sábado, 20 de maio de 2017

BNDES, UM ROBIN HOOD ÀS AVESSAS: TIROU DOS POBRES PARA BENEFICIAR SUPER-RICOS


Sede do BNDES no Rio de Janeiro
BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, um banco do povo à serviço da República ou subserviente a megaempresários que dão calote na Previdencia Social e sonegam impostos, além da comparcerias na política? Robin Hood, chamado de “Príncipe dos Ladrões” roubava dos ricos e dar para os pobres. Aqui a história subverteu essa personagem principal de uma das obras mais populares da literatura!
Alvo de uma CPI no Congresso o BNDES está envolvido em empréstimos a juros abaixo do mercado a grandes grupos econômicos, com várias empresas, inclusive a Vale – hoje sociedade de economia mista. Muitas delas caloteiras da UNIÃO e devedoras contumazes da Previdência Social. Um pequeno empresário se estiver na malha da Receita conseguiria um pequeno e miserável empréstimo? A estratégia era rechear de dinheiro poucos grandes grupos, com dinheiro dos cidadãos, de pequenas empresas e de fundos previdenciários. Isto é, empobrecer milhões enquanto abasteciam companheiros ricos, que, por sua vez, praticavam o toma lá, dá cá da sórdida política brasileira. O que o Estadista Getúlio Vargas queria, quando criou o BNDE em 1952, era o fortalecimento de industrias estratégicas, tornar o País autossuficiente de petróleo, aço, energia, fundamentais para o progresso e independência e financiar pequenos negócios para fortalecer a economia popular – porém tudo foi sordidamente subvertido. Em 1982 foi acrescentado um S ao BNDE – passando a incluir o S de social. Antes estava subordinado ao Ministério do Planejamento, mas em 1982 passou a responder a Secretaria de Planejamento da Presidência. Foi desde então que conveniências politicas passou a gerir esse patrimônio que é da República e não de um grupo elitizado de grandes indústrias e servidores públicos de primeiro escalão.

Presidente do BNDES de 2007 a 2015, Luciano Coutinho
 UM PERFIL DO BNDES SEGUNDO O “INSTITUTO MISES BRASIL”

Conforme o conceituado IMB -  Instituto Mises Brasil – em seu site, o atual “O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas.  Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo. Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.  Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados. Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas? O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009 [Governo Lula].  Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária. Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos. E quem compra esses títulos?  Majoritariamente, o sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.  Ou seja, a atual forma de financiamento do BNDES é inerentemente inflacionária.  Ela aumenta a quantidade de dinheiro na economia. O gráfico (...) mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$ 638 bilhões.  Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, quando essa nova modalidade foi implantada” (negritos do editor).
O artigo detecta o BNDES como o maior vilão da inflação atual, gerada desde 2009: “O BNDES já jogou quase R$ 500 bilhões na economia (Todos os bancos estatais em conjunto despejaram na economia, nesse mesmo intervalo de tempo, R$ 1,100 trilhão, o que significa que apenas o BNDES responde por 45% desse valor).Além de ter causado uma grande inflação monetária — algo que, por si só, pressiona a carestia —, esse mecanismo de financiamento do BNDES, via endividamento do Tesouro, também ajudou a deteriorar o quadro fiscal do governo.  A dívida bruta está em 63,4% do PIB.  (Para que se tenha uma ideia, no final de 2013, a dívida bruta do Brasil estava em 56,7% do PIB.)”.
Em outras palavras, antes de 2009 eram os pequenos empresários que financiavam os grandes, em um e esquema para permanência no poder – vejam a diferença entre o discurso pseudosocialista e a prática lesiva a República. Após 2009 a coisa piorou e todos os brasileiros passaram a “contribuir” com megaempresários e os sonhos megalomaníacos de políticos do círculo do poder, em Brasília. No dizer de um conhecido político, hoje na berlinda, o perdeu o rumo, fabricando uma inflação para custear amigos megaempresários que, por sua vez, devolvem gentilezas sonegando dividas com a União e com a Previdência Social – claramente gerando enriquecimento ilícito com a combalida economia popular – tirando da boca e do bolso de milhões de famílias para enriquecer donos de empresas como a JBS, entre outras. Um velho esquema brasileiro, requentado e cada vez mais ousado e ideológico.
Conforme a nota do IMB, “o BNDES espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos”.
Ainda mais: “As polêmicas em torno do BNDES e de seu questionável sistema de repasse de verbas levaram a Câmara dos Deputados a criar uma CPI para investigar o banco e suas relações com empresas envolvidas no escândalo Lava Jato, que, mesmo em situação irregular, receberam seus aportes bilionários. Em 2013, antes dos escândalos de corrupção estourarem, a Petrobras havia sido a empresa mais beneficiada pelo BNDES: foram R$ 11,6 bilhões em verbas. A lista continuava com diversas empresas que mais tarde se envolveriam em escândalos dos mais diversos tipos: TIM (5,7 bi), Eletrobrás (2,5 bi), JBS (2,4 bi, desde 2005), Sabesp (1,7 bi), Copel (1 bi), Braskem (863 mi), Light (276 mi) e várias outras empresas dos mais diversos setores da economia. Agora, no início deste ano, o banco divulgou os valores dos contratos assinados em 2014. Só as grandes empresas receberam, apenas em 2014, um montante que soma os 117 bilhões de reais, de um total de 187 bilhões de dinheiro distribuído pelo banco. Mas os problemas com o BNDES vão muito além dos valores: praticamente todas as maiores beneficiadas pelas linhas de crédito concedidas pelo banco financiaram campanhas políticas ou estão envolvidas em algum tipo de polêmica”.

