quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O BRASIL E A REVOLTA DOS DESGRAÇADOS

Graves incidentes, com dezenas de mortos, no Estado do Espírito Santo nos chamam à reflexão.

INTERVENÇÃO DA FORÇA NACIONAL EM VITÓRIA-ES
ESPIRITO SANTO: CERCA DE NOVENTA ASSASSINADOS EM POUCO MAIS DE UMA SEMANA


ES: GREVE DA POLICIA MILITAR, ESCUDADA POR FAMILIARES

 Na década dos anos 80 a classe média clamava pela volta das eleições diretas para a presidencia. O clamor era engrossado e de certa forma urdido pelos exilados políticos e pelos que se auto exilaram com objetivo de enriquecerem suas biografias.  Com uma maioria mais conservadora a emenda das eleições diretas havia sido derrotada no Congresso - sendo eleito pelo Congresso, em eleição indireta, Tancredo Neves, ex-ministro do trabalho no Governo de João Goulart, deposto pelo presidente da Câmara, Moura Andrade, que alegou uma suposta fuga do presidente Goulart para o Uruguai. Alguns dias antes de sua eleição, indireta, Tancredo fora visitado pelo Presidente João Batista Figueiredo, o último dos presidentes do regime civil-militar – o Brasil sonhava com a Democracia e o Estado de Direito, mas o conchavo de cúpula frustrou a Nação. Tancredo, moderado, seria uma saida honrosa para o retorno do poder a um governo civil. Mas,  ironia do destino Tancredo, que derrotara Maluf, da Arena, morreria antes mesmo de ser oficialmente empossado, dando lugar a seu vice,  José Sarney – uma espécie de senhor feudal do Maranhão.

Seu governo foi um desastre para o País, com taxas de inflação nunca vistas. Passados os 4 anos, quando Sarney – do alto de sua soberba intelectualidade rasteira - alegava ser a inflação “uma componente da cultura brasileira” ocorria, enfim, as eleições diretas. Mais à direita Fernando Collor de Mello – o “caçador de marajás”- e à esquerda, o ex-presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula era, então, a cereja do eclético bolo ideológico da intelectualidade à esquerda. O páreo estava equilibrado e foi decidido no debate televisivo da Globo.

Eleito, Fernando Collor detonou seu plano para estabilizar a moeda, confiscando temporariamente os valores em bancos e poupanças. Claro que alguns iluminados souberam disso antecipadamente, fazendo bons negócios numa época em que a esmagadora maioria estava sem dinheiro. A medida impopular foi tolerada, mas ele já estava na mira da mídia, que, impiedosamente, fez tempestade em pingo d’água – se comparado com a atual situação de corrupção doentia e alastrada, há décadas, nos poderes. Essa elite atual prima pela manutenção do poder, custe o que custar, por isso a Constituição vem sendo colocada não mais como protagonista, mas como figurante, em decisões temerárias, enlameando togas e mandatos. Soma-se a isso o "acidente" não suficientemente explicado, como o que ceifou a vida de um dos magistrados, relator da Operação Lava-Jato.

Depois, na era Lula, veio o escândalo do Mensalão – que levou alguns coadjuvantes à cadeia, juntamente com a eminencia parda de José Dirceu, à cadeia. Tratava-se de recursos espúrios para comprar votos de deputados e senadores corruptos para a governabilidade do governo Lula – que tomou posse com um Real forte e infração próxima de zero – um legado do sucessor de Collor, deposto pelo Congresso, o presidente Itamar Franco – surpreendentemente um dos raros heróis do País, nos anos 80. Ele teve a sorte de ter uma equipe econômica genial aliada a seu bom caráter mineiro – que já não se vê nos dias de hoje.  

