A controvertida exposição nominada “Queermuseu – Cartografias da
Diferença na Arte Brasileira”, aberta ao público na Fundação Cultural do Banco Santander,
em Porto Alegre, - financiada com mais de R$ 800.000,00 de recursos públicos - durante
cerca de 20 dias, vem recebendo severas críticas, manifestação de repúdio e denúncias
em todo o País. Milhares de contas bancarias foram fechadas! O fato levou o Banco a fechar ao público a referida exposição –
o que levou ativistas do movimento gay e parceiros políticos do proselitismo da “ideologia
de gênero” a acusar esses boicotes como manifestações oriundas de “nazistas”, “intolerantes”, “fundamentalistas”,
etc. Entre esses pessoas estão Fátima
Bernardes, da Globo, e o âncora da TV Bandeirantes, Ricardo Boechat, afirmando
que as manifestações foram censura de “nazistas”,
dando a entender que os que se indignaram com a indução de crianças e adolescentes
aos conteúdos explícitos de zoofilia, pedofilia, profanação de símbolos e
personagens cristãos como se estivessem agindo como “terroristas islâmicos”.
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| PROTESTOS: RUAS E REDES SOCIAIS CONTRA O PROJETO DE IMPOR O EROTISMO DA "DIVERSIDADE DE GENERO" A ALUNOS E CRIANÇAS |
A Democracia brasileira, nos últimos dias, fervilhou em
opiniões contra, a maioria, e a favor do evento cultural. Mais de um milhão de acessos em
sites da Internet. A reação da população foi tão grande que o banco, zeloso de
seus lucros, fechou a dita exposição. Dessa forma, reconhecendo que a arte estava sendo
manipulada com fins político-ideológicos de “desconstrução da heteronormatividade” – conforme reza o PNDH 4* – que começou com na gestão de Fernando
Henrique Cardoso, com versões mais ousadas nos governos Lula-Dilma.
Contraditando Fátima Bernardes (GLOBO) e outros ancoras da mídia, a
popular Patrícia Abravanel entrou na briga e declarou no Programa Silvio Santos: “O
jovem é ainda muito imaturo para saber o que quer. A gente tem que afirmar que homem
é homem e mulher é mulher, não dá pra ser superliberal. Eu acho que a gente tem
que ensinar que homem é homem e mulher é mulher. Se tiver alguma coisa dentro
dele, diferente, tudo bem. Hoje fala-se que tudo é normal, tudo é bonito e a
criança pode experimentar coisas que venha a se arrepender depois. Então, eu
sou contra ficar propagando em amostras culturais ou em rede nacional que isso
é coisa normal para crianças. Eu não sou contra um homossexual, sou contra
induzir crianças precocemente a sexualidade... Acho que a grande mídia tem que
respeitar a inocência das crianças”.
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| SIMBOLOS E PERSONAGENS CRISTÃOS RIDICULARIZADOS NO SANTANDER |
Na esteira dessas denúncias e controversias o pastor Silas
Malafaia, argumentando que o que existe é o “gênero humano”, lembrando
que a diversidade de costumes é comportamental, e não uma condição natural, como se alguém nascesse gay. Ele
denuncia um caso, que está levando à barra do tribunal de justiça: “Um
bandido de um tabelião de Niterói, agora em setembro (2017) ... a mãe foi
registrar uma menina [mostra no vídeo cópia da certidão de nascimento] olha o
que ele coloca no documento: “Sexo ignorado”. A mãe insistiu e ele não quis
mudar. Vou entrar na corregedoria do Tribunal de Justiça. Olha os crimes desse
bandido: “Falsidade ideológica, abuso de autoridade, prevaricação contra a
dignidade da criança e da família. É Lei no Brasil: “É proibido ensinar
ideologia de gênero nas escolas”.
