quarta-feira, 27 de novembro de 2024

RÉQUIEM A CLÉRISTON PEREIRA DA CUNHA

      

                 ÀQUELE QUE JAZ EM PAZ

        Réquiem a Clériston Pereira da Cunha


Você passa pela ousada arquitetura dos palácios

Aparente paz na solidão do Planalto Central.

Você passa pela Justiça imóvel,

Indiferente, na Praça dos Três Poderes.

Cega frente a injustiça, com a espada no colo,

Empunhada, sob mãos de pedra,

No colo de granito, muda como múmia

Sob a luz, ao entardecer de cada dia.


Apesar de estar no plenário do Senado,

Onde nada foi quebrado, foi denunciado por

"Associação criminosa armada e abolição 

violenta do Estado de Direito, golpe de Estado,

Dano qualificado e deterioração de patrimonio

tombado"

Estava na Verdade armado  com a Bíblia nas 

mãos e orações pelo Brasil e brasileiros 

nos lábios.


Ele nasceu na Bahia, baluarte da liberdade.

Disse para a família naquele dia que ia 

para orar pela Nação, limpo de coração.

Estava no plenário do Senado - onde nada foi

depredado.

Ali foi preso e condenado - como tantos

brasileiros dessa trágica história

de corrupção, injustiça e mísera impunidade.


Ali na Praça, a justiça cega e indiferente.

Lá dentro também a soberba dos togados.

Talheres dourados, vinhos importados.

De preto, fingido cínico,  deveras obcecado.

A vitima, presa sem culpa ou devido processo,

como a dizer que a ditadura havia chegado.

Alvo da Procuradoria Geral da República,

para ser socorrido  a cuidados urgentes

a sua saúde precária - ordem solene e

criminosamente ignorada.

A família recebeu-o de volta, 

dentro de uma urna funerária,

Sem adeus, como cordeiro inocente, imolado.


Dorme Clériston, o sono dos Justos.

Seus algozes com certeza terão à cada

anoitecer suas almas doentias - sem velas acesas,

carentes de misericórdia - com a consciência

escancarada no espelho, fria, decrépita e nua.

Mentes enlouquecidas, medo de andar na rua.


Na Papuda a vítima exposta a degradante,

insalubre situação, denunciada pelo advogado.

Ele alertava à Justiça seu grave estado de saúde.

Desde o final de Agosto  fora liberado

pela Procuradoria Geral da República

- além de reiterados pedidos negados pelo 

Algoz tutor, como se aquele homem fosse 

nada mais que 

nada.

Morto por fria negligência no 

20 de Novembro de 2023, aos 46 anos.

Deixava em casa esposa e filhas e lágrimas

- triste luto causado por cruel indiferença.

Deixou sua bondade, fé e alegria 

como herança!


Assim, depois de 80 dias preso, sua Alma

deixou, sem culpa, sem socorro e sem 

processo, a maldita cela para viver 

a Eternidade prometida.

A polida assessoria do Supremo disse que

"O ministro vai ficar calado" - imóvel, 

indiferente, tal qual a boca de pedra,

do monumento, ao lado,

Observando desde o Palácio

o  horizonte cálido.


Aquele Brasileiro, honesto e do trabalho,

Pai de duas filhas jovens e esposa

Vivia no Distrito Federal.

Era natural de Feira da Mata, Bahia.

Passou mal dezenas de vezes.

Sua Liberdade veio do Céu e nada deve

aos quintos do Inferno!


Jose Julio

Brasilia, 20.11.2024


 

domingo, 24 de novembro de 2024

A LIBERDADE SEMPRE SE LEVANTA, CONFRONTA E VENCE O ATEISMO DE ESTADO

A LIBERDADE SEMPRE TRIUNFA SOBRE O  ATEÍSMO MILITANTE , 
E AOS QUE QUEREM AMORDAÇAR A VERDADE, NO BRASIL

O regime comunista ateu na URSS e outras ditaduras comunistas : 110 milhões de vítimas Segundo o  escritor Aleksandr Solzhenitsyn no livro "Arquipélago Gulag" - O perverso regime durou cerca de 70 anos e desabou, porem deixando sequelas, pelas que o povo russo ainda sofre. A Rússia era um país cristão e centenas de milhares deles foram cruelmente assassinados por Stalin e outros ditadores do ateísmo ideológico.  Se você quer isso para o Brasil fique calado, não se manifesta e saiba que estará contribuindo para o fim da liberdade de filhos e netos. Meia dúzia de ditadores poderiam amordaçar quase 200 milhões de habitantes?

