segunda-feira, 20 de maio de 2019

O BRASIL  SOB AMEAÇA DA DITADURA PARLAMENTAR DO "CENTRÃO"

Os 513 deputados federais, além de altos salários, que passam dos R$ 33.000,00, cada um têm "direito" a  Cotas de despesas até R$ 45.612,00 + R$ 106.866,00 para Contratação de pessoal  para cada Gabinete + R$ 4.243,00 para moradia + Cota Gráfica + Ajuda de Custo + Aposentadoria proporcional aos mandatos. Em resumo: O Congresso + oneroso do Planeta!


RODRIGO MAIA E ALIADOS: CONSPIRAÇÃO?


Em outubro de 2018 o jornal O Globo contabilizava 207 deputados ligados ao famigerado "centrão" - que foi responsável pelo impeachment da presidente Dilma. Agora, enquanto Reinaldo Azevedo  forma dueto  com Tábata Amaral, deputada federal do PDT, ameaçando impeachment de Bolsonaro, há apenas cinco meses e vinte dias no governo, o Centrão - do qual Tábata faz parte - tira seu velho jogo sujo de cartas marcadas para impedir as reformas necessárias para a salvação do Brasil de um buraco sem fundo - além impedir  o dinamizar da Economia, com a geração de milhões de novos empregos. Porém a soberba de um "Centrão" que tenta ressuscitar das cinzas a própria vileza, quer melar o Governo e jogar em Bolsonaro o resultado de suas mazelas.
Como aconteceu nos governos de Lula e Dilma o Centrão foi alvo de escândalos, como o Mensalão onde Lula e Dilma foram, de certa forma, forçados a se submeterem para negociar mesadas a lideres corruptos da Câmara dos Deputados, e vários senadores, unidos como uma matilha, para desgovernar. Por causa disso o Congresso vem querendo submeter o novo Presidente à velha política corrupta e despudorada do "toma lá, dá cá". 
Com as eleições de 2018 o famigerado "centrão" começou a ficar de pernas bambas - já que houve uma renovação de mais de 40% e vários de seus parlamentares foram derrotados. Tentam agora uma nova configuração para continuar o jogo sujo de impor sua cobiça nada republicana - com fome irracional de "tirar vantagem em tudo".

O CENTRÃO

Esse conjunto de partidos quer formar uma maioria de negociantes. São deputados e senadores que não honram o mandato. Sua ação não se dá em função de ideologia ou programática. Pura e simplesmente, querem sempre submeter o Poder Executivo - Presidente e Ministros - de forma a garantir vantagens e privilégios, indicações de cargos em repartições e ministérios - que acabam caindo, geralmente, em mãos de parceiros desonestos e corruptos. Na Constituinte de 1987 o termo "centrão" foi usado  para apelidar o grupo de parlamentares que se uniram em torno de José Sarney dos partidos: PFL, PL, PDS, PDC e PTB. Eles então negociaram a aprovação da Constituição em troca de cargos e outras regalias. O resultado foi um governo pífio, irresponsável, que levou o Brasil a uma das mais altas recessões, com as maiores taxas de inflação - penalizando os cidadãos contribuintes que, além dos altos impostos pagaram, e ainda pagam, pelos prejuízos dessas negociatas - que fazem inveja a traficantes e contrabandistas.
Em 2014 esse grupo pérfido de parlamentares - que geralmente ganha eleição por serem tipo "capitão do mato" em seus estados - se uniu em torno de Eduardo Cunha, do PMDB - hoje presidiário. Dessa feita o  grupo reunia parlamentares de 8 partidos: PDT, PSC, PP, PROS, PMDB, PTB, PR e o Solidariedade - somando 47% da Câmara Federal - elegendo em primeiro turno o atual presidiário, Eduardo Cunha. Esse fundão, ao qual se uniram outras siglas, garantiu o impeachment de Dilma Rousseff, em maio de 2016 - que acabou sendo a única responsabilizada pelas mazelas que debilitaram ainda mais a República.
Esse mesmo grupo, recentemente, barrou as denuncias criminais que pesam sobre Michel Temer, sempre sobre a esteira de cargos barganhados, liberação de emendas, verbas e projetos de lei. Uma farra que afundou ainda mais os recursos da Nação - que virou um canteiro de obras inacabadas.

