quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ENTRE COXINHAS E MORTADELAS, A CULPA É DA PIZZA!



 “Aqueles que tentam controlar, que usam força para proteger seu poder, vão contra a direção de Deus [Tao]. Eles tiram daqueles que não tem o suficiente e dão para aqueles que já têm demais” (Lao-Tsé, Sec. IV a.C.).
Rev. Martin Luther King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”.



Enfim parece que os brasileiros passaram a se interessar mais por politica. Nas últimas eleições foi manifesta de forma superlativa a rejeição a classe politica, de forma geral. As mídias sociais da Internet nunca se manifestaram tanto e com tanta ênfase – especialmente através de jovens da geração youtube, facebook, twitter, etc. Aquela propalada alienação da chamada geração coca-cola parece dar lugar a novas mentalidades e manifestações. Há uma nova geração centrada no mundo, conectada, buscando sabedoria.
Grandes manifestações populares levaram dezenas de milhões de pessoas às ruas, em centenas de cidades do País: Os brasileiros estão cansados de serem enganados, iludidos, usados por maléficos representantes nos três poderes: corrupção incentivada pela legislação em que o poder econômico se associava sordidamente com partidos e políticos – prática velha como nossa combalida República; encenação de CPIs com bastidores sórdidos fazendo trapaças prá tudo acabar em pizza – com raras exceções, como a CPI do narcotráfico, que levou muita gente de calibre grosso a processos e às grades; exorbitância em remunerações turbinadas com penduricalhos, ajudas alimentação [que vergonha num país de milhares de crianças subnutridas], transporte, bolsa para passagens aéreas, moradia, cursos no exterior, e por aí a fora. A Nação está enojada. Politicos foram rejeitados nas manifestações!  Há os que querem a volta de um regime militar – não o do arbítrio, mas do milagre econômico; outros clamam pela volta da Monarquia; há os que, radicalmente, querem a “ditadura do proletariado”. Mas a maioria esmagadora quer uma Democracia de verdade, avanço na qualidade dos serviços públicos- especialmente nas áreas da saúde e educação, moradia, saneamento, boas estradas – são os primos pobres de um orçamento que relega prioridades da população para grandezas e soberbas, como as arenas do futebol, quadras olímpicas; os investimentos suspeitos do BNDES; a espúria manipulação de um País que tem um dos maiores orçamentos do mundo – porém infestado de parasitas, ninhos de ratazanas no Congresso e até na Receita Federal do Brasil! – Fora a corrupção em outros órgãos que fazem vista grossa ou se associam a grileiros de terra; madeireiros ilegais, garimpos clandestinos, etc.
Há os simplistas que gritam “Fora Temer”, “Golpe”, “Lula lá”, etc. Há os radicais de direita que só vêm as mazelas em políticos de esquerda – esses não conhecem a História do Brasil, ou fingem que todos os empresários e agronegociantes são honestos e bonzinhos; que o território brasileiro não foi retalhado em gigantescos grilos, através de sociedades espúrias de governadores, prefeitos, deputados e senadores com corjas de dilapidadores do Patrimônio que é de todos os brasileiros. Em 2013, no governo Dilma, três bancos brasileiros tiveram lucro equivalente ao PIB de 86 países! Quanto eles pagaram de impostos sobre essa RENDA escandalosa? A maior CRISE é a da falta de honestidade e de vergonha na cara! Por outro lado há os chamados “petralhas”, ou “esquerdopatas que acusam a mal-amada classe média: “Eu odeio”! Entre esses, os verdadeiros democratas, e outros manipuladores que sonham com um regime de esquerda ad-infinitum (por isso, o namoro interesseiro com magnatas do “petrolão” e o abismo ético ao considerar que “os fins justificam os meios”. Dentro desse caldo a luta entre visões de mundo, a manipulação de currículos escolares e a doutrinação político-ideológica nas escolas. Prá muitos ainda não caiu a ficha de que toda ditadura, seja fascista de direita, seja ditadura soviética,  romena, etc., foram muros sangrentos que impediram o verdadeiro crescimento espiritual, moral e social do ser humano. Todas as ditaduras são lesa-humanidade e a Democracia é uma conquista a ser respeitada, preservada e aperfeiçoada. 
 