Assim escreveu o ex-ateu, C.S.Lewis, sobre sua conversão “Cedi enfim admitindo que Deus era Deus, e ajoelhei-me e orei: talvez, naquela noite, o mais deprimido e relutante converso de toda a Inglaterra. Não percebi então o que se revela hoje a coisa mais ofuscante e óbvia: a humildade divina que aceita um converso mesmo em tais circunstâncias”  
(C.S.Lewis : “Surpreendido pela Alegria”)



COSMOVISÕES EM CONFLITO

  O ateísmo, como movimento ideológico e filosófico – crente de que “o homem é a medida de todas as coisas” – conforme reza o soberbo modernismo - parece empreender uma verdadeira cruzada antirreligiosa, tentando minar a fé das pessoas com seu racionalismo obsessivo e, quiçá, desesperado. Por exemplo, o jovem autor do livro “Ateísmo & Liberdade”, André Cancian, afirma: “Desfecho críticas à religiosidade e à religião, pois as julgo como algo extremamente pernicioso – um grilhão, uma verdadeira travanca ao progresso do conhecimento humano. Fazer da credulidade irrestrita, desse fechar-os-olhos, par excellence – mais conhecido como fé – uma virtude foi a mais indecente perversão já perpetrada contra a liberdade humana”. 

Flui desse modismo editorial uma verdadeira maré de publicações que tentam vulgarizar o ateísmo como o caminho certo para uma humanidade “oprimida pelos religiosos”. O jornalista britânico Christopher Hitchens publicou um livro chamado “deus não é GRANDE”. Afirma ele: “Se eu não posso provar definitivamente que o sentido da religião desapareceu no passado, que seus livros fundamentais são fábulas transparentes, que é uma imposição criada pelo homem, que tem sido inimiga da ciência e da pesquisa e que sobreviveu principalmente de mentiras e medos e foi cúmplice da ignorância e da culpa, bem como da escravidão, do genocídio, do racismo e da tirania, eu quase certamente posso afirmar que a religião hoje está plenamente consciente dessas críticas. Também está plenamente consciente das provas cada vez mais numerosas, referentes às origens do universo e à origem das espécies, que a relegam à marginalidade, quando não à irrelevância”. 

Manipulando palavras e citando a pseudociência (como a teoria de Charles Darwin – que por não encontrar sustentação cientifica continua apenas como teoria - que definha a cada nova descoberta cientifica -  e não verdade cientifica comprovada) não apenas nega Deus, nega o valor da maioria das religiões – que buscam na transcendência não apenas a origem da realidade e da vida, como também o sentido da existência humana.

O biólogo Richard Dawkins, considerado um dos papas do ateísmo, publicou no  passado o livro “Deus – Um delírio”. Em seu fanatismo racionalista ateu compara a “educação religiosa ao abuso infantil”. Vai mais além, conforme uma sinopse da editora: “Em 'Deus, um delírio', seu intelecto afiado se concentra exclusivamente no assunto e acusa "como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças". O objetivo deste texto mordaz é provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos 'por inércia', levando-os a pensar racionalmente e trocar sua 'crença' pelo 'orgulho ateu' e pela ciência”. Na verdade esse ateísmo proselitista parece firmar-se, cada vez mais, ironicamente, como uma nova religião – como mostra outra obra, “Tratado de Ateologia”, de Michel Onfray: “Deus não está morto, nem moribundo – ao contrário do que pensam Nietzsche e Heine. Nem morto nem moribundo porque não mortal. Uma ficção não morre, uma ilusão não expira nunca, não se refuta um conto infantil”. Conforme a Revista Veja, ele chegou a blasfemar, do alto de sua arrogância intelectual: “Jesus Cristo é só “puro delírio” ! 