LISTA DAS 14 MAIS DO BNDES, SEGUNDO O IMB (TEXTO RESUMIDO)

14º - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA): “R$ 859 milhões - A COELBA é parte do holding Neoernegia, terceiro maior grupo privado do setor de energia elétrica do país. A Neoenergia tem como acionista o Banco do Brasil e controla mais de 80% da COELBA. Neoenergia é o 45º maior grupo empresarial do Brasil”.

13º – Ambev: R$ 935 milhões – “Empresa da América Latina, o conglomerado Ambev controla diversas empresas da área de bebidas. O grupo é um dos maiores financiadores de campanha durante a última corrida presidencial: foram R$ 6,7 milhões de reais em doações para os 3 maiores candidatos que participaram da disputa. Dilma recebeu 4 milhões de reais, enquanto Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram com 1,2 e 1,5 milhão, respectivamente”.

OBS: Financiar uma industria de bebidas alcóolicas é uma temeridade, já que os prejuizos causados pelo alcoolismo no Brasil têm causado milhares de acidentes, com mutilações ou aposentadorias precoces. Esse dinheiro seria melhor empregado na construção de hospitais, clinicas de reabilitação, incentivo ao tratamento de dependentes de drogas e alcoolismo - afinal quem paga a conta são recursos dos brasileiros e não para apoiar industriais cuo objetivo é o lucro, sem qualquer envolvimento com os prejuizos que causa a população. Moralismo?? Não, moralidade e bom senso.

12º – Concessionária BR-040: R$ 965 milhões – “A concessionária que administra a BR-040 também não escapa dos escândalos: a rodovia é controlada pela Invepar, uma empresa que possui como acionista a Construtora OAS, investigado na Operação Lava Jato”.

11º – Global Village Telecom (GVT): R$ 1 bilhão – “A GVT não está — até o momento — envolvida em nenhum grande escândalo, mas figura nas listas do Procon como uma das empresas com o maior número de reclamações do país e já chegou a sofrer com processos e multas por conta de problemas no cumprimento de velocidades de internet”.