CENTRÃO 2019 QUER DOMINAR
A PROCURADORIA GERAL
DA REPÚBLICA (PGR)

Em bate bocas de bastidores o centrão estaria articulando a permanência de Raquel Dodge como Procuradora Geral da República. Ela ocupou o cago indicada pelo ex-presidente Michel Temer - que ultimamente vem frequentando as dependências da PF. Pesa contra Raquel o fato dela ter "desacelerado a homologação de acordos de delação premiada, pedindo rescisão do que foi feito com executivos da J&F - ex-JBS" - favorecendo a impunidade do ex-presidente.
LINHA DURA NÃO, RAQUEL!
Atualmente com menos de 230 deputados na Câmara o centrão vem se caracterizando como um verdadeiro "inferno astral" para o Presidente Bolsonaro, sob pressão. Um grupo deles, sendo alvo das operações da Lava-Jato quer se blindar de processos e julgamentos, impondo a chefia do MPF - Ministério Público Federal. A indicação do Presidente Bolsonaro teria que ser aprovada pelo Senado. Raquel se mostrou figura hostil ao clã de Bolsonaro: Denunciou o Presidente como racista por causa de sua palavra infeliz sobre os Quilombolas e também por apresentar denuncia contra Eduardo Bolsonaro, acusado de "ameaçar uma jornalista em mensagens trocadas através de aplicativo".  Até Setembro Raquel continua na PGR, no entanto vários parlamentares indiciados querem evitar que Bolsonaro coloque  "um linha dura" em seu lugar, após seu mandato.
Bolsonaro não quer a indicação de um substituto de Raquel que "seja livre do viés ideológico de esquerda" e que "não seja um ativista no passado por certas questões nacionais".  Porém deve saber que há questões que precisam ser encaradas e um estadista que busca a sabedoria deve aprender que um dia vem após o outro e a as injustiças da  História devem ser dirimidas com gestões que honrem a grande maioria dos brasileiros.

CAMISA-DE-FORÇA NO PRESIDENTE
ELEITO COM 60 MILHÕES DE VOTOS

Outra ocupação do "Centrão" - que, afinal não está bem articulado -  é querer impedir o Presidente de editar "medidas provisórias". Por isso, conforme O Estadão, "líderes do Centrão, insatisfeitos decidiram emparedar o Palácio do Planalto" com um "pacote de maldades para deixar o Presidente refém do Congresso": "A primeira medida foi aprovar na noite desta terça-feira (26.3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de 2015 que engessa o Orçamento da União. Além disso, deputados querem agora restringir até mesmo o poder do Presidente de editar medidas provisórias". O fato é que Bolsonaro tem R$ 30 bilhões no Orçamento de 2019 para investir em obras. Querem, pois, inviabilizar ações governamentais importantes - como socorro a Municípios - já que um de seus slogan da campanha vitoriosa é "Mais Brasil e Menos Brasília".
Conforme o Estadão, "a Câmara está cada vez mais rebelada. Líderes partidários convenceram o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar na pauta de votação, por exemplo, um tema indigesto para Bolsonaro. Na prática a proposta engessa o governo ao determinar que todas as repartições federais sejam impedidas de promover gastos sem o aval do Legislativo".
Esse não é o papel institucional do Congresso e, por isso, se houver impeachment, deve ser para conspiradores da Câmara Federal e do Senado!
Investimentos e aplicações do Orçamento é uma atribuição Constitucional do Poder Executivo. O Centrão estaria querendo obrigar o governo a aplicar 1% da receita liquida em emendas coletivas, para ser "usado como moeda de troca" - currais eleitorais - regionais   para atendimento de redutos de parlamentares.
Rodrigo Maia teve o apoio de deputados eleitos na esteira do fenômeno eleitoral de Bolsonaro para ser eleito Presidente da Câmara e essa pretensão, após o governo anunciar o bloqueio de quase 30 bilhões no Orçamento - em função da crise econômica provocada por governos do PT e PMDB - inclusive com empréstimos dadivosos a republiquetas da Venezuela, Cuba, Nicarágua, Argentina, Bolívia, além de repúblicas socialistas na África, que na verdade são ditaduras. Nesse cenário, adversários políticos, minoria com ficha suja se juntariam a partidos como o PT e PC do B para inviabilizar a governança do PSL de Jair Bolsonaro. Nesse clima sob asas da rebelião o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni desabafou em visita a Câmara dos Deputados: "Estamos buscando com humildade, fé e paciência a construção de um entendimento". Com certeza o diálogo e a responsabilidade parlamentar, frente a 220 milhões de eleitores, devem ser sabiamente exercidos pelo Congresso mais oneroso do planeta!