   Há, desde há muitos anos, uma verdadeira guerra às tradições judaico-cristãs, cuja difusão deu origem a civilização ocidental, fantásticas conquistas na ciência e elevando a dignidade humana através de valores éticos e morais – que muitos querem banir da consciência humana porque confrontam pressupostos da velha e decadente condição humana. 

Em sua obra “Civilização em Transição”, C.G.Jung lembra a Revolução Francesa como “não tanto uma revolução política mas muito mais uma revolução dos espíritos, uma explosão generalizada da energia armazenada pelo iluminismo francês”. Observa: “A primeira destituição oficial do cristianismo pela Revolução deve ter causado uma profunda impressão no pagão inconsciente que existe em nós, pois desde então ele não teve mais sossego. E, desde então, a descristianização da cosmovisão fez rápidos progressos”.

          Cientista Dr.  Marcos Eberlin:  67% dos ganhadores dos Prêmios NOBEL são cristãos e 22% Judeus e apenas 10% são ateus - mesmo assim vários deles agnósticos, e  não exatamente  ateus. As grandes descobertas da ciência  foram feitas majoritariamente por cristãos! (Hope Hour Podcast). A inteligencia de homens e mulheres que creem em Deus e fazem, pois, toda a diferença, seja na ciência como na História da Humanidade. 

          Não podemos negar, no entanto, que a religião, em si, como prática humana, é sujeita a erros e manipulações – que tem ocorrido na História. Vemos, no entanto, como a Bíblia, revelando a presença de Deus e sua vontade – intervindo na História e na vida de seus personagens – não esconde as misérias da condição humana, nem a fragilidade e pecados de seus heróis. Nesse sentido confronta os mitos, fantásticos e manipuladores, da tão celebrada Grécia, pelos racionalistas, e sua cultura. Quando a religião, como instituição humana, se afasta dos preceitos áureos da Bíblia, as Sagradas Escrituras, torna-se em inimigas da verdade – e é fato que isso vem ocorrendo através dos séculos. No entanto a verdadeira Igreja de N.S.Jesus Cristo vem prevalecendo há mais de dois mil anos, mesmo que em meio ao trigo haja muito joio – como alertou Jesus a seus discípulos: “Pelos frutos os conhecereis”.

Os teóricos do ateísmo, em sua vertente que ostenta nomes como Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, David Hume, Henry L. Mencken, Arthur Schopenhauer, Mikhail Bakunin, Sebastièn Faure, Bertrand Russell, Richard Dawkins e Geoffrey Miller, vêm influenciando uma nova safra de niilistas, nessa cruzada contra a realidade, o poder e a sabedoria da fé cristã– tentando desconstruí-la na mente nas novas gerações utilizando falsos pressupostos. Se há grandes contradições no seio de instituições religiosas esse fato não limita o poder, a presença benéfica e salutar para a vida das nações. Cremos e defendemos o valor da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, que coaduna com os ideais mais elevados da consciência humana – criada à “imagem e semelhança de Deus”. Jesus também se referiu aos inimigos da fé, que combateriam utilizando os mais diversos meios. 

Desde seus primórdios a Igreja de Cristo foi martirizada pelos seus opositores: Vários apóstolos, muitos pais da Igreja, quase toda a geração de crentes, no primeiro século, os protestantes, no Século XVI, foram alvos do ódio irracional de potentados terrenos. A gloriosa galeria dos mártires continua a fulgurar heróis da fé em pleno século 21 (dois missionários coreanos, por exemplo, foram sacrificados por grupos fanatizados no Afeganistão, há alguns anos – porque expressavam com serviço seu amor a Cristo e ao seu semelhante, em ações humanitárias). Nunca, porém, ouvimos dizer que houve pessoas martirizadas por defenderem o ateísmo e seus ideais de uma vida sem Deus!

