segunda-feira, 27 de março de 2017

REFORMA POLITICA NO BRASIL. LISTA FECHADA: BLINDAGEM DE CORRUPTOS!?

Senador Randofe Rodrigues, da REDE: Lista fechada é golpe!

Senador Paulo Bauer do PSDB: Sem clima para lista fechada!
O site da TV Senado mostra a astronômica cifra de 5.000.000.000,00 – Cinco bilhões de reais! referentes aos gastos da campanha das eleições de Presidente da República, Senado e Câmara Federal, em 2014. De onde saiu esses bilhões? Além do fundo partidário, que destina milhões anuais para serem repartidos entre os partidos, doações de empresários e filiados? Porém o grosso dessa grana toda é mal explicada. A Operação Lava-Jato vem desvendando esse mistério e rastreando culpados e cúmplices. Membros e líderes de partidos, como o PMDB e PT, bem como empresários da OAS, Odebrecht, etc., assinam delações premiadas para se safar de dezenas de anos de cadeia.  A chamada verba dos partidos é de R$ 819.000.000,00 – pra conta fechar nos 5 bi (pode ser muito mais que isso) tem muita história pra ser contada, além das que estão nos processos e nos vazamentos democráticos.
Ontem, 26.03.17, dezenas de milhares de pessoas foram as ruas, manifestando claro repúdio as artimanhas que vem sendo tramadas nos porões e corredores do Senado e da Câmara Federal. Líderes como Romero Jucá - o “Caju” do propino duto da Odebrecht defende a lista fechada com suor parlamentar, unhas e dentes – da mesma forma que o atual presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB). Em entrevista para a TV Senado ele conta: “Reunimos representantes dos três poderes, TSE, Gilmar Mendes, o Presidente da República, Michael Temer e o Presidente da Câmara”, para um acordão camarada – uma espécie de luz no fim do túnel para o labirinto de trevas em que se encontra mais da metade dos parlamentares do Senado e da Câmara Federal.
Senador Humberto Costa do PT: Pessoas votam em pessoas!
Lista fechada é simplesmente: O eleitor vota no partido de sua predileção – diríamos, aquele partido, por vias escusas, que pagar mais pelo seu voto. A tal “Lista Fechada” fica por conta das lideranças dos partidos, isto é, os mais espertos e que tem maior acesso à mídia – vendida e comprada. Se o partido tiver votos para eleger 10 parlamentares, por exemplo, o partido – ou os donos do partido – é que vai dizer quem ganhou! Retrocesso democrático para blindar figuras sob judice.  Haja marqueteiros, blogueiros, jornais e redes de TV ávidas das verdinhas!
Paulo Bauer, líder do PSDB declara-se contra essa Reforma Política em função do “ambiente tumultuado” no País. O Senador Randolfe Rodrigues (REDE) não tem dúvidas: “Lista fechada, nessa altura, é golpe. Isso está ocorrendo por conta das investigações que estão deixando a maioria dos políticos na berlinda”. Berlinda originalmente significa pequeno coche de quatro rodas suspenso por dois varais, mas atualmente significa alguém que está em evidencia por causa de algum malfeito, nu diante de evidências que o apontam culpado de delitos passiveis de condenação. Até mesmo o Senador Humberto Costa, do PT/Pe é contra a tal lista fechada: “As pessoas querem votar nas pessoas”.
Há os que defendem o voto distrital para um candidato e outro para a lista fechada. O Senador Edson Lobão (PMDB), que está na famosa lista de Janot, de indiciados das Lava Jato, acha que um sistema misto distrital/lista fechada, seria a solução.

Senador Edson Lobão: Lista fechada, uma escapatória.
Eunicio Oliveira, pres. do Senado, quer lista fechada: "Reunimos os 3 poderes para defender a lista fechada".
Senador Romero Jucá, o "Caju" da Lava Jato: Lista fechada!

UMA REFORMA DEMOCRÁTICA

Hoje no Brasil a classe política, especialmente o parlamento, tem altíssimos índices de repulsa e rejeição entre a população brasileira. Com certeza não aceitará a dança maquiavélica de uma cúpula comprometida e indiciada – que tenta fugir do futuro sombrio que a aguarda.
Deve haver, sim uma reforma cidadã – não é à toa que cresce o número de intervencionistas que querem o exército nas ruas e o fechamento do Congresso.



Uma Reforma Política em sintonia com a República, o Cidadão e a realidade brasileira nas eleições de 2018:

- Voto distrital e direto ao candidato, sem lista fechada.
- Direito de um cidadão sem partido disputar as eleições para vereador, deputado e senador.
- Teto máximo, fiscalizado decentemente pelos TSE, nos estados e no Distrito Federal, de R$ 20.000,00 + Horário gratuito igual para todos os candidatos homologados.
- Vestibular aos pré-candidatos a Câmara Federal e Senado – para avaliar se os mesmos tem capacidade para bem representar a população (Redação e conhecimentos gerais).
- Rejeição pelo TSE de qualquer cidadão – Como candidato - que esteja indiciado em crimes de responsabilidade e/ou contra o patrimônio público.
- Fim das verbas de gabinete, que oneram a República que ultrapasse o pagamento de mais de 3 assessores parlamentares.
- Permanente auditoria, por auditores independentes, escolhidos em concorrências públicas, para avaliar custos e gastos na Câmara Federal e Senado Federal. 
- Fim do pagamento de beneficios previdenciários a deputados e senadores que não pagaram o INSS e faliram o sistema previdenciário de parlamentares, onerando a República.

( Jorn.José Julio de Azevedo)

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