terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

BRASIL, POLÍTICA & CULTURA



O escritor, poeta, jornalista, pensador, filosofo tem a escrita, o idioma, a literatura como matérias primas de sua produção. Cada um de nós produz em função de suas vivencias, convicções e interesses. A ideologia está presente e a cultura é esse campo de conflito e diversidade.



Brasil: O maior patrimonio genético, mineral e vegetal do planeta sob governos incompetentes.


O Brasil vive nesse clima de divisão de águas, onde as ideias interagem ou disputam espaço na mídia.  É um contexto democrático, já que vivemos em um regime onde ainda é possível expressar pensamentos e propostas de forma mais ou menos libertária. A imprensa sadia vai aos fatos, desnuda e evidencia o verdadeiro caráter dos acontecimentos e personagens do poder. O que não acontece em regimes como o da Coréia do Norte, verdadeira aberração se levarmos em conta a História. Todo regime autoritário, todas as ditaduras – sejam de esquerda ou direita – restringiram a liberdade de manifestação de ideias e ideais. Assim aconteceu na Alemanha, sob o nazismo, na Espanha e Portugal, sob a ditaduras, na URSS sob o comunismo de Estado, etc. É o que acontece em regimes atuais, como na Venezuela e em estados dominados pela intolerância religiosa, xiita ou sunita.
Podemos dizer que todas as sociedades sofrem, mais ou menos, restrições, quanto a livre manifestação do pensamento. Há influência de lobbies e corporações quanto aos paradigmas e políticas públicas, investimentos, etc. Hoje o mundo tem a Internet, como espaço ou ciberespaço, onde as pessoas podem opinar, denunciar livremente – alcançando inúmeros leitores e, de alguma forma, influenciar mentalidades e mudar a realidade. A grande mídia também exerce controle sobre o que se publica, dando maior ou menor espaço a determinados jornalistas e articulistas – de acordo com interesses corporativos, barganhas e conveniências. Nos regimes autoritários, os expurgos; nos regimes democráticos, as demissões. Vivemos, no mundo, uma guerra estratégica, velada, de poderes ideológicos e blocos econômicos – tendo em vista o crescimento econômico e o avanço sobre potenciais geoeconômicos, energéticos, etc. Uma situação que pode provocar instabilidade. O Brasil e os brasileiros devem pensar em si mesmo, antes de virar massa de manobra de interesses internacionais em lutas hegemônicas.
Em nosso Brasil vemos crescer no Parlamento tentativas de restringir o espaço da Internet – sob diversos tipos de alegações – mas, que, na verdade, trata-se de limitar a expressão do pensamento, das críticas e influência sobre a sociedade. Claro que há um viés autoritário nessas tentativas – já que há o temor de muitos personagens verem-se queimados com a divulgação de seus ilícitos, ou – pior ainda – serem arrastados aos tribunais – graças a ação do Ministério Público e, em especial, da Operação Lava-Jato. A má política, porém, se imiscui no STF. Até o STJ tem sido palco de personagens que manipularam e venderam sentenças - são tipos que apostam na permanência do foro privilegiado, que o decurso de prazo livra da cadeia. Esse foro, que abrange cerca de 20 mil pessoas no Brasil  é um monstrengo da cidadania. infamia para nossa jovem Democracia e a nação brasileira! Todos devem e podem usar as midias eletrônicas e redes sociais para fortalecer e defender a Democracia, pois o poder emana do povo e, em seu nome, deve ser exercido, conforme nossa Constituição.
Tudo isso faz parte desse conflito de ideologias e interesses. De um lado os políticos viscerais, isto é, cuja ideologia é o lucro e enriquecimento à custa da República – tanto quanto o legislativismo em benefício próprio – com remunerações abusivas, como tentativas de aprovar leis que blindem seus delitos – para permanência no poder. Ou tramando uma suposta "reforma política" com "listas fechadas" - isso para continuarem no Congresso, livrando-se da Justiça ou das urnas - pois o povo não é bobo e não vai votar em personagens corruptos e corruptores. São velhos feudos temerosos das consequências da Democracia e da cidadania vigilante – que já colocou dezenas de milhões de pessoas nas ruas e nas cercanias dos palácios de Brasília. Dessa forma ocorreu a deposição de Dilma Rousseff, de Eduardo Cunha, entre outros – além da prisão de empresários e civis ligados a partidos políticos – sem o amaldiçoado “foro privilegiado” – que garante impunidade a quem tem mandato político ou judiciário. Um exemplo atual de tentativa de manter o status quo é a forma como o legislativo vem tratando as “10 Medidas Contra a Corrupção”, que é um PL com cerca de 2,4 milhões de signatários – que foi adulterado de tal forma que teve que haver intervenção disciplinada de um dos membros do STF, devolvendo o texto mutilado ao Congresso, por traição ao texto original.
Nesses embates ideológicos vemos a justificação de atos sórdidos por parte de adeptos ativistas de ambos os lados do espectro ideológico – alguns repetindo a frase poética de Fernando Pessoa: “tudo vale à pena quando a alma não é pequena” - como se, enfim, os meios – mesmo aberrantes – justificassem os fins de uma “gloriosa revolução”, ou coisa que o valha.
Dessa forma é que o bom senso, a ética e a civilidade são jogados fora – sob o argumento de que seria possível “endurecer sem perder a ternura”. Dessa forma é que mitos são erigidos sobre biografias sanguinolentas, submersas por esquemas ideológicos.
O Caminho virtuoso é o caminho da constitucionalidade, da educação para a cidadania esclarecida, de forma a renovar a representatividade na Câmara Federal, no Senado, nas Prefeituras, Legislativos estaduais e executivos das três instancias: Municipais, Estaduais e Federal. O Brasil da competência e da soberania em vez do brasil do oportunismo virulento. A Democracia deve deixar de ser nanica, com eleições para juízes, promotores, ministros do STF, etc. Há democracias onde o cidadão elege até delegados de polícia - prática que mostra, realmente, que "o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido".
Há muito o que fazer em benefício do Brasil. Uma casta politicamente organizada teima em usar expedientes espúrios para conquistar o poder e instalar seu “paraíso social”, mesmo sob a resistência de uma “odiosa” classe média; outros, usando de uma anarquia instituída, no pior sentido da palavra, para sugar a Nação impunemente – mantendo o atraso e subserviência ao capital externo como expedientes.
Enquanto isso o País vem sendo saqueado em suas riquezas, minérios, preciosidades – com crescente endividamento. A crise econômica gerando milhões de desempregados - aumentando a tensão social.
Que os pensadores, jornalistas, historiadores e intelectuais militantes -  principalmente o Congresso -  coloquem a “cabeça no lugar”, antes que o clamor das ruas apele massivamente para soluções radicais e intervencionistas – como já aconteceu várias vezes na História do Brasil, em função da irresponsabilidade, imediatismo e mesquinharia da classe política - famílias do poder -  e de ideólogos de ocasião. Todo brasileiro deve e pode manifestar-se legal e amplamente contra a corrupção, contra projetos que oneram ainda mais a vida do povo que trabalha e honra o país, como a pretença reforma da previdencia - assunto de um próximo artigo (José Julio de Azevedo)

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