segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A INVENÇÃO DA RODA QUADRADA

Tentativa de Expor estratégias de adversários da RODA REDONDA e tudo que diz respeito a  tradições e conquistas, refutadas como antiquadas e subversivas pelos revolucionários da
RODA QUADRADA.
Durante milênios o homem conviveu com a pedra.
Foi considerada pesada e inútil por muitos milênios.
Até que notou que ela podia ser modelada pelo tempo e pelo atrito. Criou, então, ferramentas, forjou armas de caça e de defesa, fez os primeiros desenhos em paredes rochosas de cavernas. Quando ocorriam terremotos percebia que as pedras arredondadas rolavam com maior rapidez e sincronia.
Nascia a ideia de usá-las para o transporte, porém, eram densas demais para tracioná-las com a força de animais. Assim, através de milênios, passou a utilizar a madeira, modelando sua forma para facilitar a locomoção, chegando  à roda. Até que surgiu a brilhante invenção do eixo. Porém as arestas impediam a velocidade e, dessa forma, do tronco disforme nascia a roda burilada, logo desgastada no atrito, até que descobriu o ferro - criando resistentes aros. Nascia, assim, o primeiro carroção capaz de transportar a produção agrícola, levando progresso a tribo, até então nômade e coletora.

No século 19, quando veículos a motor transitavam pelas ruas, alguém cerrou os punhos, bateu na mesa, elaborou manifestos. Dizia que a roda, tudo e todos estavam errados, devendo ser reinventados. Deixou de lado, como nocivos, escritos de sábios, profetas e sonhadores, que forjavam o lento avanço da civilização. Negava radicalmente o passado como atrasado, injusto, opressor da população.
Esmurrava, bravejava, cuspia e escrevia que era hora da Grande Revolução!
A roda, durante milenios aprimorada até chegar aos áureos tempos de descobertas, engenhos e tratados, era subversiva e levava a civilização ao erro, à injustiça. Alguém nesse período chegou a dizer que a religião era "o ópio do povo". Deus seria uma invenção da mente humana. O homem podia e devia rejeitar a existência de um Criador. Governos, escolas, tribunais, avanços nas artes e ciencias estavam errados: A roda tinha que ser remodelada, mesmo que fosse necessário virar a ética de cabeça prá baixo. Os fins passaram a justificar os meios em beneficio da ideologia simétrica da forma quadrada. Dessa forma surgiram seguidores, pipocando aqui e acolá, questionando a roda, sua redondeza: Doravante tinha que ser quadrada!

Assim, a ferro e fogo, inflamando o povo em determinadas regiões, destruiram a roda e tudo o que se relacionava a ela: Valores, crenças, tradições, instituições. Eram reações a injustiças e exploração muitas vezes brutal de sociedades ainda feudais - porém a soberba tomava conta e a mentalidade de novos líderes se tornava pior ainda do que de antigos senhores de terra e gente. Da mesma forma que antes a massa exigia uma elite pensante de sabe-tudo do novo paradigma da realidade!
Dessa forma o numero de vitimas, chamados de traidores da pátria proletária, aumentava. Dezenas de milhares foram sendo torturados, exilados ou mortos. Quem resistia era fuzilado junto com familiares, fossem príncipes ou barões, pobres ou remediados, leigos ou clérigos - chegando ao espantoso numero de cerca de 70 milhões de eliminados, adeptos subversivos da roda redonda ou perigosos iniciados na transcendência da vida.

Para delirio de adeptos dessa revolução substituíam Deus por deuses entronizados: Bustos de bronze,  reverenciados, sejam os bigodudos, os barbados sérios, gorduchos sorridentes - como diminutos deuses louvados, carregados em marchas militares. Sob bandeiras tremulantes, marchando com paixão e ira. Em várias partes do planeta tudo foi sendo modificado. Os que clamavam que a roda era redonda eram perseguidos, internados como loucos: Delirantes do capitalismo! Muitos fugiam além fronteiras, exilados para sempre, recomeçando a vida sobre cinzas e lágrimas.

Assim, figuras erguiam-se sobre as ruínas que causaram nesses impactos. Impunham poder totalitário, delação, espionagem, vigilância: Tudo que não estava em sintonia com o Partido da Roda Quadrada ou do Estado Quadrado eram banidos: Templos queimados, religiões proibidas, associações civis banidas, teólogos deportados, escritores perseguidos, etc. Até que, décadas depois das tragédias  os muros ruiram para a alegria de milhões. A roda voltou a ser redonda, cumprindo sua missão de transportar montes.

