Alexander Soljenítsin:
“OS HOMENS SE ESQUECERAM DE DEUS”
"O efeito da ideologia marxista é precisamente colocar o Estado comunista no caminho da dominação. Ninguém acredita que ele deveria dominar, muito menos aqueles que se desculpam por seus "erros" e "desvios". Nem qualquer cidadão de um Estado comunista deseja aumentar o seu poder de forma tão alarmante. Mas ninguém sabe como pará-lo, já que nenhuma razão para pará-lo pode ser proferida sem penalidade instantânea"
(PENSADORES DA NOVA ESQUERDA - Roger Scruton)
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| SOLJENÍTSIN, PREMIO NOBEL DE LITERATURA |
REVISTA EXAME, 11.11.2016 - Roma – O papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal italiano “La Repubblica”. Disse o Papa: “São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”. Por isso, Francisco espera que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”. O pontífice evitou falar do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assegurou que dos políticos só lhe interessa “os sofrimentos que sua maneira de proceder podem causar aos pobres e aos excluídos”.Francisco explicou que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário “acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos”. Sobre os supostos “adversários” que tem no seio da Igreja, Francisco assegurou que não os chamaria assim e que “a fé une todos, embora naturalmente cada um veja as coisas de maneira diferente”.
AS TEORIAS MARXISTAS, MATERIALISTAS, E A REALIDADE DOS REGIMES COMUNISTAS NO MUNDO
O cristianismo bíblico com relação a realidade humana nada tem a ver com regimes políticos - Jesus ensinou a prática da solidariedade e da justiça. Não condenou as riquezas, mas o uso egoísta das mesmas. Sua mensagem sempre foi dirigida a indivíduos e não a grupos politicamente organizados. O mandamento magno de Jesus foi: "Amarás a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a si mesmo". Com relação a governos foi claro: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". O Livro Negro do Comunismo contabilizou cerca de 100 milhões de vitimas dos regimes comunistas. Apenas na China Mao-Tsé-Tung exterminou 50 milhões de seres humanos em nome de um regime - que hoje domina o povo chinês, monitorando-o cada cidadão com um numero, identificando-o em todos os lugares que vai. A Igreja cristã - a segunda maior do mundo, apesar da perseguição - é clandestina, em pequenos grupos familiares. Milhares de cristãos foram e continuam sendo presos, como "inimigos". Não há qualquer identificação entre a prática cristã e o regime comunista. Alegar a igualdade é uma balela - pois em Cuba, por exemplo, o povo vive no ostracismo, dependente do Estado, sem perspectivas de liberdade e iniciativa própria. O pensamento é vigiado, a imprensa é estatizada e é proibido a um cubano se dirigir e conversar livremente com um turista. Falando com seus discípulos Jesus disse: "Os pobres sempre estarão convosco". Com certeza é muito mais fácil cuidar dos pobres em regimes liberais do que sob a tutela de estados dirigidos por ateus, eu nagam qualquer valor a Biblia Sagrada, o livro dos Cristãos.
ESCRITOR RUSSO DENUNCIOU AO MUNDO A BARBARIE DAS PRISÕES DA URSS
O escritor russo Alexander Soljenítsin era, na juventude, um marxista-leninista convicto. Mas depois se revelou nacionalista e monarquista, decepcionado com o regime comunista. Ele queria restaurar a “Mãe Rússia” em todo o seu esplendor mítico. Monarquista, considerava a Democracia uma péssima forma de governo. Em função do horror do qual foi testemunha chegou a admirar Franco e Pinochet, pelo combate ao movimento comunista na América Latina. Reconhecia apenas, e só em Putin julgou ter encontrado um chefe à altura para governar a Rússia. Sobre o ateísmo, durante seu discurso de recepção do Prêmio Templeton para o Progresso da Religião, em maio de 1983, Soljenítsin declarou: "Mais de meio século atrás, quando eu ainda era uma criança, lembro-me de ouvir um número de pessoas mais velhas oferecerem a seguinte explicação para os grandes desastres que se abateram sobre a Rússia: 'Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu'. Desde então, tenho passado quase 50 anos estudando a história de nossa revolução. Durante esse processo, li centenas de livros, colecionei centenas de testemunhos pessoais e contribuí com oito volumes de minha própria lavra no esforço de transpor o entulho deixado por aquele levante. Mas se hoje me pedissem para formular da maneira mais concisa possível a causa principal da perniciosa revolução que deu cabo de mais de 60 milhões de compatriotas, não poderia fazê-lo de modo mais preciso do que repetir: 'Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu'". Alexander Soljenítsin ganhou