segunda-feira, 2 de julho de 2018

BRASIL, O FATOR HUMANO E A REPÚBLICA

HUMANIDADE - Pintura de  Tarsila Amaral.
Vivemos em tempo de crise cujo retrato tem muitas faces. Graças a natureza fértil e o trabalho de milhões o Brasil ainda é um bom País pra se viver. Se lançarmos o olhar inquiridor sobre a face do planeta veremos que devemos dar graças a Deus – pois a situação de bilhões de pessoas no mundo é cada vez mais difícil. Apesar de governos marcados por projetos de poder, que desorganizam o País, ainda podemos viver bem melhor do que em grande parte do mundo. Mas é preciso estar “atento e forte”, como cantaram os Mutantes nos anos 60/70. Essa crise faz parte da condição humana. O homem sempre foi um ser corrupto desde que se rebelou no Éden. João Calvino, o reformador da Igreja na Europa, juntamente com Lutero, definiu essa natureza caída como em estado de “depravação total”. Temos pois duas facetas da crise, a espiritual e a social – gerando crises ambientais, políticas e comportamentais.
Estamos todos em busca de culpados para a crise que vivemos, no Brasil: Endividamento com juros abusivos praticados por banqueiros – que por sua vez, em conluio com a elite governamental, deste e de outros governos, rapinam a economia do País com crescente dívida e gerando pressão sobre a economia popular, já que sem a circulação monetária sadia há empobrecimento gerado pelo desemprego, fábricas fechando, classe média deixando de consumir em função da exorbitância de impostos – cuja contrapartida é medíocre e deficitária.
Na geopolítica atual o Brasil é visto como a cereja do Bolo – especialmente na Amazônia legal – a maior área tropical do planeta – seus minérios e potencial agrícola fantástico – se utilizado com sabedoria, sem a depredação causada pela mecanização/venenos agrícolas e devastação florestal – como ocorre hoje no meio oeste, causando desequilíbrio ambiental que poderá ser agravado superlativamente se não houver reflorestamento ciliar e respeito as reservas legais.
Vivemos, pois, em mudanças de paradigmas. Precisamos mudar para sobreviver e dar melhores condições de vida a grande faixa da população (água potável, saneamento básico, trabalho e renda dignos, moradia, combate a violência, etc.). Para isso é necessário mudar os quadros políticos de mentalidade profana e hereditária – com o voto e pressão social, pacífica mas obstinada, programática. 
JUVENTUDE - A corrupção sangra a economia, gerando desigualdade.

Falamos sobre a cobiça internacional sobre o Brasil e a questão ideológica é fundamental para analisar o divisor de águas que tenta dividir a nação, gerando instabilidade institucional e perigos ainda maiores. Há pressões internas e externas. O combate a corrupção ainda é limitado a alguns heróis e centrado nos conchavos corruptores entre políticos e empresários – que buscam soluções nada ortodoxas para sua permanência, ou retorno ao poder. A corrupção é ainda muito maior se desnudarmos além da ponta do iceberg, aprofundando e desbaratando essa doença, desde câmaras municipais, prefeituras, estatais, ministérios e até em setores das presidências, nos últimos 30 anos – e além passado já que a corrupção tem matizes que adentram a história do Brasil, desde a chegada das caravelas portuguesas.
O Parlamento vem sendo eleito através do engessamento legal – as leis são feitas para a permanência dos mesmos, em grande parte. Há o fenômeno da nordestinização do País, com programas sociais que não passam de currais eleitorais de milhões de cabeças – já que não há complementariedade, profissionalização e geração de emprego. Se de um lado há esbanjamento irresponsável de recursos, como na construção superfaturada de estádios ociosos, escandalosas mordomias no staff governamental – com gastos astronômicos para manter os paquidermes dos poderes – legislativo, executivo e judiciário -  há crescente abandono em setores vitais, como saúde, educação, vias públicas, portos e estradas sucateadas por falta de manutenção.
ESCOLAS-PARTIDO - Ideias globalistas e rejeição a Nação.
Há uma estratégia de emburrecimento e alienação da Nação, seja através de redes de TV de baixo nível cultural – impondo a desconstrução familiar – a base da sociedade – seja na veiculação do noticiário, distorcido em função de parcerias bilionárias de governos e corporações da mídia – o que vem abrindo espaço para as redes sociais, nem sempre bem informadas, ou navegando em contraditórios. Porém, melhor do que nada, como acontece em republiquetas como Venezuela, onde o governo acha que a censura e a restrição da informação seja um bom caminho para a permanência obsessiva no poder – como acontece sempre em ditaduras, sejam de direita como de esquerda.
Porém as mazelas estão também no setor privado, especialmente quando associadas a governos impositores, que sobrevivem como sanguessugas da população. Grandes corporações são menos piores do que governos totalitários, porém quando há a associação das duas temos fenômenos como  o da China: Oprime os cidadãos dentro de seu território, com pesadas cargas de trabalho – semelhantes ao período da industrialização na Europa – e capitalismo agressivo avançando sobre economias debilitadas por governos corruptos atrelados a esquemas nada republicanos; o triunfo da mediocridade sovina e materialista de quem perde a alma e não encontra mais o que preencha seu vazio espiritual.
O resultado dessa concentração de riquezas de políticos burocratas consorciados a corporações transnacionais – sob o manto da corrupção – seria a junção de interesses e ereção de governos autoritários e o descarte dos princípios democráticos.
O que resta a população nesse beco aparentemente sem saída?
Há os profetas do caos, que anelam a volta do regime militar, de viés nacionalista. Cresce no Brasil aqueles que perderam a esperança no atual sistema, mal disfarçado de “Democracia”. A violência encorajada pelo armamento de quadrilhas e desarmamento da população – que não pode reagir para se defender, em função do medo e de restrições legais infladas por ONGs de defesa de direitos humanos; a subversão chega a ponto de um presidiário ganhar mais do que um operário. Em vinte anos cerca de 1,5 milhões de cidadãos foram assassinados. Que orquestração maligna é essa que tira o direito de defesa – até mesmo de policiais que protegem a população? Há crescente alienação, o famoso “pão e circo” do Império Romano – fazendo coincidir a Copa do Mundo com as eleições gerais – para distrair e embrutecer a população.