PROCURADORES DO MINISTERIO PÚBLICO
DENUNCIAM EROTIZAÇÃO DE CRIANÇAS
No dia 15.09 agentes do Ministério Público do Rio Grande do
Sul, através de nota assinada pelos procuradores de Justiça Criminal, Alexandre
Lipp e Sílvio Munhoz, concluíram após vistoria no local da mostra que “a
exposição tinha o nítido propósito de erotizar o público alvo [crianças escolares] e induzi-lo a tolerar
condutas como orgias, zoofilia e vilipendio a símbolos religiosos” . Alexandre Lipp e Sílvio Munhoz, procuradores de Justiça
Criminal do Ministério Público do Rio Grande do Sul, e divulgaram nota nesta
sexta-feira (15.9) a conclusão de que “a exposição [Queermuseu, antes em cartaz no
Santander Cultural] tinha o nítido propósito de erotizar o público alvo e
induzi-lo a tolerar condutas como orgias, zoofilia e vilipêndio a símbolos
religiosos”.
Os procuradores Lipp e Munhoz, afirmaram, conforme o Jornal Gazeta do Povo, de Curitiba que: “A
erotização da criança é um facilitador da pedofilia. Além disso, apresentar ao
público escolar condutas como zoofilia em um contexto de respeito à
diversidade, comunica a mensagem de que essas condutas devem ser aceitas”,
afirma Lipp. Para Munhoz, um fato agravante era o de que “as próprias escolas definiam a
faixa etária dos alunos visitantes, e que os pais “provavelmente” não tiveram
ciência do conteúdo erótico a que seus filhos foram submetidos.
“Independentemente de ser arte ou não, de gostar ou não, o que não se pode
conceber é um conteúdo que serve visivelmente para erotizar crianças e
adolescentes, e que as escolas estejam fazendo isso sem conhecimento e
consentimento dos pais”. A que ponto chegou o autoritarismo desse movimento!
Os procuradores também tiveram acesso ao material didático distribuído
aos professores para uso em sala de aula. Alexandre Lipp declarou, após
analisar o material: “Para quem ainda
tem dúvida, aqui está a prova de que a ausência de restrição etária não foi um
descuido. O evento tinha como finalidade a doutrinação amoral do público
infanto-juvenil, e os pais que agora tomaram conhecimento disso podem procurar
o Ministério Público para a adoção de providências, sobretudo se descobrirem
que os filhos participaram de alguma dinâmica sensorial sugerida no material, o
que pode caracterizar crime contra a dignidade sexual”.
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| NEM SANTA MARIA, A MÃE DE JESUS, FOI POUPADA |
CONSPIRAÇÃO PARA DESCONSTRUÇÃO DA FAMILIA
O MP do Rio Grande do Sul, recebeu dezenas de representações
para apuração de delitos, como “vilipendio a objetos de culto religioso” e “apologia
de crimes”, na esteira das manifestações
contrárias a estratégia de induzir crianças ao desprezo ao cristianismo,
com hóstias profanadas com palavras escritas, de baixo calão, que em respeito ao Sacramento deixamos de repetir; expuseram a a mãe de Jesus
segurando um filhote de macaco, debochando de pessoas centrais do culto
cristão, tanto de Maria como de Jesus Cristo, etc.
A investigação oficial que está sendo conduzida por
integrantes do Ministério Público do Rio Grande do Sul ainda está apurando possível
violação das normas de proteção à Infância e à Juventude por ocasião da
exposição “QUEERMUSEU”. Segundo a
Gazeta, “O Ministério Público já recomendou ao Santander Cultural “que, em
futuras exposições, seja criado espaço onde não se permita o livre acesso de
crianças e adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis legais, no caso
de mostras que contenham obras com cenas de sexo explícito ou pornográfica,
assim como definido pelo artigo 241-E, do Estatuto da Criança e do Adolescente.”
