sábado, 20 de janeiro de 2024

"O ESTADO É O PROBLEMA" - JAVIER MILEI BRADA UM ALERTA NO WORLD ECONOMIC FÓRUM: "O OCIDENTE ESTÁ EM PERIGO" !

Davos 2024

 MILEI NO WORLD ECONOMIC FÓRUM:

O OCIDENTE ESTÁ EM PERIGO

Transcrevemos baixo a íntegra do discurso pronunciado pelo Presidente da República Argentina, Javier Milei - eleito no final de 2023 pelos eleitores daquela Nação vizinha. Com certeza seu conteúdo balançou o coreto de globalistas dominados pela ideia fixa de burocratas da ONU - Organização das Nações Unidas - que perdeu o espírito com que foi criada, para se tornar um ente obscuro a serviço de uma suposta conspiração global, de um governo único - capaz de planejar uma burocracia sem limites, ditando sua politica - inspirada por mega capitalistas e subalternos ambientalistas - tendo por modelo ditaduras "socialistas"  - cuja motivação principal é suportar uma burocracia e dominar as populações - como atualmente ocorre em regimes de ditadura de partido único. A Argentina, sob a influencia de governos de esquerda, historia, deixou de ser uma das maiores economias do planeta para o atraso que a coloca como a 140ª economia, com cerca de 44% da população na miséria - e uma casta politica corrupta com seus aliados nadando em dólares - e oferecendo a população uma moeda que vale menos do que o custo de seu papel e impressão. O desafio de Milei é superlativo: superar a crise humanitária através da valorização dos que produzem e dos que trabalham, combatendo a burocracia cleptocrata que dominou-a e impõe o autoritarismo, como ocorre a década em Cuba e em novas ditaduras de esquerda no continente, como Venezuela e Nicarágua, onde a Liberdade e a Cidadania foram as primeiras vitimas da esquerdopatia - que esta na moda de muitos intelectuais interesseiros (JJA)

Javier Milei: Empreendedorismo e liberdade social e econômica.

COM A PALAVRA O LÍDER ARGENTINO

JAVIER MILEI, PRESIDENTE LIBERAL

 "Boa tarde, muito obrigado. Hoje estou aqui para dizer que de forma o Ocidente está em perigo. Está em perigo porque aqueles que supostamente devem defender os valores do Ocidente se encontram cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente conduz ao socialismo e, em consequência, a pobreza. Lamentavelmente, nas últimas décadas, motivados por alguns desejos bem-intencionados de ajudar o próximo, e outros pelo desejo de pertencer a uma casta privilegiada, os principais líderes do mundo ocidental abandonaram o modelo da liberdade por distintas visões do que chamamos coletivismo. Nós estamos aqui para dizer que os experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que atingem os cidadãos do mundo. Pelo contrario, são a sua causa! Acreditem em mim. Ninguém melhor que nos, argentinos, para dar testemunho dessas duas questões. Quando adotamos o modelo da liberdade, lá pelo ano de 1860, em 35 anos nos convertemos na primeira potência mundial. Enquanto que, quando avançamos no coletivismo, ao longo dos últimos 100 anos, vimos como nossos cidadãos passaram a se empobrecer sistematicamente, até cair ao posto de 140 do mundo. Mas antes desta discussão é importante que primeiro ver os dados que sustentam porque o capitalismo da livre empresa não é somente um sistema capaz de acabar com a pobreza, mas é o único sistema desejável para alcançar esse objetivo.

Se considerarmos a história do progresso econômico, podemos ver como o ano zero até 1800 aproximadamente o PIB – Produto Interno Bruto - do mundo praticamente se manteve constante durante todo o período de referência. Se alguém ver o gráfico da evolução do crescimento econômico ao longo da história da humanidade estaria alguém vendo um gráfico com a forma de um taco de hóquei. Uma função exponencial que se manteve constante durante 90% do tempo que  e dispara exponencialmente a partir do Século XIX. A única exceção nessa história de estancamento se deu no final do século XV, com o descobrimento da América, mas tirando isso, ao largo de todo o período, do ano zero ao 1800 o PIB per capita se manteve estancado. Agora bem, não só o capitalismo gerou uma expansão da riqueza desde o momento que se adotou o sistema econômico. Se alguém analisa os dados o que se observa é que o crescimento se vinha acelerando ao longo de todo o período. Durante todo o período do ano zero a 1800 se manteve estável em torno de 0,02% anual. É como dizer, sem crescimento. A partir do Século XIX , com a Revolução Industrial a taxa de crescimento passa a ser de 0,66%. A esse ritmo, para duplicar o crescimento per capita, seria preciso crescer durante 107 anos. Agora bem... Se observarmos o período de 1900 a 1950  a taxa de crescimento se acelera em 1,66% anual. Já não mais necessitamos 107 anos para duplicar o PIB per capita, mas apenas 66 anos. E se tomamos o período de 1950 ao ano 2000 , vemos que a taxa de crescimento foi de 2,1%, o que indicaria que só em 33 anos poderíamos duplicar o PIB do mundo. Essa tendência, longe de ser detida, se mantem viva hoje. Se tomamos o período de 2000 a 2023 a taxa de crescimento votou a crescer 3% anual – o que implica que poderíamos duplicar o PIB do mundo em 23 anos. Agora, bem...  quando se estuda o PIB per capita do ano desde 1800 ao dia de hoje  se observa é que com a revolução industrial o PIB mundial se multiplicou mais de 15 vezes, gerando uma explosão da riqueza que tirou da pobreza a 90% da população mundial.

