a gente vê o contrário. O agricultor que quer plantar sem veneno tem até hoje dificuldade de conseguir empréstimo no banco, porque se exige a nota fiscal fiscal do veneno, do adubo químico. É muito difícil convencer o gerente que não é necessário gastar com isso, que é possível gastar com outras coisas.
© Fornecido por El Pais Brasil


Saiba Mais

Filme: O VENENO ESTÁ NA MESA - 1
- https://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

- Filme: O VENENO ESTÁ NA MESA - 2
- https://www.youtube.com/watch?v=fyvoKljtvG4

- VENENO RESPONSÁVEL POR CERCA DE 25 DOENÇAS:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Glifosato
- Glifosato (N-(fosfonometil)glicina) é um herbicida sistêmico de amplo espectro e dessecante
de culturas. É um composto organofosforado, especificamente um fosfonato.
É usado para matar ervas daninhas, especialmente ervas daninhas folhosas
..... Monsanto: 25 doenças que podem ser causadas pelo agrotóxico glifosato.


p- rofessoralucianekawa.blogspot.com/.../glifosatopropriedades-toxicidade-usos-e.html
1 de jan de 2017 - Apesar do glifosato ser citado como pouco tóxico,
há evidências de efeitos deletérios no ambiente, principalmente devido à resistência ...

- Poluição por agrotóxicos: consequências "invisíveis" para a água ...   https://pensamentoverde.com.br/.../poluicao-por-agrotoxicos-consequencias-invisiveis... Você sabe quais são as consequências dos agrotóxicos na natureza? Clique aqui e descubra os principais impactos ambientais causados por esses ...


- O IMPACTO AMBIENTAL DO USO DE AGROTÓXICOS NO MEIO ... - de TOL Bohner - ‎2013 - ‎Citado por 13 - ‎Artigos relacionados - Agrotóxicos são produtos químicos utilizados na agricultura, com o objetivo de combater insetos  e organismos patógenos que possam comprometer a produção ...

MORTE DAS ABELHAS :

- Mortandade de abelhas por agrotóxicos põe em risco produção de ... - www.redebrasilatual.com.br › Ambiente › 2017 › 03 -7 de mar de 2017  - - Mortandade de abelhas por agrotóxicos põe em risco produção de ... (CCD, da sigla em inglês), responsável pela morte das abelhas.

- [PDF]Abelhas x Agrotóxicos - Agraer - www.agraer.ms.gov.br/wp-content/uploads/sites/.../cartilha_abelhas_digital_final.pdf - Agrotóxicos e morte de abelhas. Com o crescimento da agricultura nos últimos 50 anos, ocorreu proporcionalmente o aumento do uso de agrotóxicos nas ...

- https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/07/retrocesso-ambiental-no-brasil-pode-custar-r-20-tri-para-resto-do-mundo-diz-estudo.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha






segunda-feira, 2 de julho de 2018

BRASIL, O FATOR HUMANO E A REPÚBLICA

HUMANIDADE - Pintura de  Tarsila Amaral.
Vivemos em tempo de crise cujo retrato tem muitas faces. Graças a natureza fértil e o trabalho de milhões o Brasil ainda é um bom País pra se viver. Se lançarmos o olhar inquiridor sobre a face do planeta veremos que devemos dar graças a Deus – pois a situação de bilhões de pessoas no mundo é cada vez mais difícil. Apesar de governos marcados por projetos de poder, que desorganizam o País, ainda podemos viver bem melhor do que em grande parte do mundo. Mas é preciso estar “atento e forte”, como cantaram os Mutantes nos anos 60/70. Essa crise faz parte da condição humana. O homem sempre foi um ser corrupto desde que se rebelou no Éden. João Calvino, o reformador da Igreja na Europa, juntamente com Lutero, definiu essa natureza caída como em estado de “depravação total”. Temos pois duas facetas da crise, a espiritual e a social – gerando crises ambientais, políticas e comportamentais.
Estamos todos em busca de culpados para a crise que vivemos, no Brasil: Endividamento com juros abusivos praticados por banqueiros – que por sua vez, em conluio com a elite governamental, deste e de outros governos, rapinam a economia do País com crescente dívida e gerando pressão sobre a economia popular, já que sem a circulação monetária sadia há empobrecimento gerado pelo desemprego, fábricas fechando, classe média deixando de consumir em função da exorbitância de impostos – cuja contrapartida é medíocre e deficitária.
Na geopolítica atual o Brasil é visto como a cereja do Bolo – especialmente na Amazônia legal – a maior área tropical do planeta – seus minérios e potencial agrícola fantástico – se utilizado com sabedoria, sem a depredação causada pela mecanização/venenos agrícolas e devastação florestal – como ocorre hoje no meio oeste, causando desequilíbrio ambiental que poderá ser agravado superlativamente se não houver reflorestamento ciliar e respeito as reservas legais.
Vivemos, pois, em mudanças de paradigmas. Precisamos mudar para sobreviver e dar melhores condições de vida a grande faixa da população (água potável, saneamento básico, trabalho e renda dignos, moradia, combate a violência, etc.). Para isso é necessário mudar os quadros políticos de mentalidade profana e hereditária – com o voto e pressão social, pacífica mas obstinada, programática. 
JUVENTUDE - A corrupção sangra a economia, gerando desigualdade.

Falamos sobre a cobiça internacional sobre o Brasil e a questão ideológica é fundamental para analisar o divisor de águas que tenta dividir a nação, gerando instabilidade institucional e perigos ainda maiores. Há pressões internas e externas. O combate a corrupção ainda é limitado a alguns heróis e centrado nos conchavos corruptores entre políticos e empresários – que buscam soluções nada ortodoxas para sua permanência, ou retorno ao poder. A corrupção é ainda muito maior se desnudarmos além da ponta do iceberg, aprofundando e desbaratando essa doença, desde câmaras municipais, prefeituras, estatais, ministérios e até em setores das presidências, nos últimos 30 anos – e além passado já que a corrupção tem matizes que adentram a história do Brasil, desde a chegada das caravelas portuguesas.
O Parlamento vem sendo eleito através do engessamento legal – as leis são feitas para a permanência dos mesmos, em grande parte. Há o fenômeno da nordestinização do País, com programas sociais que não passam de currais eleitorais de milhões de cabeças – já que não há complementariedade, profissionalização e geração de emprego. Se de um lado há esbanjamento irresponsável de recursos, como na construção superfaturada de estádios ociosos, escandalosas mordomias no staff governamental – com gastos astronômicos para manter os paquidermes dos poderes – legislativo, executivo e judiciário -  há crescente abandono em setores vitais, como saúde, educação, vias públicas, portos e estradas sucateadas por falta de manutenção.
ESCOLAS-PARTIDO - Ideias globalistas e rejeição a Nação.
Há uma estratégia de emburrecimento e alienação da Nação, seja através de redes de TV de baixo nível cultural – impondo a desconstrução familiar – a base da sociedade – seja na veiculação do noticiário, distorcido em função de parcerias bilionárias de governos e corporações da mídia – o que vem abrindo espaço para as redes sociais, nem sempre bem informadas, ou navegando em contraditórios. Porém, melhor do que nada, como acontece em republiquetas como Venezuela, onde o governo acha que a censura e a restrição da informação seja um bom caminho para a permanência obsessiva no poder – como acontece sempre em ditaduras, sejam de direita como de esquerda.
Porém as mazelas estão também no setor privado, especialmente quando associadas a governos impositores, que sobrevivem como sanguessugas da população. Grandes corporações são menos piores do que governos totalitários, porém quando há a associação das duas temos fenômenos como  o da China: Oprime os cidadãos dentro de seu território, com pesadas cargas de trabalho – semelhantes ao período da industrialização na Europa – e capitalismo agressivo avançando sobre economias debilitadas por governos corruptos atrelados a esquemas nada republicanos; o triunfo da mediocridade sovina e materialista de quem perde a alma e não encontra mais o que preencha seu vazio espiritual.
O resultado dessa concentração de riquezas de políticos burocratas consorciados a corporações transnacionais – sob o manto da corrupção – seria a junção de interesses e ereção de governos autoritários e o descarte dos princípios democráticos.
O que resta a população nesse beco aparentemente sem saída?
Há os profetas do caos, que anelam a volta do regime militar, de viés nacionalista. Cresce no Brasil aqueles que perderam a esperança no atual sistema, mal disfarçado de “Democracia”. A violência encorajada pelo armamento de quadrilhas e desarmamento da população – que não pode reagir para se defender, em função do medo e de restrições legais infladas por ONGs de defesa de direitos humanos; a subversão chega a ponto de um presidiário ganhar mais do que um operário. Em vinte anos cerca de 1,5 milhões de cidadãos foram assassinados. Que orquestração maligna é essa que tira o direito de defesa – até mesmo de policiais que protegem a população? Há crescente alienação, o famoso “pão e circo” do Império Romano – fazendo coincidir a Copa do Mundo com as eleições gerais – para distrair e embrutecer a população.