Porém não se enganem os que crêm na redondeza da Roda, nas tradições milenares que modelaram a pedra e desenvolveram a mente humana, formando democracias liberais da Roda.
Velhos e novos adeptos da roda quadrada se levantaram em áreas estratégicas. Há décadas criaram agendas do avanço para mudança da mentalidade.  Novas concepções teóricas, escolas, livros, debates em torno da quadratura da roda. Não mais a luta armada, nem guerrilhas com armas de fogo ou intimidações. Agora sim: ocupação sagaz, subterrânea! reconstrução da roda quadrangular. Angulos em posição de sentido!

Refrões: Minar nações, questionar a fé, destruir tradições, ética e moral - legados que forjaram nações, fundaram instituições e poderosas democracias - apesar de imperfeições e contradições humanas. Tipo, "Vamos conquistar os filhos da elite financeira, intelectuais, manipuladores do Mercado para a boa causa da Roda Quadrada!"
Agora, não mais murros sobre a mesa, nem muros com espias e fuzis de eliminar adeptos da Roda Redonda em fuga. Subverter os símbolos das maiores conquistas de humanidade: Liberdade de pensar, inventar, criticar, publicar, criar sem tutela de uma quadratura estatal! Nesse feixe de resistência os anarquistas advogando um mundo sem governos instituídos; os utópicos socialistas, querendo salvar oceanos e florestas e camada de ozônio - formando partidos para equilibrar e cooptar adeptos da Roda Oval - nova tendência politica de uma terceira via.

Discursando fundamentalistas do materialismo dialético da Roda Quadrada: "Para chegar a este revolucionário ideal, vamos à guerrilha cultural, cortar o mal pelas raízes, acabar com a milenar civilização judaico-cristã da Pedra Redonda! Agir sutil, silencioso e obstinado mover dos ativistas da mudança, nas escolas, seminários, na imprensa, na mídia em geral, no teatro, nos sindicatos de escritores, ocupando espaços nas universidades, manipular mentes infanto-juvenis. Em lutas por direitos, proteções das minorias, autonomia das mulheres sobre seu corpo, lutas pelo aborto, progressistas de bandeiras coloridas da Mudança - mote universal da Roda Quadrada. Vamos rotular e depreciar: Fora nazistas, não as religiões que oprimem, façam a cabeça das crianças, pervertam a arte, simulem sonhos de liberdade & diversidade e então triunfaremos sobre o caos que criamos. Vamos, senhores da Revolução, tudo pela Roda Quadrada! Vamos manipular a história, vamos maquiar biografias! Avante darwinistas, evolucionistas da espécie, arautos da nova antropologia, engenharia social, pensadores da revolução cultural, subversão total".

Assim a confraria do Quadradismo tenta devorar o mingau pelas bordas, sempre motivada pela obsessão - muitos no engano de "boas intenções", outros soberbos, querendo ser os Tzares do momento. Outros, travestidos de professores formando rebanhos sincronizados de inocentes úteis, conspirando, infiltrando, rufando tambores pela hegemonia do Governo Mundial da Roda Quadrada!

Da mesma forma ideológicos da Roda Redonda buscam fortalecimento dos pilares da Democracia que tem um dos lemas supremos: "Governo do Povo, para o Povo e pelo Povo", uma equação oposta a busca do poder por parte de iluminados de ocasião. Busca-se dessa forma o fortalecimento do Estado de Direito, o equilíbrio e independência dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário - tendo as Forças Armadas como guardiãs da ordem instituída. Cabe, portanto, ao eleitor a busca de aprendizado da cidadania, para evitar que a iniquidade tome assento no Parlamento da República da Roda Redonda - como vem ocorrendo em diversas nações, o que fomenta e municia adeptos obstinados da Roda Quadrada. Já dizia há mais de 1.500 anos atrás o sábio chinês Lao-Tse: "O melhor governo é o que menos governa". Há, pois, fundamental importância na geração de professores comprometidos com a Democracia real, com a consciência Republicana, baseada no respeito e aprimoramento da Constituição - em cada País - contribuindo para o exercício da cidadania capaz de eleger aqueles que os possam representá-los com fidelidade, forjando Leis que garantam a supremacia do Direito, da Justiça Social, da independência e equilíbrio entre os Poderes - rejeitando aqueles que queiram impor o atraso da ideologia da Roda Quadrada - que não deu certo em função de atentados à Liberdade e imposições totalitárias, sejam de direita, como nos regimes quadrados de direita, como em Hitler, Mussolini, entre outros e regimes quadrados de esquerda, liderados por Stalin, Lenin, Castro, a cruel dinastia na Coréia do Norte e governos híbridos como na China, que oprime milhões com suas leis, restrições e perseguições, de um lado, e agem com toda a agressividade capitalista em suas relações internacionais.




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