em 1970 o Premio Nobel de Literatura pelo livro “Arquipélago Gulag” – sua biografia, em que revela as condições desumanas dos campos de prisioneiros na Sibéria. Prisão e início da carreira literária. CAMPOS DE TRABALHOS FORÇADOS - Durante a Segunda Guerra Mundial Solzhenitsyn serviu como comandante no Exército Vermelho, estando envolvido em ação na Frente de batalha, e duas vezes condecorado. Uma série de textos publicados no final de sua vida, incluindo o inacabado romance “Love lhe Revoluteio!” narra sua experiência de guerra e suas dúvidas crescentes sobre os fundamentos morais do regime soviético Algumas semanas antes do fim do conflito, já havendo alcançado território alemão na Prússia Oriental, foi preso por agentes soviéticos por fazer alusões críticas a Stalin em correspondência a um amigo. Ele foi acusado de propaganda antissoviética sob o artigo 58 parágrafo 10 do Código Penal soviético, e de fundar uma organização hostil sob o parágrafo 11. Foi condenado a oito anos num campo de trabalhos forçados, a serem seguidos por exílio interno perpétuo. A primeira parte da pena de Soljenítsin foi cumprida em vários campos de trabalhos forçados; a "fase intermediária", como ele viria a referir-se a esta época, passou-a em uma sharashka, um instituto de pesquisas onde os cientistas e outros colaboradores eram prisioneiros. Dessas experiências surgiria o livro "O Primeiro Círculo", publicado no exterior em 1968. Em 1950 foi enviado a um "campo especial" para prisioneiros políticos em Ekibastuz, Cazaquistão onde trabalharia como pedreiro, mineiro e metalúrgico. Esta época inspiraria o livro “Um Dia na Vida de Ivan Denisovich”. Neste campo retiraram-lhe um tumor, mas seu cancro não chegou a ser diagnosticado. A partir de março de 1953 iniciou a pena de exílio perpétuo em Kol-Terek no sul do Cazaquistão. O seu tumor, ainda não detectado, continuou a espalhar-se, e no fim do ano Soljenítsin encontrava-se próximo à morte. Porém, em 1954 finalmente recebeu tratamento adequado em Tashkent, Uzbequistão, e curou-se. Estes eventos formaram a base de “O Pavilhão dos Cancerosos”. Foi durante esta década de prisão e exílio que Solzhenitsyn abandonou o marxismo e desenvolveu as posições filosóficas e religiosas de sua vida posterior, gradualmente se tornando um cristão, como resultado de sua experiência na prisão e nos campos. Este por sua vez é semelhante ao que aconteceu a Fyodor Dostoyevsky durante seus anos na Sibéria e sua busca por fé. Durante os seus anos de exílio, e após sua libertação e retorno à Rússia Europeia, Soljenítsin, enquanto leccionava em escolas secundárias durante o dia, passava as noites escrevendo em segredo. Mais tarde, na breve autobiografia que escreveria ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, relataria que "durante todos os anos até 1961, eu não estava apenas convencido que sequer uma linha por mim escrita jamais seria publicada durante a minha vida, mas também raramente ousava permitir que os meus íntimos lessem o que eu havia escrito por medo de que o facto se tornasse conhecido". Soljenítsin retornou à Rússia em 27 de maio de 1994, depois de vinte anos de exílio e morreu em Moscou em 3 de agosto de 2008, segundo o seu filho, em consequência de uma insuficiência cardíaca aguda.
O BRASIL E O ESQUECIMENTO DE DEUS
O testemunho de Soljenítsin é um alerta para a humanidade, quando, especialmente em tempos de crises e divisões políticas – onde não faltam ressentimentos e ódios – é preciso estar fortalecidos na fé. Não apenas na fé religiosa, muito mais que isso, a fé em Deus, capaz de lutar pela paz, justiça, fraternidade. Para isso ser possível é necessário o abandono das idolatrias que afastam o coração de Deus – sejam elas visíveis, como a riqueza, sejam invisíveis como a soberba, a arrogância e o egoísmo. Alguém que ama e serve a Deus será capaz de amar e valorizar seu próximo, além da família, e a interceder pela Nação e pela integridade do Brasil – este maravilhoso País formado por centenas de tribos indígenas e gente advindas dos cinco continentes. A mentalidade sovina, bandeirante, tem que dar lugar a uma atitude amiga e solidária frente a realidade de milhões que ainda vivem em precárias condições e carecem de homens e mulheres sábios. Há milhões de pessoas que “se esqueceram de Deus”. Mais do que nunca devemos estar firmes em busca de soluções que venham do Alto, e não das trevas em que nações mergulham por causa da arrogância e do abandono de DEUS. (Editor/JJA)
Fonte de informações biográficas: Wikipédia
Bibliografia
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- https://exame.abril.com.br/mundo/papa-diz-que-comunistas-pensam-como-os-cristaos/

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