TENTATIVA DE ASFIXIA

Atualmente o DEM (Democratas) está com três ministros - Casa Civil, Agricultura e Saúde, além da presidência da Câmara e do Senado. No entanto têm vacilado em formar a base parlamentar do governo. O Ministro Paulo Guedes, da Economia, tenta emplacar a necessária Reforma da Previdência, cada vez mais onerosa. Além do aumento da longevidade dos brasileiros o rombo das contas carrega a desgraça dos privilégios da casta politico-judiciária, que sustenta milhares de aposentados de gordas aposentadorias precoces, desde antigos parlamentares da ARENA, PMDB, etc, ainda com a "bondade" de conceder a filhas com mais de 21 anos dessa galera fominha benefícios injustos que escandalizam os cidadãos. A isso somamos empresários multinacionais, caloteiros, que desprezam o Brasil e não o honram pagando suas dívidas de cerca de um trilhão. Apenas ao INSS essas dividas - conforme a Revista Época - é de R$ 430 bihões! Por isso uma minoria de lobos travestidos de parlamentares uivam, agredindo o Ministro  Paulo Guedes em audiências a parlamentares - em provocações chulas como as do deputado Zeca Dirceu.
Enquanto alguns lideres do "Centrão" se reúnem com figuras suspeitas de outro Poder (STF) para tramar e engessar a atuação do Presidente - rebelando contra  milhões de eleitores.  Algumas de suas estratégias para desidratar o Executivo:

1. Limitar a edição de MPs - Medidas Provisórias que o Executivo edita para
suprir urgências e carências da legislação.2. Imposição de aliados para ocupar cargos de segundo e terceiro escalões do Governo.3. PEC - Proposta de Emeda a Constituição para fazer o Governo refém de objetivos de congressistas.4. Aborto de Projetos de Reforma Tributária.
5. Aborto de Projetos de Segurança Pública  e anticorrupção  do Ministério da Justiça (Sérgio Moro. )6. Empastelamento da Reforma da Previdência, desautorizando o Governo com a tentativa de impor uma "Reforma Alternativa", que mantenha privilégios que oneram a República e atentam contra os cidadãos que pagam os maiores impostos do mundo
- recebendo desprezo em contrapartida.
7. Tentativa de barrar a Medida Provisória que reduziu o número de Ministérios,
que perderia validade se não aprovada até 03.06, o que levaria ao retorno dos 29 Ministérios do Ex-Presidente Temer - hoje sob restrição de liberdade por denuncias de corrupção.
8. Atraso na votação da MP da Reforma Administrativa.
9. Retirada do COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da
Justiça - para dificultar fiscalização de transações fraudulentas  ilícitas

VASA O TEMOR DE REELEIÇÃO EM 2022

No dia 02.05, após comemoração do Dia do Trabalho o jornalista Rodolfo Costa sintetizou o teor das manifestações sindicais: "As manifestações do Dia do Trabalho viraram ato político contra a Reforma da Previdência e o governo. Os ataques não foram disparados apenas pela oposição, em palanques montados pelas centrais sindicais" - Na tentativa de evitar a reeleição de Jair Messias Bolsonaro o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força(SP) denunciou seu envolvimento com o Centrão na tentativa de enxugar a Reforma da Previdência capitaneada pelo Ministro Paulo Guedes.

