sexta-feira, 28 de julho de 2017

PRESIDENTE DO BNDES CONTESTA MIDIA E EXPLICA REALIDADE DO BANCO

SEGUNDO PAULO RABELLO O BNDES ABRIU O "CANAL DO DESENVOLVEDOR"
PARA FOMENTAR E INCENTIVAR  PEQUENOS E MÉDIOS EMPREENDEDORES.

Rabello separando o trigo do joio fala que operações ilícitas, paralelas, envolvendo políticos não contaminaram equipe do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social



Ao completar 44 dias como presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro deu entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan. Na ocasião deixou com a equipe de jornalistas um calhamaço de mais de 200 páginas com um diagnóstico atualizado da situação real do Banco. Deixando de lado as questões políticas, paralelas e externas, envolvidas, o atual presidente do BNDES,  Paulo Rabello de Castro,  defende com veemência e entusiasmo a equipe e a estrutura do Banco de fomento, criado por Getúlio Vargas.
Lembra ele que dezenas de milhares de financiamentos a pequenas e grandes empresas foram bem-sucedidas. Afirma que alegados desvios de finalidade, veiculados, não tem base na realidade.

E que encontrou no Banco "uma equipe de talentos com cerca de 2.800 pessoas, colaboradores do BNDES no momento". Afirma ele que há "uma atitude muito rançosa que vaza um certo desânimo, um desalento profissional. Pessoas que de certa forma se desanimaram com a ideia de que o Brasil não irá a lugar nenhum e não tente me provar qualquer outra coisa à respeito disso".
Lembra ele que "o BNDES é um banco casado com o desenvolvimento, com a geração de emprego, com a inovação no País, com projetos para as grandes, pequenas e médias empresas". Afirma que encontrou lá "um leque muito vasto de atuações, não só no E, de econômico, e também no S, de social".
Um dos entrevistadores, Marco Antônio Villa, questionou os empréstimos para obras em países de viés autoritário de esquerda, na América Latina e na África, afirmando haver um "conlúio entre o BNDES, PT e a figura do ex-presidente Lula, especialmente na gestão Luciano Coutinho".
Resposta de Paulo Rabello: "Nesses 45 dias de gestão afirmo que o BNDES é um banco de comportamento absolutamente ético e exemplar. Eu desafio você a entrar num bordel e depois de 45 dias dizer que aquilo virou um convento. O que eu quero dizer para os nossos telespectadores? Se você tem um negócio esculhambado é difícil em 45 dias botar ordem. Eu não tive que botar ordem em esculhambação nenhuma. Minha precedente, Maria Silvia Bastos Marques já vinha um trabalho de aperto aqui e ali. Mas nenhuma dessas reformulações tivessem um mal comportamento ou comportamento esdruxulo. Nada me surpreendeu, mantive todos os diretores que lá estavam e tive oportunidade de entrevistar um sem número de colaboradores, técnicos e técnicas sempre me surpreendendo favoravelmente".
Respondeu também quando uma das entrevistadores perguntou o porque da seletividade de grandes financiamentos. Ele responde: "Desde 1978 é curiosíssimo que vamos encontrar todas as empresas que contam na economia brasileira, empresas privadas, de economia mista, estados e alguns municípios e são só os cinco mais. Grandes nomes estão aqui situados, Vale, Petrobrás, , Anglo América, Furnas, Energia sustentável, Banco do Brasil, também a Caixa Econômica, CESP, AAS, Volkswagem, Ford. É curioso que neste ponto que as alegadas operações tão grandiosas e que tenham gerado prejuízos. O Banco tem  realizado dezenas de milhares de operações bem-sucedidas. Dentre essas a controladora da JBS num modesto 19º lugar entre as 50 maiores financiadas entre 2001 e 20016", hoje a maior empresa de proteína animal do mundo". Resume: "A gente quer separar a boa governança de atos delituosos praticados no passado, através de uma Assembléia Extraordinária. Na página 157, até 31.12.2016, na soma do que fora investido, R$ 3,5 bilhões foram de vantagem a favor do público investidor, porque quando o BNDES investe somos nós através de contribuições tributárias, houve um lucro, aliás, robusto".
Argumenta que tanto Lula quanto Dilma foram eleitos e tinham o direito legal de formular politicas públicas e que essas politicas estão sendo analisadas e mudadas de acordo com o gestor atual e a equipe do banco.