Também recomendou à Secretaria Municipal de Saúde, FASC e
Secretaria Estadual de Educação, para que, “em caso de visitas agendadas por
estes a eventos culturais de qualquer ordem, em que haja a participação de
crianças e adolescentes, seja avaliado previamente a adequação do acervo e do
tema, independentemente da existência de indicação etária, à condição de
criança/adolescente, com foco na observância da definição do art. 241-E, do ECA
– Estatuto da Criança e do Adolescente.” A recomendação às escolas que receberam o catálogo e folders
da exposição “Queermuseu” é de que “tomem as cautelas de não exibição de
material com cenas de sexo explícito e pornográfico aos seus alunos crianças e
adolescentes, assim como também atentem para, nos casos de visitas a eventos
culturais de qualquer ordem, avaliem previamente a adequação do acervo e do
tema, independentemente da existência de indicação etária, à condição de
criança/adolescente”.
NOTA
DE ARREPENDIMENTO DO BANCO SANTANDER
O Banco Santander, diante da gigantesca reação popular, divulgou uma nota oficial: “Nos últimos dias, recebemos
diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu - Cartografias da
diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se
sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra. O objetivo do
Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes
questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e
discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de
curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem
interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem
sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de
qualidade. Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que
algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e
pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não
é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é
elevar a condição humana. O Santander Cultural não chancela um tipo de arte,
mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos
por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09.
Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate
sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos”.
O site obviousmag.org. defende a exposição: “Se
fecham exposições! Mesmo que o conteúdo seja ofensivo a obtusos, a arte teve
sempre em toda a história, uma função política, uma função de desconstrução,
uma função de fazer pensar, a função de ser a maior arma de expressão! Triste
povo que não sabe pensar. E o pior, uma instituição que fecha o acesso a quem
quer ver como se manifesta a arte, age como a máxima: de que o culpado pelo
estupro é o estuprado e não o violentador. Uma exposição do tipo num país
democrático, avisa que tem cenas e objetos que podem ser ofensivos a certas
pessoas, limita acesso a menores e mantém a exposição aberta. O Brasil
hipócrita e burro está empobrecendo o já pouco pensar das pessoas! Mas o que é
arte para quem vive em sociedades escravizadas?” . Na verdade o Brasil mostrou que sabe pensar, refletir e agir diante da ameaça a integridade física e psicológica das crianças - apesar de tanta ação facilitadora da prostituição infantil, gerando o nojento "turismo sexual" - quando franceses e outros europeus se aproveitam da falta de cuidado público com suas crianças e adolescentes. Na região do município do Oiapoque, por exemplo, europeus da Guiana Francesa atravessam a fronteira com o Amapá, para abusar de brasileirinhos - muitas vezes sob a vista grossa de cúmplices, entre autoridades.
PINGOS NOS ÍS: HASSELMANN SOLTA O VERBO
Para Joice Hasselmann, âncora e comentarista de "Os Pingos Nos Is", da Jovem Pan, a exposição,
patrocinada pelo Santander, mas que na prática foi financiada com dinheiro
público, pois trata-se de renúncia fiscal “é uma afronta à família, às
crianças e a todo cidadão de bem do país. As telas fazem apologia à pedofilia e
zoofilia e estavam expostas ao público em geral”. O deputado Marcelo
Van Hattem, do PP, provocou o Ministério Público para que o dinheiro seja
devolvido ao erário. O advogado e
consultor jurídico do DEM, Adão Paiani, entrou com uma queixa-crime contra os
responsáveis pela exposição do Santander Cultural. Joyce declara: "Ambos estão corretos. A
turma de esquerda chama de fascistas aqueles que protegem nossas crianças. A exposição é composta de obras
que incitam crimes, você está ofendendo também aqueles que defendem a
diversidade. É um ataque a símbolos religiosos....Eram cerca de 270 obras e
parte delas promovia zoofilia, pedofilia, erotização infantil, deixem as nossas
crianças em paz canalhas!... Olhem essas imagens, crianças que deveM ter 8, 9
anos de idade: “criança viada travestida da lambada”, “criança viada, deusa das
águas”. A esquerda adora fazer esse tipo de coisa, atacar nossas crianças com
erotização precoce. E isso estava aberto. As escolas
estavam levando as crianças pra ver essa exposição. Esse diabo dessa exposição,
esse raio dessa exposição tinha hóstias com palavras [escritas sobre elas] como
língua, vulva, algo sagrado pra quem é da religião católica, uma imagem de
Jesus Cristo totalmente pervertido e desmontada, uma mistura de Jesus com Shiva,
aquela deusa indu. Isso não arte, nem aqui nem na china. É um monte de tela
pornográfica que faz apologia a crimes e ao mesmo tempo ataca a religião dos
cristãos. Os brasileiros são em sua maioria cristãos, foram atacados por uma
exposição que afronta a família tradicional, aos valores cristãos e, uma
afronta aos homossexuais porque faz uma ligação aos que defendem a diversidade.