PAULINHO DA FORÇA: MEDO DE BOLSONARO REELEITO
De forma hipócrita e soberba, no entanto, José Nelto, líder goiano do "Podemos", declarou, com uma pitada de bom senso, ao O Globo: "Enquanto o presidente (Jair Bolsoraro) acha que o Brasil é ingovernável, a gente tem de mostrar que o Congresso trabalha. Temos de criar uma pauta com questões que envolvam as demandas da população, como o combate à criminalidade".  Com certeza os brasileiros nunca esquecerão os traidores eleitos com seus votos. Escreveu Rodolfo Costa: "A aprovação da reforma no molde do governo garantiria uma economia de R$ 1,2 trilhão. É esse ajuste que Bolsonaro pretende garantir, embora tenha demonstrado flexibilidade ao admitir um piso mínimo de R$ 800 bilhões. Ainda assim é um limite acima do que o Centrão discute aprovar".  Mas, para Paulinho da Força e outros personagens temerosos do Centrão apavorado, esse triunfo garantiria a reeleição de Bolsonaro.
Essa mentalidade atrasada e mesquinha de parte de deputados e senadores é o retrato do analfabetismo de milhões de eleitores miseráveis, dos currais eleitorais desses caciques mesquinhos cujos interesses colocam acima do bem estar dos brasileiros.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, tenta disfarçar a estratégia do Centrão, declarando: "Vou trabalhar  para uma economia de R$ 1 trilhão. Não estou preocupado com a eleição de 2022" - afirmou ao Estadão. André de Paula, PSD, e Arthur Lira, do PP também do Centrão, criticaram a posição do ex-sindicalista: "Doidice dele, loucura. Nunca tratamos disso". Será?

LÍDER DO SENADO, DAVI ALCOLUMBRE,
TENTA JUSTIFICAR REBELDIA PARLAMENTAR
E ALMEJA ARTICULAR APROXIMAÇÃO 

O Estadão perguntou a Davi Alcolumbre, presidente do Senado,  como está a articulação do governo para aprovar a reforma da Previdência. O presidente do Senado respondeu assim:
Temos que entender que estamos vivendo um novo momento. Temos agora um novo modelo de governança. O que esse governo falou desde o dia que tomou posse é que iria fazer o novo método de gestão. Escolheu os quadros técnicos para assumir as 22 pastas do governo sem consultar os partidos ou ouvir as sugestões dos partidos que estão há 30 anos com esse outro modelo, de coalização.
DAVI ALCOLUMBRE, LIDER NO SENADO: SERÁ FIEL?
A legitimidade desse modelo sem ouvir a interferência partidária é do mesmo tamanho da legitimidade do outro modelo que a gente vivia. Só que o outro, de composição, de coalização em torno de uma agenda deixou de existir quando esse governo disse que iria fazer de outro jeito. Como no começo teve esse desencontro, os partidos não se veem representados do ponto de vista da gestão. E se eles não estão se vendo representados na gestão, no caso diretamente, tendo participação na composição das pastas, eles estão buscando como se dará esse novo modelo. Estou sentindo que o governo tem buscado aproximação e que o parlamento também está aberto para o diálogo e para o entendimento
.” (Transcrito do site O Antagonista).