“Mas os livros guiou os  meus pensamentos.

Evitando os abismos que encontramos na vida.

Bendita as horas que passei lendo.

Cheguei a conclusão que é o pobre quem deve ler.

Porque o livro, é a bussola que há

de orientar o homem no porvir”

(Carolina Maria de Jesus, em

"Meu estranho diário". São Paulo:

Xamã, 1996, p. 167).
 Dentro desse caldo sub-cultural, tenebrosas estatísticas que apontam cerca de 40 mil crianças desaparecidas! Milhões de portadores de Hepatite C que nem sabem da doença; cerca de 50 mil assassinatos por ano; permissividade moral gerando milhares de crianças que crescerão sem a figura paterna e outros milhares que não terão o direito de nascer – direito negado por feministas e industriais do aborto; nas estradas, a maioria mal cuidada, outras dezenas de milhares de vitimas. Enquanto isso cerca de R$ 500 bilhões são surrupiados na sonegação de impostos por grandes empresários e corporações, aumenta o numero de vitimas do aedes aegypti com suas doenças, má formações cerebrais, etc., – aumentando um cenário triste que poderia ser evitado se houvesse mais honestidade e honra por parte de milhares que enriquecem na sonegação ou na corrupção, e dessa forma, culpados por tantas vitimas por falta de recursos. Como diria Carolina de Jesus: “Ai de vós”!
Enfim, se aposta na divisão: Coxinhas de um lado e Mortadelas, de outro; muitos ganham com confrontos e inimizades enquanto a Pizzaria Brasília, com suas filiais nas capitais dos Estados, estavam de vento em popa. Precisamos entender que a divisão da população só gera fraqueza e traumas. Temos um inimigo comum, a Pizza e os pizzaiolos! Precisamos estar em paz, mobilizados pela aprovação de leis que acabem com brechas de sonegadores e fraudários; leis que disciplinem a regência do orçamento da União; e que seja revertido especialmente para as necessidades básicas, prioritárias, e mais importantes da República - isto é de cada cidadão pagador de impostos. Chega dessa regalia de bolsa-empresário - iniciativa privada deve ter competencia para sobreviver pelos próprios méritos e recursos; chega desses juros escorchantes pagos a bancos transnacionais.
O Brasil precisa, sim, de uma revolução: Uma revolução espiritual! Que cada brasileiro vá fundo na própria consciência e reconheça seus erros e motivações. Que a “lei de Gerson” seja revogada: nos púlpitos e sacristias, principalmente, nas tribunas, redações da mídia, repartições públicas, ministérios e escolas. Que cada brasileiro honre sua Pátria e seja leal com seu próximo. 

Lao Tsé, sábio chinês que viveu há mais de 3 mil anos disse: “O melhor governo é o que menos governa” – disse também que quando a população decai moralmente fala-se em “autoridade do governo”.
Nós brasileiros temos muitas virtudes, mas precisamos associá-las a capacidade de autocrítica para não nos envergonharmos a cada vez que olhamos num espelho. Que seja espelho de verdade, que confronte a nós mesmos; porque é fácil ver nos outro o que não queremos ver em nós mesmos.

Não há ilusão maior que o medo,
Não há engano maior do que preparar-se para a auto defesa,
não há maior desgraça do que ter um inimigo”. (Lao-Tsé, IV a.C.)

Lembremo-nos, pois, que nossos inimigos comuns não são os “Mortadelas” ou os “Coxinhas”. O Brasil vive a grande oportunidade de fazer uma faxina ética e moral na política, com gente jovem, com pessoas marcadas pelo amor a Nação e respeito ao próprio nome. Chega dos mesmos! Participe da Democracia com o sincero desejo de avançar e mudar para melhor. Não existe nada melhor que a Democracia. Lembremo-nos do que disse o Dr. Rev. Martin Luther King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”.
Há um ditado que diz que o “falar é prata e o calar é ouro”. Porém muitas vezes o silencio é expressão de alienação, medo ou cumplicidade. Somos todos brasileiros, vamos lutar por um Brasil melhor, mais justo, humano e solidário! (José Julio de Azevedo/Jornalista)

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