Esquerdismo aliado a cleptocracia: crise humanitária com 
cerca de 44% de cidadãos argentinos, jogados na miséria
de uma burocracia estatal incompetente e corrupta. 
A casta politica que há décadas dominou o Pais.

Não devemos esquecer nunca que no ano de 1800 cerca de 95% da população mundial vivia na pobreza mais extrema. Enquanto esse número baixou para 5% no ano de 2020, antes da pandemia. A conclusão é óbvia: Deixando de ser a causa de nossos problemas o capitalismo de livre iniciativa é a única ferramenta que temos para acabar com a fome, a pobreza e a indigência, ao redor de todo o planeta. A evidência empírica é inquestionável! Por isso, como não cabe dúvida que o capitalismo de livre mercado é superior em termos produtivos, a esquerda tem atacado o capitalismo por suas questões de moralidade, por ser, segundo eles, por ser dizem seus detratores, que é injusto.  Dizem que o capitalismo é mal por que é individualista e o coletivismo é bom porque é altruísta, com os outros. Em consequência pregam por justiça social. Mas esse conceito que o primeiro mundo se colocou de lado nos últimos anos, em meu país, é uma constante esse discurso político há mais de 80 anos. O problema é que a justiça social não é justa  e nem gera bem estar social geral. Muito pelo contrário, é uma ideia intrinsicamente injusta, porque violenta. É injusta porque o Estado se financia através de impostos, e os impostos se cobram de maneira coercitiva. Ou por acaso alguém de nós paga os impostos de maneira voluntária? Isso significa que o Estado se financia por meio a coerção , e que quanto maior a carga, maior é a coerção e menor a liberdade. Os que promovem a “justiça social” partem da ideia de que o conjunto da economia é um bolo que se pode repartir de maneira distinta. Porém esse bolo não está dado. E riqueza que vai sendo gerada e que, por exemplo,  Israel Kirsh chama de um processo de descobrimento de  mercado. Se o bem ou serviço que uma empresa preste não é desejado, a empresa quebra a menos que se adeque ao que o mercado está demandando. Se gera um produto de qualidade a um bom preço e atrativo irá bem e vai produzir mais, de modo que o mercado é um processo de descobrimento no qual o capitalista encontra já em marcha um rumo correto. Porém se o Estado castiga o capitalista por ter êxito, e bloqueia esse processo de descobrimento, destrói seu incentivo e a consequência disso é vai produzir menos e o bolo será menor, gerando prejuízos para o conjunto da sociedade. O  coletivismo, ao inibir esse processo de descobrimento, e ao dificultar a apropriação do descoberto, amarra as mãos do empreendedor e o impossibilita de produzir melhores bens e serviços a um menor preço.

A fome, desnutrição, desemprego, inflação galopante: resultados do paraíso socialista baseados na corrupção e incompetência e na indiferença com o destino de milhões de cidadãos, que querem mais que esmolas que caem da mesa de seus senhores. Politica, a casta estatal convivendo com a miséria de milhões de argentinos.


O caso argentino é uma demonstração empírica de que não importa o quanto rico você é, quantos recursos naturais tenha, ou qual a capacidade da população, nem quão educada seja, nem quanto ouro tenha em suas reservas do banco central – se adotam medidas que entorpecem o livre funcionamento dos mercados, da livre concorrência do sistema de preços livres, se entorpece o comércio, se se atenta contra a propriedade privada, o ~único destino possível é a pobreza! Portanto, para finalizar, quero dar uma mensagem a todos os empresários aqui presentes e aos que aqui não estão. Mas que nos acompanham em todas as partes do planeta: Não se deixem amedrontar pela casta política e os parasitas que vivem do Estado! Não se entreguem a uma casta política cujo único objetivo é perpetuar-se no poder e manter seus privilégios! Vocês são os beneficiadores sociais. Vocês são heróis! Vocês são os criadores do período de prosperidade mais extraordinário que já vivemos.  Que ninguém diga que sua ambição é imoral. Se vocês ganham dinheiro é porque oferecem os melhores produtos por melhores preços, contribuindo dessa maneira por melhor bem-estar geral. Não cedam ao avanço do Estado. O Estado não é a solução, o Estado é o problema! Vocês são os verdadeiros protagonistas da História e a partir de hoje contam com a Argentina como uma aliada incondicional.   Muito obrigado e viva a liberdade ‘carajo!’* (Transcrição/JJA)

 *Caramba (Felipe gutierrez /cf G1,Globo)

Caramba: caraca, cacilda, uau, etc).


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