PARLAMENTARES SUSPEITOS DE FICHA
SUJA: APAGANDO RASTROS

Cotado por Rodrigo Maia - líder na Câmara Federal -  para assumir um novo Ministério das Cidades, Alexandre Baldy foi alvo de uma série de acusações do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) neste domingo (12.mai.2019). Por meio de seu perfil no Twitter, o congressista afirmou que Baldy ofereceu propina ao presidente do Detran Goiás.
Kajuru afirmou ter entregue gravações ao presidente Jair Bolsonaro que comprovam participação do ex-deputado federal em um suposto esquema de corrupção. “Vou surpreende-lo com o que sei. Então não posso antecipar aqui antes do processo. Juridicamente óbvio.”

ALEXANDRE BALDY E MAIA: PEGOU MAL
Representantes políticos do mesmo Estado, esta não é a 1ª vez que Kajuru faz acusações e críticas sobre o ex-ministro de Temer. Em setembro de 2018, o senador fez uma live no Facebook e chamou Baldy de “bandido”e acusou o ministro de “comprar” apoio para candidatos nas eleições.
Pelas redes sociais, Baldy rebateu as acusações e afirmou que processará Kajuru. “Espero que tenha advogado, pois frequentará o Tribunal, para provar cada falta que profere”,escreveu).

Na bancada de Goiás, 12 dos 17 deputados federais votaram a favor do arquivamento da denúncia contra Michel Temer; foram eles: Célio Silveira (PSDB), Giuseppe Vecci (PSDB), Daniel Vilela (PMDB), Pedro Chaves (PMDB), Alexandre Baldy (Pode), Heuler Cruvinel (PSD), Jovair Arantes (PTB), Lucas Vergílio (SD), João Campos (PRB), Magda Mofatto (PR), Roberto Balestra (PP) e Thiago Peixoto (PSD).
Com base em gravações telefônicas da Polícia Federal, feitas na Operação Monte Carlo, Alexandre Baldy seria protagonista de um capítulo do Relatório final da CPI que em 2012 investigou o caso, sendo classificado como colaborador “da organização criminosa”. O texto é assinado pelo petista Odair Cunha (MG), que relatou os trabalhos da comissão durante oito meses. No final, um acordão entre legendas atingidas acabou levando à rejeição do parecer no Plenário da comissão e à aprovação de um relatório de duas páginas que não sugeriu o indiciamento de ninguém. “As investigações levadas a efeito pela Polícia Federal, e aprofundadas por essa CPI revelam que Alexandre Baldy, conquanto não tenha agido com a mesma desenvoltura com que atuaram outros secretários do Estado de Goiás em prol dos interesses da organização criminosa chefiada por Carlos Cachoeira, prestou relevantes serviços à quadrilha”, diz o relatório final de Odair.
Entre 2011 e 2013, o deputado foi secretário de Indústria e Comércio do governo de Goiás, comandado pelo tucano Marconi Perillo. Temer informou a correligionários ter decidido colocar o deputado no lugar do tucano Bruno Araújo, que pediu demissão. Baldy irá trocar o Podemos pelo PP, que era a maior sigla do Centrão. Deputado federal de primeiro mandato, ele é hoje um dos principais aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A juíza Suelenita Soares Correia, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, decretou a indisponibilidade dos bens do deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO), da Usina Panorama S/A e de outros citados em ação civil pública por ato de improbidade administrativa. A ação foi proposta pela promotora de Justiça Vilis Marra, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
A Usina Panorama é uma destilaria de álcool e fabrica açúcar em Itumbiara, e conta com incentivo fiscal através do programa Produzir. Em inquérito civil público, a promotora descobriu que a empresa requereu um privilégio de deixar de gerar 500 empregos e em contrapartida propunha veicular propaganda do programa Produzir nas embalagens de açúcar que produz.
O deputado Alexandre Baldy era secretário da Indústria e Comércio à época em que a Usina Panorama requereu a extensão do benefício e votou favoravelmente ao pedido no Conselho Deliberativo do Produzir. Junto com ele votaram outros gestores que integravam o Conselho Deliberativo: Reinaldo Fonseca, Luiz Lopes de Lima, Luiz Antônio Maronezi, Pedro Ferreira Arantes e Neuza Maêve – todos também acionados na ação do Ministério Público e também com os bens bloqueados.
A ação descreve a sucessão de fatos sobre o acordo entre a Usina Panorama e os gestores do Programa Produzir, em que até mesmo a advocacia setorial da SIC opinou de forma contrária à concessão do aumento do incentivo e que existia a “impossibilidade legal de substituição do parâmetro de geração de 500 ou mais empregos por publicidade do Produzir nas embalagens utilizadas pela empresa”.
Mesmo alertados pela Secretaria da Fazenda e pela advocacia setorial da SIC, os gestores do Conselho do Fomentar decidiram pela concessão de novo financiamento, da ordem de R$ 375 milhões, para a Usina Panorama. “Ressalta-se que não obstante a proibição de se alterar o fator de desconto e ainda o fato de que a Usina Panorama S/A costumava utilizar tal expediente rotineiramente, o que demonstra não ter interesse em cumprir o avençado com o Estado de Goiás, mas que somente usa o benefício, ou seja, a verba pública originária do Fomentar, sem o menor interesse em cumprir com as condições que foram estipuladas para o seu ingresso no programa”.
Na decisão a juíza frisou que a indisponibilidade dos bens é uma medida de cautela, que se demorada a decisão pode ser de difícil reparação e que exige uma providência de urgência. A análise inicial do fato descrito pela promotora, segundo a magistrada, com base na documentação juntada, dá “indícios da prática dos ilícitos capitulados” na lei de improbidade administrativa.

