quinta-feira, 11 de outubro de 2018

ENTRE A FOICE E A ESPADA?

EDITORIAL

Os extremos triunfaram na disputa a Presidencia da República.  De um lado o PT, seus aliados e seu plano obsessivo de manter o poder, usando a Democracia representativa como trampolim. Por trás de Haddad, com seu ar bom moço, distinto e educado, um programa engendrado para conduzir a "revolução" em banho maria, sendo aquecida na medida do aumento da temperatura até o pudim ser servido entre seus eleitos. Do outro lado Bolsonaro e seus aliados, que querem manter o status quo: Banqueiros - que nunca navegam  contra a corrente - grandes latifundiários, agro-negociantes, aqueles 1% que detém cerca de 90% das riquezas do Pais.
ESQUERDA OU DIREITA: EVITANDO EXTREMOS
Conforme a revista Exame/Abril, a Oxfam, ONG britanica, publicou uma "Calculadora de Desigualdade", no mundo - baseada em dados da SEPAL - Comissão Econômica para  a América Latina", revelando um retato monstruoso do nosso Pais: "Apesar de serem uma parte minuscula da população (4.225 pessoas, ou 0,002%) o grupo dos mais ricos tem uma riqueza do tamanho de 37% do PIB (Produto Interno Bruto) ou 6 vezes o investimento publico em educação". Esses tios patinhas ganham mais, não em produção de riquezas, mas na aplicação financeira, já que o Brasil paga uma das maiores porcentagens de juros do mundo. Durante os anos de governo do PT os bancos foram campeões do lucro - e continuam sendo, apesar da queda de juros no governo Temer. Creio que a estratégia de poder do PT era manter como aliados esses poucos bilionários - distribuidos em empresas como JBS (enriquecida com os emprestimos suspeitos do BNDEs), banqueiros (a maioria caloteiros da Previdencia Social ), grandes empreiteiras e mega agronegociantes. Só que, frente ao avanço dos revolucionários essa turma deixou de apoiar a esquerda, se engraçando com o PSL de Bolsonaro. Na campanha vemos o discurso da oposição ao governo DILMA-TEMER ser marcadamente ideologico, o medo do avanço para um sistema semelhante ao bolivarianismo, uma das metas do Foro de S.Paulo. Entre um grupo e outro  protagoniza o medo.

2018: GRANDE RENOVAÇÃO NO CONGRESSO

De um lado o MEDO do avanço da chamada "revolução cultural", com seus ideólogos como Marx, Gramski e o fantasma de ditaduras soviéticas com seus gulags e milhões de mortos - grande parte civis, por questões religiosas e ideologicas - como ainda acontece na Coréia do Norte, onde pensar com a própria cabeça é subversivo e passivel de prisão em condições desumanas, lesa humanidade.
Do outro lado o MEDO da volta de um regime militar cujos fantasmas ainda ressoam na mente de ativistas de esquerda e familiares de guerrilheiros desaparecidos, censura a imprensa, artes, etc.
Durante os anos do regime militar - que não foi "golpe militar", mas movimento liderado por religiosos, especialmente a clérigos católicos e outros cristãos, o fato é que nasceu no Congresso o estopim para o regime: Auro de Moura Andrade - grande empresário de terras, fundador de cidades, declarou vaga a presidencia, convocando os militares, afrmando que o presidente João Goulart havia fugido do País - na verdade ele estava em sua fazenda no Rio Grande do Sul. Portanto o golpe foi parlamentar, justiça se faça na História. O medo era a chamada reforma agrária - que o PT teve oportunidade de fazer e não o fez, ou muito timidamente.
Mas, voltando aos nossos dias acalorados, especialmente nos bate-bocas virtuais e raras manifestações violentas nas ruas, chegamos ao segundo turno entre três opções: Votar no PT - cuja caráter, em seus aspectos positivos e negativos - tem sido por de miais esmiuçados nas redes e noticiário da grande imprensa, e a novidade do PSL de Jair Bolsonaro, que deixou a maioria surpresa. A terceira opção é se abster, como forma de protesto.
Até agora tudo transcorreu dentro da normalidade democrática - apesar de pipocarem denuncias de fraudes nas famigeradas urnas -  e é bom que assim persevere. Ambos os candidatos, apesar de seus programas de governo registrado no TSE - especialmente o da esquerda - prometem cumprir e submeterem-se a Constituição Brasileira. Esperamos que o eleito seja cercado de pessoas de muito bom senso, especialistas notórios, capazes de ocupar ministérios pela meritocracia, com sabedoria e fidelidade.
As questões de justiça e segurança publica  serão fundamentais para o bom êxito do próximo governo, bem como a gestão econômica - levando o Pais a uma nova etapa de justiça social, já que grande parcela da população vem sendo penalizada por politicas econômicas e benesses financeiras a grandes grupos que pensam que são donos do mundo, especialmente os banqueiros - notórios caloteiros da Previdência Social.
Bom senso e caldo de galinha caipira não fazem mal prá ninguém. Que os ânimos sejam acalmados e guiados pelo desejo de ver o Brasil sair das crises - sociais, economicas, cientificas, educacionais, etc., com muita humildade e grandeza, sem arrogancia ou ignorancia cega.
Entre foices e espadas, a paz social seja o árbitro. Entre radicalismos de ambos os lados haja muito trabalho para melhorar as condições de vida de milhões de brasileiros, marginalizados através da nossa História. Disse o estadista americano Ronald Reagan: "O emprego é o melhor programa social". Por isso deve haver cortes nos juros abusivos para ser mais lucrativo a geração de bens e de emprego!.
Deus nos abençõe e que o Brasil aprenda a conviver com as diferenças sem abrir mão da saudável convivencia democrática. Que a liberdade seja exercida com responsabilidade e respeito pelo ser humano, dentro e fora das escolas - especialmente com relação a crianças - que não devem ser alvo de pregações ou experiências tipo "ideologia de gênero". A família deve ser assistida, o nível da produção cultural e formativa, nas redes, deve fortalecer a cidadania e as bases da Democracia, e não como fator de violência e perversão da sanidade mental dos expectadores, como vem ocorrendo. A autoridade deve ser exercida com firmeza, mas dentro dos limites da civilidade. A presença do Estado não pode ser punitiva e arbitrária, mas com investimento na educação, saneamento, moradia, emprego e incentivo a pequenos negócios - irrigando e favorecendo a circulação de bens, serviços com o dinheiro circulando, gerando ciclos virtuosos de emprego e bem estar social - o que naturalmente diminuirá a violência, resgatando a cidadania de grande parte dos excluídos.
Alguns itens fundamentais a encarar pelo novo governo: Austeridade; tolerância zero com a corrupção; diminuição do custo da maquina governamental; negociação com credores; investimento prioritário na educação e saúde; rigorosa fiscalização dos recursos, nos estados; planejamento agrário para oportunizar fixação do homem a terra; mais investimento em ciência e tecnologia; controle da violência através de programas de governo, inclusive utilizando valiosas experiências de pacificação das FFAA em regiões como o Haiti, etc. (O Editor).

 

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