Há orquestrações internacionais, promovidas por terroristas da manipulação do Mercado, para desestabilizar países, vender armas de guerra, gerar o caos social e ter lucro com a desgraça alheia – promovida por insufladores do caos. Essa estratégia luciferiana não pode, não deve dividir o Brasil. Temos um inimigo comum a ser derrotado, independente de nossas convicções pessoais: a traição arquitetada nas trevas. Devemos permanecer amigos uns dos outros, participar de manifestações não-violentas, baseadas na ética e na moralidade inquebrantável. Esse inimigo invisível e atuante só poderá ser derrotado com muita prudência, solidariedade mútua.
Essa guerra, antes de tudo, é espiritual. Ofensas irracionais, apelações para a discórdia e mútua acusações entre a população não podem prosperar ou levar a um bom termo. Grandes conquistas da humanidade foram vencidas sem armas e sem um tiro sequer, como na revolução promovida por Maratma Gandhi, na Índia, Confúcio e Lao-Tse, na China, Rev. Martin Luther King nos EUA, Nelson Mandela, na África do Sul – e, especialmente no Ocidente, por Jesus Cristo – cujos seguidores no Brasil são centenas de milhões, mais de 90% dos brasileiros. Não há potestade que não caia se seguimos o Caminho da Paz e rejeição pública e notória de toda a injustiça e corrupção, sistêmicas.
CORRUPÇÃO SISTEMICA - Ameaça à liberdade e Estado de Direito. 

Que cidadãos de todas as classes, inclusive no Parlamento, ministérios, forças armadas e judiciário, tenham grandeza de coração por amor do nosso lindo e abençoado País e seu povo em grande parte magnânimo. A vida é sagrada por isso todo atentado a ela, seja antes ou depois do nascimento é crime lesa-humanidade – e suas consequências são nefastas para uma Nação – por isso a cultura pró-vida deve suplantar os discursos da autonomia e supremacia do eu – tão cultuada pela cultura hedonista de nossos dias. Dessa forma, cada cidadão deve ser porta-voz da conscientização dos direitos e deveres de cada cidadão – fechando brechas. A amizade e a solidariedade entre os brasileiros deve substituir o jeitinho, a milícia desonesta, as fraudes.

IGREJAS CRISTÃS AUTENTICAS FORJAM NAÇÕES DEMOCRATICAS
Os mais conscientes e informados podem e devem ser difusores de valores que forjam uma Civilização: A honra, a honestidade, o trabalho e a lealdade de uns para com os outros. Templos podem e devem ser escolas para a integridade e a cidadania conscientes – sem serem aparelhados ideologicamente. As escolas públicas ou particulares devem formar cidadãos íntegros e capacitados e não massa de manobra de partidos políticos. Homens e mulheres, crianças e jovens devem ser orientados pelo ensino de valores tradicionais do cristianismo real e não pela mudança obsessiva da cultura permissiva, difundida com objetivo de desconstruir a Nação. Homens de joelhos diante de Deus estarão de pé diante dos homens.  Sempre com incondicional amizade. (José Julio de Azevedo/ 2.7.18)