Por outro lado, a filosofia, desde o advento da equação hegeliana, vem influenciando uma geração para a qual nada faz sentido e o vazio deve ser preenchido pelo hedonismo (culto do prazer) e crescente sede de um consumismo desesperado – fortalecendo a indústria das drogas e da violência, bem como um consumismo que degrada os ecossistemas. Devemos também lembrar que Jesus ensina à prática da fé, expressa através de um novo estilo de vida, não mais guiado pela velha natureza, nem sustentado por hierarquias tradicionais. Propôs um modus vivendi cuja máxima resumiu em dois preceitos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, com todas as tuas forças, com todo teu entendimento, e, amarás a teu próximo como a ti mesmo”. Desde seus primórdios a Igreja cristã tornou-se o seio de todos os excluídos: escravos, presidiários, assassinos arrependidos, mulheres discriminadas, crianças desamparadas, mendigos e aflitos, doentes e endemoninhados. Jesus disse para um grupo de religiosos: “Eu vim para os doentes e não para os que não necessitam de médico” – negando a autossuficiência humana que, presa a rituais, negava o verdadeiro culto a Deus.

Jesus observou as multidões como rebanhos sem pastor e atribuiu a seus discípulos o nobre papel de liderar os povos desamparados de todas as nações. A humanidade não pode se esquecer dos horrores causados pelo ateísmo de Estado: Cerca de 100 milhões de mortos, assassinados, deportados e submetidos a campos de concentração, na Rússia e países do leste europeu – que até hoje é assombrado pelos seus traumas. Milhões de judeus foram exterminados barbaramente por um regime soberbo liderado por um homem sem temor a Deus, chamado Adolf Hitler. Jesus garantiu a vitória a seus seguidores: “Edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Devemos, pois, entender um princípio básico: A Igreja cristã transcende às denominações religiosas; ela deve se responsabilizar pelas falhas de seus seguidores, porém não pode ser responsabilizada pelas mazelas de instituições ou de governos apenas nominalmente “cristãos” – porque as instituições passam, mas a Igreja (o Corpo místico de Cristo) prevalece, sendo continua e crescentemente consolada, perdoada, santificada e glorificada. A Igreja de Cristo é caracterizada por aquele que nega a si mesmo em benefício do próximo; é aquela que oferece a outra face e não revida a acusações e afrontas; é aquela que chora pelos seus mártires, mas não martiriza ninguém; clama pela justiça, mas não apela para a violência para fazer valer algum direito. Sua missão é ser sal da terra e luz do mundo – o amor é seu motivo e o serviço abnegado o coração de seu Evangelho. Vive para a glória de Deus e é essencialmente livre pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. Devemos nos aliar aos ateus na denúncia a injustiça e a barbárie, ao fanatismo intolerante e a discriminação – sem, no entanto, abrir mão da liberdade de reafirmar nossa fé e prosseguir na missão de fazer discípulos para Cristo. Há muitos ateus que são homens honrados e beneméritos - da mesma forma que muitos os que ostentam um verniz religioso, porém são como "túmulos caiados" - como disse nosso Senhor e Mestre. Esses são os piores, porque depõem contra o verdadeiro cristianismo. Por isso, devemos ser radicalmente comprometidos com a fé que dizemos professar.

Os estados que se autodenominam ATEUS foram os que mais fizeram vítimas no século 20, e continuam neste século, como é o caso da Coréia do Norte - o regime mais cruel e desumano - cujas atrocidades a cristãos não aparecem na grande imprensa ocidental. União Soviética, Romênia, Tchecoslováquia, Hungria, entre outras, foram ditaduras perversas, governadas por ateus do materialismo dialético. 

Os ateus da Europa são mais civilizados – mas nem por isso menos perigosos - por estarem submersos na mentalidade cristã, de onde extraem força espiritual para sobreviver e combater a cultura cristã, que os beneficia. No entanto sua influência na Cultura e na Educação tem sido de grande maleficio para as últimas gerações – pela manipulação e imposição de práticas que negam o berço cristão das novas gerações.  Um perigo que também ameaça a nossa precária democracia, eivada de ‘homens de palha’ nos poderes da República. Com certeza, sem sabedoria pois “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Rei Salomão, em Provérbios 9.10).