10º – Renova Eólica Participações: R$ 1,044 bilhão – “Líder do setor de energia sustentável no país, a Renova é dona do maior parque eólico da América Latina. Suas relações com o poder são bem explícitas: o empreendimento tem como acionista a Cemig e a Light, que hoje detém a maior parte das ações da companhia. Neste mesmo ano, a empresa também mostrou que possuía ligações estreitas com empresas não tão limpas como a energia que sai de suas usinas — nomeou como presidente de seu conselho executivo o engenheiro Otávio Silveira, então diretor presidente da Galvão Energia, uma das subsidiárias do grupo Galvão, que hoje é investigado na operação Lava Jato. Como se não bastasse, a Cemig também é envolvida em escândalos de corrupção e negociações suspeitas com Alberto Youssef, figura central dos escândalos da Petrobras”.

9º – Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S/A (Concebra): R$ 1,060 bilhão – “Parte do grupo Triunfo, a Concebra pode não ter nenhum escândalo relacionado ao seu nome, mas não é possível dizer o mesmo sobre as outras empresas que fazem parte do Grupo. A Triunfo Econorte, concessionária de diversos trechos de rodovias do norte do Paraná. A Triunfo também realizou diversas doações de campanha, totalizadas em mais de 12 milhões de reais, para diversos candidatos (incluindo Dilma Rousseff), no nome de sua construtora”.

8º – Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S/A: R$ 1,106 bilhão – “A concessionária que controla o Aeroporto do Galeão-RJ, foi uma das empresas que mais recebeu crédito do BNDES no ano passado, mas isso não significa que ela seja exemplo de transparência. Desde 2013, o consórcio tem participação da Odebrecht, mais uma construtora envolvida nos escândalos de corrupção em torno da Petrobras e que agora também está sendo investigada por um suposto envolvimento em esquemas de corrupção durante a construção do metrô do Panamá, em 2010. O metrô do Panamá também foi patrocinado pelo BNDES. Para piorar, existem indícios de que a construtora foi beneficiada pelo governo durante os leilões para a concessão do aeroporto ainda em 2013”.

7º – Braskem S/A: R$ 1,189 bilhão – “Desde sua origem, a Braskem conta com capital da Odebrecht, outra empresa envolvida em escândalos já citada nesta lista, além de também ter a Petrobras como uma de suas principais acionistas — o que já nos dá algumas pistas sobre suas relações com o governo (...). Os laços da empresa com o poder ficam ainda mais explícitos quando observamos os valores gastos em doações a políticos na última eleição: 8,44 milhões de reais”.
OBS: Conforme a Revista Exame, em novembro 2014, a empresa teve lucro líquido de R$ 230 milhões no trimestre, o que representa uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro soma R$ 750 milhões, variação positiva de 48% sobre o mesmo intervalo de 2013. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado alcançou R$ 1,502 bilhão entre julho e setembro, retração de 10% na comparação anualizada. Pesou a favor dos dados operacionais o dólar mais atrativo ao produtor nacional que disputa mercado com concorrentes internacionais. Essa empresa petroquímica estava tendo muito lucro na época dos empréstimos subsidiados pelo BNDES, qual a motivação deles? Especular?

 6º – Aeroportos Brasil – Viracopos S/A: R$ 1,496 bilhão – “A UTC é um caso que chama a atenção: três de seus executivos foram indiciados por corrupção no final do ano passado. Para piorar a imagem da empresa, dados do TSE mostram que a empresa gastou mais de 14 milhões de reais em doações a campanhas políticas nas últimas eleições. Além dos casos individuais envolvendo as empresas que fazem parte do consórcio, a Aeroportos Brasil também está envolvida em polêmicas: durante as investigações da operação Lava Jato, a polícia encontrou indícios de corrupção no contrato do consórcio e uma possível ligação entre o doleiro Youssef e o consórcio do Aeroporto”.

5º – LLX Açu Operações Portuárias S/A: R$ 1,805 bilhão – “Antiga empresa de Eike Batista, que hoje atua sob o nome Prumo. Apesar de a nova empresa não estar envolvida em nenhum escândalo de corrupção, seus números não são lá muito bons — ela acumulou prejuízos de mais de R$ 50 milhões nos últimos 12 meses, depois de sucessivos prejuízos. O tamanho da verba concedido pelo BNDES também chama a atenção: é muito maior que o valor de mercado da empresa, avaliada em R$ 1,194 bilhão”.