O bloqueio dos bens dos agentes responsáveis por ato de improbidade administrativa é medida necessária, segundo a magistrada, “uma vez que após cientificados acerca da existência dessa ação, poderão os requeridos, visando furtarem-se às responsabilidades correspondentes desfazerem-se de seu patrimônio”. A juíza determinou que sejam oficiados os cartórios de registros de imóveis de Goiânia para bloqueio dos bens e que se proceda até ao bloqueio de ativos financeiros, via online, até o limite de R$ 622,974 milhões.
A Usina Panorama S/A enviou expediente à Redação expondo suas considerações sobre a ação do Ministério Público. Os advogados ainda não haviam sido informados oficialmente que a Justiça aceitara a ação de modo direto, sem ouvir as partes citadas na ação, e determinado a indisponibilidade dos bens. A reportagem tentou ouvir o deputado federal Alexandre Baldy sobre a decisão judicial. No telefone 8111-xxxx ele não atendeu e também não retornou a ligação. Não foi possível deixar recado na secretária eletrônica (Justiça bloqueia R$622,9 milhões do deputado Baldy
Postado por Hélmiton Prateado e Daiana Petrof em 15 de junho de 2015 às 20h58).

EUNICIO OLIVEIRA E RODRIGO MAIA: DELATADOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO


RODRIGO MAIA: INJUSTIÇADO OU COMPROMETIDO?

Conforme o site Wikipéia Rodrigo Maia, chileno de nascimento - na época de exílio de seu pai César Maia -  não possui pendências com a Justiça, mas seu nome já apareceu em investigações da Operação Lava Jato. De acordo com uma reportagem da revista Época, ele trocou mensagens de celular com o empreiteiro Léo Pinheiro, do Grupo OAS, para tratar de doações eleitorais. Já no dia 8 de fevereiro de 2017, em reportagem veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo, a Polícia Federal concluiu as investigações e demonstrou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O inquérito se iniciou através das mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o próprio deputado. Ele foi acusado de prestar “favores políticos” e defender interesses da OAS no Parlamento em 2013 e em 2014; ainda segundo a PF, a ajuda consistia por exemplo, em apresentação de emenda a medida provisória que criava regras para a aviação regional, dispositivo de texto formulado sob encomenda para agraciar a construtora. Os investigadores acreditam que Maia solicitou à empreiteira um milhão de reais em doações eleitorais no ano de 2014 (dinheiro repassado oficialmente à campanha de César Maia) e que o repasse foi uma tentativa de ocultar a procedência da propina. Através da assessoria, o deputado negou qualquer envolvimento de "receber vantagem indevida para apreciar qualquer matéria" e relatou que durante seus cinco mandatos sempre votou conforme orientação da bancada ou pela própria consciência. A decisão de abrir denúncia contra o deputado será de responsabilidade do Ministério Público Federal, em razão do foro privilegiado.