Quanto a delação de Joesley, da JBS, com relação ao ex-ministro Guido Mantega, de que teria trocado favores monetários para influir em decisões do BNDES, em empréstimos a sua empresa, o presidente do BNDES responde: "Eu posso especular aqui que quando ele diz que forneceu alguma subvenção ilícita a um ministro de Estado na realidade ele não está dizendo que viu esse ministro pegar o telefone e ordenar que algo fosse feito dentro do BNDES. Ele apenas tinha uma presunção de que o  Ministro iria influir. Quero dizer aos senhores e a todos os que estão nos ouvindo que o BNDES age tecnicamente. São mais de 30 pessoas assinando, rapazes e moças, filhos das nossas famílias, que tem um comportamento ético impecável. A não ser que eu estou jogando fora, junto com essa água suja, o comportamento ético de mais de 90, 95%... a maior parte dos brasileiros são corretos, os nossos filhos são corretos... pessoas que passam em concurso publico no BNDES são corretos. Seria muito difícil haver uma conspiração e trinta e poucos técnicos assinando, isto está certo, certo... O TCU - Tribunal de Contas da União - está fazendo, ai no caso, uma engenharia financeira retrospectiva sobre se o valor das ações compradas, da JBS, deveria ter um pequeno ágio, ou não. Na avaliação que foi feita da empresa, aliás muito bem feita, a conta final que o banco tinha na época a ação valia o que por ela se pedia, e muito mais do que o ágio pretendido pelo vendedor JBS. Na realidade o BNDES acertou... A ação subiu muito mais que foi pago". Complementa: "Depois de toda a queda brutal ela está apenas um pouco menor do que foi pago. Castro explica que "o Porto Mariel, de Cuba é uma exportação de serviço, feita por uma empresa de engenharia (do Brasil)... você não encontrará aqui, na lista, governo de Cuba como financiado. Na realidade uma empresa brasileira prestou serviço, são empresas que compram aqui equipamentos, fazem seus serviços e projetos todos no Brasil, gerando empregos e salários aqui no Brasil. e Esta parte é que é financiada. A outra parte do porto, ou do aeroporto lá de Moçambique, na Argentina, no Peru. Se essas obras foram carregadas de ilicitudes, decorrem não do financiamento do BNDES. a parte financiada é estritamente exportação de serviços de brasileiros que são pagos pela empresa que é financiada que paga pelo governo contratante, ou eventualmente com um fundo garantidor decorrente daquela exportação e tem também um seguro pelo qual o BNDES garante que os dinheiros públicos não vão ser objeto de um calote"
Pergunta: Acha que o banco errou com aquela politica das companhias nacionais? O senhor vai abandonar isso?
Resposta: Na realidade eu não posso abandonar isso por uma curiosidade. Eu estou aqui fazendo um jogo de palavras. Na realidade o banco tem sido tão bem sucedido ao ajudar centenas de milhares de empresas que é fatal que empresas bem escolhidas, com talentos de 12, 15 anos que olheiros ai do futebol trazem para fazer treinos, etc e tal, fatalmente acabam virando experts, neimares, etc. E aqui a gente....há muita curiosidade sobre isso...
Pergunta:  Os expectadores estão cobrando: A Odebrecht está envolvida em algumas dessas obras que o senhor citou e a JBS também. Teria sido uma operação casada em troca de propina paga pela Petrobrás, e ai eles assumiriam esses projetos escolhidos pelo Governo...
Resposta: Não! É bem diferente disso... É quase como uma ilicitude paralela. É raro que você tenha, vou sitar apenas porque, eu repito, eu estava no setor privado, que nem vocês, dando minhas palestras, minhas aulas, consultorias, estou aqui chegando, acho que, modestamente, faço parte do convento e não do bordel... eu sou a mocinha do cafezinho do bordel, só tô servindo cafezinho. Ou então, na realidade, é explicar que na maioria desses casos havia uma obra interessante a ser feita e havia uma empresa interessante de ser valorizada no seu lançamento exportador... E essas são Gerdal, Natura, Vegue, Vale do Rio Doce, são grandes empresas extremamente bem sucedidas das quais a gente nunca ouviu nenhuma (ilicitude|) e também essas controversas. Só que para essas controversas havia um acerto paralelo, que se dava quase como um pedágio...
Pergunta: Esse pedágio era cobrado como?
Resposta: Você tá perguntando prá moça do convento... A gente sabe hoje que a Odebrechet tinha lá um departamento que ela dava o nome de "Operações Especiais", porque era exatamente um molhar a mão completamente paralelo (independente) ao esquema absolutamente licito de gerar emprego, salários, renda, prosperidade com assuntos lícitos.
Pergunta: Seria mais ou menos como o que aconteceu com a Petrobrás?