4º – Caixa Econômica Federal: R$ 2 bilhões – “Diversos foram os escândalos envolvendo o banco: pagamento de prêmios a bilhetes falsos de loteria, funcionários envolvidos em esquemas de financiamentos imobiliários fraudulentos e até casos de empréstimos no nome de laranjas, feitos por agentes bancários menores. Mas a alta cúpula da empresa também não escapa das páginas dos jornais: novas investigações da Operação Lava Jato sugerem que a empresa esteve, junto com o Ministério da Saúde, envolvida num longo esquema de desvio de corrupção e favorecimento por meio de campanhas publicitárias e empresas de fachada”.

OBS: A CAIXA, o banco menos indecente do Brasil, é devedor da União e aguarda as novas bondades para pagar em 20 anos, com descontaços em juros, entre outras milhares de empresas e políticos do calote. Todo pequeno contribuinte paga em dia seus impostos, porque quem tem mais sempre posterga seu dever para com a República? Porque o BNDES emprestava para grandes caloteiros da Receita Federal e da Previdência Social. O S acrescentado ao BNDE serve apenas para financiar devedores e fraudadores da Receita pública?

3º – Grupo B2W e Lojas Americanas: R$ 2,658 bilhões – “Segundo o BNDES, o montante, que equivale a quase 40% do valor de mercado do grupo: 1,2 bilhão no nome das Lojas Americanas S/A e 1,5 bilhão no nome do grupo. Além das Lojas Americanas, o grupo também controla o Submarino, o Shoptime e a Ingresso.com. As empresas do grupo já sofreram diversas ações do Procon por propaganda enganosa, Indisponibilidade das lojas e falta de cumprimento de prazos. O grupo também já esteve envolvido num caso de vazamento de dados de clientes da Ingresso.com e sofreu baixas avaliações do Banco HSBC em 2013, baseando-se em seu histórico de problemas. De lá pra cá, a recuperação da B2W não tem sido muito otimista: nos últimos 12 meses o grupo acumula perdas líquidas de mais de 164 milhões de reais”.

OBS: Abrir novas lojas, em que isso favorece o País? Porque não investir em pequenos negócios, agricultura sem venenos, industrias de equipamentos de captação da energia solar, etc., numa época de crise fabricada com cerca de 12 milhões de desempregados? Uma política voltada para favorecer o caos e depois surgirem heróis socialites enriquecidos como salvadores da pátria?

2º – Klabin S/A: R$ 3,370 bilhões – “Em 2009, quando ainda estava à frente do poder, Lula visitou uma fábrica da empresa durante a comemoração dos seus 110 anos e ainda discursou por mais de meia hora no local. Aparentemente, as relações próximas com o poder deram grande vantagem à empresa, que recebeu, só no ano passado, mais de 3 bilhões de reais para a construção de uma nova fábrica. No entanto é importante ressaltar: a Klabin é uma das únicas empresas dessa lista que não tem envolvimento nos escândalos de corrupção da Petrobras nem possui denúncias recentes de corrupção. Nas últimas eleições, a empresa gastou 850 mil reais com políticos, porém, não destinou nem um centavo para os candidatos à presidência”.

OBS:  Conforme a Agencia de Notícias Reuters, em nota replicada pelo G1 da Globo, a produtora de papel para embalagens e celulose Klabin teve lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no segundo trimestre ante resultado positivo de R$ 296 milhões obtido no mesmo período do ano passado, uma alta de 329%. No primeiro resultado da empresa a incluir as vendas da celulose produzida pela fábrica recém-inaugurada da companhia no Paraná, a Klabin informou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 538 milhões em termos ajustados, crescimento anual de 37%. Enquanto milhares de pequenas empresas brasileiras abrem falência em decorrência do descalabro e da sórdida simbiose financeira entre o público e o privado, empresas altamente lucrativas recebem bilhões a juros subsidiados – isso sem falar nos altos juros da dívida pública, que poderiam ser minimizados por uma política honesta e nobre que o Brasil e os brasileiros merecem.

