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| CAPITÃES DO MATO PREANDO ÍNDIOS PARA SERVIR COMO ESCRAVOS |
Entre os espanhóis, que estavam do outro lado das terras do Tratado do Tordesilhas, vigorava o refrão "terras para o rei e almas para o papa". A conquista da América espanhola parece ter sido ainda mais brutal, conforme relatos de cartas dos jesuítas da Cia. de Jesus. Vigorava o regime das "encomiendas". Os jesuítas aldeavam os índios, mas esses tinham que trabalhar como escravos em lavouras, no cultivo e colheita da erva-mate. Muitos, após um longo dia de trabalho não tinham o que comer. Tinham que varar a noite em busca de frutos e raízes nas florestas. Ocupar, dominar, escravizar eram os verbos conjugados. No seio do Vaticano a disputa era se os índios realmente pertenciam a raça humana - o que fomentava e dava teto para esse regime perverso. Não só a Igreja Romana admitia a escravidão, também os protestantes e judeus, durante a duração da ocupação holandesa, durante os anos de ocupação e desenvolvimento do Nordeste.
No período, anterior a Reforma de Lutero, o desconhecimento Bíblico, particularmente do Novo Testamento, formatava essa mentalidade profana, cheia de pompa e de cobiça em ambas visões religiosas. Aqui, nas novas terras das "Índias Ocidentais", o drama humano, pois, estava sob o signo da conquista de riquezas e submissão dos seus senhores.
O mundo saia lentamente da Idade Média, dominada pela Igreja Romana - cujo poder era capaz de ungir ou destituir reis. Florescia a Renascença com pensadores que se alimentavam dos clássicos gregos com seu modelo politico que emanava das "Ágoras" - conselhos de cidadãos que influenciavam e até determinavam a condução da governança de cada cidade-estado. Brotavam, assim idéias que mais tarde seriam as raízes das nascentes Democracias que vingaram, primeiramente, em países reformados, como a Alemanha e Suíça de João Calvino.
História semelhante ocorria no lado oriental do Tratado de Tordesilhas, com os portugueses interagindo com os índios. Talvez a truculencia tenha sido menor, porém a escravidão também
infelicitou e fez desaparecer nações indígenas. Surgiram as famosas "Entradas e Bandeiras" cujos objetivos eram a ocupação territorial e busca de preciosidades, a prata, o ouro, esmeraldas. Mas também a caça ao índio para ser vendido como escravo e São Paulo de Piratininga. Quantos milhares foram mortos em conflitos entre flechas e trabucos? Raposo Tavares, entre outros, que o diga! Quantos exilados de sua terra, cultura, idioma para viver em submissão ao branco adventício?
Assim, dividida em Capitanias Hereditárias, na Terra de Santa Cruz prevalecia um calvário para os índios "inimigos", cuja resistencia ao trabalho duro era pouca.
Muitos morriam, outros fugiam em direção as profundas florestas - generosas em frutos, caça e pesca. Por outro lado havia a chamada "escravidão voluntária" de tribos de índios que entravam em consórcio com os portugueses para vencer e debilitar outras tribos, suas inimigas. Nesse processo ocorria também lenta e gradual miscigenação - uma das virtudes dos portugueses, menos preconceituosos.
A solução para a falta de mão-de-obra foi a importação de africanos, desterrados aos milhões para construírem o progresso da América - do sul ao norte do Novo Mundo. Trabalhando sob a vigilância de capatazes nos engenhos que floresciam no nordeste, em cafezais que avançavam nas terras do Rio de Janeiro e São Paulo. O fluxo de africanos teve destino em Minas Gerais, na mineração, e no nordeste, especialmente através de portos de Salvador e Recife. Estudos atualizados calculam que chegaram ao Brasil cerca de 4,8 milhões de africanos escravizados - sendo que cerca de 200 mil morreram durante a viagem.
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| AS SENZALAS DA SERVIDÃO DE MILHÕES DE AFRICANOS |
Essa situação delicada deve ser equacionada. Por outro lado a ocupação do território, tradicionalmente, é marginal, através de títulos fraudulentos, que dificultam o acesso à terra para milhões de brasileiros - fomentando o latifúndio e monoculturas de soja, milho - transgênicos à base do uso irracional de venenos agrotóxicos.
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| PERIGOS NO O MODELO AGRÍCOLA A BASE DE AGROTÓXICOS |
Há, nessa travessia, o desafio grave de equacionar e dirimir desequilíbrios e injustiças para com grande parcela da população, especialmente nas regiões onde mais se praticou o regime de escravidão de africanos. A Reforma Agraria, como aconteceu durante os anos do regime militar - com o Estatuto da Terra - deve ser grave questão de estado e estratégia de pacificação - e não atributo de grupos ideológicos que a usam essas carências para fins políticos - e nem sempre a colocam em prática. Os governos dito populares, entre os anos governados por Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rouseff, poderiam ter empreendido grande avanço nessa questão fundiária. O que ocorreu, porém, devido a oposição do Congresso e mesmo falta de interesse, foi o abandono dessa questão de Estado para a atuação nem sempre pacífica ou legal de grupos como o MST e movimentos de trabalhadores sem teto. Tem havido, pois, irresponsabilidade, o que aumenta a temperatura social em função da inanição governamental - seja de esquerda como de direita. O sul do Pará, em vez de servir com esse objetivo, já que se tratava de terras públicas, foi simplesmente ocupado através de grilagem, ameaça e morte de antigos posseiros pobres - transformando-se em terra arrasada, sem a obediência da legislação florestal; ocupado por grandes fazendas de políticos de esquerda - inclusive figurões de partidos - e de direita: Senadores, Governadores, ex-Presidentes, prefeitos, etc. Uma infâmia que contribui ainda mais para a desigualdade - defendida geralmente da boca pra fora por grupos políticos que sonham com um Brasil bolivariano - que já tem sido um desastre humanitário na Venezuela.