O Brasil hoje navega em águas tumultuadas em função de novas tentativas de destruir  a Liberdade. Há presos políticos, inocentes presos. A Constituição do nosso País foi sendo devorada pela trama maligna instalada _ de forma absurda e violenta _ por uma ala marginal do STF - Supremo Tribunal Federal. Temos muitos jornalistas que não abandonaram a coragem, nem se acomodaram a escuridão que querem impor um regime perverso, que já fez centenas de milhares de vitimas. Esses flertam com o abismo, acomodados ou vendidos por dinheiro, a exemplo de Judas Iscariotes ou Silvério dos Reis - que traiu Tiradentes, na inconfidência mineira.

Mas a Liberdade é irresistível para homens e mulheres de verdade, que honram sua vocação e divulgam e expõem  a verdade e insidia dos traidores da Nação. O Brasil é maior que essa meia dúzia de conspiradores. E, como sempre na História humana,  verdade,  a justiça e a Liberdade triunfarão. Seus traidores, como sempre, vão figurar no rodapé da História!


Folha de Sâo Paulo: 110 milhões
de vitimas fatais do comunismo.


José J. de Azevedo

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

VACINAS: QUEREM OBRIGAR CRIANÇAS E ADULTOS

A ultima bomba do STF - Agora substituto da Constituição Brasileira, em nome de forças ocultas de produtores de vacinas - que já auferiram muitos bilhões na comercialização de vacinas - querem OBRIGAR (coisa que é tara e obsessão de ditadores) aos brasileiros, inclusive crianças a submeterem-se a vacinas. Leiam abaixo o artigo, com bases e bibliografia cientifica, sobre efeitos colaterais. O assunto é seria de mais para togados sem um minimo de formação cientifica querer impor aos cidadãos brasileiros a obrigatoriedade de se submeterem a seus desmandos.

Enquanto isso outro ministro libera mais 70 implicados em corrupção - condenados em 3 instâncias a ficarem livres de penas e multas impostas e apoiadas em acordos com a Justiça. Dizer que o STF virou um nucleo de ditadores é pouco. Conseguem se superar a cada dia, contra o Brasil, contra a cidadania, contra o Estado de direito _ negando na cara dura nossa Constituição.

 SOBRE A VACINAÇÃO CONTRA 

 COVID19 EM CRIANÇAS

"Em outubro de 2023, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou que iria colocar as “vacinas” contra Covid19 no Plano Nacional de Imunização (PNI), tornando-as obrigatórias para crianças a partir dos 6 meses de idade.

A infecção por SARS-CoV-2 certamente apresenta um risco aumentado para pessoas com mais de 65 anos e/ou aquelas com comorbidades como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, câncer e obesidade. Contudo, desde o começo, percebeu-se que crianças apresentavam um risco muito pequeno de infecção grave e um risco ainda menor de morte pela doença: a taxa de mortalidade por COVID19 em pessoas com menos de 14 anos de idade era de apenas 0,03% a 0,1%. Somado a isso, havia o fato de que faltavam dados de segurança de médio e longo prazo para a aplicação de “vacinas” contra COVID19 em crianças. (1, 2, 3)


Em setembro de 2021, colocando todas essas considerações de lado, o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização da Grã-Bretanha deu luz verde para o início da “vacinação” contra COVID19 em adolescentes entre 12-15, a despeito de assumir que haviam evidências insuficientes dos benefícios da vacinação em massa nesta faixa etária. (4)

Em novembro de 2021, a aplicação de “vacinas” contra Covid19 em crianças entre 5-11 anos de idade foi autorizada nos EUA, no Canadá e em Israel. (5)

Em dezembro de 2021, dezenas de países seguiram essa tendência e começaram a aplicar “vacinas” contra Covid19 em crianças: em Cuba, por exemplo, essas substâncias começaram a ser aplicadas em crianças tão jovens quanto 2 anos de idade.(6)

