segunda-feira, 29 de março de 2021

UM BRASILEIRO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO ESTADO DE DIREITO!

 Repassando em nosso Blog o excelente Manifesto de mais um Brasileiro, perseguido por de defender princípios constitucionais que garante o direito a opinião, a liberdade de ir e vir, consagrados na Carta Magna de 1988, a Constituição Federal.

Com a Palavra Everton, Prefeito de Mirandópolis-SP, 

Carta aberta do cidadão Everton Sodario aos brasileiros livres.

Nossa liberdade corre sério risco de extinção. Jamais imaginei que a história de minha geração seria marcada pela perseguição à livre opinião e pela criminalização da verdade. Nos últimos dias tive a certeza de que não habitamos mais o mesmo Brasil que tanto se orgulhou de sua luta pela liberdade e pelos direitos fundamentais. Tudo parece desmoronar com velocidade incrível.

Estamos, e todos já sabem, sob um profundo estado de sítio, assolados por uma pandemia que ceifa milhares vidas nos hospitais, e por outra, mais sorrateira e mortal, que aprisiona mentes, corpos e opiniões em nome de uma autoridade jamais eleita, em nome de um poder que se afigura nitidamente impiedoso e cruel. 

Minha luta não é de hoje. Como Prefeito, testado e aprovado duas vezes seguidas nas urnas de minha Mirandópolis, sei que a vida e os atos de um mandatário não são senão a extensão das aspirações de seu povo e a representação da vontade popular que o elegeu. 

Desde o início de meu mandato sou constantemente atacado por minha postura de transparência e honestidade. Parece inconcebível a alguns que um político não desvie um único centavo do dinheiro público. Parece causar raiva e desejos de vingança no Governador do Estado de São Paulo e no Ministério Público que um cidadão apenas expresse a sua opinião, que fale o que está em seu coração e que manifeste, em público, o que milhares ou milhões de compatriotas pensam e sentem, porém encontram meios de dizê-lo.

Por dizer o que penso (e o que pensam os meus eleitores) fui desrespeitado, difamado, caluniado, ameaçado, perseguido politicamente. Mas, até então, nunca havia sido tratado como criminoso. Hoje, por uma decisão monocrática, fui condenado a pagar uma quantia que não possuo apenas por emitir opiniões, repito, opiniões que primam única e exclusivamente pela defesa da liberdade e pelo direito de cada cidadão de trabalhar livremente.

Com tal decisão, meus bens foram todos bloqueados. Fui, ao golpe de uma caneta, lançado à mesma condição de escassez que alguns governadores e promotores impõem aos trabalhadores brasileiros que sempre defendi. Num cenário de doença, ataram nossas mãos e retiraram nossos meios de sobrevivência sob o manto de prover uma segurança que nada mais é do que a ausência completa de liberdade.

Assim, sendo mais uma vez honesto, nenhum bem me restou: só minha honra, minha consciência tranquila e, enquanto eu tiver fôlego de vida, minha voz. 

Esta voz jamais calarão. Nem censura judiciária, nem perseguição política. Nem capricho daqueles que se utilizam da crueldade suas canetas e que se acham acima da lei. A minha voz a partir de agora é o meu maior instrumento de luta. E lutarei até ao fim, sob a égide constitucional.

A liberdade de um povo é tão importante quanto a sua vida. Jamais deixei de acatar uma ordem ou recomendação judicial. Em atos oficiais no decorrer da pandemia, segui a mais estrita e perfeita legalidade. Forneci recursos, materiais, mão-de-obra, tempo e dedicação. Tudo para dar reforços à segurança sanitária e garantir a continuidade do trabalho para aqueles que, em meio a um cenário caótico, precisam desesperadamente sair de casa em busca de sustento. A liberdade de um povo, para mim, é inegociável.

Então, se querem me calar com ordens ilegais, agem em vão. Se querem amordaçar os brasileiros sob a égide do autoritarismo, agem em vão. A liberdade é o nosso bem comum mais precioso e, ainda que sob ataques diários, eu não deixarei que ela seja extirpada de nosso convívio.

Perguntam-me ‘qual o meu objetivo com minha postura?’; perguntam-me ‘qual a minha intenção ao prosseguir sem recursos, sem apoio dos poderosos, perseguido e contra o sistema?’ Eu lhes digo com toda a franqueza, condensando a voz de milhares que hoje represento, senão milhões: meu objetivo é a vitória. Vitória da liberdade. Vitória da honestidade. Vitória da força de vontade de um povo que é castigado todos os dias pela desesperança na Justiça e na Política. Vitória seja qual for o inimigo, especialmente quando a nossa Constituição é atacada; vitória seja qual for o campo de batalha, especialmente o campo de batalha constitucional.

Estamos na iminência da destruição total de nossos direitos de opinião e, quiçá, de pensamento. Uno-me a tantos outros que foram mutilados por decisões ilegais. A liberdade tornou-se artigo de luxo, da elite, da cúpula dos mandantes que estão distantes e alheios ao povo. 

Ontem perseguiram a alguns, hoje perseguem a outros, amanhã talvez todos nós seremos perseguidos.

Compreendam todos vocês, brasileiros livres a quem dirijo minhas palavras: não sobreviveremos sem luta, não sobreviveremos acreditando que toda a opressão acabará por mágica, não sobreviveremos aceitando a falsa segurança do Estado em troca da liberdade dada por Deus a cada um de nós. 

É com fé que aceitei minha missão. Jamais pensei que encontraria o caminho livre e desimpedido para a mudança de minha cidade, de meu estado e meu país. Os obstáculos que nos impuseram, em razão de nosso destemor, nós, brasileiros livres, com certeza removeremos pela força inexpugnável da verdade. Se há algo que jamais prosperará no Brasil é a mentira. Ela pode vencer uma batalha, mas nós certamente venceremos a guerra.

Minha voz, o único bem que me restou, ergue-se aqui renovada e ainda mais contundente. Com ela conclamo a todos: Nunca nos renderemos! Podem rasgar nossas vestes e derrubar nossas casas, mas jamais abalarão o castelo de nossos princípios.

Deus abençoe os brasileiros. E que a luta pela liberdade seja, ela sim, a marca indelével de minha geração, para quem eu, com profunda esperança e ânimo, escrevo e destino esta carta. Muito obrigado".

Mirandópolis-SP, 25 de março de 2021.

Everton Luiz Fernandes Sodario Raimundo

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