Cremos que está na hora dessa situação ser estudada com coragem e determinação, equacionada e resolvida por ministérios, em consorcio com as forças armadas - que, mais que qualquer outra instituição, conhece profundamente a realidade social dos brasileiros. O Conselho da República não deve ser um órgão inóculo, mas tem o dever de zelar afirmativamente de graves desafios da atualidade brasileira. Infelizmente somos um dos países mais violentos da terra, com cerca de 60 mil crimes de morte anualmente, graças ao mal exemplo de líderes políticos, ao tráfico e consumo de drogas e álcool, a desconstrução familiar, inclusive promovida por ideólogos de esquerda, a doutrinação nas escolas, principalmente em universidades.
CONTRASTE ENTRE REGIÕES
DE MAIOR E MENOR NUMERO
DE PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS
Devemos notar a diferença entre regiões onde ocorreu a colonização, por empresas privadas ou pelo governo, e regiões dominadas por grandes latifúndios. Em regiões onde o acesso a terra foi facilitado por empresas como a CTNP - Cia de Terras Norte do Paraná - de capital inglês - que comprou títulos fraudulentos de dois grandes pretensos donos de uma área de 550 mil alqueires, vendendo pequenos e médios lotes a milhares de ex-colonos e outros migrantes, no norte do Paraná e regiões, no mesmo Estado, onde a terra foi ocupada por latifúndios através de grileiros marginais à Lei, consorciados entre políticos, cartórios, agrimensores forjando títulos fraudulentos vendidos a poucos - o que ainda acontece em regiões de avanço migratório como o Sul do Pará. Nas regiões onde a terra foi melhor distribuída crescem grandes cidades, geratrizes de emprego e bem estar, enquanto que em regiões de latifúndios as cidades são pequenas, com muitos desempregados, vivendo precariamente e se submetendo a ganhar qualquer coisa pelo seu trabalho em grandes fazendas ou em cidadezinhas deficitárias, com precários serviços públicos. Um dos trunfos dos EUA foi sua Reforma Agrária, realizada há mais de 200 anos!
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| AGRICULTURA FAMILIAR SUPRINDO COM ALIMENTOS SAUDÁVEIS |
Devemos e podemos sonhar um Brasil mais justo. Os brasileiros formam uma nação de trabalhadores honestos - grande parte vilipendiada pela corrupção, a impunidade e a injustiça social. Se a Nação não se unir para enfrentar e dar solução para esses graves problemas, o que será do futuro do nosso País? Centenas de bilhões, talvez trilhões de reais, foram pelo ralo sujo da corrupção criminosa, ou em obras faraônicas, muitas não-acabadas e abandonadas - por falta de planejamento apesar dos gordos orçamentos de ministérios de planejamento. O Brasil poderia ter feito dez reformas agrarias para trazer dignidade a milhões de pais de família que trabalham por qualquer migalha, hoje em dia. O dinheiro do cidadão usado contra ele. Em vez de solucionar problemas usados para ampliar problemas - numa celerada ideologia obsessiva e compulsiva pelo poder, pela permanência do poder para garantir regalias como o amaldiçoado foro privilegiado - geratriz da corrupção que podemos comparar a um câncer purulento que precisa ser curado, para a felicidade geral da Nação. Seja na direita ou esquerda, o que tem prevalecido é o interesse pessoal, ou de grupos eleitorais - verdade que dói no coro de mais de 12 milhões de desempregados e suas famílias. Só a miopia que cega o entendimento é incapaz de ver essa realidade, sem as vendas do "nós" e "eles" - sendo que o fim da corrupção deveria ser um dos mais nobres objetivos da Nação a serem firme e obstinadamente combatidos! Mas há os que fazem vista grossa aos grotescos erros de seus grupos ideológicos, justificando que os meios - mesmo os mais perniciosos - justificam gloriosos fins de supostas revoluções. Caiamos na real, nem mesmo na China isso acontece! Lá os corrutos, quando pegos, são condenados à morte!
Que verdadeiros estadistas, homens de valor e experiência, possam se levantar para essa tarefa gloriosa de alavancar o Brasil numa travessia digna, fortalecendo a Democracia e a Liberdade - sem ter que apelar para modelos políticos que já fracassaram em várias partes do mundo.
SAIBA MAIS
- http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4504-30-novembro-1964-377628-normaatualizada-pl.pdf
- https://oglobo.globo.com/rio/pesquisa-americana-indica-que-rio-recebeu-2-milhoes-de-escravos-africanos-15784551
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_ind%C3%ADgena_no_Brasil
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A1fico_de_escravos_para_o_Brasil
- https://fichasmarra.wordpress.com/2010/12/07/ii-a-formac%CC%A7a%CC%83o-territorial-do-brasil/
- http://www.jb.com.br/pais/noticias/2009/01/20/mst-modernizacao-agricola-impede-avancos-na-reforma-agraria/
- http://www.incra.gov.br/noticias/nova-lei-moderniza-politicas-de-reforma-agraria-e-de-regularizacao-fundiaria
- https://girorural.com/blog/2018/02/22/soja-deve-movimentar-valor-recorde-de-r-912-bilhoes-em-ms-nesta-safra/
- http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/por-que-o-brasil-e-um-mercado-fertil-para-agrotoxicos-proibidos.html
- https://www.jota.info/justica/defensivos-agricolas-piratas-representam-10-do-mercado-20062017
- http://www.funverde.org.br/blog/tag/agrotoxico/page/8/
- http://contraosagrotoxicos.org/organicos-pra-quebrada-no-extremo-sul-agricultores-se-juntam-para-vender-comida-sem-veneno/




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