Há dois anos novo escândalo. Desse mar de lama que empesteia a atmosfera de Brasília surge a “República de Curitiba”, com o juiz de 1ª Instancia, Dr. Sérgio Moro e sua equipe, apoiada exemplarmente pela Policia Federal – nessa cruzada anticorrupção dezenas de empresários, funcionários de empresas envolvidas, marqueteiros, funcionários e políticos sem foro privilegiado estão atrás de grades ou com tornozeleiras eletronicas. Foro privilegiado, que virou um escudo para proteger canalhas, injusto foro que tem livrado muitos políticos da merecida cadeia. O ex-governador Sérgio Cabral e megaempresários da poderosa e bilionária Odebrecht e o ex-bilionário Elke Batista, respondem processos e aderindo a delação premiada – forjando um acervo de informações para pisar as sete cabeças dessa besta brasileira incrustrada no governo, fraudando eleições com dinheiro sujo, e, agora, tentando desesperadamente sair ilesa através de artifícios legais espertamente forjados na Constituição de 1988. Na verdade a operação desmontou uma estratégia marginal de garantir o poder pela esquerda, sob as velhas alegações de justiça social, democracia popular, etc. - idéia ultrapassada já pelos crimes e vexames ocorridos nos "paraísos" socialistas de esquerda.

Por outro lado o povo ganhou as ruas. De uma forma ou de outra uma população enojada formada por dezenas de milhões de brasileiros ultrajados vem ganhando as ruas. Quase 2,5 milhões assinaram as “10 Medidas Contra a Corrupção” – que vem sendo alvo de mutilações por deputados e senadores comprometidos. Várias tentativas de adulteração dessas medidas foram denunciadas nas redes sociais e a reação fez os golpistas das casas legislativas recuarem, com medo do recrudescimento das manifestações de ruas – onde políticos que se intrometem, para se fazerem paladinos da justiça, vem sendo ovacionados (alvo de ovos e agressões verbais).

POVO NA RUA, TEMOR NOS GABINETES: MIDIAS SOCIAIS DÃO O TOM DAS MANIFESTAÇÕES
 O MOVIMENTO VIRTUOSO DA REPUBLICA DE CURITIBA

 Estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, entre outros, estão falidos – com folhas de pagamento em atraso, gerando protestos por parte de funcionários – com a decadência nos serviços básicos de saúde, saneamento, educação e segurança. Essas falencias tem raízes na irresponsabilidade fiscal, inchaço da máquina governamental, endividamento junto a União e corrupção - já decifradas ou perto de o serem, pelo Ministério Público Federal.

O último estopim dessa crise, gerada não apenas pela crise econômica internacional, mas principalmente pela corrupção impune, doméstica, como arma para permanência ad-infinitum no poder – que levou a deposição de Dilma e à periclitante situação do ex-presidente Lula – é a revolta dos desgraçados, causada pelo vácuo de poder, em função da greve da Policia Militar no Estado do Espírito Santo, com depredações, assaltos coletivos, assassinato de dezenas de pessoas, etc. Seriam apenas vandalos esfomeados ou há um viés politico nesse angu? Tal a fúria desses manifestantes, à revelia da Lei, que a Força Nacional - versão menor das Forças Armadas Brasileiras - teve que ser chamada para colocar fim ao caos a baderna generalizada.

Os militares, ao entrarem em ação nas ruas de Vitória, foram aplaudidos e saudados como salvadores da pátria. O que moveu a paralização da PM foi a indignação, o desprezo oficial para suas reivindicações - injustiçados como os brasileiros pobres, frente a arrogancia da mentalidade politica - cuja maioria vive como parasitas de quem trabalha duro no País.  Por outro lado cresce no País um movimento clamando pela intervenção militar, com retorno de um regime forte para debelar sob a força armada o estado de crise gerado pelo sistema corrupto que foi se incrustrando e sugando os recursos de uma das Nações mais ricas do Planeta – destinada, se possível – a ser a maior geradora de energia do planeta, nas próximas décadas. Por isso mesmo devemos estar unidos, perseverantes e vigilantes, como brasileiros, pelo avanço do combate a impunidade, especialmente aquela verbalizada pelas mãos sujas de politicos que as urnas devem banir prá sempre, da República.