Resposta: Você tem toda a razão. Vou te dar um outro exemplo: Passadina (Refinaria nos EUA). Porque ao que tudo indica em algum dos raros casos um Conselho de Administração aprovou uma compra que de fato era superestimada. E ai neste caso houve um arrependimento e uma estranheza com relação aquela operação, esse é um outro exemplo.
Pergunta: Quem subsidiou o Conselho para essa aprovar uma compra tão lesiva? Não é a mocinha do café do bordel, era alguém que participava ativamente do bordel.
Resposta: E porque o BNDES não tinha nada com Passadina e que nunca foi procurado para financiar a compra? Se fosse feito isso teria que haver, primeiro, uma carta consulta, uns três ou quatro profssionais que pre-enquadram, ter uma avaliação do risco de crédito do interessado e em seguida um enquadramento. Depois passa por uma fase de análise onde ela já pode levar bomba |(ser reprovada) e depois, se a análise é positiva, então faz-se uma proposta de diretoria para uma aprovação. Portanto, o presidente por exemplo, de um banco como o BNDES tem influência zero, no máximo tem o direito de veto quando chega lá na diretoria.
Pergunta (Villa): E as ditaduras da África negra, da América Latina, Bolivariana...
Resposta: O BNDES não via África negra, ou ditaduras...
Pergunta (Vila): Mas era um projeto criminoso de poder...
Resposta: Você está querendo me... me desculpe Vila mas você amanhã ... eu estou ficando muito preocupado com o andamento dessa conversa. Você está se togando como um santo inquisidor e daqui há três anos você vai me chamar aqui prá me dizer que eu devia ter percebido que o governo Michael Temer devia ter ido nessa direção ou naquela e que eu aprovei a direção da ditadura tal ou qual. Se eu tiver como critério de análise no BNDES, a análise futura, da lisura dos comandantes políticos, em cada momento, o BNDES não faz mais negócio. Neste caso nem haveria BNDES porque ele também financiou projetos de infraestrutura importantíssimos de hidrelétricas,  durante o período que hoje se chama ditadura. Mas na época em que estávamos lá chamávamos Revolução, e agora nós vamos chamar o nosso saudoso Marcos Viana pra responder por ter sido um lacaio da ditadura? O Banco é um banco que pratica negócios bem sucedidos...
Pergunta: Teve resultados positivos nessas operações todas?
Resposta: Você fez a pergunta que eu queria porque na realidade, se eu dizer pra vocês que, em termos correntes, quase cincoenta por cento do superávit primário feito pelo governo brasileiro - esse sim, do ponto de vista fiscal  muito mal estruturado é feito com os tributos e dividendos devolvidos pelo BNDES, ou seja... tenho uma tabela aqui que é genial mostrando que a soma, o superávit primário foi de R$ 261 bilhões, entre 2006 e 2016 no governo central, excluindo estados e municípios, desses R$ 121 bilhões foram contribuições do BNDES...
Pergunta: Mas o BNDES participou das pedaladas...estava envolvido em repasses de recursos, que ela utilizou o dinheiro do banco
Resposta: De jeito nenhum. O banco só repassa linhas de crédito e houve, eventualmente por conta de um programa mal estruturado, um excesso de fomento por assim dizer, quando pagava a TJLP, e por determinação governamental a alguns empresários e algumas linhas, para ganhar uma taxa fixa... essa realmente um presente de 2,5% fixo no momento em que se julgava que o País precisava sair da grande recessão, que era realmente grande.
Pergunta: Era a "bolsa empresário"...
Pergunta (Villa): Que favoreceu grandes grupos...
Resposta: Favoreceram os grupos que tiveram acesso tecnicamente. Todos eles devolveram...
Pergunta (Villa): Aqueles pequenos empresários, que precisavam até apresentar o teste do pezinho para conseguir algum dinheiro do BNDES...
Resposta: Deixa eu fazer uma propaganda: Nós já, já na nossa administração foi lançado há duas semanas o Canal do Desenvolvedor, da micro, pequena e média empresa. Este Canal do Desenvolvedor busca justamente estabelecer um meio direto do Banco de qualquer empresário poder ir: entre lá www.bndes.gov.br - canal do desenvolvedor - e você vai poder verificar se você está habilitado. Em geral a grande maioria, em duas semanas, mais de cinco mil propostas de operação. Estamos com muita esperança de que nós vamos desobistruir. O que acontece? As vezes a intermediação de um banco privado (dificulta). Já essa linha direta da Internet já mostra diretamente quais as linhas estão disponíveis, qual a agencia bancária no Munícipio que pode atende-lo e dispara um e-mail diretamente para a central do Banco para responder.  Estamos trabalhando duro e mais de 395 do valor total das operações do BNDES já é pra micro, pequena e média empresas.