Há orquestrações internacionais, promovidas por terroristas da manipulação do Mercado, para desestabilizar países, vender armas de guerra, gerar o caos social e ter lucro com a desgraça alheia – promovida por insufladores do caos. Essa estratégia luciferiana não pode, não deve dividir o Brasil. Temos um inimigo comum a ser derrotado, independente de nossas convicções pessoais: a traição arquitetada nas trevas. Devemos permanecer amigos uns dos outros, participar de manifestações não-violentas, baseadas na ética e na moralidade inquebrantável. Esse inimigo invisível e atuante só poderá ser derrotado com muita prudência, solidariedade mútua.
Essa guerra, antes de tudo, é espiritual. Ofensas irracionais, apelações para a discórdia e mútua acusações entre a população não podem prosperar ou levar a um bom termo. Grandes conquistas da humanidade foram vencidas sem armas e sem um tiro sequer, como na revolução promovida por Maratma Gandhi, na Índia, Confúcio e Lao-Tse, na China, Rev. Martin Luther King nos EUA, Nelson Mandela, na África do Sul – e, especialmente no Ocidente, por Jesus Cristo – cujos seguidores no Brasil são centenas de milhões, mais de 90% dos brasileiros. Não há potestade que não caia se seguimos o Caminho da Paz e rejeição pública e notória de toda a injustiça e corrupção, sistêmicas.
CORRUPÇÃO SISTEMICA - Ameaça à liberdade e Estado de Direito. 

Que cidadãos de todas as classes, inclusive no Parlamento, ministérios, forças armadas e judiciário, tenham grandeza de coração por amor do nosso lindo e abençoado País e seu povo em grande parte magnânimo. A vida é sagrada por isso todo atentado a ela, seja antes ou depois do nascimento é crime lesa-humanidade – e suas consequências são nefastas para uma Nação – por isso a cultura pró-vida deve suplantar os discursos da autonomia e supremacia do eu – tão cultuada pela cultura hedonista de nossos dias. Dessa forma, cada cidadão deve ser porta-voz da conscientização dos direitos e deveres de cada cidadão – fechando brechas. A amizade e a solidariedade entre os brasileiros deve substituir o jeitinho, a milícia desonesta, as fraudes.

IGREJAS CRISTÃS AUTENTICAS FORJAM NAÇÕES DEMOCRATICAS
Os mais conscientes e informados podem e devem ser difusores de valores que forjam uma Civilização: A honra, a honestidade, o trabalho e a lealdade de uns para com os outros. Templos podem e devem ser escolas para a integridade e a cidadania conscientes – sem serem aparelhados ideologicamente. As escolas públicas ou particulares devem formar cidadãos íntegros e capacitados e não massa de manobra de partidos políticos. Homens e mulheres, crianças e jovens devem ser orientados pelo ensino de valores tradicionais do cristianismo real e não pela mudança obsessiva da cultura permissiva, difundida com objetivo de desconstruir a Nação. Homens de joelhos diante de Deus estarão de pé diante dos homens.  Sempre com incondicional amizade. (José Julio de Azevedo/ 2.7.18)

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