Um
festival de hipocrisia doentia se espalhou pelo Brasil, da extrema esquerda a
direita extrema, passando pelos moderados, empresários, religiosos, agro negociantes, etc., do sul
a norte.
Quando
se fala em economizar, equilibrar as contas públicas, reduzir o déficit
orçamentário, etc., a primeira coisa que fazem é ameaçar a previdência. Ora bolas
a previdência social é um seguro pago por dezenas de milhões de contribuintes.
Não estamos pedindo esmolas pra ninguém – cada contribuinte está depositando
mensalmente aquilo que vai receber no futuro, nos anos de sua velhice. Por falar em Previdência Social, porque é que
a Constituição garante que todos são “iguais
perante a Lei”? É letra morta? Não é inconstitucional que políticos, além
do “foro privilegiado” – que tem sido
usado, abusivamente, para favorecer a delinquência e a impunidade – ainda tenham
aposentadorias precoces, por um ou dois mandatos – sejam governadores,
deputados ou senadores? Ou uma casta está à cima da Lei? Com a palavra o STF!
O
governo fala em “cortar na carne”.
Pois bem, se é isso mesmo e não discurso demagógico comece pelos salários e
mordomias. Após a demissão de desocupados que vivem tomando cafezinhos em
repartições públicas, ou planejando programas em benefício próprio – com certeza
dezenas de milhares – cortem pela metade o salário de deputados e senadores! Reúna-os
e coloque a situação: É preferível perder anéis do que os dedos! Se um brasileiro e sua família conseguem
sobreviver com dificuldades com um salário mínimo + bolsa (vergonha) família,
porque um deputado não conseguiria viver com R$ 16.000,00 por mês. Cortam-se
também os “jetons” [herança do regime militar] ora bolas, já não ganham bem para
algumas sessões mensais de algumas horas? Alguns dias na semana? Porque uma verba
de gabinete de R$ 92.000,00, moradias oficiais, aviões à disposição até para quem
esta sobgraves denúncias e investigações, como são o caso do ex-presidente da
Câmara dos Deputados, com regalos e mordomias, - além de viagens em aviões da
FAB, etc.
Se
o governo, representado pelos poderes executivo e legislativo, quiser um mínimo
de respeitabilidade, credibilidade junto à opinião pública, trate de se colocar
com hombridade diante da cidadania – antes que o povo volte para as ruas,
sinalizando descontentamento e rejeição.
Essa
não é uma critica destrutiva, o que os cidadãos exigem é mudança de
mentalidade, tomada de decisões que realmente colaborem para o Brasil sair
dessa crise causada pela desfaçatez de entes provisoriamente no governo.
O
Brasil precisa de estadistas e não de apenas administradores precários de uma
crise que se aprofunda, através de governos que optaram pelo poder e não pelo
respeito e consideração pela cidadania, a humanidade e responsabilidade.
Outra
coisa são as prioridades! Os brasileiros não querem luxo ostensivo para
impressionar turistas e vender cartões postais. Centenas de milhões foram
gastos em obras superfaturadas – das arenas aos parques olímpicos. Enquanto
isso muitos morreram por falta de medicamentos, emergências – inclusive crianças,
brasileirinhos! Governadores constroem
verdadeiras e suntuosas mansões, com requintes de luxo, como “residências oficiais”
– verdadeiros palácios afrontando palafitas! Que os mecanismos legais de
defesa, o MP, continue investigando, aprofundando e processando os delinquentes
que usurparam de suas funções para virar dilapidadores do patrimônio público. Países como a Suécia e a Noruega rejeitaram
sediar copos do mundo e jogos olímpicos apesar do alto padrão de serviços
públicos já destinados à população. Se não houver uma mudança quanto as VERDADEIRAS PRIORIDADES o Brasil será
ridicularizado no mundo pelo alto grau de analfabetismo, doenças infectocontagiosas,
devastação ambiental, avanço predatório sobre terras públicas, parques
nacionais e terras indígenas – cuja politica envergonha o Brasil pela falta
centenária de garantia legal dos territórios das nações indígenas.
Outro
vício que atesta o subdesenvimento de um país é a promiscuidade politica entre
os poderes executivo e legislativo. Nesse caso em vez da meritocracia – isto é,
a escolha de especialistas para respectivos ministérios e cargos – e não em
função de conchavos de interesses. O poder executivo, dessa forma, perpetua a incompetência
administrativa, tornando-se refém de interesses eleitoreiros, etc.
O
Governo Federal deve contratar uma auditoria internacional de ilibada conduta,
para averiguar gastos e expedientes imorais para engordar salários já com
excessiva gordura e colesterol prejudicial a economia dos cidadãos pagadores de
impostos, seja no STJ e outros – pois escândalos envolvendo somas de R$ 100.000
a 400.000,00 vem sendo denunciada. Chega desse tipo de parasitismo que suga
recursos do governo que poderiam ser destinados a construção de creches e
combate de Aedes Aegypti, por exemplo!
Novamente
aumentaram a alíquota do IR – Imposto de Renda. A conta dos escárnios seria
paga pelos trabalhadores, mais uma vez! Porque não instituir a CPMF – que é um
imposto mais justo por arrecada mais de quem tem mais. Chega de artifícios e
incentivos a industriais – inclusive estrangeiros; chega de beneplácitos a
banqueiros que sugam a população através de cartões de crédito, impostos, etc. Que
o império da justiça avance sobre as benesses a quem fatura, imobiliza a nação
com lucros extorsivos e injustos.
Enquanto
a injustiça for uma moeda forte a causando malefícios a grande parcela da
população o Brasil – penalizando a educação de qualidade, o atendimento digno à
saúde dos brasileiros, o País será mesmo uma republica “cucaracha”, um país sem
seriedade e atrasado, moralmente subdesenvolvido, revelando deprimente IDH-Índice
de Desenvolvimento Humano - frente às nações da própria América Latina (José
Julio de Azevedo, Ctba 17.5.2016).



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