Observação: Fazemos aqui uma autocritica com relação ao artigo sobre o BNDES, veiculado neste Blog. Várias das afirmações ali inseridas foram baseadas na bibliografia colocada no rodapé dos textos. Aproveitamos a oportunidade de, pacientemente, transcrever a entrevista do atual Presidente, de forma a esclarecer a posição do Banco que, através de décadas, tem gerido responsavelmente os recursos dos brasileiros aplicados em projetos de desenvolvimento. Com certeza houve também falhas em função de decisões políticas que favoreceram determinados empresários com juros subsidiados que o próprio Rabello chamou de "balas" e "doces" patrocinados com o dinheiro do povo.  (José J Azevedo)


22.05.2018 - O QUE PAULO RABELLO
NÃO MENCIONOU EM SUA ENTREVISTA:
NÓS BRASILEIROS VAMOS PAGAR O CALOTE
DE DITADURAS "COMPANHEIRAS" 
DOS GOVERNOS LULA-DILMA!

O Jornalista Josias de Souza, que escreve no site da UOL, publicou em 206.04.2018 artigo sobre a noticia dos calotes de Venezuela e Moçambique de obras financiadas pelo BNDES:

"Termina na próxima segunda-feira, 30 de abril, o prazo para a entrega das declarações de Imposto de Renda. Em 2 de maio, apenas dois dias depois do acerto de contas do brasileiro com a Receita Federal, o Congresso votará, a pedido de Michel Temer, a inclusão no Orçamento da União de uma despesa extra de R$ 1,3 bilhão. O governo informa que esse dinheiro, extraído do suor do seu rosto, será usado para cobrir um calote da Venezuela e de Moçambique, que deixaram de pagar empréstimos tomados no bom e velho BNDES e no Credit Suísse. Repetindo: Você vai pagar pelo calhote alheio.
Temer fez um apelo aos líderes do seu condomínio partidário; Encareceu a todos que se empenhem para aprovar o gasto extraordinário. Se o governo não cobrir o buraco da Venezuela e de Moçambique até 8 de maio, o Brasil será considerado como um país caloteiro. Você pode perguntar: de onde estão tirando esse dinheiro? O governo não informa. Pague o seu Imposto de Renda, engula mais essa e vê se não chateia" .... Continue lendo no link abaixo:

https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/26/voce-pagara-calote-de-venezuela-e-mocambique/
O Ditador bolivariano, da Venezuela, mui amigo, dá calote de  U$ 275.000.000,00 - Ou seja, R$ 1.017.500.000,00 no cambio atual. 

Dilma e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, se reuniram para negociar o empréstimo de US$ 320 milhões do BNDES para financiar obras no país africano. Hoje: R$ 1.184.000.000,00!




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