Calote: A VALE,  com dívida de R$ 41,9 bilhões a União





VALE SEMI-PRIVATIZADA:
SONEGAÇÃO, TRAGÉDIA AMBIENTAL
FATURANDO COM MAMATA 
DO BNDES À CUSTA DA REPÚBLICA

1º – Vale S/A: R$ 6,163 bilhões - “Isso mesmo: a menina dos olhos de ouro do governo Fernando Henrique Cardoso aparentemente tornou-se uma queridinha do governo Dilma. Além de ter concedido crédito no valor de 6 bilhões de reais para a mineradora, ano passado a página oficial da presidente não mediu elogios à empresa, que frequentemente é alvo de críticas por parte do PT. As críticas dirigidas à empresa dizem respeito a seu processo de privatização, ocorrido em 1997: na época, o controle estatal da empresa foi vendido para empresas privadas pelo valor de R$ 3 bilhões, mas os números são questionados. Dados mostram que, apenas dois anos após a privatização, os lucros saltaram para R$ 1,251 bilhões — fato que foi usado por oposicionistas do governo tucano como prova de que a companhia havia sido vendida "por preço de banana", sem considerar o potencial de lucro da empresa no futuro. Por outro lado, existe a alegação de que era impossível prever o valor real da empresa e de que seus resultados otimistas são uma prova de que o setor privado conduziu a mineradora melhor que a mão estatal, sendo o responsável por fazer a companhia atingir o pódio das maiores do mundo — já é a terceira maior do planeta. Mas as polêmicas em torno da empresa não ficaram só nos anos 1990. Ano passado, a Vale envolveu-se num escândalo de corrupção na Guiné, após acusações de que a empresa brasileira teria se beneficiado de um esquema de propinas para obter o direito de exploração de uma reserva mineral. Desde então, o governo do país revogou os direitos de atuação da Vale e de outras companhias na região. Apesar da polêmica, as investigações apontaram que a brasileira não participou de nenhuma negociação ilegal, mas como participava de uma joint-venture com empresas do país denunciadas no escândalo, acabou perdendo também sua fatia na exploração mineral. De volta ao Brasil, a empresa deixa explícitas suas relações com o governo Dilma na página de consultas sobre doações do TSE: nas últimas eleições, a candidata petista recebeu R$ 2,5 milhões da companhia para sua campanha eleitoral. Além de Dilma — única da lista que concorria ao cargo de Presidente da República —, a empresa também doou outros 3,2 milhões para candidatos a senador e deputados federal e estadual, a maioria do próprio PT”.
Maria Sílvia B. Marques: Mudando paradigma?*