FERNANDO BEZERRA COELHO

A Polícia Federal através da Operação Turbulência investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 600 milhões. O dinheiro teria sido utilizado para abastecer o caixa 2 do PSB e assim financiar a campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco em 2010 e nas eleições presidenciais de 2014. Segundo as investigações parte do dinheiro teria sido utilizado na compra da aeronave utilizado por Campos na sua campanha e que caiu no acidente.
FERNANDO BEZERRA: O PASSADO ME CONDENA!
Segundo o Ministério Público Federal Eduardo Campos e senador Fernando Bezerra Coelho teriam recebido propina do dono da aeronave. A construtora Camargo Corrêa teria pago propina a Campos e Coelho referentes as obras na Refinaria Abreu e Lima. A empreiteira OAS também estaria envolvida. O esquema de lavagem de dinheiro também estaria ligado com outros esquemas investigados na Operação Lava Jato.
Em agosto de 2016 a Polícia Federal confirmou propina em favor de FBC comprovando denúncia do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em um de seus depoimentos, onde afirmou que o valor solicitado foi de R$ 20 milhões. O inquérito foi concluído e entregue ao Ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).


VADE RETRO, ESPÍRITO DE PORCO

Bia Kicis
(PSL-DF) vice-lider do governo no Congresso,  declarou que "todos os parlamentares são convidados a se sentirem parte do governo, mas sem apelar para o "toma lá dá cá": "Vamos conversar e trazer para perto e permitir que participem do governo aliados e pessoas que  queiram ajudar. Mas sem esse espírito de porco, de querer atrapalhar o Brasil para se dar bem", alertou (O Editor).

CRÉDITOS / FONTES PESQUISADAS

- https://oglobo.globo.com/brasil/com-207-deputados-centrao-ainda-sera-indispensavel-na-camara-23155287
- https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/projeto-anticrime-de-moro-nao-tera-vida-facil-no-congresso-332b9oew22qi9lag8e96im10b/
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Bezerra_Coelho
- https://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/pf-comprova-propina-para-senador-fernando-bezerra/
- https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/05/18/centrao-age-contra-nome-linha-dura-na-pgr.htm
- https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2019/03/27/interna_politica,1041495
/centrao-coloca-em-votacao-pacote-de-maldades.shtml
- https://oglobo.globo.com/brasil/centrao-articula-para-reduzir-poderes-do-executivo-23675986
-  https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2019/05/02/interna_politica,1050578/centrao-quer-desidratar-nova-previdencia-e-impedir-reeleicao-bolsonaro.shtml / RODOLFO COSTA.
-  https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_Maia
- https://www.oantagonista.com/brasil/alcolumbre-os-partidos-nao-se-veem-representados-do-ponto-de-vista-da-gestao/
- https://exame.abril.com.br/brasil/quem-e-alexandre-baldy-o-novo-ministro-das-cidades/
- https://www.poder360.com.br/congresso/jorge-kajuru-acusa-alexandre-baldy-cotado-para-ser-ministro-de-bolsonaro/
-  http://www.dm.com.br/politica/2015/06/r-6229-milhoes-bloqueados-pela-justica.html - BALDY -
- Baldy e Carlinhos Cachoeira - http://www.osul.com.br/o-novo-ministro-das-cidades-alexandre-baldy-foi-aliado-do-contraventor-carlinhos-cachoeira-diz-relatorio-de-cpi/ :
- https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/delacao-da-odebrecht-rodrigo-maia-e-suspeito-de-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml





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