O banco fechou a exposição e pediu desculpas. É pouco! O dinheiro público que
foi colocado nessa exposição tem que ser devolvido. Repito, é lei de incentivo
à cultura, é renúncia fiscal, grana pública, sai do seu bolso, amigo. Estão
tirando dinheiro de seu bolso para ensinar erotização e fazer apologia ao crime
pra crianças, para as nossas crianças. A exposição é uma aberração, as imagens
são asquerosas, criminosas. Nós merecemos respeito! A Luciana Genro, [representante
esquerdinha do PSOL, saiu em defesa da exposição [mostra a foto da manifestação
no facebook de Luciana Genro, que reproduz “Nuances – Grupo Pela Livre
Expressão Sexual”]: “Os fascistas conseguiram implodir uma bela exposição
artística em Porto Alegre. Querem decidir o que é arte e censurar expressões da
diversidade. São os famosos liberais na economia e conservadores nos costumes”.
Conclui Luciana: Lamentável que o Santander Cultural tenha se curvado ao atraso
e cancelado a exposição. Terça-feira haverá um grande ato em defesa da arte e
da diversidade. Estarei lá!”]. Joyce: “Depois
ela excluiu a postagem do Facebook, gente, ela tomou tanta pancada do público
que a segue, do público que defende a diversidade”.
GAUDENCI0 FIDELIS VERSUS “MAMÃE FALEI”
Gaudêncio(a), curador da famigerada exposição, em entrevista
a Ivan Mattos, afirma que o boicote foi ato exclusivo do MBL – Movimento Brasil Livre - acusando o movimento de impor censura à
mostra. Afirma: “Não existe um precedente para o que estamos vivendo no Brasil, com o
cancelamento dessa exposição, mesmo na época da ditadura que tivemos momentos
terríveis de perseguição. É importante a gente ter em mente que essa atitude é autoritária
e também de censura, na medida em que ela não permite, nessa ofensiva agressiva
do MBL e da extrema direita, que as pessoas possam, nesse processo de discussão,
que as pessoas possam ver a exposição. Essa oportunidade foi fechada. A decisão
do Santander de fechar a exposição e não permitir que as pessoas possam ir lá,
ver, tem um significado que é o seguinte: Quem decide agora o que nós vamos ver
é o MBL, é a extrema direita do País, as correntes mais reacionárias. Qual é o
precedente que isso cria daqui pra frente? Essa é a gravidade da coisa”.
Em debate entre o MBL e o curador da mostra, Gaudêncio, na
Rádio Guaíba, ele afirma que “o MBL invadiu a mostra e criou uma narrativa
distorcida da mostra”. Mamãe Falei, do MBL contradisse o curador: “Eu
discordo quando ele afirma que a exposição é de alto teor acadêmico. Eu como
não sou artista não entendo a genialidade de um homem fazendo sexo com cabrito,
exposto para crianças, nem com uma roupa onde as crianças podem se tocar e
explorar as sensações do gênero que possa usar seu corpo de nascença. Enfim, você
disse que é para abrir o debate. Parabéns, você conseguiu. Você acusa quem
discorda de você de censor. Eu me surpreendo porque uma pessoa que trabalha com
arte não saber a diferença entre censura e boicote é uma coisa muito
complicada, pois a censura é o uso da lei para calar a boca de quem discorda de
você, coisa que você e muitas pessoas da esquerda faz, inclusive eu sou vitima
disso. E vemos aqui um discurso lotado de contradições, que a exposição ficou
26 dias lá e de repente um membro do MBL, que não é membro do MBL coisa
nenhuma, invadiu – ele usou essas palavras – agressivamente a exposição. Disse
que o conteúdo foi distorcido. Pera lá, existe alguma edição de vídeo que
colocou lá “um homem sendo estuprado por outro?” Hoje a gente sabe que a Lei Rouanet
é usada pra sustentar artistas que não conseguem sustentar por contra própria.