OBS - VALE: POR UMA PECHINCHA O BRASIL ENTREGOU SEU CORAÇÃO DE FERRO - Em 1997, governo FHC, o Dr. Enéas Carneiro, entrevistado no Programa do Ratinho em sua 3ª campanha a Presidência, citou a revista EIR (Executive Intelligente Review) onde o economista LaRouche denunciava que a Vale havia sido vendida barato, sendo Georges Soros – controvertido financista, acusado inclusive do narcotraficante – um dos beneficiados. Quase vinte anos depois a Vale, pela negligencia criminosa da SAMARCO, sua afiliada, matou o Vale do Rio Doce e é responsável pela morte de cerca de 18 pessoas numa das maiores tragédias ambientais do planeta. Em notícia na Folha de S. Paulo, o Consórcio Brasil comprou, no final, 41,73% das ações da Vale, assim divididas: 16,30% (R$ 1,3 bilhão) das ações ficaram com a CSN; 10,43% (R$ 834,5 milhões) com a Litel Participações (fundos de pensão); 10% (R$ 800 milhões) com a Eletron S/A (liderada pelo banco Opportunity); e 5% (R$ 400 milhões) com a Sweet River (Nations Bank). A Folha apurou que o “Nations Bank também entrou com outros R$ 1,2 bilhão no negócio. O dinheiro foi emprestado à CSN para que a siderúrgica pudesse participar da compra da Vale. O financista George Soros também entrou com R$ 100 milhões na compra da Vale. O embate entre os consórcios Valecom (liderado pelo grupo Votorantim) e Brasil pela compra do controle da acionário da Vale começou às 12h11, quando o consórcio da Votorantim fez o primeiro lance, ao preço mínimo de R$ 26,67 por ação. Às 12h18, quando o ágio já chegava a R$ 368,2 milhões (13,23%) sobre o preço mínimo de R$ 2,782 bilhões fixado, o oficial de Justiça José Ronaldo de Jesus Silva atravessou o pregão brandindo a liminar da juíza Salete Maccaloz, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que ordenava a suspensão do leilão. Sete minutos depois, quando as ações em disputa já valiam R$ 3,15 bilhões, o leilão foi interrompido pela liminar da Justiça Federal do Rio. O oficial de Justiça estava acompanhado pelo advogado Marcelo Cerqueira, que já entrou com cerca de 40 ações contra a venda da Vale. Imediatamente, instalou-se a confusão. O ministro do Planejamento, Antônio Kandir, que chegara com quatro minutos de atraso, se retirou do pregão, dizendo que já esperava o surgimento de novas liminares. A disputa só recomeçou às 17h42 e chegou ao final em apenas cinco minutos. O último lance, do Consórcio Brasil, foi dado às 17h45 e o leiloeiro bateu o martelo às 17h47. O término do pregão foi acompanhado pelo ministro do Planejamento, Antonio Kandir. Ao final, foi tocado o Hino Nacional. Antonio Ermírio de Moraes, comandante do Consórcio Valecom, liderado pelos grupos Votorantim e Anglo American, não perdeu o bom humor após a derrota: "Aos perdedores as batatas", disse, citando ao inverso famosa frase atribuída a Machado de Assis”.
Apesar das despesas com indenizações de sua afilhada, a SAMARCO, irregularidades e a madorra na recuperação da Bacia do Rio Doce, a Vale teve lucro de R$ 3,58 bilhões, apenas no segundo trimestre de 2016. Isso porque o lucro caiu 43% nesse período. O que justifica esse empréstimo com juros subsidiados, essa mão amiga de políticos para com uma empresa de capital misto, que costumeiramente lucra cerca de R$ 5.000.000.000,00? – 5 bilhões à cada semestre?  Se não for burrice é, como diria Lula, maracutaia pesada. (Essas OBSs são deste blog).

*Presidente do BNDES desde 2016, indicada por Temer. 

Nota final do IMB

Em meio a tantos privilégios e subsídios concedidos pelo estado a essas empresas — e cuja consequência foi destruição das contas públicas e a perda do poder de compra da nossa moeda,   é de se estranhar que os serviços por elas apresentados sejam ruins?  É de se estranhar a promiscuidade entre o público e o privado que se tornou tão corriqueira no Brasil? É difícil entender que haja pessoas que defendam essa combinação perversa: contas públicas destroçadas, moeda desvalorizada, empresas protegidas, subsidiadas e que prestam serviços insatisfatórios. Por isso o IMB faz uma defesa incansável do livre mercado e da redução máxima do estado.  Apenas uma economia totalmente aberta à entrada de empresas e capitais estrangeiros, sem barreiras governamentais e sem a concessão de privilégios e subsídios estatais para as empresas favoritas do governo, pode realmente oferecer serviços de qualidade. E com um proveitoso adicional: a moeda não seria destruída e as contas públicas não seriam esfrangalhadas.  Nosso padrão de vida seria sensivelmente maior”.

CONHEÇA MAIS

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/11
/vale-e-bhp-vao-oferecer-credito-para-samarco-em-2017.html

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/07/lucro-da-vale-cai-30-sobre-2015-por-provisao-para-samarco.html

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc070513.htm


http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2092

https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico_e_Social

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/07/lucro-da-klabin-sobe-329-para-r-127-bilhao-no-2-trimestre.html

http://exame.abril.com.br/negocios/braskem-lucra-r-230-milhoes-no-3o-trimestre/

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,sub-relator-da-cpi-do-bndes-pede-indiciamento-de-luciano-coutinho,10000014066

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