Com o seguimento da “vacinação” em massa, foram surgindo estudos mostrando que essas “vacinas” não eram tão eficazes quanto previsto, tampouco tão seguras quanto anunciado. Por exemplo:

Em abril de 2022, um estudo publicado mostrou aumento da incidência de morte cardíaca súbita em pessoas com menos de 40 anos de idade após o uso de “vacinas” de RNAm contra COVID19 em Israel. (7)

Em junho de 2022, outro estudo mostrou aumento do risco de eventos tromboembólicos, de trombocitopenia grave e de doença coronariana aguda em pessoas “vacinadas” contra COVID19. (8)


Em setembro de 2022, um estudo mostrou que as “vacinas” contra Covid19 estavam associadas a um risco excessivo de efeitos colaterais graves, incluindo problemas de coagulação, lesões cardíacas agudas, paralisia facial e encefalite. O risco de efeitos colaterais graves era de 1 evento para cada 550 indivíduos vacinados – uma proporção muito maior que aquela observada com qualquer outra vacina conhecida. (9)

Diversos outros estudos mostraram uma coleção imensa de problemas até então desconhecidos dessas substâncias – desconhecidos até mesmo pelos fabricantes, que não detectaram esses problemas em seus estudos clínicos. Certamente, existe uma necessidade urgente de avaliar a relação risco-benefício das “vacinas” contra Covid19. Infelizmente, por motivos obscuros, essa necessidade vem sendo tratada com um absurdo desdém por autoridades de Estado, pela mídia e até mesmo por entidades médicas no mundo todo.

Em fevereiro de 2023, em um comunicado inusitado, a Secretaria de Saúde do Estado da Flórida emitiu um alerta informando que a “vacinação” em massa contra COVID19 havia resultado em um aumento de 1.700% de notificações de efeitos adversos gerais a vacinas no sistema de vigilância VAERS e um aumento de 4.400% das notificações de efeitos adversos específicos potencialmente letais. (10)

Em junho de 2023, um estudo publicado na revista Nature avaliou a obrigatoriedade dessas “vacinas” em 185 países e observou que em apenas 29% deles (n=55) a “vacina” foi tornada obrigatória de alguma forma. Na maioria das nações (71%), as autoridades de saúde apenas recomendaram as “vacinas” sem torna-las compulsórias. (11)

Também em junho de 2023, um estudo publicado na revista Pediatrics afirmou que as “vacinas” de RNAm contra COVID19 eram seguras em crianças – uma conclusão formada após avaliar 135 mil aplicações da “vacina anti-COVID19” da Pfizer em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade e 112 mil aplicações da “vacina anti-COVID19” da Moderna em crianças entre 6 meses e 4 anos de idade. (12)

O problema central do estudo publicado em junho de 2023 na Pediatrics está no fato de que a incidência de efeitos adversos graves (tais como paralisia facial, encefalite, síndrome de Guillain-Barré, trombocitopenia imune, embolia pulmonar, convulsão, derrame hemorrágico, mielite transversa e tromboembolismo venoso) foi avaliada após um período de seguimento de apenas 21 dias. Este é um intervalo pequeno demais para determinar com a devida segurança o risco de substâncias inéditas como “imunizantes” a base de RNAm. 

“Vacinas de RNAm” jamais foram utilizadas em massa na espécie humana e menos ainda em crianças. Avaliar a segurança desse procedimento após um acompanhamento de apenas 3 semanas parece ser algo no mínimo temeroso e levanta a inevitável suspeita de que o estudo desse foi desenhado e conduzido para NÃO VER riscos em vez de detectá-los.

Por exemplo: se você acompanhar adultos magros que comem muito açúcar durante 21 dias, provavelmente não verá um risco aumentado para obesidade mórbida ou doenças cardiovasculares, ainda que o consumo de açúcar em excesso esteja fortemente associado a esses desdobramentos ao longo dos anos.

Se você acompanhar fumantes compulsivos jovens durante 21 dias, provavelmente não verá um risco aumentado para doença pulmonar obstrutiva crônica ou câncer pulmonar, ainda que o tabagismo intenso esteja fortemente associado a esses desdobramentos ao longo dos anos.