Ai que a gente chega na diferença da censura do boicote. Não me venha aqui me
colocar com o um cara reacionário, que está ofendido porque mexeu com meus símbolos
religiosos, eu mesmo sou ateu e não me senti ofendido, mas me senti ofendido sim
quando um pai de família é obrigado, por meio de impostos, que vai fazer com
que seu filho seja obrigado ir pra escola... e, no objetivo que o senhor
colocou no edital foi o de integrar as escolas, claramente, numa implantação de
ideologia de gênero, com palavras técnicas, bonitinhas, etc., e ai sim, me
sinto ofendido, vendo que os pagadores de impostos são obrigados a colocar seu
dinheiro em exposições como essa. Faça essa exposição com seu dinheiro, ou apela para o
Santander colocar o dinheiro dele para promover a exposição”.
Kim Kataguiri, do MBL defende-se da acusação de que estariam
impondo censura a exposição. Ele afirma: “Foi uma campanha de boicote a uma exposição
que queria mostrar pedofilia, zoofilia e ofensas a fé cristã, ofensas a imagem
de Jesus Cristo para crianças, de escolas públicas e escolas privadas. Essa
mesma esquerda boicotou aquela empresa de móveis planejados que fazia propaganda
com uma mulher de biquíni, falando que era um absurdo, era objetivação da
mulher. Bom, direito de vocês boicotarem.
Essa mesma esquerda boicotou a Riachuelo, porque no dia dos namorados
colocou apenas casais de namorados heterossexuais, direito de vocês. O
SANTANDER voltou atrás porque a exposição é incompatível com os valores de seus
clientes. Não existe maior símbolo, maior sinal de liberalismo do que isso! É a
soberania do cliente. O cliente foi rei ao boicotar o Santander”.
SÉRGIO CORTELA: “GUENTE O TRANCO”
Sérgio Cortela, ex-secretário da Educação no Paraná
declarou, em entrevista: “Liberdade de expressão não significa licença
para qualquer coisa. Isso significa que aquele ou aquela que vai expressar a
sua ideia, sua imagem, seu texto, ele faz o que quiser. Ninguém pode impedi-lo
de fazer. Mas ele ou ela assume a consequência se aquilo, por acaso, colidir
com a legislação vigente. Por exemplo, a arte de maneira geral, se expressa de
diversas maneiras e as pessoas podem apreciar ou não. Não existe na nossa
Constituição a possibilidade de proibir sua expressão a não ser se aquilo
colida com princípios que já estão na própria Constituição. No Brasil o peso é
maior do que nos EUA em que a Constituição abre qualquer outra possibilidade,
embora lá a censura, especialmente em faixa etária, seja maior. Por isso vamos
aos fatos: Liberdade de expressão tem que ser plena em qualquer atividade, o
que não significa que a pessoa que exerce essa liberdade possa fazê-lo sem
qualquer consequência quando isso fere qualquer outro princípio coletivo de
vida.... A arte tem, de fato, liberdade
maior, agora, o argumento principal é de dupla natureza. O primeiro é o teu:
Vai quem quer. O segundo é: A liberdade existe enquanto não houver colisão com
a Legislação. Se ela não é preconceituosa, se ela não agride a questão do
racismo, se ela não toca no tema do preconceito e também de outras coisas
ligadas a ruptura da República, a ideia da defesa do princípio daquilo que não
é constitucional, ela faz parte. Frequenta quem deseja, faz quem acha correto, e
quem quer construir e depois não for apreciado, para usar uma expressão mais
antiga, “guente o tranco”. (Reportagem/pesquisa: José J de Azevedo)



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