ESTADO DE SITIO NO ESPIRITO SANTO

A intervenção da chamada Força Nacional  - na verdade uma versão "socializante" do Exercito Brasileiro, que vem sendo acusada de ser o braço armado do MST -  no Estado do Espírito Santo é sintomática e preocupante. Uma ruptura de coesão poderia dividir aqueles que a Constituição define como guardiões da soberania. Por outro lado, há um repúdio claro na sociedade brasileira frente a meliantes de várias tonalidades, ideologias – desde os pés de chinelo das facções do crime organizado, que indiretamente se alimenta da delinquência impune – até agora – de grande parte da classe política brasileira, inclusive a elite palaciana dos 3 Poderes - apodrecida pela falta de valores éticos e espirituais - que caminham para a ruína de suas próprias almas.

No Espírito Santo cerca ade 12% da população perdeu o emprego nos últimos anos. Desses cerca de 20% são de trabalhadores analfabetos, ou semi-alfabetizados. O mesmo deve ocorrer no resto do País, gerando uma massa de descontentamento entre aqueles que dependem do trabalho diário para a próxima refeição. Diante do quadro geral de decadência política, crise moral e tentativas de golpear o avanço do fim da impunidade no País, uma horda de desesperados, que soma ao desespero o ressentimento ao gigantesco abismo que os separa dos abastados dos poderes judiciário, legislativo e executivo, que empurram o Brasil com a barriga – ineficientes, deletérios e irresponsáveis, em grande parte.

Nessa era de idolatria do Ego o egoísmo permeia a sociedade brasileira. O povo se sente abandonado por isso aplaude a volta dos militares para colocar ordem ao caos! Há também uma crise religiosa, com essas novas tendencias materialistas e manipuladoras entre os cristãos - que se perdem entre velhas heresias, milenares, e o avanço irracional do neo-pentecostalismo. Entre esses, graças a Deus, ainda há sal da terra e luz do mundo entre discipulos fiéis a liderança perfeita de Jesus Cristo.

O Brasil vem sendo sugado, também, por pseudo-empresários, que se beneficiam da “generosidade” do governo federal, em empréstimos a baixos juros (BNDES) e incentivos fiscais. O governo vem apostando numa casta de manipuladores que querem altos ganhos com pouco esforço.  O Prof. Nassim Taleb, da Universidade de Nova York – Instituto Politécnico – disse algo que poderá ajudar o Brasil a sair da crise: “Pequeno é bonito e também é eficiente. Quanto maior o projeto ou a instituição, mais frágil será e maiores serão os riscos. O tamanho, quando excede um certo limite, produz fragilidade e pode anular todos os ganhos de escala. Quanto maior o número de partes envolvidas (e quanto menores forem essas partes) melhor”. O autor também acredita que a descentralização do governo e a processos decisórios que fluem de baixo para cima ajudariam a reduzir os déficits públicos. Ele compara o sucesso das decisões tomadas nos cantões da Suíça [legitima tradição Reformada], de baixo para cima com as falhas de regimes autoritários, onde as decisões são tomadas de cima para baixo, como no caso da extinta União Soviética).[1]

O método de tentativa e erro supera o conhecimento acadêmico. Mas, segundo Taleb, isso se aplica quando os erros têm baixo custo, e os acertos têm um alto benefício. Nesse caso, o método de tentativa e erro se mostra mais eficiente do que o conhecimento acadêmico. Por isso a inovação deve ser feita por pessoas com amplo conhecimento prático”.[2]

Essa seria a solução? Creio que é um bom recomeço! Corremos riscos de retrocesso – há torcida de países hegemônicos, corporações multinacionais, pelo aborto da Democracia, em função de interesses estratégicos. O fundamento principal da crise mundial está na carência de energia – que sobra no país do Sol -  e não apenas no mundo dos negócios. Que surjam mais estadistas, planejadores honrados que se disponham a trabalhar - inclusive com o apoio, experiência e inteligencia das Forças Armadas, que conhecem profundamente o Brasil e seus potenciais; é possivel conciliar a preservação ambiental e a utilização de riquezas minerais, sem agressão anárquica ao meio-ambiente e respeito aos territórios indígenas. O Brasil precisa de  homens de valor e hombridade, respeito e zelo pela Pátria, em meio aos ninhos de ratazanas, Que devem estar sob necessária profilaxia (José J. de Azevedo). 

UMA MINORIA DESILUDIDA QUER A VOLTA DOS MILITARES
 SAIBA MAIS:

 [1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Recess%C3%A3o.


[2] Ibidem.

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