E etc.

Não interessa o tamanho do grupo “vacinado”.  Vinte e um dias é um intervalo pequeno demais para avaliar a ocorrência de efeitos colaterais graves. Simples assim. Sem embargo, e apesar do curtíssimo período de seguimento, o estudo da Pediatrics detectou 23 eventos graves, incluindo tromboses, derrame, miocardite e inflamação cerebral grave. (13)


O estudo clínico de fase 2-3 da “vacina contra COVID19” da Moderna para crianças entre 6 meses e 12 anos de idade (batizado de KidCOVE trial) foi iniciado em março de 2021, estando previsto para ser concluído apenas em abril de 2024. Os dados completos das análises de segurança ainda não foram publicados. (14)

Em muitos países, a “vacina contra COVID19” da Pfizer para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade é RECOMENDADA (não obrigatória) apenas para crianças portadoras de comorbidades como doenças pulmonares crônicas (p.ex.: bronquiectasias, fibrose cística, etc), cardiopatias congênitas, diabetes insulino-dependente, insuficiência renal crônica grave, paralisia cerebral severa, doenças metabólicas ou genéticas graves, neoplasias sanguíneas e imunodeficiência (primária ou adquiria). Crianças entre 6 meses e 4 anos de idade que não apresentam esses transtornos são consideradas como baixo risco para Covid19 grave e são consideradas NÃO ELEGÍVEIS para aplicação de “vacinas” contra Covid19. (15, 16)

Nos EUA, segundo informações oficiais do próprio CDC, a “vacina contra COVID19” da Pfizer para crianças entre 6 meses e 11 anos de idade NÃO foi exatamente aprovada ou licenciada pelo FDA: ela recebeu uma “autorização de uso emergencial”. Essa “autorização” pode ser revogada a qualquer momento – o que significa que o governo dos EUA não deseja se envolver em litigâncias caso a vacina se mostre um desastre no médio ou longo prazo. Se uma calamidade ocorrer, o governo pode alegar que a “autorização de uso emergencial” foi emitida em um “momento crítico de saúde pública” e que está revogando o ato a partir de tal momento, tirando com toda elegância o corpo fora de qualquer processo individual ou coletivo. (17)

Crianças possuem um sistema imune mais reativo que adultos e é possível que essas “vacinas” produzam, na população mais jovem, efeitos colaterais de médio e longo prazo que ainda não conhecemos. Pelo mesmo motivo, mesmo considerando a ocorrência de efeitos colaterais similares àqueles observados em adultos, os desdobramentos desses efeitos podem ser mais graves em crianças. Apenas um acompanhamento mais longo e criterioso seria capaz de identificar esses efeitos de maneira acurada – e os dados desse acompanhamento deveriam estar disponíveis ANTES de inocularmos crianças em massa com uma substância tão recente como os “imunizantes” de RNAm.

Como médico, não posso deixar de manifestar minha profunda preocupação com a decisão tomada pelo Ministério da Saúde do Brasil e com o silêncio de entidades como o Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Infectologia, entre outros, que possuem todos os dados que citei e muito mais e, ainda assim, parecem sofrer de algum tipo de letargia cognitiva ao não abrirem um debate público, amplo e visceralmente democrático sobre a verdadeira relação risco-benefício de inocular crianças de 6 meses com substâncias cujos critérios de segurança ainda não foram determinados acima de qualquer dúvida razoável".

REFERÊNCIAS:

1. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/P…

2. aap.org/en/pages/2019-…

3. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/P…

4. bbc.com/news/health-58…

5. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/P…

6. reuters.com/business/healt…

7. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35484304/

8. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35699955/

9. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36055877/ 

10. floridahealth.gov/newsroom/2023/…

11. nature.com/articles/s4156…

12. publications.aap.org/pediatrics/art…

13. cidrap.umn.edu/covid-19/large…

14. clinicaltrials.gov/study/NCT04796…

15. health.govt.nz/our-work/disea…

16. gov.uk/government/pub…

17. cvdvaccine-us.com/6mo-11yearsold…